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Arquivo da tag: Velocidade do obturador

Colocando em prática #5

Oi gente,

Mais um colocando em prática, dessa vez sem tema definido.

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A primeira foto tirei quando fui à São Paulo em dezembro no Memorial da América Latina. Antes de chegar aos prédios do Niemeyer devemos atravessar um túnel que homenageia os índios. A foto foi tirada nesse túnel. Embora o dia estivesse muito claro, no túnel a iluminação não era muito boa. Eu estava com a minha lente 18-35mm f/1.8 da Sigma e, para enquadrar o máximo possível coloquei em 18mm. Baixei a velocidade, mas não a ponto de correr risco de tremer e deixem em 1/25 segundos. Como essa lente é bem pesada e não tem estabilizador, evito baixar demais a velocidade. Também sempre evito subir muito o ISO porque não gosto de jeito nenhum do efeito granulado. Pra quem gosta, sobe sem medo. Eu deixei em ISO500 mesmo. O diafragma eu deixei bem aberto, f/2.5, dando foco e destaque na primeira placa.

Eu já mostrei que aumentar o ISO dá ruído e manter o diafragma em uma abertura mediana aumenta a nitidez, aí, quando não podemos ter o ideal, temos que pensar o que achamos pior (ou melhor), falta de nitidez ou ruído. Sem dúvida nenhuma eu prefiro a falta de nitidez, inclusive, uso muito o diafragma aberto desfocando o fundo, mas o ISO alto eu evito a todo custo.

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Foto noturna tirada em Floripa mesmo. Essa é de uma noite no Morro das Pedras, tirada da estrada. Foi usada a lente, Nikon 50mm f/1.8. Mais uma vez as condições de luz não eram ideais, na verdade bem menos ideais, estava uma noite de lua cheia, sim, mas na estrada quase não tem iluminação e no mar também não. A foto teria que ter uma exposição um pouco mais longa. Eu não tenho tripé, então sempre improviso. Dessa vez usei um banco para a poiar a câmera. Como não tinha muita escolha, subi bastante o ISO e usei ISO1000 e também deixei o diafragma bem aberto, f/1.8. A velocidade acabou sendo 0.8segundos, quase um segundo inteiro.

Como a foto é do mar e a exposição é um pouco longa, dá pra perceber que a água se mexeu e a foto parece um pouco tremida. Olhando pelas pedras dá pra ver que ela não está tremida, mas esse é um efeito que conseguimos com longa exposição (e se você quiser evitar, faça uma exposição mais curta e suba mais ainda o ISO).

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Essa foto eu coloquei no post de passeando que falei dessa praia, entre o Gravatá e a Joaquina. Foi tirada também com a lente Sigma 18-35mm f/1.8, mas dessa vez em 35mm. O dia estava bem claro, ao contrário das outras duas fotos, então não tive problemas. Pude deixar o ISO200 e o diafragma em f/10, preservando a nitidez. Eu queria uma velocidade rápida porque queria captar a onda no momento que estourava na pedra, queria a água congelada. Se eu optasse por deixar a velocidade mais devagar sairia um borrão de espuma branca. O intuito dessa foto era o oposto da anterior, água congelada. Velocidade 1/160 segundos.

É muito importante entender que cada foto pode ser tirada de muitos jeitos (mesmo mantendo o mesmo enquadramento) e é essa a maravilha do modo manual, você pode escolher que jeito é esse e priorizar o que quiser. Levando em conta as condições de luz, claro.

Se vocês tiverem alguma sugestão de tema para eu usar no próximo colocando em prática, vou adorar saber. Pode ser algum tipo de foto que você adora, alguma que tenha dificuldade, ou só curiosidade. Deixa nos comentários.

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Beijos

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Colocando em prática #4 – pôr do sol

Oi gente,

Mais um colocando em prática temático. Dessa vez com o tema pôr do sol ou entardecer.

