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Arquivo da tag: DSLR

Fotografia – Colocando em prática #3

Oi gente,

Mais um colocando em prática.

cristo

Essa foto foi tirada do Mirante Dona Marta, no Rio de Janeiro e mostra um dos pontos turísticos mais famosos da cidade maravilhosa. Foto do cristo todo mundo tem, eu mesma tenho várias, mas escolhi essa por mostrar um jeito de fotografar o objeto que todo mundo fotografa sem ter a mesma foto que todo mundo tem. Ou seja, fotografar o cristo sem ficar igual todas as fotos dele. Colocando essa moldura de galhos e folhas deixei a foto diferente e única.

Como o dia estava claro e super bonito qualquer especificação que zere o fotômetro está ótima. Essa foto poderia ter sido tirada, inclusive no automático. Mesmo tendo um desfocado não precisamos nos preocupar muito com a abertura, pois a árvore está bastante perto da câmera se compararmos com o cristo. Eu não tenho as especificações que usei nessa foto, quis mostrar mesmo a ideia da moldura.

enseada

Outra foto tirada no mesmo dia e, infelizmente, também vou ficar devendo as especificações (não sei o que aconteceu com meus arquivos desse dia). Mas mais uma foto pra mostrar como deixar um retrato de algo óbvio, menos óbvio. Todo mundo tira foto da Lagoa Rodrigo de Freitas, mas nem todo mundo põe o foco na vegetação.

Uma abertura grande vai deixar o fundo mais desfocado, mas não precisa se preocupar demais. A distância entre a vegetação e o fundo já garantem o desfocado por si só, basta ajustar onde você quer que a câmera foque.

pds

Foto do pôr do sol é linda, todo mundo sabe, mas é também bem óbvia, em geral. E pra tirar a obviedade, mais uma vez eu mudei o destaque, que não é o céu, mas as plantas. Pronto, já deixou de ser igual às outras fotos de pôr do sol que eu tenho.

Dessa eu tenho as especificações. Tirei em 82mm, f/5, ISO 320 e velocidade 1/320. Pôr do sol é uma coisa que não basta zerar o fotômetro, se fizermos isso a foto vai ficar muito clara, já que você está apontando a câmera direto pro Sol e ele é muito claro, mesmo quando está se pondo.

Escolhi um ISO baixo para a foto ter bastante qualidade e a abertura máxima da lente nessa distância focal (usei uma Nikon 18-55mm f/4.5-5.6). A velocidade foi a que me “zerou” o fotômetro. Deixei o fotômetro, não no zero, mas um oi dois pontos negativos. Não tem uma regra, depende de como você acha a foto mais bonita e de como está a luz no momento. Pôr do sol a gente não pode pensar por muito tempo, pois a cada momento a luz muda e temos novas combinações. Vai testando, olhando no visor e mudando os valores até você ficar satisfeito.

É normal que, ou o céu fique muito claro ou as coisas em volta muito escuras. Isso acontece porque a câmera não é tão boa quanto nosso olho, ela não consegue pegar tantas nuances de claridade e acaba estourando de um lado ou deixando preto do outro. Eu prefiro deixar o céu como eu gosto e as coisas ao redor mais escuras, pois acho que o céu é o destaque.

Que tal tentar tirar fotos óbvias de modo menos óbvios? Vai em um ponto turístico da sua cidade e treina outros focos, perspectivas e ângulos pra tornar a sua foto diferente.

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Beijos

Fotografia – colocando em prática #2 – Fotos noturnas

Oi gente,

Hoje vim mostrar algumas fotos que tirei de noite ou com pouca iluminação e mostrar pra vocês como consegui cada resultado. Vou falar de configurações manuais na câmera, não sabe o que é isso? dá uma olhada nos posts:

ZoomvelocidadeAbertura parte I e parte IIISO

mm

Lente Nikon 50mm f/1,8 G em 50mm, velocidade 1/50, f/1,8, ISO 800

Essa primeira foto já apareceu por aqui e foi tirada com uma lente 50mm fixa. Eu escolhi essa lente porque, na época, era a única lente clara que eu tinha, então a melhor para tirar foto à noite. Com lente clara quero dizer que sua abertura máxima é f/1.8. Como era de noite eu escolhi a maior abertura pra entrar mais luz e, de brinde, ganhamos o fundo desfocado. Para não ficar tremida, escolhi a velocidade 1/50, uma velocidade ótima para a lente 50mm. Eu poderia ter baixado um pouco mais, mas fiquei com receio de tremer. Para zerar o fotômetro escolhi o ISO 800. Não é um ISO super alto e para o uso que quero (colocar no blog e nas redes sociais) está ótimo, mesmo nas áreas bem escuras, não vejo grãos na ampliação do meu computador.

