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Arquivo da categoria: Viagens

25 dias na Bahia – Moreré

Oi gente,

Finalmente a última etapa da minha viagem de janeiro, Moreré.

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Pra chegar lá não foi tão simples, precisamos ir até Salvador, de lá pegar o ferry boat para Bom Despacho (R$4,30), aí um ônibus para Valença (R$21,00) e aí são duas opções para chegar na ilha de Boipeba, ou um barco rápido direto (R$44,00) ou um ônibus até Torrinhas e de lá uma lancha até a ilha (R$25,00 incluindo ônibus + lancha). Aí você chega na ilha de Boipeba, pra chegar até Moreré vai precisar andar um bom pedaço ou pegar um trator (R$10,00), eu não fiz o trajeto a pé, acredito que valha pelo passeio, mas se você estiver com mala, melhor optar pelo trator mesmo. Os preços podem não ser exatamente esses, mas é mais ou menos isso. Claro que se você quiser desembolsar mais dinheiro, devem ter opções bem mais rápidas.

Moreré pra mim foi como um oásis depois de dias no deserto, quer dizer, poder apenas ficar com os pés para o alto depois de dias de trilha intensa. Boipeba é uma ilha, então são muitas praias, mas eu conheci quatro só, a própria praia de Moreré, Cueira, Bainema e Castelhanos. As praias são todas próximas e bem tranquilas de chegar, Cueira e Bainema basta caminhar pela orla mesmo e pegar um caminho por dentro no final, mas bem rapidinho e não tem como errar. Pra Castelhanos eu recomendo ir com alguém que conheça, a trilha é um pouco maior, tem que passar por dentro de um mangue e nem sempre é tão óbvia.

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É um caminho plano e fácil, mas por não estar sempre bem marcado, melhor não ir sozinho. Logo antes de chegar na praia precisamos atravessar um rio, você pode ir nadando ou de barco (que custa uns R$5,00) e a travessia a nado é bem tranquila. A praia de Castelhanos é maravilhosa e vale muito a pena a visita, foi a praia que mais gostei na ilha. Fora Bainema, todas as praias têm alguma estrutura com comida e barraquinhas e têm também árvores e sombra para evitar ficar torrando no sol. É bem importante se atentar para a maré, ela pode facilitar ou mesmo impedir alguns acessos, então se informe do horário (que muda a cada dia). A praia de Moreré mesmo é a que mais muda dependendo da maré por ser muito plana e é na maré baixa que se revelam as piscinas naturais.

Ficamos em camping também e pagamos R$15,00 por pessoa por noite, mas claro que existem hoteis e pousadas para todos os gostos. Tem dois mercadinhos lá, mas eles têm pouca variedade de coisas e os preços também não são baixos, então eu recomendo levar o que forem precisar de Salvador. Claro que algumas coisas nós precisamos comprar, como legumes, verduras e frutas, mas a variedade é bem pequena mesmo. O mercado aceita cartão, mas não há banco ou caixa eletrônico em Moreré, então leve dinheiro vivo. Se precisar de algo mais específico pode ser que precise ir ao povoado de Boipeba mesmo, de onde sai o barco, lá tem mais opções de comércio, mas também nada muito grandioso.

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Fiquei uma semana em Moreré e depois foi hora de voltar pra casa e pra cidade grande. Pra quem gosta de praia o lugar é paradisíaco e eu quero muito poder voltar. As fotos, assim com as da Chapada Diamantina, foram tiradas pelo meu irmão e minha cunhada da Jerimundo.

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Beijos

25 dias na Bahia – Chapada Diamantina

Oi gente,

Dando continuidade à minha viagem, hoje vou contar sobre a Chapada Diamantina.

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Já contei sobre a ida, em que passei um dia em Vila Velha, aqui, e sobre Caraíva e meu reveillon aqui e aqui.

Saí de Caraíva dia 02 e fui para Porto Seguro pegar um ônibus de 12h até Salvador. Só tinha ônibus semi-leito, e comecei a viagem cerca de 18:30h. Na manhã do dia 03 cheguei em Salvador e de lá pegamos um carro até o Vale do Capão, a cidade que eu iria. Eu fui com uns amigos que decidiram alugar esse carro, se não eu teria que pegar um ônibus até Palmeiras e depois uma van até o Vale do Capão.

A estrada é longa e só cheguei ao Capão de noite. Lá encontrei com meu irmão e minha cunhada (as fotos são todas deles, eles trabalham com isso, aqui tem o portfólio) que estavam no camping Gorgulho (R$15,00 por noite por pessoa). Armei a barraca, comemos e saímos para dar uma volta na cidade. O Capão é um cidade bem pequena com pouquíssima infraestrutura. Não há bancos, posto de gasolina ou correios, por exemplo, mas tem mercado, farmácia, lojinhas de artesanato e bares. Tem uma praça principal que fica movimentada de noite principalmente pelos turistas.

