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Arquivo do mês: fevereiro 2015

Passeando – Laguna/ SC

Oi gente,

Pra provar que nem só de praia se vive por aqui, hoje vim mostrar um passeando diferente. Ok, a praia vai aparecer, mas não vai ser tema.

Quero falar de uma cidadezinha que fica a mais ou menos a 120km de Floripa chamada Laguna. É uma cidade histórica, com casinhas antigas e ruas de paralelepípedo e pé de moleque. Fica no litoral, mas no centrinho não tem praia

Laguna

Laguna/ SC

Laguna foi uma cidade muito importante para os portugueses na época da colonização, porque lá passava a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Hoje em dia existe um monumento demarcando o lugar.

Marco do Tratado de Tordesilhas

Marco do Tratado de Tordesilhas. Laguna/ SC

Lá também tem um museu casa de Anita Garibaldi. Esse museu é uma casa bem antiga que reúne diversas informações sobre ela. A casa não foi realmente morada da Anita, foi apenas onde ela se arrumou para seu primeiro casamento, aos 14 anos (que não foi com Giuseppe Garibaldi). Não se tem certeza do lugar onde Anita nasceu, mas é bem provável que tenha sido em Laguna.

Igreja

Igreja. Laguna/ SC

Laguna é cortada por um rio sem ponte, de um lado está o centrinho e o museu e do outro estão praias muito lindas e um farol. É possível dar a volta para chegar ao outro lado de carro, mas existe também um ferry boat que atravessa carros, motos, ônibus e passageiros. A gente estava de carro e atravessamos neste ferry boat.

Travessia de ferry boat em Laguna

Travessia de ferry boat em Laguna/ SC.

Depois de atravessar ainda tivemos que andar uns bons quilômetros até o Farol de Santa Marta que é o maior farol das américas e o segundo maior no mundo. Existem várias praias lindas perto do farol, mas nós não fomos a nenhuma delas. Parece que é possível ver pinguins e golfinhos de algumas praias.

Farol Santa Marta. Laguna/ SC

Farol Santa Marta. Laguna/ SC

O passeio foi muito lindo e valeria a pena voltar para conhecer também as praias, mas é bom estar preparado para a volta, pelo menos para quem for voltar no final da tarde no verão. Na verdade, quando atravessamos o ferry boat, já tínhamos visto a fila enorme para voltar, mas ninguém imaginou que seria do jeito que foi. Saímos do farol ainda estava claro, pegamos a estrada e ficamos na fila. Ficamos umas três horas para andar cerca de três quilômetros. Essa parte não foi divertida, principalmente porque ainda tinham os 120km de Laguna até Floripa. Sei que chagamos em casa perto de meia noite. Existia outra estrada, fazendo a volta, se não me engano por Tubarão, mas parece que o engarrafamento seria grande também e ninguém dava certeza de que seria vantajoso. Ficamos na fila.

Laguna/ SC

Laguna/ SC

A visita é muito bonita e eu gostaria de voltar para aproveitar também a praia, mas só de lembrar das horas que passamos na fila, desanimo muito. Pra ver a vista, acho que vale mais ir no inverno e para ir na praia, tentar chegar cedo e sair cedo.

Beijos

Maquiagem – montando um kit básico – Pele

Oi gente,

Sei que muita gente está começando a se maquiar e comprar seus produtos e acaba ficando bem perdida com as resenhas e a enorme quantidade de possibilidades. Quando eu comecei também fiquei assim (e comecei a gostar de maquiagem bem tarde), principalmente porque não sabia usar praticamente nada e não queria gastar R$200 numa base que eu nem sabia passar. Na época eu também pensava que era melhor ter uma paleta de sombras com 88 cores bem baratinha do que investir em outra paleta mais cara com 12 cores que eu realmente ia usar. Hoje penso diferente, acho que vale ter o que a gente realmente usa e gosta, vale mais ter poucos produtos de qualidade do que um monte de produtos ruins ou que não vamos usar.

Mas, em geral, no início a gente não sabe usar bem as coisas e não sabe bem o que gosta, então também não querermos pagar muito em cada produto. A proposta desse post é criar uma necessaire básica, mas completa, com mais ou menos R$200. Os produtos que vou citar são só sugestões minhas, claro que vocês podem tentar adaptar com o queo que já têm e mudar tudo a vontade. Quero deixar opções de produtos baratos e de qualidade, porque eu já comprei lápis de olho do camelô e paguei dois por cinco reais, mas acabei jogando os dois fora porque não pigmentava nada e me deixava parecendo um panda depois de algumas (poucas) horas. Não usei todos os produtos da lista, mas conheço a grande maioria das marcas e experimentaria qualquer um desses produtos. Vamos lá.

Pele:

Bases e bb creams

Bases e bb creams

Quando penso em alguém começando a se maquiar penso em produtos leves para a pele. Se você está acostumada a andar de cara limpa, provavelmente vai se sentir melhor com pouca cobertura.

