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Arquivo da tag: Florianópolis

Sobre um ano em Floripa – estranhamentos

Oi gente,

Hoje faz uma semana que voltei pro Rio depois de um ano morando em Floripa. São duas cidades com várias semelhanças, mas também muitas diferenças, por isso hoje quero contar para vocês o que mais estranhei quando morei na Ilha da Magia.

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Floripa é uma cidade muito menor que o Rio, não dá nem pra comparar, tem menos de 500mil habitantes (461524 segundo a Wikipédia) e o Rio mais de 6 milhões (6453682 segundo a Wikipédia), então claro que algumas diferenças estão diretamente ligadas a isso.

Transporte público – ônibus

Eu não tenho carro, não dirijo, então sempre dependo de transporte público. O transporte no Rio é horrível, difícil imaginar pior, mas Floripa ganha essa disputa. Bom, apesar da maior parte da cidade de Florianópolis ser uma ilha, o transporte principal é o ônibus. Existe sim um ou outro trajeto feito por barco, mas ele é muito pouco utilizado (a não ser para o turismo). Pois bem, os ônibus são todos bem organizados, existem terminais em diversas partes da cidade onde você pode trocar de ônibus sem pagar uma nova tarifa e todos os ônibus têm horários que, na maior parte das vezes, são cumpridos.

Era de se imaginar que tudo funcionasse bem, certo? Pois é, mas não é bem assim. E o problema maior é que existem poucos ônibus nas ruas e também poucas linhas. É bem comum termos que pegar três ônibus para ir de um lugar ao outro. Mas isso não seria problema se não houvesse espera no terminal. Mas há, e muita. Reza a lenda de que os ônibus são meio sincronizados para que não haja tanta espera, mas aí basta um pequeno atraso no primeiro ônibus que pronto, lá se vai toda a sincronia. Na hora do rush, de manhã e no fim da tarde, até temos mais opções de ônibus, diversas linhas saem de dez em dez minutos e perder um pode não significar um grande atraso, mas vai perder um ônibus no meio da tarde. Não é razoável, mas é super comum um intervalo de 40, 50 minutos entre um carro e o próximo.

Fora isso, tudo funciona bem, existe um aplicativo ótimo para Android feito por usuários (o Bus maps Floripa) que indica horários, rotas e até te ajuda com as linhas que saem de determinado lugar e vão a outro que você deseje. Se mantivesse a organização, aumentasse o número de linhas e diminuísse os intervalos, ficaria perfeito.

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– táxi

Ainda nos transportes, quem vem de uma cidade como o Rio, acostumado a ver uma multidão de carros amarelinhos em qualquer lugar, vai estranhar muito como tem pouco táxi em Florianópolis. Mas tem bem menos habitantes, né? Claro, tem que ter menos táxi mesmo. O problema é no verão, vem muito turista, o número de pessoas dobra e o número de táxis se mantém. Fica difícil encontrar algum vazio na rua.

Trânsito

Durante a maior parte do ano “peguei o maior trânsito” soa bem ridículo quando comparamos com qualquer engarrafamento do Rio, mas isso é bem óbvio, de novo os tamanhos das cidades são muito diferentes. Mas o que me irritava eram os motivos dos engarrafamentos. A maior parte deles é causado por uma rotatória ou pistas únicas que, por algum motivo, ainda não foram duplicadas. Embora seja uma cidade média, ela cresceu muito nos últimos anos e não tem infraestrutura  pra quantidade de carros que têm. Claro que o transporte público ser horrível ajuda muito, todo mundo quer ter carro. Nunca peguei nada lá que se comparasse nem de longe a uma Avenida Brasil de 18h, mas sempre dava raiva saber que a culpa era só de uma rotatória. Claro, no verão o trânsito fica bem pior, principalmente indo para as praias de manhã e voltando no fim da tarde.

