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Arquivo da tag: Modo manual

Fotografia – colocando em prática #1

Oi gente,

Já vimos nos posts anteriores como usar todo o modo manual da câmera. Pois é, mas às vezes tanta informação pode ficar confuso. Então esse post é pra mostrar como as coisas funcionam na prática. Vou mostrar algumas fotos que tirei, dizer as configurações e explicar por que fiz as escolhas.

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Foto tirada em velocidade 1/40, f/2.8 e ISO 640. Nikon 5100, lente Tokina 11-16mm em 16mm.

 Essa foto foi tirada em ambiente interno, então tinha pouca luz. Os gatos não estavam se mexendo muito, o que foi uma sorte. Tirei a foto em 16mm, grande angular, então tinha muito pouco problema da foto ficar tremida, mas os gatos também não estava tão parados assim.

Comecei ajustando a abertura para f/2.8, a menor possível da lente. Como o ambiente era escuro, subi um pouco o ISO, mas como não gosto de ISO alto, fiquei no 640. Se a foto fosse de algo imóvel daria para usar uma velocidade bem mais baixa e baixar mais o ISO, mas como eram gatos, deixei o ISO num valor bem aceitável e ajustei a velocidade até zerar o fotômetro. Encontrei 1/40. Deu certo, a foto não ficou muito escura nem os gatos tremidos.

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Foto tirada em velocidade 1/500, f/10 e ISO 200. Nikon 5100, lente Nikon 55-200mm em 55mm.

Essa segunda foto foi tirada de dentro de um carro. Minha intenção era pegar os geradores de energia eólica em foco e sem tremer. Usei a lente Nikon 55-200mm f/4-5.6 em 55mm.

O dia estava bem claro, não havia nenhum problema com a luminosidade. Ajeitei o ISO para 200. Sempre uso entre 100 e 200 quando não tenho problemas de luminosidade. Depois coloquei o f/10, porque as aberturas intermediárias favorecem a nitidez, lembra? Aí, mais uma vez, usei a abertura para zerar o fotômetro. Deu velocidade 1/500.

Essa velocidade, mesmo eu estando dentro de um carro, foi suficiente para congelar os geradores que estavam longe, mas não para congelar as plantas em primeiro plano. Resultado da foto, plantas em primeiro plano tremidas, o que deu uma sensação de movimento na foto.

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Foto tirada em velocidade 1/800, f/1.8 e ISO 100. Nikon 5100, lente Sigma 18-35mm em 18mm.

Nessa última foto eu queria uma profundidade de foco bem pequena, queria o fundo bem desfocado. Usei a lente Sigma 18-35mm f/1.8 em 18mm.

Me aproximei bastante das flores, assim teria uma profundidade de foco ainda menor, só o miolo ficaria realmente em foco. Pra conseguir esse desfocado ajustei a abertura em f/1.8, a menor da câmera. Como o dia estava bem luminoso, apesar de nublado, tive que compensar a abertura bem pequena, que deixa entrar muita luz, com um ISO 100 e a velocidade alta. A velocidade que zerou o fotômetro foi 1/800.

Espero fazer esse tipo de post mais vezes, de vez em quando vou colocar duas ou três fotos que tirei e explicar porque usei aquela configuração. Não vai ter esse tipo de post toda semana, apenas quando eu reunir algumas fotos legais. Semana que vem farei o post sobre como escolher uma câmera.

Beijos

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Fotografia – ISO

Oi gente,

Hoje, finalmente, vamos falar do último item que você precisa saber para usar sua câmera no modo manual. Nos próximos posts planejo colocar um pouco em prática o que aprendemos e ajudar vocês a escolher a câmera que melhor se encaixa com cada um. Se quiser ver os outros posts da série, clica aqui.

Bom, a última variável que vamos aprender é o ISO. Quem se lembra das câmeras de filme? Quando a gente comprava um filme tinha que escolher o ISO do filme. Me lembro que meu pai sempre perguntava se eu ia tirar mais fotos dentro ou fora de casa e eu nunca sabia dizer. Pois é, com as câmeras digitais o ISO pode ser mudado a cada foto, bem melhor, né?

“Mas o que é o ISO?”

ISO é a sensibilidade do sensor. Essa sensibilidade pode ser ampliada ou diminuída. Quando a gente diminui essa sensibilidade, significa que vamos precisar de mais luz para tirar a foto. Quando aumentamos a sensibilidade, podemos ter menos luz. O ISO é medido em números, o mais baixo costuma ser 80 ou 100 e devem ser usados em ambientes com muita luz. O ISO mais alto vai depender muito da câmera, mas quanto mais alto, menos luz precisa.

