Assinatura RSS

Arquivo do mês: janeiro 2015

Viajando – São Paulo

Oi gente,

Já tinha prometido aqui e aqui o post sobre minha viagem a São Paulo. Não era a minha primeira vez na cidade, fui duas vezes quando criança com meus pais e uma vez com meu namorado, mas passamos apenas dois dias. Essa seria a primeira vez que iria depois de adulta e passaria um pouco mais de tempo.

Saí 1:50h da madrugada do Rio e quando entrei no ônibus estava bem nervosa, não fazia ideia do que esperar. Cheguei em Sampa perto de 7h e fui de metrô até o hostel. Como é uma cidade muito grande, fiquei com um pouco de medo na hora de reservar o hostel e acabei optando por um, dentro do meu orçamento, que estava cadastrado no Hostelling International Brasil.

Parque Ibirapuera - São Paulo/ SP

Parque Ibirapuera – São Paulo/ SP

Fiquei no Okupe Hostel, quarto feminino compartilhado e paguei R$39,00 por noite. Claro que tem opções mais em conta, mas, como disse antes, tinha medo de pegar um hostel em lugar perigoso ou ruim demais. O Okupe não fica tão perto do metrô quanto eu queria, mas também não é longe e tem uma localização ótima. Pra quem conhece São Paulo, fica na Av. Rebouças, quase na esquina com a Oscar Freire, ou seja, bem pertinho da Paulista, da Augusta, enfim, ótimo lugar.

Assim que cheguei fiquei meio nervosa, estava sozinha e não sabia muito bem o que fazer, mas depois de começar a sair e me planejar, o nervosismo acabou.

A cidade é enorme, sei que não consegui conhecer muito, mas eu tinha uma lista de lugares que queria ir e consegui ir em quase todos. Conheci a Oscar Freire, Rua Augusta e várias lojas por lá (tem post contando um pouco sobre a loja da Lush), fui também ao MASP e passeei na Paulista, tanto de dia quanto a noite. Fiquei impressionada com a quantidade de gente lá de noite olhando a decoração de Natal e tirando fotos. Cheguei a ir na rua Augusta a noite, mas, como disse no segundo post sobre viajar sozinha, quase não saí a noite, então ainda não conheço a vida noturna de São Paulo.

MASP - São Paulo/ SP

MASP – São Paulo/ SP

Conheci a galeria do rock, o Centro Cultural Banco do Brasil, o bairro da Liberdade, o Memorial da América Latina e também a Vila Madalena durante o dia. Como acabei não indo lá curtir os bares, achei que valia uma visita durante a tarde mesmo. Fui ainda em duas exposições não planejadas, uma da Mafalda, que encontrei pelo caminho, e outra do Da Vinci que fiquei sabendo no hostel. O mais legal de não ter planejamentos muito fixos é que, quando encontramos alguma coisa legal na rua, como essa exposição da Mafalda, podemos aproveitar.

Sempre gostei muito de parques, mas nunca tive o costume de visitar, no Rio mesmo, quase não aproveitava esses espaços. São Paulo é uma cidade com muitos parques e foi lá que descobri o quanto realmente gosto deles. Andar na grama ou por entre as árvores, sentar no banco e ver a vida passar foram minhas atividades favoritas na cidade. Além do Ibirapuera, que é o mais famoso, conheci o parque Villa-Lobos, o da Água Branca, o jardim do museu do Ipiranga, já que o museu propriamente dito está fechado para reformas e o parque Trianon. Esse último é muito interessante, fica na av. Paulista quase na frente do MASP. Aí você imagina aquele monte de prédios enormes da Paulista e, de repente, você entra no parque, vê árvores, pássaros e pessoas caminhando despreocupadamente. Achei isso incrível.