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Pequenos centros

Estranhei muito a organização de Floripa. Perto do Centro as coisas são normais, mas entre o centro e as praias mais afastadas (principalmente do norte da Ilha) existem enormes trechos vazios que em nada lembram uma capital. São trechos de estrada mesmo, muita floresta, terrenos vazios. Às vezes vemos uma ou outra loja perdida, mas no geral parece que estamos saindo de uma cidade e entrando em outra. Claro que nessas praias mais afastadas encontramos sempre um centrinho que, muitas vezes, me lembraram cidades pequenas na beira da praia. Parece que realmente estamos em uma outra cidade, mas na verdade é só um bairro mais afastado do Centro de Florianópolis.

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Segurança

Acho que esse item vai ser o que mais vai me trazer saudades. Pra quem sai de uma cidade grande e violenta como o Rio é difícil imaginar a tranquilidade e segurança de Floripa. Claro que existem lugares mais perigosos e atos de violência ocorrem sim, mas não dá pra comparar. Eu já falei que ia à praia sozinha, com câmera e largava minhas coisas na areia sem pedir pra ninguém olhar pra ir no mar. Pois é, isso não é imaginável aqui no Rio. Mesmo se eu deixasse só o chinelo, canga e roupas ia pedir pra alguém olhar e ficar meio preocupada, imagina levar a câmera, impossível. Fui a alguns lugares considerados perigosos lá no Sul, mas nunca me sentia realmente ameaçada ou insegura. Vou sentir falta.

Salgados

Sei, parece meio ridículo falar disso, mas foi algo que senti muita diferença. A maior parte dos salgados que comprei lá foram nos terminais de ônibus e eles são todos meio padronizados, acho que são comprados pré-prontos da mesma empresa. Existe alguma variedade, os fritos (que eu nunca comia porque meu estômago é cheio de frescura) e os assados que, na verdade, se resumem a um pastel de forno grande (lembra uma empanada) em diversos sabores. São bem gostosos sim, mas depois de comer algumas vezes eu enjoei, comecei a sentir falta de comer croissant (meu salgado preferido que eu nunca vou enjoar) e joelho. Não sei como chama joelho em outros lugares, vou ilustrar com uma foto, o recheio pode variar, mas o clássico é queijo e presunto. Sério, eu não aguentava mais comer aquele pastel assado e, uma vez, cheguei a pedir um croissant meio queimado e bem duro, o pior que comi na vida, só pra não ter que comer mais uma vez a empanada.

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Isso é um joelho aqui no Rio.

Acho que são os detalhes que trazem mais estranhamento, né? Aquilo que era cotidiano e, de repente, não pode mais ser.

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Beijos

63

Oi gente,

Sim, sei que andei sumida de novo, mas é que novamente passei por uma mudança, voltei a morar no Rio. Pois é, acabei não fazendo os posts que planejei de faça você mesmo porque acabei nem decorando a outra casa nem nada. Para agora não prometo nada, mas se fizer algo nos próximos meses mostro por aqui. Com todo esse clima de mudança resolvi postar o texto que um amigo escreveu.

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Praia Mole num dia lindo de inverno

O I-ching é um antigo texto chinês, mas seu conhecimento ainda é utilizado como oráculo hoje em dia. Nele, o hexagrama 63 representa o final de um ciclo. A transição da confusão para a ordem se completa, o resultante é agradável e equilibrado, mas também exige cautela. Sua imagem mostra uma caldeira com água sobre o fogo, gerando vapor: água demais e transbordará, apagando o fogo. Fogo demais e toda água se evapora.

Como alguém que cursou uma universidade ocidental, naturalmente não acredito que o i-ching deva ser utilizado cegamente como oráculo, mas acredito que metáforas são a melhor forma de expressar sentimentos, e o livro segue justamente dizendo sobre esse sentimento de ‘pós-conclusão’, fica parecendo que ainda há muito a ser feito. Isso faz muito sentido, completar algo é apenas uma pausa no processo contínuo de criação, contemplar nossos feitos por alguns instantes, sem nos deixar ofuscar pelo momento. Claro que completar um ciclo deve ter o merecido momento de satisfação, celebrar o pisar fora da caixa, literalmente sentir sua zona de conforto ampliando e, com ela, novos horizontes e possibilidades. Mas acho que a ideia final dessa passagem chinesa é que todo triunfo traz novos desafios, que devemos aproveitar o contínuo da evolução pessoal sem nos acomodar após os momentos iluminados.