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Essa foto foi tirada em Brasília. O pôr do sol é um momento em que temos menos luz do que durante o dia, mas ainda temos o sol bem visível, muitas vezes aparecendo na foto. A tendência do modo automático é interpretar que temos muita luz, mas mesmo assim onde está o Sol a foto fica estourada. O céu em geral fica muito claro e o restante da foto fica ok ou o céu fica ok, mas o restante fica bem escuro, às vezes preto. A maior parte das fotos de celular acaba sendo assim.

Por isso é melhor usar a câmera no modo manual. Sempre aponto para medir a luz no céu (mas se o Sol estiver aparente, não nele nem muito perto) e deixo a foto subexposta, ou seja, escura. Com a foto mais escura conseguimos realçar bem as cores do céu. Nesta foto usei a lente Nikon 18-55mm f/3.5-5.6 em 55mm que foi onde encontrei esse enquadramento. Deixei o f/ 5.6 que é o menor da lente nessa distância focal e o ISO em 200. É um ISO bem baixo e eu poderia ter subido mais para usar uma velocidade mais alta, já que usei 1/40 segundos. Mas eu evito ao máximo subir o ISO porque não gosto mesmo dos ruídos. Sei que ISO 200 é bem baixo, mas como deu para segurar a velocidade sem tremer, preferi não aumentar.

A velocidade 1/40 ficou boa, sem tremer, mas menos do que isso, em 55mm eu não me garanto muito, pois não tenho a mão tão firme. Não sei dizer exatamente como estava o fotômetro, mas certamente -1 ou -2.

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Essa foto é de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, uma cidadezinha bem perto de Natal. Na verdade a foto é em Tourinhos, lugar com pôr do sol lindo perto de Gostoso. Mais uma vez deixei o fotômetro no negativo.

Para esta foto usei a lente Nikon 55-200mm f/4.5-5.6 em 92mm, onde achei o melhor enquadramento. O f/5 é também o menor possível para essa distância focal nessa lente. Botei o ISO um pouco mais alto do que na foto anterior, em ISO 320, mas não me arrisquei a subir muito não. A velocidade acabou ficando mais alta 1/320 segundos.

Dá pra perceber que esse pôr do sol era mais claro que o anterior. A abertura é praticamente a mesma, o ISO dessa segunda foto é um pouco mais alto, mas a velocidade está bem maior e a distância focal (que também dá diferença na entrada de luz) também é maior.

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Foto tirada em Floripa mesmo, é a diferente do grupo, já que não há pôr do sol efetivamente. Ela foi tirada na hora do crepúsculo, mas não foi voltada para o oeste (oeste é onde o Sol se põe).

A foto foi tirada com a lente Sigma 18-35mm f/1.8 em 35mm. Essa lente é a minha preferida junto com a Nikon 50mm f/1.8, mas embora a Sigma seja bem maior, é mais versátil. Mantive o ISO baixo de sempre em ISO 320, a abertura em f/3.5 e a velocidade em 1/50 segundos, uma velocidade bem razoável para os 35mm escolhidos. Escolhendo essas medidas eu acabei subexpondo a foto e fazendo um efeito mais escuro do que o que meus olhos estavam vendo no momento.

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Fotografia – Colocando em prática #3

Oi gente,

Mais um colocando em prática.

cristo

Essa foto foi tirada do Mirante Dona Marta, no Rio de Janeiro e mostra um dos pontos turísticos mais famosos da cidade maravilhosa. Foto do cristo todo mundo tem, eu mesma tenho várias, mas escolhi essa por mostrar um jeito de fotografar o objeto que todo mundo fotografa sem ter a mesma foto que todo mundo tem. Ou seja, fotografar o cristo sem ficar igual todas as fotos dele. Colocando essa moldura de galhos e folhas deixei a foto diferente e única.

Como o dia estava claro e super bonito qualquer especificação que zere o fotômetro está ótima. Essa foto poderia ter sido tirada, inclusive no automático. Mesmo tendo um desfocado não precisamos nos preocupar muito com a abertura, pois a árvore está bastante perto da câmera se compararmos com o cristo. Eu não tenho as especificações que usei nessa foto, quis mostrar mesmo a ideia da moldura.

enseada

Outra foto tirada no mesmo dia e, infelizmente, também vou ficar devendo as especificações (não sei o que aconteceu com meus arquivos desse dia). Mas mais uma foto pra mostrar como deixar um retrato de algo óbvio, menos óbvio. Todo mundo tira foto da Lagoa Rodrigo de Freitas, mas nem todo mundo põe o foco na vegetação.