Bom, a Chapada é um lugar de trilhas e cachoeiras então foi o que fizemos nos dias que ficamos por lá. No dia em que cheguei começou a chover e não parou mais. Como a Chapada estava enfrentando uma seca bem intensa e diversas cachoeiras estavam sem água, foi algo bastante bom. Mas claro que pegar trilha na chuva e tudo se tornar um lamaçal ou te impedir de entrar na cachoeira não é a melhor coisa.

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Além do Vale do Capão fomos também ao Vale do Pati e passamos três dias lá. Para o Pati contratamos um guia. Existem muitos guias no Capão, tanto para fazer o Pati quanto para trilhas na própria cidade. Nós não usamos guia no próprio Capão, só pegamos informações na cidade e fomos sozinhos nas cachoeiras, mas existe a possibilidade de pegar guia também. Para o Pati também existe a possibilidade de ir sozinho, mas como era a primeira vez de todos nós e queríamos passar quatro dias lá (que acabaram sendo três), achamos arriscado nos perdermos e contratamos um guia.

Nossa experiência com o guia foi bastante negativa, então recomendo que vocês escolham um guia que seja recomendado por alguém, principalmente porque serão alguns dias de intensa convivência. Não vou entrar em detalhes dos problemas que enfrentamos, mas se tiverem dúvida, podem entrar em contato comigo que eu conto os detalhes.

A Chapada é um lugar maravilhoso, provavelmente um dos lugares mais incríveis que já fui, mesmo contando com a chuva e as vistas prejudicadas. O Castelo, no Pati, com certeza é uma das vistas mais bonitas que vi na vida e existe também uma infinidade de cachoeiras. Pra quem gosta de trilhas, montanhas, vistas e cachoeiras, com certeza é imperdível.

Eu adorei essa parte da viagem, mas sendo sincera, não pretendo voltar. Amo cachoeiras, mas realmente trilha não é a minha e, se eu já achei as trilhas do Capão fortes, imagina no Pati, que passávamos os dias andando. Definitivamente não é para quem não gosta de caminhar.

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Claro que eu sabia que a viagem seria assim, por isso mesmo consegui curtir (embora, em mais de um momento, eu só não tenha desistido porque não havia essa opção). Minha alternativa seria voltar pra casa ou continuar viajando sozinha e eu preferi encontrar meu irmão e minha cunhada e riscar a Chapada Diamantina da minha lista de lugares a conhecer.

Já conhecem esse lugar maravilhoso? Têm vontade de conhecer?

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Beijos

25 dias na Bahia – Caraíva – Parte 2

Semana passada comecei a contar sobre minha estadia em Caraíva, Bahia. Hoje conto a segunda parte com os dois passeios que fiz.

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Ponta do Corumbau/ BA

Em Caraíva fizemos dois passeios lindos, o primeiro foi para a praia do espelho. A praia do espelho não é muito longe, nós fomos andando pela orla. São uns 8km, a maior parte do tempo pela praia, aí você chega em um lugar que não dá passagem mais, que tem umas falésias, sobe uma trilha, anda uma parte na trilha e já desce na praia do Espelho. Não é só a praia que é linda, o trajeto é maravilhoso e dá pra ir parando, tomando banho e aproveitando. Nós fizemos isso e levamos umas 4h, mas se você for sem parar e bem rápido, dá pra fazer na metade do tempo.

Na volta a maré estava alta, então não dava para voltar andando (e também estávamos cansados), então pegamos um ônibus até Caraíva e pagamos cerca de R$7,00 e mais R$5,00 do barco que atravessa o rio. O ônibus estava demorando bastante, então chegamos a perguntar o valor do táxi, estavam fazendo por R$120,00. Infelizmente não tirei fotos desse passeio, já que tínhamos que atravessar um rio e tive receio de molhar a câmera.

O outro passeio que fizemos foi para a ponta do Corumbau. Esse passieo já é bem mais longo, não dá para ser feito a pé, então fizemos de Buggy. Como estávamos em 14 pessoas, conseguimos um bom desconto e o passeio saiu a mais ou menos R$57,00 por pessoa, mas se for menos gente, deve sair mais caro. A ponta do Corumbau é um lugar magnífico, uma ponta, tipo uma esquina mesmo, que vai sumindo conforme a maré vai subindo e você fica rodeado de água por todos os lados, é muito maravilhoso, acho que vale a pena. É possível ir de carro também, mas nenhum de nós estava de carro.

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Ponta do Corumbau/ BA

Os restaurantes em Caraíva, assim como da Ponta do Corumbau e praia do espelho, não são baratos. Existem opções de PF (prato feito) por R$20,00 a R$25,00, mas se for pedir um prato para duas pessoas pode custar desde R$80,00 até uns 120,00, dependendo do que for (claro que existem opções mais caras e mais baratas, essa foi a média que eu vi). Eu levei comida e cozinhei no camping porque queria economizar. Se for optar por isso, compre a comida em Porto Seguro, os mercadinhos de Caraíva são bem caros.