1 – Base líquida Intense de O Boticário. Foi minha primeira base, o único produto que já testei dessa imagem. R$24,99

2 – BB Cream maybelline dream fresh. R$26,91

3 BB Cream Maybelline dream oil control (para peles oleosas). R$26,91

4 – BB Cream Nivea 5 em 1. R$22,41

5 – BB Cream L´Oréal 5 em 1. R$22,41

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Corretivos

Desses corretivos só usei de verdade o da Tracta número 4. Eu prefiro corretivo líquido, acho que deixa mais natural, mas coloquei uma opção do cremoso também.

1 – Corretivo Capricho de O Boticário. R$19,99.

2 – Corretivo cremoso Intense de O Boticário. R$ 21,99.

3 – Corretivo líquido Tracta ômega 3. R$ 21,02.

4 – Corretivo Líquido Tracta. R$ 24,42.

pó

Pós compactos

Pó é uma coisa que nem sempre eu uso. Escolhi todos compactos porque acho mais simples de aplicar e fácil de levar na bolsa. Coloquei uma opção de refil também, aí vocês podem comprar o refil pra ter o pó e quando o pó acabar juntar mais um dinheirinho e comprar a embalagem normal. Claro que comprar o refil antes de comprar a embalagem não é o ideal e vocês vão ter que tomar mais cuidado pra não quebrar, mas é uma opção para economizar.

1 – Pó compacto Intense de O Boticário. R$ 31,99.

2 – Pó compacto Intense de O Boticário refil. R$ 22,99.

3 – Pó compacto Maybelline Super Natural. R$ 21,51.

4 – Pó compacto Meybelline Super Natural UV Block. R$ 22,41.

5 – Pó compacto Maybelline Pure make up. R$ 32,31.

6 – Pó compacto Vult. R$22,41.

7 – Pó compacto Panvel. Panvel é uma rede de farmácias do sul do país, eu sempre ficava desejando as coisas quando morava no Rio e agora tenho Panvel pertinho de casa. Eles têm uma linha própria de produtos que é bem boa (pelo menos o que eu testei) e bem em conta. Se você não mora no sul, eles têm um site que entrega em todo o Brasil. R$ 9,40.

blush

Blush

Blush é uma coisa que, mesmo sendo básica, da pra improvisar com um batom vermelho ou rosado. Só tem que ter cuidado pra não exagerar e ficar parecendo uma chinelada.

1 – Blush Intense de O Boticário. R$27,99.

2 – Blush Intense de O Boticário refil. R$ 21,99.

3 – Blush Vult. Amo os blushes da Vult, tenho algumas cores e uso muito. Online só achei nesse preço, mas nos meus paguei um pouco mais de dez reais. R$17,91.

4 – Blush Panvel. R$ 12,26.

Bronzer e iluminador

Bronzer e iluminador

Bronzer e iluminador foram produtos que eu demorei bastante para ter e usar, não acho que eles sejam realmente básicos, mas coloquei algumas opções aqui. Gosto muito das opções de duo, não é um produto que a gente usa tanto assim, então é bom pra poupar espaço e dinheiro.

1 – Duo de bronzer e iluminador Vult Soleil. É o duo que eu tenho e uso. R$ 19,71.

2 – Duo de bronzer e iluminador Panvel. R$8,90. Está fora de estoque, não consegui encontrar o link.

3 – Iluminador Panvel. R$ 9,40.

4 – Bronzer Panvel. R$ 9,40.

A minha intenção inicial era montar a necessaire inteira, mas o post ia ficar muito grande e cansativo, então volto depois com sugestões de olhos, boca e pincéis. Os preços podem variar bastante dependendo de onde você mora, por isso tentei colocar links da Internet, mas os preços também podem mudar.

Se eu tivesse que montar uma necessaire de pele com esses produtos compraria o BB Cream da Maybelline dream oil control, o corretivo líquido da Tracta com Õmega 3 e o pó compacto da Panvel. De blush iria de Vult que é uma marca que já amo, e de iluminador experimentaria esse duo da Panvel. Num total eu ia gastar R$ 84,14, ainda ia sobrar um bom dinheirinho pro resto. Me conta nos comentários quais seus produtos BBB preferidos.

Beijos

Fotografia – Velocidade

Oi gente,

Já fiz vários posts sobre fotografia.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

A partir de agora vamos de fato mudar as fotos que tiramos, então para acompanharem os posts, precisam ter uma câmera com modo manual. O modo manual é o que vai permitir vocês decidirem como a foto vai ser tirada. Para definir certinho como a foto vai sair, vocês vão precisar mexer em três variáveis, vou falar de uma delas de cada vez.

Para tirar fotos no modo manual é muito importante conhecer o fotômetro, uma espécie de régua que mede a quantidade de luz que está entrando. Procure onde aparece o fotômetro da sua câmera, a aparência dele é essa aí embaixo.

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Fotômetro. Fonte: Google.

São três elementos que vocês vão escolher e que mexem com essa régua. Vocês podem perceber que existe um tracinho ou algo parecido que indica um ponto da régua, na maioria das vezes o ideal é deixar esse tracinho no meio, no zero. E é isso que o automático da sua câmera faz, deixa o tracinho no meio. Então qual a vantagem do manual? Como eu disse, são três variáveis. Com o modo manual vocês podem escolher o valor da cada variável e ir compensando nas outras pro fotômetro chegar no 0. Existem, em geral, várias configurações possíveis, a do modo automático é apenas uma delas e, não necessariamente, a melhor pro efeito que vocês querem. Além disso, vocês podem escolher não colocar o fotômetro no 0. Dependendo da situação vocês podem desejar uma foto mais escura, e aí vai colocar o fotômetro pro lado negativo em -1, -2, etc ou mais clara, com o fotômetro ajustado pro lado positivo, +1,+2, etc. No manual isso é possível.