Então em ambientes bem iluminados usamos ISO baixo, em ambientes mais escuros, ISO alto.

Mas é claro que tem um porém. ISO muito alto diminui a qualidade da foto, principalmente no escuro. A foto fica granulada, como se tivessem grãos aparecendo.

Foto tirada em ISO 100

Foto tirada em ISO 100

Essa primeira foto eu tirei com o ISO mais baixo da minha câmera, ISO 100.

Foto tirada em ISO 6400

Foto tirada em ISO 6400

Essa foto já foi com o ISO mais alto, 6400. Como estou comparando o ISO mais baixo com o mais alto, claro que dá uma diferença bem grande. Repara nos grãos que aparecem na segunda foto. Nas duas fotos o fundo está bem desfocado, mas na segunda parece que tem uma sujeira, alguma coisa atrapalhando. Esses grãos são chamados também de ruído.

Detalhe da foto em ISO 100

Detalhe da foto em ISO 100

Detalhe da foto em ISO 6400

Detalhe da foto em ISO 6400

Pra ficar ainda mais evidente, olhem um detalhe das duas fotos, o primeiro detalhe é da foto em ISO 100 e o segundo da foto em ISO 6400. Os grãos ou ruído ficam muito mais evidentes se a gente corta a foto. Não dá pra comparar, né?

Foto tirada em ISO 6400 em ambiente mais ecuro

Foto tirada em ISO 6400 em ambiente mais escuro

Essa última foto eu mantive o ISO em 6400 e escureci ainda mais o ambiente. Dá pra ver que o ruído piora ainda mais, né?

Essas fotos têm pós produção sim, mas não usei nenhuma ferramenta para mudar os ruídos.

As câmeras modernas têm melhorado muito o desempenho de ISO, ou seja, cada vez a qualidade das fotos é melhor, mesmo com ISO alto. Vale fazer um teste com a sua câmera pra ver até qual ISO você acha razoável usar.

Eu sempre tento manter as fotos com o menor ISO possível e variar na abertura e na velocidade, mas em lugares escuros não tem jeito, precisamos subir o ISO.

Beijos

Fotografia – Abertura – parte 2

Oi gente,

Mais um post de fotografia. A série está ficando grande, já viu os outros posts?

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

Fotografia – Velocidade

Fotografia – Abertura – parte 1

Semana passada a gente começou a ver como a abertura funciona na câmera, certo? Eu terminei o post dizendo que além de controlar a quantidade de luz, a abertura muda também outras coisas. Vamos ver então que coisas são essas.

O tamanho da abertura influencia no campo de foco, ou seja, em quanta coisa vai estar em foco ou fora de foco em cada foto.

Quanto maior a abertura (e menor o f) menor é o campo de foco. Isso quer dizer que numa abertura como f/1.8 bem pouca coisa vai estar em foco, o ponto escolhido vai estar em foco, mas o fundo e em volta dele vai estar desfocado. Quanto menos luz entra (aberturas pequenas), maior o campo de foco.

Olha aí embaixo. A primeira foto foi tirada com o f bem pequeno, f/1.8 (que é o máximo dessa lente). Dá pra perceber que os chifres da Malévola já estão fora de foco, os pincéis parecem um borrão. A foto do meio foi tirada em f/8, uma abertura mediana, nem muito aberta, nem muito fechada, o fundo ainda está fora de foco, mas nem compara com a primeira foto. A última foto foi tirada com f/16 (que é o mínimo dessa lente). Os pincéis estão quase em foco se a gente comparar com a primeira foto e a Malévola está inteira em foco.

Primeira foto em f/1.8, segunda em f/8 e terceira em f/16. Fotos tiradas com a Nikon 50mm f/1.8.

Primeira foto em f/1.8, segunda em f/8 e terceira em f/16. Fotos tiradas com a Nikon 50mm f/1.8.

Então, sabe aquelas fotos com fundo desfocado que os fotógrafos fazem? É a partir da abertura, é usando um f bem pequeno. Aí a pessoa fica em foco, mas o fundo fica desfocado.