Na noite do dia 31 de dezembro fomos a uma festa de um bar chamado Coco Brasil. Mais uma vez, não foi algo barato, o primeiro lote foi em torno de R$170,00 e na hora estavam vendendo a R$300,00, o ingresso inclui apenas a festa, bebidas e comidas são a parte. eu nem ia a princípio, mas um amigo conseguiu ingressos de graça e diluímos o preço por quem ainda não tinha comprado e ficou menos do que o primeiro lote. Eu recomendo que você, ao invés de comprar na hora, veja se não tem gente vendendo na porta. Quando fomos tinha bastante e por valores bem menores do que os R$300,00. Só fique atento às falsificações.

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Ponta do Corumbau/ BA

A festa foi incrível e a noite maravilhosa, mas claro que a companhia conta muito. Se você preferir, pode só ficar na praia, vai conseguir curtir a música também, porque ela vaza pra praia e tem vários ambulantes vendendo bebida. Eu tenho certeza que seria incrível também. Só optamos por entrar todos, pois alguns de nós já tinham os ingressos e quisemos passar todos juntos.

Fiquei em Caraíva até o dia 02 de Janeiro e aí voltei para Porto Seguro, onde peguei um ônibus para Salvador, rumo à segunda parte da viagem, Chapada Diamantina.

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Beijos

25 dias na Bahia – Caraíva – parte 1

Oi gente,

Vou continuar com minha viagem de dezembro e janeiro. Dia 26 cheguei em Caraíva, onde passei o ano novo.

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Contei aqui como foi a ida. Dia 26 pela manhã encontrei meus amigos em Porto Seguro e de lá pegamos um táxi para Caraíva. É possível fazer esse trajeto de ônibus, você vai precisar chegar no ferry boat de Porto Seguro, aravessar para Arraia d´Ajuda e de lá pegar o ônibus pra Caraíva. Se for escolher esse trajeto, é bom se informar sobre os horários dos ônibus, que não são muitos. Se for de táxi, bom deixar agendado também, fica mais seguro e também mais fácil de negociar um bom preço. Tanto o ônibus quanto o táxi deixam na margem de um rio e de lá você precisa atravessar de barco para o outro lado, onde fica o povoado de Caraíva. Esse barco custa R$5,00.

Caraíva é uma cidadezinha bem pequena, o chão de areia e entrada proibida para carros. Na cidade mesmo dá pra fazer tudo a pé, mas existem charretes também. Como é tudo areia, não recomendo malas de rodinhas, sapatos de salto ou que sejam muito delicados. Eu usei chinelo o tempo inteiro.

Caraíva é uma praia muito linda e tem também um rio que se encontra com o mar, mas não é um rio doce (se você subir o rio ele, provavelmente fica doce, mas perto da foz não é) , então é só água salgada. A praia é linda, mas o sol é muito intenso, parece sol de meio dia das 9h até umas 16h, então caprichem no protetor solar. De dia a atração é praia mesmo. Tem alguns passeios, mas tudo envolvendo praia.

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A praia de Caraíva tem uma estrutura razoável, com diversas barracas servindo comidas e bebidas. Nessas barracas você pagava uma consumação mínima de R$50,00, o que não é barato, mas se for ficar o dia inteiro na praia e for consumir lá, não é difícil de chegar na meta. Não lembro de todos os preços, mas água de coco, refrigerante e cerveja eram R$5,00 e os pastéis R$7,00 cada. Algumas ainda cobravam mais R$10,00 pela barraca mesmo.

É bom lembrar que eu fui em altíssima temporada, então a cidade estava bem cheia e os preços mais caros também. Eu fiquei acampada e foi de longe o camping mais caro da minha vida, R$45,00 por pessoa por noite. Eu estava com muitos amigos e a intenção era ficar perto de tudo, mas descobri depois que mais afastado, perto de uma aldeia indígena, existe um camping com preço normal (R$15,00), mas não sei exatamente onde e nem como são as estruturas.

O camping que eu fiquei, camping Caraíva, apesar de muito caro, não oferecia nada muito diferente de outros campings que conheço. A cozinha era completa, com fogão, geladeira e utensílios de cozinha, tinha tanque para lavar roupa e os banheiros eram limpos com uma frequência razoável. Na página anunciavam banho quente e eu realmente tomei banho quente no primeiro dia, mas a partir do segundo era só água gelada. A cozinha era bem suja, mas isso não era culpa do camping, e sim das pessoas que usavam as coisas e não lavavam as louças.

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Sinceramente? Nunca que valeu R$45,00 por noite, mas a viagem não deixou de ser maravilhosa.

Semana que vem conto dos passeios que fiz em Caraíva e da noite de ano novo.

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25 dias na Bahia – ida: Vila Velha

Oi gente,

Já falei algumas vezes da viagem que fiz no fim do ano e início de janeiro, certo? Hoje vou começar a contar mais detalhes sobre ela.