Memorial da América Latina - São Paulo/ SP

Memorial da América Latina – São Paulo/ SP

Na verdade, essa foi a São Paulo que eu conheci, cidade grande, muitos carros prédios asfalto e pessoas apressadas, mas aí você olha pro lado e vê um parque, uma pracinha, um canto arborizado, enfim, um pedaço mais tranquilo e bem diferente do que se imagina quando se pensa em São Paulo. No último dia de passeio visitei também o edifício Itália, pra quem não sabe, é um edifício bem alto, 42 andares, que tem uma grande vista da cidade. Nos dois últimos andares funciona um restaurante bem chique, bem acima dos meus padrões, mas descobri que, de segunda a sexta, entre 15h e 16h ,você pode subir até o 41º andar gratuitamente. Claro que fui nesse horário. Realmente a vista é muito boa, dá para ver bastante coisa, e olha que no dia em que fui estava nublado, com visibilidade ruim. Lá de cima a gente vê a São Paulo do nosso imaginário, ou seja, prédios e mais prédios. E, como eu disse antes, não foi essa cidade que conheci e gostei. Por isso, pra mim foi um pouco decepcionante. Quem gosta de paisagens bem urbanas com certeza vai amar.

Vista do Edifício Itália - São Paulo/ SP

Vista do Edifício Itália – São Paulo/ SP

Dos programas que fiz por lá, quase todos foram gratuitos, paguei só para visitar o MASP e não foi caro.

Mas nem tudo foram flores, passei alguns perrengues também. O mais tranquilo foi um dia que saí sem me programar muito e o 3g do celular decidiu não funcionar. Fiquei completamente sem saber o que fazer, não tinha ideia de onde ir, foi um pouco chato. Mas logo consegui decidir, perguntei pela estação de metrô mais próxima e tudo se ajeitou. Mais tarde descobri que o aplicativo do trip advisor poderia ter me ajudado muito.

O outro perrengue já foi mais tenso. Tracei, pelo Google Maps, uma rota da Paulista até a av. São João, queria chegar à Galeria do Rock. Fui seguindo a rota e ele me mandou ir pela av. Nove de Julho, no trecho entre a praça 14 Bis e a av. São João. O dia estava chuvoso e a rua super deserta. Tive muito medo de ser assaltada, principalmente por estar com a minha câmera. Não tinha mais coragem de olhar o celular pra ver o caminho que o Google indicava. Me enfiei na primeira rua movimentada que vi e, por acaso, era o caminho certo. Tive muita sorte, não aconteceu nada comigo, mas depois confirmei com dois paulistas que o local era perigoso. Aprendi a sempre perguntar no hostel qual seria o melhor caminho.

Biscoito de Koala da Liberdade. Foto no Parque Villa-Lobos - São Paulo/ SP

Biscoito de Koala da Liberdade. Foto no Parque Villa-Lobos – São Paulo/ SP

Sobre o hostel, gostei de lá, banheiros e quartos bons, mas o quarto poderia ter uma ventilação melhor. O café da manhã é bem razoável, mas senti falta de mais frutas e um suco natural de verdade. Os funcionários são todos simpáticos e estão dispostos a ajudar, mas achei que poderiam ser ainda mais receptivos. A área comum é legal, tem um sofá com TV, mesa de sinuca, violão e alguns jogos, um espaço aberto e um bar e uma cozinha muito bem equipada, até batedeira tinha, mas achei o espaço um pouco mal iluminado, principalmente na área da TV. Acredito que com mais luz a interação poderia ser maior.

Em resumo eu adorei São Paulo, não achei que fosse gostar tanto. Comentem aí embaixo se conhecem e gostam de lá e também fiquem a vontade para perguntar sobre a viagem.

Beijos

Anúncios

Esfoliante labial popcorn + visita à loja da Lush em Sampa

Oi gente,

Hoje quero mostrar um produto que comprei quando estava em São Paulo. É o esfoliante labial da Lush. Conheci a Lush lendo blogs, na época em que não existia loja no Brasil e, desde que conheci, achava os produtos uma gracinha e morria de vontade de conhecer uma loja. Ano passado, se não me engano, abriu a primeira loja do país, em São Paulo, na rua da Consolação, quase esquina com a Oscar Freire então, quando decidi ir a Sampa, já sabia que ia passar por lá.

esfoliante labial lush 01

A loja é bem grande e muito bonita. São diversos produtos, quase todos muitos cheirosos, para banho, spa e beleza. Fiquei bem curiosa com os diversos tipos de shampoos e máscaras capilares, mas meu cabelo está atualmente bem fragilizado, fiquei com medo de testar novos produtos. A vendedora que me atendeu foi muito atenciosa, me mostrou cada cantinho da loja, me deixou provar produtos e mostrou até o spá que eles têm. Lá eles oferecem diversas massagens e tratamentos que devem ser agendados com antecedência.