Uma abertura grande vai deixar o fundo mais desfocado, mas não precisa se preocupar demais. A distância entre a vegetação e o fundo já garantem o desfocado por si só, basta ajustar onde você quer que a câmera foque.

pds

Foto do pôr do sol é linda, todo mundo sabe, mas é também bem óbvia, em geral. E pra tirar a obviedade, mais uma vez eu mudei o destaque, que não é o céu, mas as plantas. Pronto, já deixou de ser igual às outras fotos de pôr do sol que eu tenho.

Dessa eu tenho as especificações. Tirei em 82mm, f/5, ISO 320 e velocidade 1/320. Pôr do sol é uma coisa que não basta zerar o fotômetro, se fizermos isso a foto vai ficar muito clara, já que você está apontando a câmera direto pro Sol e ele é muito claro, mesmo quando está se pondo.

Escolhi um ISO baixo para a foto ter bastante qualidade e a abertura máxima da lente nessa distância focal (usei uma Nikon 18-55mm f/4.5-5.6). A velocidade foi a que me “zerou” o fotômetro. Deixei o fotômetro, não no zero, mas um oi dois pontos negativos. Não tem uma regra, depende de como você acha a foto mais bonita e de como está a luz no momento. Pôr do sol a gente não pode pensar por muito tempo, pois a cada momento a luz muda e temos novas combinações. Vai testando, olhando no visor e mudando os valores até você ficar satisfeito.

É normal que, ou o céu fique muito claro ou as coisas em volta muito escuras. Isso acontece porque a câmera não é tão boa quanto nosso olho, ela não consegue pegar tantas nuances de claridade e acaba estourando de um lado ou deixando preto do outro. Eu prefiro deixar o céu como eu gosto e as coisas ao redor mais escuras, pois acho que o céu é o destaque.

Que tal tentar tirar fotos óbvias de modo menos óbvios? Vai em um ponto turístico da sua cidade e treina outros focos, perspectivas e ângulos pra tornar a sua foto diferente.

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Beijos

Fotografia – colocando em prática #2 – Fotos noturnas

Oi gente,

Hoje vim mostrar algumas fotos que tirei de noite ou com pouca iluminação e mostrar pra vocês como consegui cada resultado. Vou falar de configurações manuais na câmera, não sabe o que é isso? dá uma olhada nos posts:

ZoomvelocidadeAbertura parte I e parte IIISO

mm

Lente Nikon 50mm f/1,8 G em 50mm, velocidade 1/50, f/1,8, ISO 800

Essa primeira foto já apareceu por aqui e foi tirada com uma lente 50mm fixa. Eu escolhi essa lente porque, na época, era a única lente clara que eu tinha, então a melhor para tirar foto à noite. Com lente clara quero dizer que sua abertura máxima é f/1.8. Como era de noite eu escolhi a maior abertura pra entrar mais luz e, de brinde, ganhamos o fundo desfocado. Para não ficar tremida, escolhi a velocidade 1/50, uma velocidade ótima para a lente 50mm. Eu poderia ter baixado um pouco mais, mas fiquei com receio de tremer. Para zerar o fotômetro escolhi o ISO 800. Não é um ISO super alto e para o uso que quero (colocar no blog e nas redes sociais) está ótimo, mesmo nas áreas bem escuras, não vejo grãos na ampliação do meu computador.

lua

Lente Nikon 55-200mm f/4,5-5,6 em 200mm, velocidade 1/640, f/5,6, ISO 320

A Lua no céu noturno cria um grande contraste, pois ela aparece bem iluminada em um céu bem escuro. Em geral, se tiramos a foto no automático, a câmera vai tentar deixar o céu menos escuro e a Lua vai acabar estourando, virando um círculo branco na foto. Para conseguir mostrar o relevo lunar e os detalhes temos dois métodos. O primeiro é deixar a foto um pouco escura, ou seja, não deixar o fotômetro no zero, mas no -1 ou -2. Isso depende da luminosidade da Lua, então você vai precisar testar. Outra opção é a que eu usei, configurar a câmera para medir a luz apenas em um ponto e escolher que esse ponto seja a Lua. Você vai ter que ler o manual da sua câmera e ver se ela tem essa opção de medição de luz pontual.