Bom, então vamos ver uma variável de cada vez. A primeira será a velocidade. A velocidade determina quanto tempo o sensor (ou o filme) vai receber luz, quanto mais tempo, mais clara fica a foto. Mas não é só isso que a velocidade faz, se o seu sensor recebe luz por mais tempo, os objetos (ou pessoas) em movimento na foto sairão borrados ou tremidos. Por isso ajustar a velocidade é importante. Se estamos fotografando uma corrida, por exemplo, teremos que usar uma velocidade bem alta para que o corredor saia congelado. Essa próxima foto é do meu gato (ok, gato dos meus pais) bebendo água. Dá pra ver direitinho a língua dele, que se movia bem rápido, e também as gotas d´água caindo, a foto foi tirada em velocidade alta, assim o instante foi capturado. Se a velocidade fosse baixa, na região da língua a gente veria um borrão rosa e não ia distinguir as gotas de água.

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Ivan. Foto tirada em alta velocidade.

Então velocidades mais rápidas vão dar fotos mais escuras (menos tempo para a luz entrar) e o instante é capturado, o movimento não aparece. Velocidades mais baixas darão fotos mais claras e o movimento vai estar na foto. Nas duas fotos abaixo temos a imagem das cataratas em Foz do Iguaçu. Na primeira a velocidade está alta, podemos ver as “rugosidades” e detalhes da água, enquanto na segunda a água forma um véu usando uma velocidade mais baixa.

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Cataratas do Iguaçu. Foto tirada com velocidade alta. Foto: Filipe Manzoni.

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Cataratas do Iguaçu. Foto tirada com velocidade baixa. Foto: Filipe Manzoni

Então no modo manual a velocidade pode ser escolhida por vocês, dependendo do efeito que querem causar na foto. Mas não é só o movimento dos objetos fotografados que entram, movimentos da câmera e do fotógrafo também interferem no resultado final. Por isso devemos tomar cuidado com velocidades muito baixas ou usar um tripé para manter a câmera firme.

Não existe uma regra sobre qual a melhor velocidade para não tremer a mão, é uma coisa que depende da lente que você está usando e de quão firme é sua mão, mas existe um truque que nos ajuda a ter uma noção.

As câmeras mostram as velocidades de dois jeitos, o número puro ou o número seguido de aspas. O número puro representa uma fração de segundos, então quando vemos 30, por exemplo, na realidade temos 1 segundo dividido em 30, um trinta-avos de segundo, 1/30.  Se temos o número 90, será um segundo dividido por 90, 1/90. Por isso, a velocidade 90 é mais rápida que a velocidade 30. Assim é com os números que aparecem sozinhos, 100 é, na verdade, 1/100, 500 é 1/500 e etc. A velocidade mais rápida que a câmera oferece pode variar bastante, na minha cybershot, por exemplo, era 1000 (1/1000 ou um milésimo de segundos) e na minha atual é 4000 (1/4000), bem mais rápida.

Quando encontramos segundos inteiros a câmera representa o número seguido de aspas, então para um segundo temos 1″, para 15 segundos, 15″ e para 30 segundos, 30″. Se o número está sozinho (sem aspas), quanto maior, mais rápida a velocidade (500 é mais rápido que 100 porque 1/500 segundos é menos tempo do que 1/100 segundos). Se o número é seguido por aspas, quanto maior o número, mais devagar (10″ é mais devagar que 5″ porque dez segundos é mais tempo do que cinco segundos). A velocidade mais devagar em geral é de 30 segundos.

Outra coisa que devemos saber é que quanto maior a distância focal, mais fácil é o tremor da nossa mão atrapalhar a foto. Todo mundo já deve ter brincado com binóculo e aí percebeu que, a olho nu é muito mais fácil encontrar o que se está procurando. A mesma coisa acontece com o zoom da câmera. Quando aumentamos a distância focal na câmera (por exemplo 100mm) é bem fácil a gente perder o ponto observado, qualquer tremidinha te faz mudar completamente o campo de visão. Por isso, a velocidade mínima que conseguimos usar sem tremer varia de acordo com a distância focal. Existe um truque que diz que a velocidade deve ser, no mínimo, um segundo dividido pelo valor da distância focal.

Como assim? Com uma lente de 10mm vocês poderiam usar a velocidade 1/10 sem tremer. Com uma lente de 50mm, 1/50 e com uma lente de 100mm, 1/100. Então conforme aumentamos a distância focal (100mm é maior que 10mm), devemos aumentar a velocidade (1/100 é mais rápido do que 1/10). Mas isso depende muito da firmeza da sua mão. É legal conhecer esse truque para ter uma ideia, mas não levem esses números como verdades absolutas.