Pra quem não conhece a loja e não mora em São Paulo, é possível visitar o site da marca, lá eles têm loja virtual e estregam pra todo o Brasil. Bom, eu fui lá e fiquei com vontade de trazer metade da loja, mas as coisas são bem caras, eu estava no meio de uma viagem e não queria carregar muitas coisas. Acabei trazendo só o esfoliante labial no sabor pipoca. São três sabores, pipoca, chiclete e menta, trouxe o primeiro porque me apaixonei pelo cheiro.

O modo de aplicação é muito fácil, pego o produto com os dedos e aplico nos lábios fazendo uma leve massagem. Eu considero um esfoliante bem potente, os lábios ficam sensível despois de usar. Sinto que compre bem a função de tirar as pelinhas que ficam e as células mortas. Na foto abaixo dá pra ver bem a textura grossinha do produto.

esfoliante labial lush 03

Depois retiro o excesso e aplico um hidratante labial. Se faço isso de noite, sinto que no dia seguinte meus lábios amanhecem bem lisinhos e hidratados. Como ele é um pouco forte, não faço essa esfoliação todos os dias, só quando acho que precisa. Além do cheiro maravilhoso, ele é feito só de ingredientes naturais, basicamente açúcar, óleos e os ingredientes que dão o gosto e o cheiro, então não tem problema comer o esfoliante. Claro que ninguém vai pegar uma colher e comer de sobremesa no almoço, mas como é um produto que aplicamos na boca, é legal não ter problema se engolir.

Usar ingredientes naturais é uma das características da Lush, os cosméticos são todos feitos a mão. Inclusive, no fundo do vidro, tem o nome da pessoa que fez o produto, o meu foi o Roman. Além disso são produtos vegetarianos ou veganos, não testam em animais e a empresa combate os testes.

Como eu disse antes, os produtos não são baratos, paguei R$ 41,50 por 25 gramas, mas tenho certeza que o potinho vai render muito, uso bem pouco em cada aplicação. Não acho que seja um produto essencial, podemos fazer esfoliantes caseiros que funcionam da mesma forma, mas vale se você quiser conhecer a marca ou se dar um mimo de presente. Aí embaixo dá pra ter uma ideia do tamanho do pote.

esfoliante labial lush 02

Não esqueçam de curtir a nova página do facebook pra ficar sabendo de todas as novidades

Beijos

Página nova no facebook

Oi gente,

Terça feira eu não costumo postar, mas queria avisar que criei uma página no facebook. Além das novidades, vou compartilhar coisas que achar interessante na internet.

capa 2

Curtam lá!

Beijos

Fotografia – introdução e tipos de câmera

Oi gente,

Hoje vou começar uma nova série aqui no blog, quero falar de fotografia. Não sei exatamente quantos posts vai ter. Pra começar, eu não sou fotógrafa, o que aprendi meu irmão me ensinou (ele trabalha com isso, vocês podem ver os trabalhos dele aqui) e depois fucei muito na internet, mas nunca fiz nenhum curso e nem trabalho com isso, então podem me corrigir nos comentários qualquer coisa.

A pergunta que mais leio pela internet é “qual câmera eu compro?” ou “qual dessas câmeras é a melhor” seguida de links ou nome de câmeras. Bom, essa é uma pergunta bastante vaga e não existe resposta certa pra ela. É mais ou menos como perguntar qual roupa eu compro ou qual roupa é melhor, terno ou sunga. Não existe uma resposta certa, depende do seu uso. Ninguém vai recomendar sunga para um casamento ou terno para a praia, com as câmeras é a mesma coisa, depende do que você quer.

DSC04729

Alpes bávaros. Foto tirada com a compacta Sony Cybershot DSC-P200

Antes de pensar em comprar uma câmera nova, pensa se você realmente sabe usar sua máquina e aproveita tudo o que ela tem para oferecer. Mesmo as câmeras mais simples, muitas vezes têm recursos que podem melhorar suas fotos, a maioria delas te permite ter controle sobre a forma e a quantidade de luz que entra. Ou seja, para melhorar de verdade suas fotos é importante que a câmera tenha um modo manual.