Talvez o I-ching faça sucesso por causa das suas abordagens amplas e vagas? Talvez seja porque as pessoas que buscam conselhos já tenham as respostas consigo e busquem apenas confirmações e esses provérbios permitem a livre interpretação pra quem os leia. A sabedoria, afinal, estava conosco o tempo inteiro.

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Hexagrama 63 do I-ching

Ainda quero fazer um post com meus estranhamentos de Floripa, onde passei momentos maravilhosos e conheci pessoas incríveis. Mas confesso que nada barra o Rio de Janeiro.

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Beijos

Passeando – entre o Gravatá e a Joaquina

Oi gente,

Hoje quero falar de mais um passeio, mais uma praia em Floripa, uma praia bem pequena entre o Gravatá e a Joaquina.

praia de perto

Eu não sei o nome da praia, ela e bem pequena e bem escondida. A gente chega nela por uma trilha que sai da estrada que dá acesso à Joaquina. É uma trilha bem escondida, precisa de alguém que conheça pra indicar.

A trilha é bem curta e tranquila, temos que subir e depois descer o morro, e aí chegamos na praia. Parte da trilha é meio descampada, então imagino que no verão a parte final da subida na ida possa ser um pouco cruel. Mas é uma trilha realmente rápida, em menos de 30 minutos chegamos à praia.

cogumelos

Logo antes de realmente chegar chegamos a um gramado de onde se tem uma vista maravilhosa e já é um ótimo lugar para aproveitar, tomar sol e apreciar a vista. Descendo mais um pouco temos a praia. Quando fomos a maré estava subindo, então não tinha areia, apenas pedras na beira d´água. Como não íamos entrar na água (o dia estava quente, mas ainda é inverno) isso não atrapalhou em nada, mas parece que na maré baixa tem areia e uma praia normal. Perto da praia tem um riachinho. Não dá pra se banhar nele, mas dá pra molhar os pés.

Praia vista de cima

Praia vista de cima

Um problema é a quantidade de lixo que encontramos por lá. Como ela é bem escondida, claro que não há recolhimento desse lixo, então vimos diversos potes e garrafas nas pedras. Nesta época do ano, em Florianópolis, podemos, muitas vezes, enxergar a baleia franca que migra para esses lados no inverno. Se der sorte pode ver as baleias passando na frente da praia. Eu não cheguei a ver, mas meus amigos sim. Procure por algo que parece uma grande pedra que se mexe, ficando na superfície e voltando para o fundo, reaparecendo sempre um pouco mais a frente.

A vista que temos a partir do gramado, olhando para o lado oposto ao da praia.

A vista que temos a partir do gramado, olhando para o lado oposto ao da praia. Bem no fundo dá pra ver a Ilha do Campeche

O passeio é muito lindo e vale muito a pena, mesmo no inverno, se o dia for bonito e o vento não estiver tão forte, vale a visita. Só tem que encontrar alguém que conheça essa praia.

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Passeando: ilha do Campeche

Oi gente,

Hoje vim contar sobre um passeio que fiz em Janeiro aqui em Floripa, à ilha do Campeche.

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Campeche é uma praia por aqui no sul da ilha de Florianópolis e na frente dela tem uma ilha, a ilha do Campeche. É um lugar muito lindo, um passeio que vale a pena fazer se você estiver disposto a gastar um pouco de dinheiro. Pois é, não é um passeio barato, pois envolve a ida de barco. Dá pra chegar nessa ilha a partir de três pontos: da praia do Campeche, da Barra da Lagoa ou da praia da Armação, eu fui a partir desse último. O passeio de barco até a ilha dura mais ou menos meia hora e custa R$60,00 por pessoa.