No próximo post vamos aprender sobre outra variável da fotografia. Qualquer dúvida podem perguntar nos comentários, no instagram (sigam lá, @juliakubrusly) ou página do Facebook.

Beijos

Como eu lavo meus pincéis – lavagem profunda

Oi gente,

É muito importante lavar os pincéis de maquiagem com frequência pra evitar fungos e bactérias. Quando a gente passa um produto no rosto, uma base, por exemplo, esperamos ficar com a pele mais bonita, certo? A gente não quer passar micróbios no nosso rosto, então é bom manter sempre os pincéis limpinhos.

Eu faço dois tipos de limpeza, uma mais superficial, que faço cada vez que uso o pincel e outra profunda, a cada quinze dias, mais ou menos. É dessa segunda que venho falar hoje.

Lavando pincéis 1

Dá pra ver que os pincéis aí em cima estão sujos, né? Pois então, o primeiro passo e pegar os pincéis sujos e molhar as cerdas deles. Parece algo bem óbvio, mas é importante tomar certo cuidado. Não podemos molhar o cabo de madeira, porque madeira não combina com água e também não é bom deixar entrar água por dentro da parte de alumínio, porque pode dissolver a cola que prende as cerdas. Eu mergulho os pincéis em um copinho com água pra evitar o desperdício e o risco de acidentes.

Lavando pincéis 2

Depois de molhar o pincel, temos que tomar bastante cuidado pra não virar as cerdas do pincel pra cima para evitar que a água escorra por dentro do ferro e solte a cola que segura tudo.

Lavando pincéis 3

Eu uso shampoo de bebê para lavar. A quantidade que eu uso depende muito do pincel, pincéis de rosto, que são maiores, precisam de mais shampoo do que os de olhos, que são pequenos.

Lavando pincéis 4

Eu lavo fazendo movimentos circulares na minha mão, reparando na cor da espuma.

Lavando pincéis 5

Aí enxaguo o pincel. Se a espuma não saiu branca, passo shampoo de novo até não sair mais produto e o pincel ficar bem limpinho. Em geral pincéis com produtos cremosos precisam de pelo menos duas lavagens, pincéis de sombras e blush, conseguem ficar limpos de primeira, mas o que manda é a cor da espuma, lavo até ela ficar branquinha.

Lavando pincéis 6

No enxague também é muito importante tomar cuidado para a água não escorrer por dentro do alumínio nem molhar o cabo de madeira. Repara na foto, a água só encosta nas cerdas.

Lavando pincéis 7

Depois de limpo e enxaguado tiro o excesso de água com as mãos, mantendo a forma original de cada pincel e coloco para secar.

Lavando pincéis 8

Na hora de secar mais uma vez tomo cuidado para que as cerdas fiquem para baixo, evitando de entrar água. Estendo eles sobre uma toalha e espero até que fiquem completamente secos. Os pincéis de cerdas sintéticas secam mais rápido que os de cerdas naturais e os grandes e densos demoram mais do que os pequenos.

É muito importante lembrar de fazer essa lavagem de tempos em tempos, pincel não é uma coisa tão barata, quanto mais a gente cuidar, mais tempo ele vai durar. Como vocês lavam os pincéis de vocês?

Beijos

Receita – Suco de melancia com limão

Oi gente,

Como foram de carnaval? O meu foi ótimo e nada melhor pra voltar à realidade do que um suquinho natural, né? Então vamos lá.

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Melancia é a fruta campeã de suco pra mim. Só eu como melancia aqui em casa e, por ser uma fruta grande que estraga rápido, acabo usando muito para fazer suco. Um dos meus preferidos é de melancia com limão, confere a receita aí.

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Ingredientes

1 xícara de melancia picadinha

suco de 1 limão

gelo a vontade

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Modo de fazer

É um suco bem simples, só bater tudo no liquidificador, se achar que ficou grosso, pode acrescentar um pouco de água.

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Fica uma delícia, bem refrescante e o doce da melancia contrasta bem com o azedinho do limão. Se fizerem me contem nos comentários, postem foto no instagram e me marquem ou postem na página do facebook.

Beijos

Fotografia – Balanço de brancos

Oi gente,

Já fizemos alguns posts introdutórios.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Agora vamos começar a mexer de fato na câmera. A primeira coisa que vamos falar é algo bem simples que toda máquina tem, mesmo aquelas que não têm modo manual. É o balanço de brancos ou, em inglês, white balance. Pode ser identificado na câmera como WB, vê se a sua não tem.

E para que serve esse balanço de brancos? Em volta da gente temos diversos tipos de iluminação possíveis, luz natural ou artificial, sol forte ou dia nublado, luz incandescente ou fluorescente, etc. Claro que essas luzes não são iguais, não só em intensidade, mas também em cor. Vocês já ouviram falar em luz quente e luz fria? Então, a temperatura da luz tem a ver, na verdade, com a cor dela. Assim, o que chamamos de luz fria é uma iluminação mais azulada e o que chamamos luz quente, mais amarelada.