Claro que, como você vai decidir o que a câmera vai fazer, demora mais para tirar a foto, principalmente quando estamos aprendendo. Mas isso não quer dizer que você TENHA que ajustar a máquina a cada foto. O legal de saber usar o modo manual é você poder usar isso quando quiser, mas pode usar o automático quando achar melhor também.

Por exemplo, você está em uma cachoeira e quer tirar aquela foto que deixa a água parecendo um véu, usa o manual, assim vai poder dar o efeito que quiser. Se você está com seu priminho e ele dá uma gargalhada, vai de automático, assim você não perde tempo e consegue capturar o momento.

Sana

Sana

Voltando às câmeras, existem dois tipos básicos, as compactas, que não trocam lentes e as de lentes intercambiáveis, que trocam.

Câmeras compactas

Mesmo que muitas câmeras simples tenham modo manual, algumas não têm. São conhecidas como “point and shoot”. Com essas máquinas, você realmente não tem controle sobre quase nada. A grande vantagem é que em geral são bem pequenas e práticas, qualquer um consegue usar. Mas realmente se você quer aprender mais sobre fotografia e controlar o que acontece, vai precisar de outra máquina. Por isso, não vou me estender sobre as “point and shoot”.

Sony cybershot DSC-TF1 Fonte: Google

Sony cybershot DSC-TF1 Foto: Google

Mas nem toda câmera pequena é “point and shoot”, existem várias que, além do modo automático, possuem formas semiautomáticas e manuais. A minha primeira câmera digital foi uma desse tipo, a Sony Cybershot P200. Usei esta máquina por oito anos e só decidi trocar quando sabia o que me incomodava na câmera e o que precisava para melhorar. Eu sabia tirar o máximo dela, mas esse máximo já não era suficiente para mim.

compactas

Nikon Coolpix P330 e Sony Cybershot DSC-P200 Fotos: Google

Existem ainda as chamadas bridge ou DSLR-like que são grandes, têm zoom enorme, geralmente têm modo manual e às vezes são chamadas de semiprofissionais, mas não trocam de lentes. Uma coisa que chama atenção nesses modelos é o tamanho, por serem grandes, dão uma cara de “profissionalismo” e seriedade. Por isso muita gente acaba comprando esses modelos, se impressiona com o tamanho do zoom e a quantidade de megapixels e não pensa se realmente vai usar um zoom de 50 vezes. O preço delas costuma ser bem acima das câmeras  pequenas, mas elas ainda são compactas.

bridge

Canon Powershot SX500 e Nikon Coolpix L330 Fotos: Google

Câmeras com lentes intercambiáveis

São as DSLR, câmeras grandes, com lentes que, em geral, também são grandes. Elas têm esse tamanho por causa do jeito que formam a imagem. Esse jeito permite que, quando olhamos no visor (aquele que a gente coloca o olho, não a tela), vemos a luz que entra pela lente, o enquadramento exato do que vai sair na foto.

“Ah, mas a minha compacta também tem o visor.” Sim, algumas ainda têm, mas ou o visor mostra uma outra telinha de lcd dentro dele, ou na verdade é só um túnel na parte de cima da câmera, mostrando uma aproximação do que vai sair na foto.

Essas máquinas precisam de um investimento maior, porque as lentes são mais específicas, então você vai precisar comprar, além da câmera, um certo número de lentes. Por isso, você acaba tendo que carregar mais peso e mais volume.

cropadas

Canon EOS Rebel T3i e Nikon D5100 Fotos: Google

Atualmente existem também as mirrorless, câmeras de lente intercambiáveis menores. A qualidade é a mesma das DSLR e também precisam de lentes separadas. A maior vantagem é o tamanho e a desvantagem é que não usam as lentes das DSLR, que são maioria no mercado.

mirrorless

Nikon 1 V1 e Sony alpha Nex 6 Fotos: Google

Essas câmeras com lentes intercambiáveis se dividem em dois tipos. As full frame, mais utilizadas profissionalmente, que o sensor é quase do tamanho do filme que a gente usava antigamente, e as de sensor cropado, com o sensor menor. As primeiras fotos ilustrativas das DSLR são de sensor cropado, uma delas, a Nikon D5100 é minha câmera atual. Abaixo coloquei duas câmeras full frame.

full frame

Canon EOS-1D e nikon D4. Fotos:Google

Pronto, agora vocês conhecem um pouco mais os tipos de câmera. No próximo post vou falar um pouco de zoom e de megapixels.