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Vista do Convento da Penha – Vila Velha/ ES

O planejamento dessa viagem começou em novembro, uma amiga perguntou se eu queria passar o Reveillon em Caraíva, Bahia. Topei e comecei a olhar passagens do Rio de Janeiro pra Porto Seguro, aeroporto na Bahia mais próximo de Caraíva. Pra sair no dia 26 de dezembro as passagens estavam caríssimas, do meu ponto de vista, impraticáveis. Passagens para Porto Seguro são caras em qualquer época do ano, mas no fim do ano tudo piora. Não lembro exatamente o preço que vi, mas era em torno de R$600,00 a R$800,00 só a ida.

Porto seguro é mais ou menos tão distante do Rio quanto Floripa, são mais ou menos 1100km, decidi que iria de ônibus. Já falei pra vocês que não aguento muito mais do que 10h em um ônibus e lembrava que em 2003, viagem com a escola, fizemos Rio – Porto Seguro em 18h. É demais pra ir em um dia, mas ótimo pra ir em dois. A única capital que fica no caminho é Vitória, olhei as distâncias e passagens e as divisões ficavam ótimas. Eu gosto de escolher capitais e cidades grandes porque têm muito mais opções de ônibus intermunicipal, sempre têm alguma opção de lazer, dá pra se locomover sem problemas de transporte público e o Google Maps funciona razoavelmente.

O esquema da viagem seria o mesmo que já fiz algumas vezes, Rio – Vitória durante a noite do dia 24 para 25, passar o dia 25 em Vitória e na noite do dia 25 embarque para Porto Seguro, chegando dia 26 de manhã. Pesquisei um pouco e decidi que passaria o dia em Vila Velha, cidade ao lado de Vitória. Passei o Natal viajando, assim como ano passado, minha família meio que não comemora mais, então preferi ganhar esses dois dias do que sair dia 26 e chegar em Caraíva só no dia 28.

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Praia da Costa – Vila Velha/ ES

Cheguei em Vitória bem cedo e num dia de muito sol. Esperei algumas horas ainda na rodoviária, guardei a mochila no guarda-volumes e fui rumo à praia da Costa. Tive que pegar dois ônibus, um até o terminal de Vila Velha e outro até a praia, mas foi bem fácil, o ponto de ônibus é super perto da rodoviária e saltei bem na frente da praia mesmo, nem tem como errar. Era Natal, mas era também feriado de sol, então a praia estava bem cheia. Eu só passeei pela praia, no calçadão e na beira do mar mesmo, pela areia, mas não cheguei a entrar no mar. Decidi não ir de biquíni porque não sabia se ia conseguir tomar banho, já que não ia me hospedar em nenhum lugar e porque estava com a câmera, não queria largar ela na areia e entrar na água numa cidade que não conheço. Se fosse Floripa, com certeza eu faria isso.

Passeei bastante tempo na praia mesmo e nas praias vizinhas, praia da Sereia e praia de Itaparica. Em alguns momentos consegui um lugar para sentar na sombra e fiquei só curtindo e lendo. Morri de vontade de entrar na água, estava realmente quente, mas eu sabia que estava indo pra Bahia e muitos dias de praia me aguardavam. Quando cansei caminhei até o convento (com ajuda do Google Maps) e decidi visitá-lo. Na verdade eu já tinha conhecido esses dois lugares, tanto o convento quanto a praia da Costa, mas é tão bonito que não tinha problema voltar.

O convento da Penha fica no alto de um morro com 154m de altura e de lá temos uma vista linda de Vila Velha e também de Vitória incluindo uma das pontes que ligam as duas cidades, vale muito a pena ir mesmo pra quem não é religioso. Abre de segunda a sábado das 5:15h às 16:45 e domingos das 4:15h às 16:45h. Eu fui no dia de natal, então estava tendo diversas missas, se você se interessar, tem o horário delas no site.

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Vista do Convento da Penha – Vila Velha/ ES

Chegando embaixo do convento, no portão, dá pra pegar uma van que sobe e desce o morro ou subir a pé. Eu não me lembrava disso e, como não tinha van disponível assim que cheguei, achei que tínhamos que ir a pé mesmo. Como não peguei não sei exatamente quanto custa, mas algo em torno de uns R$3,00 apenas para subir ou descer e R$5,00 para subir e descer. A subida não é muito longa, então se quiser economizar, vá a pé. Existem duas subidas, uma ladeira mais íngreme e mais rápida, a ladeira dos penitentes, ou o caminho do carro, menos inclinado, mas também mais longo. Adivinhem qual escolhi? Pois é, a ladeira dos penitentes. Não recomendo, o chão é de uma pedra que escorrega bastante (eu estava de chinelo) e ela é realmente íngreme, vi até uma mulher deitada na trilha, passando mal e a família abanando. Vai por ela só se você realmente estiver pagando uma penitência.