Outra coisa que a abertura faz também é influenciar na nitidez. Pensa em qualquer aparelho, ele funciona melhor num meio termo do que na potência máxima, certo? Com a lente é a mesma coisa. A melhor nitidez não vai ser nem no f mínimo nem no máximo. Então uma abertura que seja um meio termo vai deixar sua foto mais nítida. Claro que a nitidez ou falta dela é algo que varia muito de uma lente pra outra dependendo da qualidade e que pode ser melhor observada com a foto ampliada. Olha o biquinho preto, foi ali que eu fiz o foco em todas as fotos. A nitidez é um pouco maior em f/8, mas não é nada que realmente atrapalhe a foto. Eu, quando não estou preocupada em desfocar o fundo e tenho bastante luz, costumo deixar o f/8.

nitidez

Saber essa questão da nitidez é legal pra você aproveitar o máximo suas fotos, mas o principal efeito da abertura (além da quantidade de luz) é maior ou menor campo de foco.

‘Eu tenho uma compacta e não consigo tirar fotos desfocadas, por quê?’

Na verdade temos dois motivos, o primeiro é que a maioria das compactas não tem uma abertura máxima muito grande, e quanto maior a abertura, menos campo de foco, mais fácil a foto sair com fundo desfocado. Outro motivo é o tamanho do sensor. Quanto maior o sensor, mais fácil desfocar e câmeras compactas e celulares têm o sensor bem pequeno. Mas isso não quer dizer que você não vai conseguir, só quer dizer que é mais difícil. Essa foto aí embaixo foi tirada com uma compacta (a Cybersht DSC-P-200 que já falei várias vezes e me acompanhou por muitos anos). Não tenho certeza da abertura que foi usada na época, mas sei que a abertura mínima dela com o zoom mais aberto era ok, f/2.8.

Inhotim

Inhotim

Com uma câmera compacta você vai precisar ajustar a abertura para a maior possível, colocar a câmera bem perto do objeto fotografado e o fundo deve estar mais distante. Você pode usar a função macro pra facilitar aproximar a máquina e o objeto. Vai ser um pouco difícil tirar foto de pessoas com fundo desfocado, porque é difícil deixar a pessoa bem pertinho, conseguir enquadrar o rosto todo e a foto sair legal, mas pode tirar fotos bem legais.

RESUMINDO:

  • A abertura é também chamada de f e é medida em números.
  • Quanto menor o número, maior a abertura e mais luz entra. Quanto maior o número, menor a abertura e mais escura a foto.
  • Aberturas maiores desfocam o fundo com mais facilidade. Aberturas menores mantêm a foto toda em foco com mais facilidade.
  • Aberturas no meio termo (nem muito abertas, nem muito fechadas) dão mais nitidez pra foto.
  • É mais difícil para câmeras compactas fazerem fotos desfocadas por causa do tamanho do sensor, mas não é impossível.

É isso, gente, parece um pouco confuso no início, mas espero que tenha ficado claro. Qualquer dúvida, podem perguntar. Ajuda a entender se você for testando as possibilidades com a sua câmera caso ela tenha modo manual.

Beijos

Fotografia – Abertura – parte 1

Oi gente,

Hoje tem mais um post sobre fotografia. Se ainda não viu os outros posts, dá uma olhada lá.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

Fotografia – Velocidade

Bom, hoje vamos falar da abertura. A abertura é uma característica exclusiva da lente, se a sua câmera troca de lente, você vai perceber que cada uma pode ter uma abertura diferente. A abertura é medida em números e o símbolo pra identificar é um ‘f/’.  A abertura é um buraco que fica na lente, quanto mais aberto ele fica, mais luz vai entrar por ele. Olha aí embaixo. Na primeira foto dá pra ver um furinho bem pequeno, o buraco está praticamente fechado; na segunda foto o buraco está no meio, já dá pra ver que a abertura é maior; na terceira foto ela está completamente aberta, nem conseguimos ver as bordas do buraco.

Anel de abertura.

Abertura da lente.

Mas como se mede em números? Os números vão indicar quanta luz vai entrar, quanto menor o número, mais luz entra, mais aberta a lente. Temos como exemplo a última foto, o buraco completamente aberto, f/1.8. Quanto maior o número, mais fechada a lente e menos luz. Como na primeira foto, o anel bem fechado, quase não entra luz, f/16. Pode parecer um pouco confuso o número pequeno indicar um espaço maior, mas com o tempo vocês acostumam. Pra mim, o que facilitou foi decorar um número só, decorei que f/1.8 era uma abertura bem grande. A partir desse número eu conseguia pensar nos outros. Se f/1.8 é grande, f/1.4 é maior ainda, f/8 é um buraco médio e f/22 é bem pequeno.

Pela lógica, quanto maior o buraco, mais luz entra, certo?