Se tiverem qualquer dúvida, deixem nos comentários que respondo no próximo post.

Beijos

Viajando sozinha – parte 2

Oi gente,

Esta é a segunda parte do post viajando sozinha. Se você não leu o primeiro vai ver como decidi viajar sozinha e como escolhi para onde ia. Depois volta aqui.

Como já disse na primeira parte, depois quero fazer posts especiais das cidades que fui, São Paulo e Curitiba. Neste post quero contar o que achei dessa experiência nova de viajar sozinha, então vou tentar resumir como me senti nesses dias e minhas conclusões. No início eu pensei que ia socializar rapidamente e, na realidade, a viagem não seria sozinha, mas feita com muitas companhias conhecidas ao longo dos dias. Mas eu sou tímida. Estava aberta a conhecer novas pessoas sim, mas precisava que elas dessem o primeiro passo e iniciassem a conversa. Então não foi como eu tinha pensado, conheci várias pessoas sim, mas elas não estão viajando com você, você está sozinho. E aí aprendi que isso pode ser a melhor parte.

MASP - São Paulo/ SP

MASP – São Paulo/ SP

Então no primeiro dia eu estava sim meio nervosa por estar em São Paulo sozinha, mas comecei a fazer planos do que queria visitar e, no dia seguinte, já estava bem mais calma. Fui planejando meus passeios, traçando rotas e incluindo apenas coisas que eu queria conhecer de verdade. E essa é a melhor coisa de viajar sozinho, você faz o que quer e apenas o que quer.

Sabe aquele amigo que ama entrar em mil lojas e você sempre fica esperando, ou o namorado que adora museus e você detesta, aquele companheiro que chega num parque, olha já quer ir embora para a próxima atração? Pois é, isso não existe mais. Você pode ficar três horas sentado no banco de um parque só vendo a vida passar, não ir a nenhum museu, ou ir a todos, ver as lojas que você quer com calma, ou apenas não entrar em lojas… Enfim, você que manda.

Mesquita - Curitiba/ PR

Mesquita – Curitiba/ PR

No fim das contas descobri que é algo muito bom que quero conseguir repetir mais vezes, não precisa ter medo. Sabe quando você tem um tempo para viajar, mas não temos companhia? Pois é, não tem razão para ficar em casa. É um ótimo momento para aproveitar e fazer sua primeira (ou segunda, terceira…) viagem sozinho. Ah, mas tenho medo de não gostar. Eu também tinha, na verdade eu achava mesmo que não ia gostar, mas como ter certeza se nunca tinha feito?

Se a possibilidade de não gostar realmente te assusta, tenta pensar se você realmente gosta da sua própria companhia. Na sua cidade você sai sozinho? Gosta? Eu, por exemplo, adoro sair sozinha, tanto para dar uma volta quanto para fazer compras. Passear no centro do Rio é um dos meus programas favoritos de fazer sozinha. Entrar nas lojas, passear no SAARA (ouvir a rádio saara), andar pelo camelódromo… Eu realmente adoro.

Viajar sozinha é também um aprendizado. Eu aprendi, por exemplo, que mesmo que eu odeie pedir informações, posso fazer isso diversas vezes no mesmo dia sem que haja muito problema (sei, parece bobo, mas eu realmente detesto parar alguém pra perguntar alguma coisa), aprendi também que amo parques, pracinhas e lugares verdes no meio da cidade grande.