Lá de cima a vista é realmente linda, estava um dia magnífico e passei um bom tempo admirando vários ângulos da cidade. Mesmo com a cantina fechada, o convento disponibiliza bebedouros e eu pude encher minha garrafinha, mas não havia venda de comida. Em outros dias, que não sejam feriados, a cantina deve estar aberta, assim como uma lojinha de lembranças e artigos religiosos.

Desci do convento a pé também, mas com medo de escorregar, escolhi a ladeira dos carros dessa vez. Depois ainda cheguei a dar uma volta nos arredores e conhecer uma praça ali perto, mas não tinha nenhuma sombra (minha ideia era sentar na sombra e ler um pouco), então acabei voltando para a rodoviária. Lá eu pude carregar o celular e até tomar um banho delicioso. Eu não entrei no mar, mas suei tanto, que só pensava na tristeza de não haver um banho, encontrei na rodoviária mesmo, um bem agradável e pude pegar o ônibus limpinha para a próxima etapa da viagem.

Eu levei comida para esse trecho da viagem, então não gastei praticamente nada em Vila Velha, só mesmo a passagem de ônibus, o banheiro da rodoviária e uma pasta de dente (que eu não levei de propósito, né? esqueci que ia passar o primeiro dia sozinha, tive que comprar).

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Beijos

Minha mochila – 25 dias na Bahia

Oi gente,

Como contei pra vocês viajei agora no fim de dezembro e início de janeiro e precisei levar uma mala muito compacta.

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Como minha viagem envolvia acampamento e travessia (quando você vai de um lugar pro outro a pé, ou seja, andando o dia todo com mochila nas costas), tinha que eliminar tudo o que pudesse. Não dá pra pensar “ah, mas é só mais uma blusa, nem faz diferença”, porque acumulando essas coisinhas pequenas pode dar uns bons quilos.

Semana passada contei em detalhes como foi minha necessaire e agora vou abrir minha mala com vocês.

Quase toda a parte de cozinha de camping meu irmão levou, pois cheguei depois.

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Precisei levar uma barraca, isolante térmico para dormir, saco de dormir para me cobrir, um travesseiro inflável, lanterna com pilhas, um cadeado, uma faca, um garfo e um prato e, claro, a mochila. Levei também o Camel Back, um reservatório de 2,5litros pra colocar água e beber durante a caminhada.

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Levei minha câmera com a lente Sigma 18-35mm f/1.8 apenas na primeira parte da viagem e pedi para uma amiga trazer de volta. Na segunda parte eu encontrei meu irmão e usei a dele (na verdade da minha cunhada, Canon 60D com a lente 18-135 f/3.5-5.6). Levei também meu mp3 (sim, eu ainda uso, não ouço música no celular) e o carregador, o celular, o Kobo e o carregador (é o mesmo pro celular e pro Kobo).

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As roupas e a necessaire (que mostrei em detalhes aqui) é a parte que eu mais podia cortar coisas, tentei ser bem contida. 4 blusas, 1 casaco impermeável, 2 biquínis, 1 calça legging, 2 meias e 2 shorts. Levei também a parte de lingerie (que, por motivos óbvios, decidi não pôr na foto), uma canga e uma toalha específica pra camping. Como calçado levei um chinelo e um coturno. O coturno não é o calçado ideal, mas era isso ou All Star. Na foto saiu ainda um casaquinho que eu decidi tirar de última hora.

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Pra completar carteira (só com o básico, nada de moedas ou mil cartões), minhas chaves, óculos escuros e um caderninho e uma caneta.

Acho que consegui ser bem econômica, nunca viajei com tão pouca roupa para tanto tempo, mas com certeza valeu a pena.

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Beijos

recado

Necessaire de viagem – 25 dias na Bahia

Oi gente,

Já comentei que ia viajar agora em dezembro/ janeiro, né? Vim mostrar o que estou levando na necessaire.

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Pra começar é importante saber que tipo de viagem vou fazer, serão 25 dias de praia e trilha, incluindo alguns dias de trilha carregando a mochila, então quanto mais leve melhor. Só estou levando o que realmente acho necessário. Arrumei tudo em uma necessaire, o que não coube estou levando separado mesmo.

Banho

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Shampoo, não levei o frasco inteiro, coloquei em dois frascos menores, um de 60ml e um de 40ml. É o Éh volume de dar inveja (quando voltar faço resenha); máscara hidratante, também levei o frasco inteiro, coloquei o suficiente para todas as lavagens nesse potinho menor. É a Pantene hidratação (resenha na volta também); sabonete e saboneteira; Cleanance Gel de limpeza pro rosto em um potinho de 10ml.

Outros

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Gilette; escova de dente (minha amiga vai levar a pasta); protetor solar de rosto Airlicium da La Roche-Posay que coloquei num potinho menor; protetor solar Nívea protect & bronze FPS30, depois conto se protegeu bem; repelente; desodorante nessa mini embalagem de 30ml; alicate de cutícula, que pode parecer bobagem, mas eu não dispenso nem em viagem de fim de semana; lixa de unha.