Bom, agora imagine um papel ou parede branca, Se a luz é mais amarelada, o que é branco vai ficar amarelo, se a luz é mais azulada, o branco fica azul. Mas nem sempre queremos que a iluminação mude nossa foto e deixe as cores amareladas ou azuladas. Aí é que entra o ajuste de balanço de brancos. As fotos desse post foram tiradas mudando apenas o balanço de brancos, não fiz nenhuma edição no computador. O carneiro da foto tem o pelo branco. Nessa primeira ajustei o WB pra luz incandescente. Como a luz incandescente é bem amarela, a câmera puxa pro azul para compensar. Olha como a foto fica toda azulada.

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Depois de achar onde fica o balanço de brancos na sua máquina, você vai encontrar algumas opções. Em geral as opções são dadas em ícones e são pelo menos cinco figuras:

  • um sol, para dias ensolarados;
  • uma nuvem, para dias nublados;
  • uma lâmpada fluorescente, para luzes artificiais frias;
  • uma lâmpada incandescente, para luzes artificiais quentes
  • WB Auto, o modo automático da câmera, ela vai identificar qual a melhor opção.

 Dependendo da câmera, vocês vão encontrar outras opções, o ícone do flash, para fotos com flash, por exemplo. O importante é saber para que serve essa ferramenta e o que significa cada item, se vai deixar sua foto mais azulada ou mais amarelada. Essa próxima já puxa pro amarelo, o WB está ajustado para foto na sombra, uma opção que a minha câmera tem.

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A lógica é bem simples, se a luz puxar pro amarelo, a câmera vai puxar pro azul, assim vai ficar equilibrado, as cores vão ficar mais fieis e o branco será branco. Se, ao contrário, a iluminação do lugar puxa pro azul, a câmera vai puxar pro amarelo pra equilibrar.

Bom, eu acabo não usando o balanço de brancos porque tiro fotos em um formato diferente. Nesse formato posso configurar o balanço de brancos durante a pós-produção, no computador, mas quando tirava minhas fotos em JPEG sempre deixava o WB auto, ou seja, balanço de brancos no automático. Em geral funciona bastante bem, mas pode acontecer de você, depois de tirar uma foto, achar que ela está muito amarela ou azulada, aí é a hora de mexer na sua câmera e ajustar pra iluminação adequada. Essa foto aí embaixo foi tirada no WB auto. Dá pra vocês verem que deu certo, o pelo do carneiro ficou branco.

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O importante desse conhecimento é poder usar quando precisar, isso não quer dizer que você tem que ajustar a cada foto. Você pode escolher deixar no automático e só mudar quando precisar de verdade. Mas, claro, pode também mudar a ajustar a cada clique deixando o efeito que você quiser. Agora só pegar a sua máquina, dar uma olhada pelos menus ou ler o manual, encontrar onde fica o ajuste do balanço de brancos e testar nas suas fotos. Pode ser que você descubra que gosta de um efeito azulado sutil ou a foto puxada levemente pro amarelo. Eu, por exemplo, prefiro as fotos amareladas, nas minhas edições eu sempre acabo aquecendo um pouco as fotos, acho que o amarelado dá um efeito mais confortável.  Faz alguns testes e descobre o que você acha mais bonito.

Beijos

Como acompanhar tantos blogs – Bloglovin

Oi gente,

Lá no primeiro post falei que acompanhava diversos blogs e hoje quero contar de um site que me ajuda muito. Nem lembro quando comecei a acompanhar blogs, mas no início seguia um ou outro e, sempre que tinha um tempinho, entrava neles para ver as novidades. Mas aí um blog indica outro, uma amiga começa a escrever, uma busca no Google te faz conhecer um blog legal, enfim, depois de um tempo minha barra de favoritos era cheia dos sites que eu acompanhava, já não cabia mais nenhum e ficava aquela enorme poluição.

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O mais chato é que, enquanto alguns blogs têm atualizações diárias, às vezes mais de uma vez por dia, outros só tem posts bem de vez em quando. Era bem chato ter que lembrar exatamente qual foi o último post que li, principalmente depois de alguns dias sem internet, ou entrar diversas vezes em um blog e não ter nenhuma atualização.

Nunca gostei da ideia de seguir blogs através do e-mail, nem sempre que entro no e-mail tenho tempo de ler posts, prefiro não misturar blogs com correspondência de trabalho e, com certeza, os dois acabariam misturados e eu perderia posts. Eu sabia que, para mim, ter feed no e-mail não funcionaria muito bem e eu acabaria me desorganizando mais ainda (seria isso possível?).

Foi aí que conheci, através do blog E aí, Beleza?, um site chamado Bloglovin. É um site de feed de blogs. Você se cadastra nele (pode usar o Facebook) e adiciona os blogs que quer seguir. Pronto. Ele vai criar uma lista dos posts dos blogs e você vai ver todos os posts que ainda não leu.

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Eu adoro e agora só acompanho blogs assim, não preciso entrar nos sites se não tem novidade e nem ficar tentando lembrar o que ja li ou não, só entro nos posts ainda não lidos. Também não tenho que me preocupar com lembrar todos os endereços, se eu gosto de um blog, já adiciono no bloglovin e começo a receber as novidades. Descobri depois que eles têm também um aplicativo pra celular, tem pra Android e IOS, perfeito para quando você está viajando ou entediada no trânsito.