Ok, aí você decide comprar uma lente 50mm e vê que existem três opções, por exemplo, a 50mm f/1.8, a 50mm f/1.4 e a 50mm f/1.2. O que isso quer dizer? A abertura (ou f) que aparece ao lado da distância focal (os milímetros) é sempre a abertura máxima que a lente alcança, o mais aberto que ela pode ficar. Assim, uma lente f/1.2 pode ter a abertura f/1.2, f/1.4, f/1.8, f/10, f/16, etc.  A lente f/1.8 pode ter a abertura f/1.8, f/4, f/10, mas não pode ter f/1.2 ou f/1.4 porque são números menores que 1.8. O número indicado é sempre o máximo de aberto, o ponto mais claro da lente.

‘E como eu vou saber o mais fechado?’

Claro que se você pesquisar na Internet vai conseguir descobrir o f mínimo, mas ele não costuma ser tão importante, porque as lentes podem alcançar números bem altos. Nem todas têm o mesmo alcance, mas luz demais não costuma ser um problema.

Lentes até f/2.8 (ou seja, f igual ou menor que 2.8) são consideradas lentes claras, são ótimas pra gente tirar fotos em ambientes mais escuros porque entra bastante luz. Mas são também lentes maiores e mais caras. Então se você decidir comprar sua 50mm f/1.8 vai pagar bem menos do que uma 50mm f/1.2. Olha aí embaixo, a primeira lente é uma Nikon 18-55 f/3.5-5.6 (a lente do kit, que veio junto com a câmera) e a outra é a Sigma 18-35 f/1.8. Dá pra ver que, mesmo a Nikon tendo um zoom maior e indo até 55mm, a Sigma é bem maior, né, nem compara (mas também não dá pra comparar a qualidade). Só que a Sigma entra muito mais luz, é muito melhor para fotografar em ambientes mal iluminados.

nikon x sigma

‘E por que a Nikon é f/3.5-5.6, por que dois números?’ As lentes que mostram dois números são sempre lentes zoom e são aquelas com o f variável. Em 18mm ela tem abertura máxima de 3.5, o zoom vai aumentando e a abertura máxima vai diminuindo (lembra? Aberturas com números maiores, menos luz). Quando chega em 55mm, a abertura máxima é f/5.6. Já a Sigma é uma lente zoom com f fixo, tanto em 18mm quanto em 35mm a maior abertura é f/1.8.

Bom, semana passada a gente viu que a velocidade além de indicar a quantidade de luz, também influencia na forma que o movimento aparece na foto. Ela pode capturar os movimentos (como a cachoeira que parece um véu) ou congelar o instante (como uma foto de esporte). Pois é, a abertura, além da quantidade de luz, também determina outras coisas.

Essas outras coisas vamos ver semana que vem, ou o post vai ficar muito grande.

Beijos

Fotografia – Velocidade

Oi gente,

Já fiz vários posts sobre fotografia.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

A partir de agora vamos de fato mudar as fotos que tiramos, então para acompanharem os posts, precisam ter uma câmera com modo manual. O modo manual é o que vai permitir vocês decidirem como a foto vai ser tirada. Para definir certinho como a foto vai sair, vocês vão precisar mexer em três variáveis, vou falar de uma delas de cada vez.

Para tirar fotos no modo manual é muito importante conhecer o fotômetro, uma espécie de régua que mede a quantidade de luz que está entrando. Procure onde aparece o fotômetro da sua câmera, a aparência dele é essa aí embaixo.

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Fotômetro. Fonte: Google.

São três elementos que vocês vão escolher e que mexem com essa régua. Vocês podem perceber que existe um tracinho ou algo parecido que indica um ponto da régua, na maioria das vezes o ideal é deixar esse tracinho no meio, no zero. E é isso que o automático da sua câmera faz, deixa o tracinho no meio. Então qual a vantagem do manual? Como eu disse, são três variáveis. Com o modo manual vocês podem escolher o valor da cada variável e ir compensando nas outras pro fotômetro chegar no 0. Existem, em geral, várias configurações possíveis, a do modo automático é apenas uma delas e, não necessariamente, a melhor pro efeito que vocês querem. Além disso, vocês podem escolher não colocar o fotômetro no 0. Dependendo da situação vocês podem desejar uma foto mais escura, e aí vai colocar o fotômetro pro lado negativo em -1, -2, etc ou mais clara, com o fotômetro ajustado pro lado positivo, +1,+2, etc. No manual isso é possível.