Bom, então já que a Lua é bem luminosa, não precisamos de muita abertura, ISO alto ou baixa velocidade, podemos usar uma infinidade de configurações. O importante é escolher a lente certa, escolha uma lente que seja tele e, de preferência, maior que 200mm. A minha lente mais tele é uma 200mm, por isso escolhi essa. A abertura f/5.6 é a menor abertura da lente em 200mm, eu poderia ter escolhido uma mais alta, mas também não precisei. Coloquei um ISO baixo, 320, para evitar qualquer tipo de ruído e balanceei com a velocidade. Como a lente é tele, a velocidade não poderia ser baixa (a não ser que eu tivesse um tripé, mas não é o caso), a que zerou o fotômetro foi 1/640. Essa foto foi cortada no computador para dar mais destaque à Lua.

rj

lente Sigma 18-35 f/1.8 em 31mm, velocidade 5 seg, f/6,3, ISO 200

Essa foto eu quis tirar em velocidade baixa. Eu poderia ter escolhido diversas outras configurações, mas minha intenção era tirar um foto em baixa velocidade. Como o céu estava nublado ela acabou ganhando esse tom mais castanho. Como ia usar velocidade bem baixa, de 5 segundos, pude deixar o ISO em 200. ISO 200 é o que uso sempre posso. Deixei a abertura em f/6.3. Já que não tinha muitas distâncias focais diferentes, optei por uma abertura mediana, o que ajuda na nitidez. Claro que eu não consigo manter uma câmera parada por 5 segundos, eu teria que usar um tripé. Como não tenho um, sempre improviso apoiando nas superfícies possíveis. Nesse caso apoiei no murinho da varanda.

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Beijos

Fotografia – Filtro polarizador

Publicado em

Oi gente,

Hoje quero mostrar um acessório bem legal para suas fotografias, o filtro polarizador.

polarizador

É um acessório que funciona principalmente em câmeras DSLR, que trocam a lente, mas, em alguns casos, podem funcionar também para as compactas. O polarizador é um tipo de filtro, os filtros são esses círculos de vidro que encaixam na ponta da lente, existem diversos tipos e cada um tem uma função. O polarizador é, obviamente, feito com um vidro polarizado que muda a forma como a luz chega na câmera.

Ele tem dois anéis em volta do vidro, o primeiro é o que você rosqueia na lente, então fica fixo, e o segundo é onde está preso o vidro. Esse segundo anel gira em relação ao primeiro e, girando o vidro, podemos mudar a forma como a luz incide na foto, se vai ser polarizada ou não. Normalmente os raios de luz refletem nas superfícies e entram em todas as direções, com o polarizador ajustamos o ângulo de incidência da luz.

polarizador mickey

O filtro polarizador é muito útil principalmente em dois casos, para tirar fotos de superfícies que têm reflexos, como o vidro, água ou lugares molhados e para aumentar o contraste em ambientes muito iluminados, principalmente dias de céu azul e muita luminosidade. Usando o polarizador podemos intensificar o azul do céu, por exemplo.

O filtro, como define a incidência de luz, acaba diminuindo a luminosidade da foto, podendo dar mais definição em objetos muito claros, como a areia da praia ou as nuvens do céu. Pode acontecer também de mudarem um pouco a temperatura da foto, tornando ela mais amarelada ou mais azulada.

montagem céu

Foto 1 sem polarizador, foto 2 com polarizador. Observe a cor do céu e o contraste com as nuvens.