Pra evitar vazamentos gosto de passar um plástico entre a boca do produto e a tampa.

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Durante a viagem vou abandonar o cronograma capilar e também não vou levar nenhuma maquiagem. Não acho que teria ambiente para usar e, mesmo que outras pessoas se maquiem no Reveillon, eu realmente prefiro ficar de cara limpa e não levar todo esse peso. Escova de cabelo também não uso, penteio o cabelo com os dedos durante o banho e é suficiente.

Depois vou fazer outro post mostrando o que mais levei na mochila.

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Beijos

recado

Viajando leve – dicas para uma mala compacta

Oi gente,

Eu adoro viajar e costumo ser bem compacta nas minhas malas, principalmente comparando com minhas amigas. Vou dar algumas dicas de como viajar mais leve.

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Vou viajar agora no fim de dezembro, início de janeiro (hoje, quando vocês estão lendo, já estou viajando há um tempo, quem me acompanha no Instagram, sabe) e preciso de uma mala bem compacta. Vou fazer trilha com mochila nas costas então o peso é muito importante, cada grama conta. Estou indo para a Bahia, Caraíva, Chapada Diamantina e Moreré, depois quero fazer posts sobre a viagem.

Na hora de arrumar as malas, as primeiras coisas que temos que saber é para onde vamos, como será o clima e qual a intenção da viagem. Fazer mala sem saber direito para quais situações você deve estar preparado vai te fazer levar muita roupa desnecessária.

Eu gosto de pensar na real necessidade das coisas, antes de realmente arrumar faço uma lista (sou viciada em listas) e vou vendo se cada item é mesmo necessário. Não dá pra contra com imprevistos nem com o “mas eu posso precisar disso”, uma mala compacta deve ser completamente utilizada. Claro que se você for fazer uma viagem para tirar fotos de looks do dia, vai ser muito mais difícil levar pouca roupa, mas se não é o caso, que mal tem em repetir roupa? Lavar roupa é um dos pontos centrais pra mala compacta.

Eu começo vendo aquilo que não pode faltar de leito nenhum, por exemplo, se eu for acampar, barraca, isolante térmico, saco de dormir, utensílios de cozinha (caso o camping não tenha), toalha, etc. Alguns itens, mesmo sendo pesados, sei que não vou abrir mão, a câmera, por exemplo. Roupas e necessaire é com certeza onde a variação é maior. Fazer mala para um lugar quente é bem mais compacto que para o frio, calças e casacos tomam muito espaço. Eu sempre viajo com a roupa mais volumosa que estou levando, isso deixa a mala mais compacta.

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Como eu disse, lavando as roupas você pode levar bem menos peças, claro, vai repetir mais, mas o importante é aproveitar o lugar, né? Você que vai pesar a importância entre a variedade de looks e a leveza da mala. Se você for usar uma lavanderia, isso não faz diferença, mas para lavar no tanque ou pia, é importante saber se o lugar é úmido ou não, para ter uma ideia de quanto tempo uma peça leva para secar. Blusas, meias e calcinhas/ cuecas podem ser tranquilamente lavadas em uma pia ou tanque, então você pode lavar com bastante frequência. Se você lavar toda vez que for colocar uma nova, evita o cúmulo.

Jeans é um material péssimo para malas compactas, é pesado, demora pra secar, é péssimo de lavar na mão, volumoso… Eu evito ao máximo. Melhor levar calças de tecido ou legging e shorts e saias de outros materiais. Caro que pro frio pode ser necessário, mas eu apostaria em sobreposição de meias-calças e calças e tecido por cima. Tac-tel também é um tecido ótimo, seca em poucas horas. Deixar a roupa perto do ventilador também ajuda muito.

Reduzir os sapatos é outra dica. Pense bem por quais situações você vai passar e leve apenas dois pares. Eu acho que, na maior parte das viagens dois pares são suficientes. Vai ser trilha e praia? Tênis e chinelo. Trilha praia e cidade? Tênis e chinelo. Vai viajar pra festa? Salto e sapatilha/tênis. Muito frio e muita caminhada? Uma bota e um tênis ou só uma bota bem confortável. Enfim, veja bem as situações pelas quais você vai passar e tente levar um ou dois calçados. Claro que existem exceções (praia, casamento e trilha, por exemplo), mas na maior parte dos casos, dois são suficientes.

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Com tudo isso em mente, lista pronta, é só você ir se perguntando se realmente precisa daquilo, se você usa sempre e se pode viver sem pelo tempo da viagem. Se eu nunca uso secador (meu caso), não tem porque levar um. Se eu sempre uso, tenho que pensar se seria possível passar o tempo da viagem sem usar, se eu prefiro meu cabelo ao natural ou carregar aquele peso. Eu, por exemplo, estou deixando de lado todo o cronograma capilar, shampoo e condicionador vão dar conta do recado. É legal também usar embalagens reduzidas, travel size ou comprar potinhos pequenos e levar só o necessário. Se você não vai viajar sozinho, reduz o peso, não tem porque cada um levar sua pasta de dente, sabonete ou protetor solar, combinem de cada um levar uma coisa que aí não pesa pra ninguém.