Parque Vila-Lobos - São Paulo/ SP

Parque Vila-Lobos – São Paulo/ SP

Perrengues acontecem? sim, muitas vezes o Google maps indica rotas estranhas, você anda por lugares perigosos ou se perde, fica sem sinal de 3G ou sem bateria, mas ao mesmo tempo é uma experiência muito legal. Essa foi só minha primeira experiência, curti demais, mas ainda não consegui sair de noite sozinha, por exemplo. É verdade que mesmo no Rio ou em Floripa eu não costumo sair sozinha a noite, vou pela programação ou companhia. Da próxima vez, quem sabe, eu não encontro um restaurante ou show que queira muito ir. Se você não viaja sozinho porque tem medo, larga disso e compra a passagem.

Você já viajou sozinho? Tem vontade? Me conte nos comentários.

Não esquece de seguir o blog, assim você vê as atualizações direto no e-mail. Me segue também no instagram, @juliakubrusly, assim você pode acompanhar o que estou fazendo em tempo real.

Receita – suco verde

Oi gente,

Hoje vim ensinar uma receita de suco pra vocês. Está na moda ser fit e saudável, fazer academia, comer frutas e verduras, tomar chás e suco verde. Eu não sou fit, mas sou bem curiosa e apaixonada por sucos, então decidi experimentar esse suco verde. Cada pessoa faz de um jeito e eu tentei de diversas formas até conseguir uma que eu realmente gostasse.

DSC_0057

Eu não ponho açúcar nem adoçante em nenhum suco ou chá que faço (exceção para o mate, mate não consigo gostar sem açúcar), peguei essa mania da minha mãe que sempre tomou café e limonada suíça sem açúcar. Na verdade antigamente eu até tomava açúcar, principalmente em sucos ácidos como maracujá e limão, mas teve uma época em que eu queria emagrecer e cortei o açúcar de todos os sucos, até do limão. Como não gosto de adoçante, acostumei e hoje em dia peço sem açúcar, não pela saúde ou moda fit, mas porque gosto mesmo. Limonada com açúcar não tem gosto de limonada, fica melado, não mata a sede, não refresca, não consigo gostar. Então vocês não vão ver açúcar nas receitas, mas podem acrescentar se vocês preferirem.

Enfim, vamos ao suco verde.

DSC_0043_1

Ingredientes

1 folha de couve cortada em pedaços

1 rodela de abacaxi em cubinhos

suco de 1 limão

8 folhas de hortelã

gengibre a gosto

300ml de água

gelo (o gelo não saiu na foto, mas depois coloquei)

DSC_0046

Modo de fazer

Coloco todos os ingredientes no liquidificador e bato até virar suco. Como essa receita não fica muito grossa, eu nem coo, mas se preferir, pode coar.

Você pode trocar a fruta também ou acrescentar outras coisas, a hortelã, por exemplo, nem sempre coloco. Quando faço sem hortelã o gosto de couve fica mais forte. Eu não coloco mais de uma fatia de abacaxi porque minha língua começa a arder. Já vi receitas que levam maçã, pepino, cenoura, beterraba, é só você ir testando com o que tem na geladeira.

DSC_0053

Sei que o suco tem um monte de benefícios, mas eu faço essa receita porque gosto mesmo. Inclusive existem algumas discussões sobre coar ou não. Claro que se você não coar ele vai ter mais fibras, o que é bom, mas tem sucos que ficam bem grossos, difíceis de tomar, aí prefiro coar. Uma vez fiz um com couve e maçã e não coei. Não consegui tomar de tão grosso, a cada gole que eu dava, tinha que passar um tempo mastigando. Coei e resolvi os problemas.

Vocês têm receitas de suco? Me passem nos comentários.

Se quiserem receber e-mail sempre que tiver um post novo, só seguir o blog.

Beijos

Passeando – praia Mole e Galheta

Oi gente,

Acho que todo mundo sabe que o maior atrativo de Florianópolis são as praias, tanto que no verão a população da ilha aumenta muito. As praias ficam mais cheias, os restaurantes mais caros e os engarrafamentos pioram. Tudo isso porque brasileiros e estrangeiros (principalmente argentinos) vêm curtir as praias daqui.