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O site é todo em inglês, mas é bem fácil de mexer, mesmo que você não saiba nada da língua, com ajuda do tradutor consegue cadastrar seus blogs e acompanhar. O Bloglovin tem também funções para conhecer novos blogs, mas não sei falar sobre essas funções porque nunca usei. Pelo que vi, na aba explore ele sugere os blogs mais populares e você pode escolher o que quer ver por categorias, todas as sugestões que apareceram para mim foram em inglês. Você pode procurar também por outros sites semelhantes ao que você segue, nesta aba find blogs encontrei muitas sugestões em Português. Existem outras funções, como encontrar amigos ou favoritar posts, mas nunca usei essas opções. Ele também permite que você controle quantos usuários do bloglovin estão seguindo seu blog, se você tem um.

Pra mim o Bloglovin foi muito útil, sei que existem outros sites com essa função, mas me adaptei demais a esse e não quero outra coisa da vida. Me facilitou muito acompanhar vários blogs, me poupa tempo de entrar em sites que não têm atualização e posso escolher quais posts ver agora e quais deixar para depois, é só marcar como não lido.

Vocês usam o Bloglovin ou outro site de feed de blogs?

Beijos

Passeando – Praia do Campeche

Oi gente,

Eu adoro passear e viajar, já falei isso aqui antes, mas também sou uma pessoa preguiçosa. Muitos foram os dias que fiquei em casa sem sair para conhecer um lugar novo ou voltar a algum lugar que já conheço. A verdade é que muitas vezes desejo sair mais e passear com mais frequência, mas, na maioria das vezes, acabo desistindo. Seja porque não sei onde ir, porque já está tarde ou por causa da chuva (e aqui em Floripa chove com muita frequência). Posso inventar uma infinidade de desculpas e a verdade é que acabo passando mais dias em casa do que necessário.

Mas hoje quero contar sobre um dia em que a preguiça não venceu. Fui conhecer a praia do Campeche. Eu já tinha ido lá com uma amiga, mas o dia estava chuvoso e frio, essa foi a primeira vez que fui para curtir a praia de verdade.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

A praia do Campeche tem como se fosse uma entrada, um portal que dá acesso a ela. É uma praia bastante grande e, como era um dia de sol, estava cheia, mas não aquele cheio insuportável, assim como na Praia Mole, as pessoas se concentravam perto da entrada, onde havia guarda sol e bebida a venda. Dá  para ver na próxima foto a concentração de pessoas ao longe.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Fiquei um pouco afastada dessa concentração, em um ponto que a praia faz um curva. O dia estava muito quente e a água, uma delícia. Não achei a praia perigosa, pelo menos não no dia em que fui, mas tinham diversos guarda vidas tomando conta na beira d´água. O ponto onde fiquei não era o melhor lugar para entrar na água, por causa da curva que a praia fazia, vinham ondas em duas direções, o banho ficava um pouco mais agitado.

Estava sozinha, então a única possibilidade que tinha de entrar na água era deixar minhas coisas na areia, mas isso não foi um problema, a praia me pareceu muito segura e mergulhei sem me preocupar. Olhando na direção contrária ao mar podemos ver umas pequenas dunas, quase não enxergamos casas ou prédios do bairro do Campeche.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Bem em frente à praia enxergamos a Ilha do Campeche. Lá só é possível ir de barco. Existem barcos que saem da própria praia do Campeche ou da praia da Armação. Eu visitei a Ilha e saí da Armação, então não sei exatamente como fazer para sair da praia do Campeche. Acho que vou fazer um post sobre a Ilha mais pra frente.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Fiquei por lá até começar a esfriar, foi um passeio ótimo e lembrar dele me lembra de que devo fazer mais passeios como esse.

Vou viajar no carnaval e acho que não vou ter internet, então só vou responder comentários na quarta, mas os posts três vezes na semana vão continuar normalmente. Se eu não tiver internet, não vou conseguir postar no Instagram, mas aviso de posts novos na página do blog no Facebook. Segue o blog por lá!

Beijos

Fotografia – Zoom

Oi gente,

Mais um post de fotografia, se não viu os outros, olha lá.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Hoje, como disse na semana passada, vamos falar um pouco sobre zoom. O zoom também é uma característica que as pessoas procuram muito. As câmeras Bridge vendem muito em cima disso, porque têm 30, 50, 60 vezes de zoom e muita gente acha que quanto mais zoom melhor. Mas será que é assim mesmo?

Primeira coisa que devemos saber é o que é zoom? É bem comum que as pessoas achem que zoom é a aproximação da foto, por exemplo, olhe as fotos abaixo. Foram tiradas do mesmo lugar, mas com lentes diferentes. Na primeira foto, em 11mm, além do prédio ao fundo, conseguimos ver os edifícios laterais também.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

A foto em 50mm já vemos praticamente só o prédio ao fundo.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

A última foto, com a 200mm mostra só um detalhe do prédio, só algumas janelas.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Não devemos dizer que uma foto tem mais zoom que a outra, foto não tem zoom, o que tem zoom é a lente. Zoom é o movimento da lente onde ele vai alcançar maior ou menor distância focal.