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Da armação os barcos começam a sair de manhã e saem até as 14h. Cada barco vai até a ilha e volta seis horas depois, você deve ir e voltar com o mesmo barco, a não ser que haja alguma emergência. No dia que eu fui estava um dia muito bonito, muito sol e bem quente. Como não é um passeio barato, acho que não vale a pena ir a não ser que o dia esteja realmente bonito e quente.

Chegando na ilha você pode ficar lá livremente por seis horas aproveitando a praia e a natureza. Lá eles oferecem algumas atividades, algumas caminhadas guiadas e também prática de mergulho com snorkel. Essas atividades são pagas a parte, o preço da caminhada depende do passeio mas, se não me engano, fica entre R$10,00 e R$15,00 por pessoa. O mergulho já é mais caro, não me recordo exatamente o preço nem consegui achar na Internet.

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Quando fui fiz ambas as atividades, uma trilha que permitia caminhar um pouco pela floresta, ter acesso a vistas lindas e também conhecer inscrições rupestres de povos primitivos. As inscrições foram feitas diretamente na pedra, como um entalhamento, não como uma pintura, se diferenciando bastante das inscrições que eu já conhecia. O mergulho é voltado para iniciantes, há, inclusive, um período de adaptação (uns 15 minutos) na parte rasa da praia. Eles fornecem todo o material, máscara, snorkel, roupa de neoprene e pé de pato. No dia em que fui a visibilidade embaixo d´água não estava tão boa, 3m. Eu acho que é uma experiência legal, principalmente se você nunca mergulhou, mas não é imperdível nem extremamente especial. É um mergulho em grupo onde a maioria das pessoas são iniciantes. Parece que há também a possibilidade de mergulhar com cilindro, mas não sei dar maiores informações sobre esse passeio.

A praia é muito linda e, mesmo que você passe as 6h apenas aproveitando o mar e a vista vale muito a pena. É possível encontrar lugares sombreados para evitar o sol forte em um período tão longo. Há também dois restaurantes, os preços são justos (lembrando que estamos em uma ilha pouco habitada), mas eu aconselharia você a levar um lanche se puder. Existem ainda muitos quatis na ilha, eles se alimentam dos restos de comida, o que não faz bem a eles, então se recomenda que ninguém alimente eles. Também não é recomendado encostar tocar ou se aproximar dos quatis, embora possam parecer inofensivos, são animais selvagens e podem atacar.

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É um passeio lindo demais e eu recomendo muito, mas apenas no verão, a água do sul de Floripa é bastante fria, então fora de temporada seria bem difícil aproveitar. Na verdade não tenho nem certeza se esse passeio funciona fora da alta temporada. A ilha do Campeche é um local de preservação ambiental com entrada controlada, há um número máximo de visitantes por dia, recomendo chegar cedo ao ponto de partida escolhido.

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Inscrições rupestres

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Beijos

Passeando – Laguna/ SC

Oi gente,

Pra provar que nem só de praia se vive por aqui, hoje vim mostrar um passeando diferente. Ok, a praia vai aparecer, mas não vai ser tema.

Quero falar de uma cidadezinha que fica a mais ou menos a 120km de Floripa chamada Laguna. É uma cidade histórica, com casinhas antigas e ruas de paralelepípedo e pé de moleque. Fica no litoral, mas no centrinho não tem praia

Laguna

Laguna/ SC

Laguna foi uma cidade muito importante para os portugueses na época da colonização, porque lá passava a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Hoje em dia existe um monumento demarcando o lugar.

Marco do Tratado de Tordesilhas

Marco do Tratado de Tordesilhas. Laguna/ SC

Lá também tem um museu casa de Anita Garibaldi. Esse museu é uma casa bem antiga que reúne diversas informações sobre ela. A casa não foi realmente morada da Anita, foi apenas onde ela se arrumou para seu primeiro casamento, aos 14 anos (que não foi com Giuseppe Garibaldi). Não se tem certeza do lugar onde Anita nasceu, mas é bem provável que tenha sido em Laguna.