lua

Lente Nikon 55-200mm f/4,5-5,6 em 200mm, velocidade 1/640, f/5,6, ISO 320

A Lua no céu noturno cria um grande contraste, pois ela aparece bem iluminada em um céu bem escuro. Em geral, se tiramos a foto no automático, a câmera vai tentar deixar o céu menos escuro e a Lua vai acabar estourando, virando um círculo branco na foto. Para conseguir mostrar o relevo lunar e os detalhes temos dois métodos. O primeiro é deixar a foto um pouco escura, ou seja, não deixar o fotômetro no zero, mas no -1 ou -2. Isso depende da luminosidade da Lua, então você vai precisar testar. Outra opção é a que eu usei, configurar a câmera para medir a luz apenas em um ponto e escolher que esse ponto seja a Lua. Você vai ter que ler o manual da sua câmera e ver se ela tem essa opção de medição de luz pontual.

Bom, então já que a Lua é bem luminosa, não precisamos de muita abertura, ISO alto ou baixa velocidade, podemos usar uma infinidade de configurações. O importante é escolher a lente certa, escolha uma lente que seja tele e, de preferência, maior que 200mm. A minha lente mais tele é uma 200mm, por isso escolhi essa. A abertura f/5.6 é a menor abertura da lente em 200mm, eu poderia ter escolhido uma mais alta, mas também não precisei. Coloquei um ISO baixo, 320, para evitar qualquer tipo de ruído e balanceei com a velocidade. Como a lente é tele, a velocidade não poderia ser baixa (a não ser que eu tivesse um tripé, mas não é o caso), a que zerou o fotômetro foi 1/640. Essa foto foi cortada no computador para dar mais destaque à Lua.

rj

lente Sigma 18-35 f/1.8 em 31mm, velocidade 5 seg, f/6,3, ISO 200

Essa foto eu quis tirar em velocidade baixa. Eu poderia ter escolhido diversas outras configurações, mas minha intenção era tirar um foto em baixa velocidade. Como o céu estava nublado ela acabou ganhando esse tom mais castanho. Como ia usar velocidade bem baixa, de 5 segundos, pude deixar o ISO em 200. ISO 200 é o que uso sempre posso. Deixei a abertura em f/6.3. Já que não tinha muitas distâncias focais diferentes, optei por uma abertura mediana, o que ajuda na nitidez. Claro que eu não consigo manter uma câmera parada por 5 segundos, eu teria que usar um tripé. Como não tenho um, sempre improviso apoiando nas superfícies possíveis. Nesse caso apoiei no murinho da varanda.

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Lente 50mm f/1.8 G

Oi gente,

Quando decidimos investir um pouco mais em fotografia e comprar uma câmera DSLR, um novo mundo de consumo se abre para nós, o de lentes.

cinquentinha

Já vimos que cada lente tem uma função, existem as grandes angulares, as lentes normais e as teles, cada uma para um tipo de foto diferente. Bom, quando comprei minha câmera ela veio com a lente do kit, uma 18-55mm, f/ 3.5-5.6, uma lente bem versátil, mas também um pouco escura, não é adequada par ambientes internos mais escuros ou fotos noturnas.

Por isso me recomendaram comprar também uma 50mm f/1.8 G. É uma lente normal, o enquadramento se aproxima do que enxergamos. Ela é muito recomendada e querida por ser pequena, relativamente barata e bem acabada, muito mais bem acabada do que a lente do kit, dá pra ver pelo peso, o encaixe de metal e toda a construção.

Foto tirada em ambiente interno com o fundo desfocado.

Foto tirada em ambiente interno com o fundo desfocado.

Além disso, ela tem f/1.8, o que permite tirar foto com pouca luz e fazer aquele fundo desfocado com muita facilidade. É uma boa lente f/1.8, que realmente entra bastante luz, já que não adianta nada o anel fazer f/1.8, mas a qualidade do vidro ser ruim e roubar luz na foto. Também tem bastante definição e nitidez. Por ser uma lente fixa (não ter zoom), ela não é tão versátil, mas é pequena e barata em comparação com outras lentes.