Praia Mole

Praia Mole

Desde que me mudei, ainda não tinha ido de verdade à praia por aqui, só em dias nublados ou meio frios, ainda não tinha aproveitado o sol e a água. O verão aqui é bem quente e um dia, decidi conhecer as praias Mole e Galheta. Uma fica do lado da outra e ambas são próximas à Lagoa da Conceição. Eu não moro perto da praia, o sistema de ônibus aqui é bem ruim, então é sempre uma viagenzinha para chegar, mas vale a pena. As fotos desse post são minhas e do Filipe Manzoni, a edição é dele.

Praia Mole

Praia Mole

A praia Mole tem um estacionamento bem grande para quem vem de carro e temos que andar alguns metros entre a rua, onde descemos do ônibus, e a praia, não é como as praias da zona sul do Rio, onde a areia encontra a avenida. Cheguei na  praia através de um restaurante/ bar/ lojinha. Não sei se existem outros acessos, é possível que o estacionamento tenha um caminho também.

Praia Mole

Praia Mole

A praia não é muito grande, era sexta feira nas férias, então estava cheia, mas um cheio bem diferente de Ipanema (a praia que costumo ir no Rio). Têm uns dois bares grandes e na frente desses bares fica bem cheio, mas nos intervalos é bem mais vazio e muito tranquilo. A praia é de tombo, ou seja, afunda muito rápido, logo estamos com a água na cintura e depois nos ombros, mas mesmo entrando bastante não cheguei a perder o pé, quer dizer, no início ela afunda rápido, mas depois mantém por um tempo a profundidade. Também não é muito calma, inclusive tinham diversos surfistas, então não quis ver exatamente em que momento perderia o pé.

Praia Mole

Praia Mole

Neste dia tinham diversos lugares com bandeiras vermelhas indicando áreas ou trechos perigosos e os guarda vidas estavam bastante presentes, patrulhando a praia, pedindo para banhistas saírem das áreas perigosas, etc.

A Mole é muito linda, a água é bem clarinha e não estava muito frio, mas parece que este ano as águas de Floripa estão mais quentes. Como estava muito calor, a temperatura estava ótima e muito refrescante. Tinha um ventinho que ajudava a refrescar também.

Praia Mole

Praia Mole

Em um dos cantos da praia tem um bar chamado bar do Deca (não confundir com o restaurante do Deca, que fica no canto da lagoa) onde toca música pop bastante alta e o público é principalmente de gays. Perto deste bar, ainda mais para o canto, tem umas pedras muito bonitas que marcam o fim da praia. A gente pode subir nelas, ver uma vista linda e tirar fotos sensacionais. Ali onde a água encontra com as pedras, forma tipo uma piscininha, a água fica bem mais calma e é possível ver peixinhos nadando. É nesta ponta também que parte a trilha para a próxima praia, a Galheta.

Praia Mole

Praia Mole

A Galheta é uma praia de nudismo opcional, ou seja, você não é obrigado a tirar a roupa, apenas tem essa possibilidade. A trilha que parte da praia Mole é bem curtinha e muito simples, mas esconde a praia e dá privacidade aos nudistas. A praia também é linda e também tem diversos guarda vidas. O problema é que no dia que fui tinham muitas águas vivas, muitas mesmo, por isso não me arrisquei a entrar na água. É uma praia com menos ondas que a Mole e a temperatura da água é parecida. Parece que as águas vivas não são um problema crônico daqui e estão ligadas com o aumento da temperatura da água esse ano.

Praia da Galheta

Praia da Galheta

A Galheta é uma praia bem mais vazia do que a Mole. No canto oposto ao da trilha de chegada tem mais uma trilha que dá em umas pedras. Não tem outra praia depois dela, mas podemos ver a Galheta de cima e também um paredão de pedras que tem depois.

As coisas na praia são bem caras, eu não comi lá porque já tinha almoçado, mas vi que o aluguel de guarda sol era R$10,00 e paguei R$5,00 para tomar uma água. Eu estava com muita sede, mas depois vi que se tivesse procurado bem, poderia ter pagado três reais. Enfim, praia no verão em Florianópolis pode ser um passeio bastante caro, como têm muito turista, os preços aumentam demais, se quiser economizar dinheiro, leve sua própria água e lanchinho.

Vocês conhecem essa praia? Têm alguma outra para indicar por aqui?

Sigam o blog pra receber as atualizações no seu e-mail.

Beijos