Entre as câmeras compactas, todas (ou quase) possuem zoom, eu não conheço nenhuma compacta digital que não tenha, mas entre as DSLR existem muitas lentes que são fixas, não têm zoom. Então o zoom é uma coisa que a lente pode ter ou não, lentes zoom são mais versáteis, já que podem fazer tanto imagens mais abrangentes, quanto mais próximas e pontuais. Chamamos as várias distâncias possíveis de distância focal. Essa distância focal é medida em números, em milímetros, na verdade. Números menores são para um campo de visão mais aberto, números maiores, campos de visão mais fechados. Abaixo temos uma foto tirada em 11mm com uma lente zoom que vai de 11mm até 16mm.

Brasília. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

Brasília. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

As distâncias focais são divididas em três grupos dependendo de seu campo de visão. Aquelas mais abertas são chamadas grande angular, temos um exemplo na imagem aí em cima com a 11mm. As distâncias que se aproximam do olho humano, são chamadas normal e as que se aproximam dos objetos são tele. Abaixo você pode ver uma imagem tirada com a 50mm, uma lente normal.

Copos. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Copos. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Ok, as lentes são classificadas dependendo do tamanho do campo de visão, se a foto pega um ângulo mais aberto ou mais fechado. Mas e o que é aquele número que vemos nas câmeras de zoom de 3x ou 50x?

Para conseguir definir quantas vezes de zoom uma câmera tem, pegamos a menor distância focal que ela alcança (que é o maior número) e dividimos pela maior distância. Por exemplo, se uma câmera vai desde 11mm até 33mm, 33/11 = 3, então ela têm zoom de 3x. Se outra vai desde 50mm até 150mm, 150/50 = 3, ela também tem zoom de 3x, mas os enquadramentos das duas câmeras são totalmente diferentes. Outra câmera que faz enquadramento desde 24mm até 1200mm, 1200/24 = 50, o zoom é de 50x.

Lua. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Lua. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Então não basta saber de quantas vezes é o zoom, você deve saber também de quanto até quanto ele vai. Aí você vais poder escolher entre uma 11-33mm e uma 50-150mm sem se basear só no número de vezes que aumenta. Percebe que o enquadramento dessas duas é bem diferente? Não dá pra se basear só no zoom de 3x.

Para escolher a câmera ideal é bom você saber qual a distância focal que mais usa. Para saber isso, pensa nas fotos que você mais gosta. Para paisagens, por exemplo, grandes angulares são ótimas, para foto de pessoas, entre normal e tele, para tirar fotos de coisas distantes como a Lua ou um leão na África, tele. Pensando em quais fotos você mais tira, vai encontrar sua necessidade e descobrir as distâncias focais que mais precisa.

Eu, por exemplo, acho bem mais interessante a grande angular do que a tele, tiro muito mais fotos de paisagens do que leões na África. Logo aí em cima coloquei uma foto da Lua tirada em 200mm, minha lente mais tele. Mesmo que ela não seja uma super tele nem nada, não penso em investir em outra porque não uso muito. Pro tipo de foto que eu gosto não preciso de uma 700mm nem de zoom de 50x. É sempre bom pensar o tipo de foto que você quer tirar antes de sair comprando uma câmera, a pesquisa é que vai te impedir de cair no papo do vendedor que promete mais megapixels e mais vezes de zoom.

Qualquer dúvida deixem nos comentários ou na página do Facebook que vou tentar responder da melhor maneira possível.

Semana que vem vamos começar a mexer nas câmeras.

Beijos

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Viajando – Curitiba

Oi gente,

Esse é o último post da série de viagem sozinha. Se você não viu os outros, confere lá.

Viajando sozinha – parte 1

Viajando sozinha –parte 2

Viajando – São Paulo

Saí de São Paulo debaixo de chuva e cheguei a Curitiba com um frio inesperado, pelo menos para mim. Já tinha ido a Curitiba de passagem duas vezes, mas em nenhuma delas tinha dormido na cidade. Na primeira passagem estava muito sol, na segunda, peguei chuva, mas ainda não conhecia o frio do verão.

Cheguei perto de 8h da manhã e o termômetro perto da rodoviária marcava 13 graus. Era dia 23 de Dezembro, o verão já tinha começado oficialmente, mas lá estava, 13 graus e uma chuva fininha que não tinha cara de que ia parar tão cedo. É claro que minha mala não tinha roupas de inverno, só dois casaquinhos finos, uma legging, que eu pretendia lavar, e uma calça jeans. Vários shortinhos e blusinhas sem manga. Pensa no desespero. Pra quem não me conhece, eu sinto MUITO frio, morro de frio no inverno de 18 graus do Rio de Janeiro. Sério.

Museu Oscar Niemeyer ou Museu do Olho - Curitiba/ PR

Museu Oscar Niemeyer ou Museu do Olho – Curitiba/ PR

Ok, vou tentar não me prender mais ao frio, acho que já deu pra entender que, pra mim, foi algo marcante. Fica a dica de conferir como é o clima no lugar que você vai. Bom, o hostel já estava reservado, dessa vez usei o booking mesmo. Curitiba é uma cidade menor, com menos opções de hostel e me senti segura de escolher por lá. Fiquei no Motter Home, um hostel bastante bem localizado. Peguei o ônibus na frente da rodoviária e desci relativamente perto do hostel.