Igreja

Igreja. Laguna/ SC

Laguna é cortada por um rio sem ponte, de um lado está o centrinho e o museu e do outro estão praias muito lindas e um farol. É possível dar a volta para chegar ao outro lado de carro, mas existe também um ferry boat que atravessa carros, motos, ônibus e passageiros. A gente estava de carro e atravessamos neste ferry boat.

Travessia de ferry boat em Laguna

Travessia de ferry boat em Laguna/ SC.

Depois de atravessar ainda tivemos que andar uns bons quilômetros até o Farol de Santa Marta que é o maior farol das américas e o segundo maior no mundo. Existem várias praias lindas perto do farol, mas nós não fomos a nenhuma delas. Parece que é possível ver pinguins e golfinhos de algumas praias.

Farol Santa Marta. Laguna/ SC

Farol Santa Marta. Laguna/ SC

O passeio foi muito lindo e valeria a pena voltar para conhecer também as praias, mas é bom estar preparado para a volta, pelo menos para quem for voltar no final da tarde no verão. Na verdade, quando atravessamos o ferry boat, já tínhamos visto a fila enorme para voltar, mas ninguém imaginou que seria do jeito que foi. Saímos do farol ainda estava claro, pegamos a estrada e ficamos na fila. Ficamos umas três horas para andar cerca de três quilômetros. Essa parte não foi divertida, principalmente porque ainda tinham os 120km de Laguna até Floripa. Sei que chagamos em casa perto de meia noite. Existia outra estrada, fazendo a volta, se não me engano por Tubarão, mas parece que o engarrafamento seria grande também e ninguém dava certeza de que seria vantajoso. Ficamos na fila.

Laguna/ SC

Laguna/ SC

A visita é muito bonita e eu gostaria de voltar para aproveitar também a praia, mas só de lembrar das horas que passamos na fila, desanimo muito. Pra ver a vista, acho que vale mais ir no inverno e para ir na praia, tentar chegar cedo e sair cedo.

Beijos

Passeando – Praia do Campeche

Oi gente,

Eu adoro passear e viajar, já falei isso aqui antes, mas também sou uma pessoa preguiçosa. Muitos foram os dias que fiquei em casa sem sair para conhecer um lugar novo ou voltar a algum lugar que já conheço. A verdade é que muitas vezes desejo sair mais e passear com mais frequência, mas, na maioria das vezes, acabo desistindo. Seja porque não sei onde ir, porque já está tarde ou por causa da chuva (e aqui em Floripa chove com muita frequência). Posso inventar uma infinidade de desculpas e a verdade é que acabo passando mais dias em casa do que necessário.

Mas hoje quero contar sobre um dia em que a preguiça não venceu. Fui conhecer a praia do Campeche. Eu já tinha ido lá com uma amiga, mas o dia estava chuvoso e frio, essa foi a primeira vez que fui para curtir a praia de verdade.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

A praia do Campeche tem como se fosse uma entrada, um portal que dá acesso a ela. É uma praia bastante grande e, como era um dia de sol, estava cheia, mas não aquele cheio insuportável, assim como na Praia Mole, as pessoas se concentravam perto da entrada, onde havia guarda sol e bebida a venda. Dá  para ver na próxima foto a concentração de pessoas ao longe.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Fiquei um pouco afastada dessa concentração, em um ponto que a praia faz um curva. O dia estava muito quente e a água, uma delícia. Não achei a praia perigosa, pelo menos não no dia em que fui, mas tinham diversos guarda vidas tomando conta na beira d´água. O ponto onde fiquei não era o melhor lugar para entrar na água, por causa da curva que a praia fazia, vinham ondas em duas direções, o banho ficava um pouco mais agitado.