Bom, então vamos ver uma variável de cada vez. A primeira será a velocidade. A velocidade determina quanto tempo o sensor (ou o filme) vai receber luz, quanto mais tempo, mais clara fica a foto. Mas não é só isso que a velocidade faz, se o seu sensor recebe luz por mais tempo, os objetos (ou pessoas) em movimento na foto sairão borrados ou tremidos. Por isso ajustar a velocidade é importante. Se estamos fotografando uma corrida, por exemplo, teremos que usar uma velocidade bem alta para que o corredor saia congelado. Essa próxima foto é do meu gato (ok, gato dos meus pais) bebendo água. Dá pra ver direitinho a língua dele, que se movia bem rápido, e também as gotas d´água caindo, a foto foi tirada em velocidade alta, assim o instante foi capturado. Se a velocidade fosse baixa, na região da língua a gente veria um borrão rosa e não ia distinguir as gotas de água.

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Ivan. Foto tirada em alta velocidade.

Então velocidades mais rápidas vão dar fotos mais escuras (menos tempo para a luz entrar) e o instante é capturado, o movimento não aparece. Velocidades mais baixas darão fotos mais claras e o movimento vai estar na foto. Nas duas fotos abaixo temos a imagem das cataratas em Foz do Iguaçu. Na primeira a velocidade está alta, podemos ver as “rugosidades” e detalhes da água, enquanto na segunda a água forma um véu usando uma velocidade mais baixa.

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Cataratas do Iguaçu. Foto tirada com velocidade alta. Foto: Filipe Manzoni.

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Cataratas do Iguaçu. Foto tirada com velocidade baixa. Foto: Filipe Manzoni

Então no modo manual a velocidade pode ser escolhida por vocês, dependendo do efeito que querem causar na foto. Mas não é só o movimento dos objetos fotografados que entram, movimentos da câmera e do fotógrafo também interferem no resultado final. Por isso devemos tomar cuidado com velocidades muito baixas ou usar um tripé para manter a câmera firme.

Não existe uma regra sobre qual a melhor velocidade para não tremer a mão, é uma coisa que depende da lente que você está usando e de quão firme é sua mão, mas existe um truque que nos ajuda a ter uma noção.

As câmeras mostram as velocidades de dois jeitos, o número puro ou o número seguido de aspas. O número puro representa uma fração de segundos, então quando vemos 30, por exemplo, na realidade temos 1 segundo dividido em 30, um trinta-avos de segundo, 1/30.  Se temos o número 90, será um segundo dividido por 90, 1/90. Por isso, a velocidade 90 é mais rápida que a velocidade 30. Assim é com os números que aparecem sozinhos, 100 é, na verdade, 1/100, 500 é 1/500 e etc. A velocidade mais rápida que a câmera oferece pode variar bastante, na minha cybershot, por exemplo, era 1000 (1/1000 ou um milésimo de segundos) e na minha atual é 4000 (1/4000), bem mais rápida.

Quando encontramos segundos inteiros a câmera representa o número seguido de aspas, então para um segundo temos 1″, para 15 segundos, 15″ e para 30 segundos, 30″. Se o número está sozinho (sem aspas), quanto maior, mais rápida a velocidade (500 é mais rápido que 100 porque 1/500 segundos é menos tempo do que 1/100 segundos). Se o número é seguido por aspas, quanto maior o número, mais devagar (10″ é mais devagar que 5″ porque dez segundos é mais tempo do que cinco segundos). A velocidade mais devagar em geral é de 30 segundos.

Outra coisa que devemos saber é que quanto maior a distância focal, mais fácil é o tremor da nossa mão atrapalhar a foto. Todo mundo já deve ter brincado com binóculo e aí percebeu que, a olho nu é muito mais fácil encontrar o que se está procurando. A mesma coisa acontece com o zoom da câmera. Quando aumentamos a distância focal na câmera (por exemplo 100mm) é bem fácil a gente perder o ponto observado, qualquer tremidinha te faz mudar completamente o campo de visão. Por isso, a velocidade mínima que conseguimos usar sem tremer varia de acordo com a distância focal. Existe um truque que diz que a velocidade deve ser, no mínimo, um segundo dividido pelo valor da distância focal.

Como assim? Com uma lente de 10mm vocês poderiam usar a velocidade 1/10 sem tremer. Com uma lente de 50mm, 1/50 e com uma lente de 100mm, 1/100. Então conforme aumentamos a distância focal (100mm é maior que 10mm), devemos aumentar a velocidade (1/100 é mais rápido do que 1/10). Mas isso depende muito da firmeza da sua mão. É legal conhecer esse truque para ter uma ideia, mas não levem esses números como verdades absolutas.

No próximo post vamos aprender sobre outra variável da fotografia. Qualquer dúvida podem perguntar nos comentários, no instagram (sigam lá, @juliakubrusly) ou página do Facebook.

Beijos