Achei que, como Curitiba tem um sistema de tubos nos pontos de ônibus, seria muito fácil andar por lá, mas me enganei. Na verdade achei bem complexo. Bom, existem esses tubos que são pontos de ônibus que você paga para entrar. Estando dentro, pode pegar um ônibus, descer em outro tubo e de lá pegar um novo ônibus sem pagar outra passagem. Achei que seria semelhante ao metrô, mas com ônibus. Não sei se foi meu desconhecimento, mas não achei nada simples. Primeiro que não existe algo semelhante ao mapa do metrô, onde de uma estação você pode traçar, com facilidade, um caminho para qualquer outra estação. E segundo que existem muitos tipos de ônibus em Curitiba e cada um tem seus pontos específicos, nem todos usam os tubos e alguns nem aceitam dinheiro. Eu usei bem pouco os ônibus urbanos, andei bastante e também usei a linha de turismo.

Passeio Público - Curitiba/ PR

Passeio Público – Curitiba/ PR

Acho essa linha de turismo bastante interessante para quem não vai passar muitos dias na cidade e não vai dar tempo de se entender com a variedade de ônibus convencionais. Você compra um pacote de cinco passagens que custa R$30,00. Cada vez que embarca no ônibus, usa uma dessas passagens. O ônibus para em pontos específicos de interesse turístico e você pode escolher onde descer. Às vezes um ponto pode ser perto do outro e é possível andar entre eles e pegar o transporte em outro ponto. Esse ônibus passa mais ou menos de 30 em 30 minutos, mas devemos prestar atenção que o último sai do ponto inicial às 17:30h, então não é muito tarde. Ele leva cerca de 2:30h para completar o trajeto. Essas cinco passagens não precisam ser usadas no mesmo dia.

E por que eu achei que vale a pena? Bom, não há risco de se perder, o custo é mais alto que um ônibus normal, mas mais baixo do que duas passagens e o passeio é demorado, mas te dá uma boa oportunidade de dar uma volta na cidade. Pra saber se vale a pena, depende da localização da sua hospedagem, o tempo que tem na cidade e quanto dinheiro pretende gastar. De ônibus convencional talvez economize, mas pode se perder, de taxi, certamente será mais rápido, mas também bem mais caro.

Ópera de Arame - Curitiba/ PR

Ópera de Arame – Curitiba/ PR

Em Curitiba conheci o Museu Oscar Niemeyer, também conhecido como Museu do Olho, o Bosque do Papa João Paulo II e o Memorial da Imigração Polonesa, o Centro Histórico, Museu Paranaense, Museu de Arte Contemporânea e passei na frente da Mesquita. Conheci também o Parque São Lourenço, o Passeio Público, a Ópera de Arame, o Parque Tingui e o Memorial Ucraniano. O Jardim Botânico, o Parque Tanguá e o Barigui eu já tinha conhecido das outras vezes em que fui. Curitiba tem muitos parques e bosques, mas na maioria dos dias em que fiquei lá o tempo estava bastante ruim e chuvoso, ótimo para museus, mas não tão bom para parques.

Passei o Natal lá e nesta época muitas coisas fecham, por isso não consegui ir ao Memorial Árabe, que fica ao lado do Passeio Público, ao Memorial de Curitiba, no Centro, à Torre Panorâmica, perto do hostel, ou à Pedreira Paulo Leminski, ao lado da Ópera de Arame.

Memorial Ucraniano - Curitiba/ PR

Memorial Ucraniano – Curitiba/ PR

Gostei bastante da cidade e tive vontade de ficar mais tempo para conhecer melhor, mas ao mesmo tempo o clima frio e úmido me incomodou bastante. Acabei ficando bem mais tempo no hostel do que gostaria. Andei muito debaixo de chuva, mas depois de estar cansada e molhada, sempre acabava voltando mais cedo. O lado positivo disso foi que houve muita interação com os outros hóspedes, jogamos diversos jogos e conversamos bastante.

Parque Tingui - Curitiba/ PR

Parque Tingui – Curitiba/ PR

Como disse, passei o Natal por lá. Na noite do dia 24 o hostel ofereceu uma ceia, o que foi ótimo, não só porque seria difícil encontrar restaurante aberto nesse horário, mas também porque a comida estava deliciosa. Depois da ceia acabei saindo com um pessoal do hostel, foi o único dia em que conheci alguma coisa da noite curitibana.

E como era o hostel? Bom, eu realmente gostei do Motter Home, o pessoal da recepção era muito atencioso, sempre conversando, ajudando a chegar nos lugares e dando dicas do que fazer na cidade. O espaço comum era muito bom, TV, sinuca, jogos, sofás confortáveis, decoração aconchegante e uma ótima cozinha. Tinha também um espaço externo, mas como só peguei um dia de sol, ninguém estava usando muito esse espaço. Os banheiros eram bons e o quarto também. O café da manhã era bom, mas, assim como em São Paulo, senti falta de mais frutas. Era servido até 9:30h, acho que poderia ser até 10:00h.

Essa foi minha experiência em Curitiba, vocês conhecem a cidade? Me contem nos comentários.

Beijos