Estava sozinha, então a única possibilidade que tinha de entrar na água era deixar minhas coisas na areia, mas isso não foi um problema, a praia me pareceu muito segura e mergulhei sem me preocupar. Olhando na direção contrária ao mar podemos ver umas pequenas dunas, quase não enxergamos casas ou prédios do bairro do Campeche.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Bem em frente à praia enxergamos a Ilha do Campeche. Lá só é possível ir de barco. Existem barcos que saem da própria praia do Campeche ou da praia da Armação. Eu visitei a Ilha e saí da Armação, então não sei exatamente como fazer para sair da praia do Campeche. Acho que vou fazer um post sobre a Ilha mais pra frente.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Fiquei por lá até começar a esfriar, foi um passeio ótimo e lembrar dele me lembra de que devo fazer mais passeios como esse.

Vou viajar no carnaval e acho que não vou ter internet, então só vou responder comentários na quarta, mas os posts três vezes na semana vão continuar normalmente. Se eu não tiver internet, não vou conseguir postar no Instagram, mas aviso de posts novos na página do blog no Facebook. Segue o blog por lá!

Beijos

Passeando – praia Mole e Galheta

Oi gente,

Acho que todo mundo sabe que o maior atrativo de Florianópolis são as praias, tanto que no verão a população da ilha aumenta muito. As praias ficam mais cheias, os restaurantes mais caros e os engarrafamentos pioram. Tudo isso porque brasileiros e estrangeiros (principalmente argentinos) vêm curtir as praias daqui.

Praia Mole

Praia Mole

Desde que me mudei, ainda não tinha ido de verdade à praia por aqui, só em dias nublados ou meio frios, ainda não tinha aproveitado o sol e a água. O verão aqui é bem quente e um dia, decidi conhecer as praias Mole e Galheta. Uma fica do lado da outra e ambas são próximas à Lagoa da Conceição. Eu não moro perto da praia, o sistema de ônibus aqui é bem ruim, então é sempre uma viagenzinha para chegar, mas vale a pena. As fotos desse post são minhas e do Filipe Manzoni, a edição é dele.

Praia Mole

Praia Mole

A praia Mole tem um estacionamento bem grande para quem vem de carro e temos que andar alguns metros entre a rua, onde descemos do ônibus, e a praia, não é como as praias da zona sul do Rio, onde a areia encontra a avenida. Cheguei na  praia através de um restaurante/ bar/ lojinha. Não sei se existem outros acessos, é possível que o estacionamento tenha um caminho também.

Praia Mole

Praia Mole

A praia não é muito grande, era sexta feira nas férias, então estava cheia, mas um cheio bem diferente de Ipanema (a praia que costumo ir no Rio). Têm uns dois bares grandes e na frente desses bares fica bem cheio, mas nos intervalos é bem mais vazio e muito tranquilo. A praia é de tombo, ou seja, afunda muito rápido, logo estamos com a água na cintura e depois nos ombros, mas mesmo entrando bastante não cheguei a perder o pé, quer dizer, no início ela afunda rápido, mas depois mantém por um tempo a profundidade. Também não é muito calma, inclusive tinham diversos surfistas, então não quis ver exatamente em que momento perderia o pé.

Praia Mole

Praia Mole

Neste dia tinham diversos lugares com bandeiras vermelhas indicando áreas ou trechos perigosos e os guarda vidas estavam bastante presentes, patrulhando a praia, pedindo para banhistas saírem das áreas perigosas, etc.

A Mole é muito linda, a água é bem clarinha e não estava muito frio, mas parece que este ano as águas de Floripa estão mais quentes. Como estava muito calor, a temperatura estava ótima e muito refrescante. Tinha um ventinho que ajudava a refrescar também.

Praia Mole

Praia Mole

Em um dos cantos da praia tem um bar chamado bar do Deca (não confundir com o restaurante do Deca, que fica no canto da lagoa) onde toca música pop bastante alta e o público é principalmente de gays. Perto deste bar, ainda mais para o canto, tem umas pedras muito bonitas que marcam o fim da praia. A gente pode subir nelas, ver uma vista linda e tirar fotos sensacionais. Ali onde a água encontra com as pedras, forma tipo uma piscininha, a água fica bem mais calma e é possível ver peixinhos nadando. É nesta ponta também que parte a trilha para a próxima praia, a Galheta.