É importante lembrar que esse filtro é mais um vidro na frente da sua lente e acaba escurecendo a foto. Como em geral usamos o filtro em locais bem iluminados isso não é nenhum problema, basta diminuir a velocidadeabertura (no caso, diminuir o f, colocar no número mais baixo), ou aumentar o ISO. Quando for tirar foto em um ambiente mal iluminado eu recomendo retirar o filtro para captar mais luz.

água

Foto 1 sem polarizador, foto 2 com polarizador. Na foto 2 a água quase não tem reflexo e podemos ver o fundo da Lagoa.

Para comprar um filtro desses é bem importante você ver quantos milímetros tem a sua lente e comprar o filtro de acordo, pois cada lente tem um tamanho diferente, é normal que um filtro não se adapte a duas lentes. Se você tem várias lentes e quer filtros polarizadores para todas elas é mais interessante (e economiza dinheiro) comprar um filtro que seja adequado para a sua maior lente (ou para a maior lente que você pretende comprar no futuro) e comprar adaptadores para as lentes menores. Claro que quanto maior o filtro, mais caro ele será, mas ainda é melhor do que comprar um para cada lente.

carro

Foto 1 sem polarizador, foto 2 e 3 com polarizador. Na foto 2 coloquei o polarizador para aumentar os reflexos, rodando em outra direção os reflexos praticamente somem (foto 3). Clica na foto que aumenta.

Mais uma vez, o polarizador é uma nova camada de vidro na frente da sua lente, é importante que você preste atenção na qualidade do filtro. Não adianta nada ter uma lente ótima e comprar um filtro vagabundo, a qualidade da imagem não vai se manter.

Certamente já existem kits com lentes polarizadoras para celulares também, não sei como funciona, mas pode ser um jeito bem interessante de testar esse acessório. Outro jeito possível, caso você já tenha acesso a um filtro, mas ele não se encaixe na sua compacta, é colocar na frente da lente e fazer experimentos. Claro que a qualidade não vai ser igual, mas pode ser uma experiência legal. Só não acho que valha a pena comprar um filtro só pra isso.

Você já usou o filtro polarizador? Se tiverem fotos com ele, postem no instagram e me marquem (@juliakubrusly). Sigam também a página no Facebook e, para receber todas as novidades direto no seu e-mail, se inscrevam no blog.

Beijos

Fotografia – colocando em prática #1

Oi gente,

Já vimos nos posts anteriores como usar todo o modo manual da câmera. Pois é, mas às vezes tanta informação pode ficar confuso. Então esse post é pra mostrar como as coisas funcionam na prática. Vou mostrar algumas fotos que tirei, dizer as configurações e explicar por que fiz as escolhas.

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Foto tirada em velocidade 1/40, f/2.8 e ISO 640. Nikon 5100, lente Tokina 11-16mm em 16mm.

 Essa foto foi tirada em ambiente interno, então tinha pouca luz. Os gatos não estavam se mexendo muito, o que foi uma sorte. Tirei a foto em 16mm, grande angular, então tinha muito pouco problema da foto ficar tremida, mas os gatos também não estava tão parados assim.

Comecei ajustando a abertura para f/2.8, a menor possível da lente. Como o ambiente era escuro, subi um pouco o ISO, mas como não gosto de ISO alto, fiquei no 640. Se a foto fosse de algo imóvel daria para usar uma velocidade bem mais baixa e baixar mais o ISO, mas como eram gatos, deixei o ISO num valor bem aceitável e ajustei a velocidade até zerar o fotômetro. Encontrei 1/40. Deu certo, a foto não ficou muito escura nem os gatos tremidos.

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Foto tirada em velocidade 1/500, f/10 e ISO 200. Nikon 5100, lente Nikon 55-200mm em 55mm.

Essa segunda foto foi tirada de dentro de um carro. Minha intenção era pegar os geradores de energia eólica em foco e sem tremer. Usei a lente Nikon 55-200mm f/4-5.6 em 55mm.