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Beijos

recado

Sobre um ano em Floripa – estranhamentos

Oi gente,

Hoje faz uma semana que voltei pro Rio depois de um ano morando em Floripa. São duas cidades com várias semelhanças, mas também muitas diferenças, por isso hoje quero contar para vocês o que mais estranhei quando morei na Ilha da Magia.

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Floripa é uma cidade muito menor que o Rio, não dá nem pra comparar, tem menos de 500mil habitantes (461524 segundo a Wikipédia) e o Rio mais de 6 milhões (6453682 segundo a Wikipédia), então claro que algumas diferenças estão diretamente ligadas a isso.

Transporte público – ônibus

Eu não tenho carro, não dirijo, então sempre dependo de transporte público. O transporte no Rio é horrível, difícil imaginar pior, mas Floripa ganha essa disputa. Bom, apesar da maior parte da cidade de Florianópolis ser uma ilha, o transporte principal é o ônibus. Existe sim um ou outro trajeto feito por barco, mas ele é muito pouco utilizado (a não ser para o turismo). Pois bem, os ônibus são todos bem organizados, existem terminais em diversas partes da cidade onde você pode trocar de ônibus sem pagar uma nova tarifa e todos os ônibus têm horários que, na maior parte das vezes, são cumpridos.

Era de se imaginar que tudo funcionasse bem, certo? Pois é, mas não é bem assim. E o problema maior é que existem poucos ônibus nas ruas e também poucas linhas. É bem comum termos que pegar três ônibus para ir de um lugar ao outro. Mas isso não seria problema se não houvesse espera no terminal. Mas há, e muita. Reza a lenda de que os ônibus são meio sincronizados para que não haja tanta espera, mas aí basta um pequeno atraso no primeiro ônibus que pronto, lá se vai toda a sincronia. Na hora do rush, de manhã e no fim da tarde, até temos mais opções de ônibus, diversas linhas saem de dez em dez minutos e perder um pode não significar um grande atraso, mas vai perder um ônibus no meio da tarde. Não é razoável, mas é super comum um intervalo de 40, 50 minutos entre um carro e o próximo.

Fora isso, tudo funciona bem, existe um aplicativo ótimo para Android feito por usuários (o Bus maps Floripa) que indica horários, rotas e até te ajuda com as linhas que saem de determinado lugar e vão a outro que você deseje. Se mantivesse a organização, aumentasse o número de linhas e diminuísse os intervalos, ficaria perfeito.

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– táxi

Ainda nos transportes, quem vem de uma cidade como o Rio, acostumado a ver uma multidão de carros amarelinhos em qualquer lugar, vai estranhar muito como tem pouco táxi em Florianópolis. Mas tem bem menos habitantes, né? Claro, tem que ter menos táxi mesmo. O problema é no verão, vem muito turista, o número de pessoas dobra e o número de táxis se mantém. Fica difícil encontrar algum vazio na rua.

Trânsito

Durante a maior parte do ano “peguei o maior trânsito” soa bem ridículo quando comparamos com qualquer engarrafamento do Rio, mas isso é bem óbvio, de novo os tamanhos das cidades são muito diferentes. Mas o que me irritava eram os motivos dos engarrafamentos. A maior parte deles é causado por uma rotatória ou pistas únicas que, por algum motivo, ainda não foram duplicadas. Embora seja uma cidade média, ela cresceu muito nos últimos anos e não tem infraestrutura  pra quantidade de carros que têm. Claro que o transporte público ser horrível ajuda muito, todo mundo quer ter carro. Nunca peguei nada lá que se comparasse nem de longe a uma Avenida Brasil de 18h, mas sempre dava raiva saber que a culpa era só de uma rotatória. Claro, no verão o trânsito fica bem pior, principalmente indo para as praias de manhã e voltando no fim da tarde.

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Pequenos centros

Estranhei muito a organização de Floripa. Perto do Centro as coisas são normais, mas entre o centro e as praias mais afastadas (principalmente do norte da Ilha) existem enormes trechos vazios que em nada lembram uma capital. São trechos de estrada mesmo, muita floresta, terrenos vazios. Às vezes vemos uma ou outra loja perdida, mas no geral parece que estamos saindo de uma cidade e entrando em outra. Claro que nessas praias mais afastadas encontramos sempre um centrinho que, muitas vezes, me lembraram cidades pequenas na beira da praia. Parece que realmente estamos em uma outra cidade, mas na verdade é só um bairro mais afastado do Centro de Florianópolis.