Praia Mole

Praia Mole

A Galheta é uma praia de nudismo opcional, ou seja, você não é obrigado a tirar a roupa, apenas tem essa possibilidade. A trilha que parte da praia Mole é bem curtinha e muito simples, mas esconde a praia e dá privacidade aos nudistas. A praia também é linda e também tem diversos guarda vidas. O problema é que no dia que fui tinham muitas águas vivas, muitas mesmo, por isso não me arrisquei a entrar na água. É uma praia com menos ondas que a Mole e a temperatura da água é parecida. Parece que as águas vivas não são um problema crônico daqui e estão ligadas com o aumento da temperatura da água esse ano.

Praia da Galheta

Praia da Galheta

A Galheta é uma praia bem mais vazia do que a Mole. No canto oposto ao da trilha de chegada tem mais uma trilha que dá em umas pedras. Não tem outra praia depois dela, mas podemos ver a Galheta de cima e também um paredão de pedras que tem depois.

As coisas na praia são bem caras, eu não comi lá porque já tinha almoçado, mas vi que o aluguel de guarda sol era R$10,00 e paguei R$5,00 para tomar uma água. Eu estava com muita sede, mas depois vi que se tivesse procurado bem, poderia ter pagado três reais. Enfim, praia no verão em Florianópolis pode ser um passeio bastante caro, como têm muito turista, os preços aumentam demais, se quiser economizar dinheiro, leve sua própria água e lanchinho.

Vocês conhecem essa praia? Têm alguma outra para indicar por aqui?

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Beijos

Do começo

Oi gente,

Meu nome é Julia e decidi fazer um blog. Ok, isso é bem óbvio se você já está aqui. Mas por que decidi montar esse blog? Bom, basicamente por hobby.

Eu sou carioca e sempre morei no Rio de Janeiro, mas em Agosto de 2014 acabei me mudando para Florianópolis e desde então estou aqui. Comecei a procurar emprego, consegui alguns freelas, mas ainda não tenho trabalho fixo, por isso, acabo ficando com bastante tempo livre. Foi aí que surgiu a ideia do blog.

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Eu tenho o costume de acompanhar vários blogs e, na verdade, já tinha pensado em escrever o meu próprio, mas sempre foi uma ideia distante, nunca pensei em realizar de fato. Na verdade, eu já tive um blog há uns cinco anos onde postava textos escritos por mim, mas agora a ideia é outra.

Não quero mais postar contos e textos, quero falar sobre assuntos que me interessam, fazer resenhas, conversar, ensinar, enfim. Por isso digo que esse é meu primeiro blog, porque é o primeiro para isso.

Já pensei em alguns temas que quero tratar, mas claro que outros interesses devem surgir com o tempo. Com certeza quero falar de livros e filmes, maquiagem e cabelo, fotografia, viagens, coisas do dia a dia e algumas receitas que eu gosto, principalmente de sucos e chás.

Foto: Filipe Manzoni

Foto: Filipe Manzoni

Então, nesse primeiro post, vou me apresentar um pouco. Como já disse, me chamo Julia, sou carioca e moradora de Florianópolis. Tenho 26 anos, sou formada em letras e literatura é minha paixão desde criança. Sou formada professora também, talvez daí a vontade de ensinar coisas, discutir assuntos e transmitir conhecimento.

Morava com meus pais no Rio e agora, em Floripa, estou morando com meu namorado. Então, ao mesmo tempo em que mudei de cidade, também saí da casa dos meus pais. Ainda estou conhecendo a cidade, então acho que vai ser legal levar vocês pra conhecer os lugares comigo. Se alguém for de Floripa, seria ótimo ler dicas de locais imperdíveis nos comentários e até conhecer alguém. Como disse, cheguei há pouco tempo, conheço pouca gente aqui.

Beijos