O dia estava bem claro, não havia nenhum problema com a luminosidade. Ajeitei o ISO para 200. Sempre uso entre 100 e 200 quando não tenho problemas de luminosidade. Depois coloquei o f/10, porque as aberturas intermediárias favorecem a nitidez, lembra? Aí, mais uma vez, usei a abertura para zerar o fotômetro. Deu velocidade 1/500.

Essa velocidade, mesmo eu estando dentro de um carro, foi suficiente para congelar os geradores que estavam longe, mas não para congelar as plantas em primeiro plano. Resultado da foto, plantas em primeiro plano tremidas, o que deu uma sensação de movimento na foto.

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Foto tirada em velocidade 1/800, f/1.8 e ISO 100. Nikon 5100, lente Sigma 18-35mm em 18mm.

Nessa última foto eu queria uma profundidade de foco bem pequena, queria o fundo bem desfocado. Usei a lente Sigma 18-35mm f/1.8 em 18mm.

Me aproximei bastante das flores, assim teria uma profundidade de foco ainda menor, só o miolo ficaria realmente em foco. Pra conseguir esse desfocado ajustei a abertura em f/1.8, a menor da câmera. Como o dia estava bem luminoso, apesar de nublado, tive que compensar a abertura bem pequena, que deixa entrar muita luz, com um ISO 100 e a velocidade alta. A velocidade que zerou o fotômetro foi 1/800.

Espero fazer esse tipo de post mais vezes, de vez em quando vou colocar duas ou três fotos que tirei e explicar porque usei aquela configuração. Não vai ter esse tipo de post toda semana, apenas quando eu reunir algumas fotos legais. Semana que vem farei o post sobre como escolher uma câmera.

Beijos

Fotografia – Velocidade

Oi gente,

Já fiz vários posts sobre fotografia.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

A partir de agora vamos de fato mudar as fotos que tiramos, então para acompanharem os posts, precisam ter uma câmera com modo manual. O modo manual é o que vai permitir vocês decidirem como a foto vai ser tirada. Para definir certinho como a foto vai sair, vocês vão precisar mexer em três variáveis, vou falar de uma delas de cada vez.

Para tirar fotos no modo manual é muito importante conhecer o fotômetro, uma espécie de régua que mede a quantidade de luz que está entrando. Procure onde aparece o fotômetro da sua câmera, a aparência dele é essa aí embaixo.

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Fotômetro. Fonte: Google.

São três elementos que vocês vão escolher e que mexem com essa régua. Vocês podem perceber que existe um tracinho ou algo parecido que indica um ponto da régua, na maioria das vezes o ideal é deixar esse tracinho no meio, no zero. E é isso que o automático da sua câmera faz, deixa o tracinho no meio. Então qual a vantagem do manual? Como eu disse, são três variáveis. Com o modo manual vocês podem escolher o valor da cada variável e ir compensando nas outras pro fotômetro chegar no 0. Existem, em geral, várias configurações possíveis, a do modo automático é apenas uma delas e, não necessariamente, a melhor pro efeito que vocês querem. Além disso, vocês podem escolher não colocar o fotômetro no 0. Dependendo da situação vocês podem desejar uma foto mais escura, e aí vai colocar o fotômetro pro lado negativo em -1, -2, etc ou mais clara, com o fotômetro ajustado pro lado positivo, +1,+2, etc. No manual isso é possível.

Bom, então vamos ver uma variável de cada vez. A primeira será a velocidade. A velocidade determina quanto tempo o sensor (ou o filme) vai receber luz, quanto mais tempo, mais clara fica a foto. Mas não é só isso que a velocidade faz, se o seu sensor recebe luz por mais tempo, os objetos (ou pessoas) em movimento na foto sairão borrados ou tremidos. Por isso ajustar a velocidade é importante. Se estamos fotografando uma corrida, por exemplo, teremos que usar uma velocidade bem alta para que o corredor saia congelado. Essa próxima foto é do meu gato (ok, gato dos meus pais) bebendo água. Dá pra ver direitinho a língua dele, que se movia bem rápido, e também as gotas d´água caindo, a foto foi tirada em velocidade alta, assim o instante foi capturado. Se a velocidade fosse baixa, na região da língua a gente veria um borrão rosa e não ia distinguir as gotas de água.