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Segurança

Acho que esse item vai ser o que mais vai me trazer saudades. Pra quem sai de uma cidade grande e violenta como o Rio é difícil imaginar a tranquilidade e segurança de Floripa. Claro que existem lugares mais perigosos e atos de violência ocorrem sim, mas não dá pra comparar. Eu já falei que ia à praia sozinha, com câmera e largava minhas coisas na areia sem pedir pra ninguém olhar pra ir no mar. Pois é, isso não é imaginável aqui no Rio. Mesmo se eu deixasse só o chinelo, canga e roupas ia pedir pra alguém olhar e ficar meio preocupada, imagina levar a câmera, impossível. Fui a alguns lugares considerados perigosos lá no Sul, mas nunca me sentia realmente ameaçada ou insegura. Vou sentir falta.

Salgados

Sei, parece meio ridículo falar disso, mas foi algo que senti muita diferença. A maior parte dos salgados que comprei lá foram nos terminais de ônibus e eles são todos meio padronizados, acho que são comprados pré-prontos da mesma empresa. Existe alguma variedade, os fritos (que eu nunca comia porque meu estômago é cheio de frescura) e os assados que, na verdade, se resumem a um pastel de forno grande (lembra uma empanada) em diversos sabores. São bem gostosos sim, mas depois de comer algumas vezes eu enjoei, comecei a sentir falta de comer croissant (meu salgado preferido que eu nunca vou enjoar) e joelho. Não sei como chama joelho em outros lugares, vou ilustrar com uma foto, o recheio pode variar, mas o clássico é queijo e presunto. Sério, eu não aguentava mais comer aquele pastel assado e, uma vez, cheguei a pedir um croissant meio queimado e bem duro, o pior que comi na vida, só pra não ter que comer mais uma vez a empanada.

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Isso é um joelho aqui no Rio.

Acho que são os detalhes que trazem mais estranhamento, né? Aquilo que era cotidiano e, de repente, não pode mais ser.

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Beijos

Meus pincéis de viagem

Oi gente,

Já falei pra vocês que gosto de ser econômica na minha nécessaire de viagem, certo? Então hoje vim mostrar os pincéis que eu levo nessas ocasiões.

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Eu levo três pincéis, um para passar a base e pó, um para blush e contorno e um de sombras. Na verdade, dependendo dos produtos que você tem, dá pra levar só o pincel de sombras ou até mesmo deixar os pincéis em casa completamente. Às vezes eu faço isso sim, mas quero mostrar aqui os pincéis que uso quando monto uma nécessaire completa.

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Esse pincel eu comprei na internet em um site bem baratinho chamado Coastal Scents, mas sei que vários vendedores da China e do Ebay também têm esses pincéis e ainda mais baratos. Ele é uma gracinha, um kabuki rosinha. O pelo é natural e não é tão macio não, mas adoro usar em viagens por ser bem pequeno e caber em qualquer nécessaire. Uso esse pincel para aplicar base em pó (para viagens eu prefiro por serem compactas e fazerem menos sujeira) e pó compacto (também não acho bom levar pó solto em viagem).

Eu levo esse pincel exatamente por ser portátil e gostar mais da aplicação da base e do pó com ele, mas dá tranquilamente para aplicar tudo com esponjinha e dispensar esse pincel.

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Ele é retrátil e fica super compacto

Esse pincel tem cerdas sintéticas e foi feito para levar na nécessaire, ele é muito prático, as cerdas ficam bem protegidas e não corre o risco de sujar sua bolsa se ele estiver sujo. Minha ideia, quando vi esse pincel no site, era substituir o kabuki aí de cima, mas achei o tamanho muito pequeno para aplicar no rosto todo e acabei comprando e usando para blush e contorno. Infelizmente acho que ele saiu de linha, pelo menos não vi mais no site do Boticário. Contorno eu nem sempre tenho paciência para fazer nas viagens, então ele acaba servindo principalmente pro blush. Não acho que dá para usar o mesmo pincel para base/ pó e blush, porque corre o risco de ficar com o rosto avermelhado por inteiro.

Se você preferir usar blush líquido ou cremoso pode deixar esse pincel em casa também, mas como eu gosto muito do em pó, prefiro levar o pincel.

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Esse é o último pincel, cerdas naturais e da Coastal Scents também (já comprei há muitos anos e não consegui localizar esse modelo no site, mas achei um semelhante) e eu gosto de levar ele porque, comparando com meus outros pincéis de sombras, o cabo dele é curto, então cabe na nécessaire. Ele é fofinho, então consigo aplicar e esfumar sombras. Claro que você vai precisar limpar em um papel quando for trocar de sombra, mas isso é fácil. Uma dica é ir fazendo os dois olhos ao mesmo tempo, assim você só tem que limpar uma vez a cada troca de sombras e não repetir o processo todo quando for fazer o outro olho.

Você vai estar viajando e sabe que nem vai ter muito tempo/ paciência para fazer olhão com sombra e vai acabar só jogando uma cor pra uniformizar a pele e se jogar no delineador (ou nem isso)? Deixa o pincel em casa.

Esses não são meus pincéis preferidos da vida (depois mostro eles para vocês), mas são os meus preferidos para viagens. Quais são os seus?

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Beijos