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Ivan. Foto tirada em alta velocidade.

Então velocidades mais rápidas vão dar fotos mais escuras (menos tempo para a luz entrar) e o instante é capturado, o movimento não aparece. Velocidades mais baixas darão fotos mais claras e o movimento vai estar na foto. Nas duas fotos abaixo temos a imagem das cataratas em Foz do Iguaçu. Na primeira a velocidade está alta, podemos ver as “rugosidades” e detalhes da água, enquanto na segunda a água forma um véu usando uma velocidade mais baixa.

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Cataratas do Iguaçu. Foto tirada com velocidade alta. Foto: Filipe Manzoni.

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Cataratas do Iguaçu. Foto tirada com velocidade baixa. Foto: Filipe Manzoni

Então no modo manual a velocidade pode ser escolhida por vocês, dependendo do efeito que querem causar na foto. Mas não é só o movimento dos objetos fotografados que entram, movimentos da câmera e do fotógrafo também interferem no resultado final. Por isso devemos tomar cuidado com velocidades muito baixas ou usar um tripé para manter a câmera firme.

Não existe uma regra sobre qual a melhor velocidade para não tremer a mão, é uma coisa que depende da lente que você está usando e de quão firme é sua mão, mas existe um truque que nos ajuda a ter uma noção.

As câmeras mostram as velocidades de dois jeitos, o número puro ou o número seguido de aspas. O número puro representa uma fração de segundos, então quando vemos 30, por exemplo, na realidade temos 1 segundo dividido em 30, um trinta-avos de segundo, 1/30.  Se temos o número 90, será um segundo dividido por 90, 1/90. Por isso, a velocidade 90 é mais rápida que a velocidade 30. Assim é com os números que aparecem sozinhos, 100 é, na verdade, 1/100, 500 é 1/500 e etc. A velocidade mais rápida que a câmera oferece pode variar bastante, na minha cybershot, por exemplo, era 1000 (1/1000 ou um milésimo de segundos) e na minha atual é 4000 (1/4000), bem mais rápida.

Quando encontramos segundos inteiros a câmera representa o número seguido de aspas, então para um segundo temos 1″, para 15 segundos, 15″ e para 30 segundos, 30″. Se o número está sozinho (sem aspas), quanto maior, mais rápida a velocidade (500 é mais rápido que 100 porque 1/500 segundos é menos tempo do que 1/100 segundos). Se o número é seguido por aspas, quanto maior o número, mais devagar (10″ é mais devagar que 5″ porque dez segundos é mais tempo do que cinco segundos). A velocidade mais devagar em geral é de 30 segundos.

Outra coisa que devemos saber é que quanto maior a distância focal, mais fácil é o tremor da nossa mão atrapalhar a foto. Todo mundo já deve ter brincado com binóculo e aí percebeu que, a olho nu é muito mais fácil encontrar o que se está procurando. A mesma coisa acontece com o zoom da câmera. Quando aumentamos a distância focal na câmera (por exemplo 100mm) é bem fácil a gente perder o ponto observado, qualquer tremidinha te faz mudar completamente o campo de visão. Por isso, a velocidade mínima que conseguimos usar sem tremer varia de acordo com a distância focal. Existe um truque que diz que a velocidade deve ser, no mínimo, um segundo dividido pelo valor da distância focal.

Como assim? Com uma lente de 10mm vocês poderiam usar a velocidade 1/10 sem tremer. Com uma lente de 50mm, 1/50 e com uma lente de 100mm, 1/100. Então conforme aumentamos a distância focal (100mm é maior que 10mm), devemos aumentar a velocidade (1/100 é mais rápido do que 1/10). Mas isso depende muito da firmeza da sua mão. É legal conhecer esse truque para ter uma ideia, mas não levem esses números como verdades absolutas.

No próximo post vamos aprender sobre outra variável da fotografia. Qualquer dúvida podem perguntar nos comentários, no instagram (sigam lá, @juliakubrusly) ou página do Facebook.

Beijos