Eu gosto muito dela e acho que foi uma grande compra. Quando preciso escolher apenas uma lente e quero carregar pouco peso, é ela que levo.  Se forem investir nessa lente, só tomem cuidado para comprar a versão certa, a G faz foco automático com todas as DSLR, a D, embora seja mais barata, só faz foco automático em câmeras que possuem o motor de foco (em geral câmeras mais caras e profissionais). O preço vai variar bastante de acordo com a loja, eu sempre entro na BH Photo & Video para ter uma noção do preço no exterior. Nessa loja a 50mm f/1.8 G está U$216,95 e a D U$104,95, pouco mais de U$100 de diferença.

Foto tirada de noite com o fundo desfocado.

Foto tirada de noite com o fundo desfocado.

Quais equipamentos fotográficos você acha indispensáveis?

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Fotografia – Filtro polarizador

Publicado em

Oi gente,

Hoje quero mostrar um acessório bem legal para suas fotografias, o filtro polarizador.

polarizador

É um acessório que funciona principalmente em câmeras DSLR, que trocam a lente, mas, em alguns casos, podem funcionar também para as compactas. O polarizador é um tipo de filtro, os filtros são esses círculos de vidro que encaixam na ponta da lente, existem diversos tipos e cada um tem uma função. O polarizador é, obviamente, feito com um vidro polarizado que muda a forma como a luz chega na câmera.

Ele tem dois anéis em volta do vidro, o primeiro é o que você rosqueia na lente, então fica fixo, e o segundo é onde está preso o vidro. Esse segundo anel gira em relação ao primeiro e, girando o vidro, podemos mudar a forma como a luz incide na foto, se vai ser polarizada ou não. Normalmente os raios de luz refletem nas superfícies e entram em todas as direções, com o polarizador ajustamos o ângulo de incidência da luz.

polarizador mickey

O filtro polarizador é muito útil principalmente em dois casos, para tirar fotos de superfícies que têm reflexos, como o vidro, água ou lugares molhados e para aumentar o contraste em ambientes muito iluminados, principalmente dias de céu azul e muita luminosidade. Usando o polarizador podemos intensificar o azul do céu, por exemplo.

O filtro, como define a incidência de luz, acaba diminuindo a luminosidade da foto, podendo dar mais definição em objetos muito claros, como a areia da praia ou as nuvens do céu. Pode acontecer também de mudarem um pouco a temperatura da foto, tornando ela mais amarelada ou mais azulada.

montagem céu

Foto 1 sem polarizador, foto 2 com polarizador. Observe a cor do céu e o contraste com as nuvens.

É importante lembrar que esse filtro é mais um vidro na frente da sua lente e acaba escurecendo a foto. Como em geral usamos o filtro em locais bem iluminados isso não é nenhum problema, basta diminuir a velocidadeabertura (no caso, diminuir o f, colocar no número mais baixo), ou aumentar o ISO. Quando for tirar foto em um ambiente mal iluminado eu recomendo retirar o filtro para captar mais luz.

água

Foto 1 sem polarizador, foto 2 com polarizador. Na foto 2 a água quase não tem reflexo e podemos ver o fundo da Lagoa.

Para comprar um filtro desses é bem importante você ver quantos milímetros tem a sua lente e comprar o filtro de acordo, pois cada lente tem um tamanho diferente, é normal que um filtro não se adapte a duas lentes. Se você tem várias lentes e quer filtros polarizadores para todas elas é mais interessante (e economiza dinheiro) comprar um filtro que seja adequado para a sua maior lente (ou para a maior lente que você pretende comprar no futuro) e comprar adaptadores para as lentes menores. Claro que quanto maior o filtro, mais caro ele será, mas ainda é melhor do que comprar um para cada lente.

carro

Foto 1 sem polarizador, foto 2 e 3 com polarizador. Na foto 2 coloquei o polarizador para aumentar os reflexos, rodando em outra direção os reflexos praticamente somem (foto 3). Clica na foto que aumenta.

Mais uma vez, o polarizador é uma nova camada de vidro na frente da sua lente, é importante que você preste atenção na qualidade do filtro. Não adianta nada ter uma lente ótima e comprar um filtro vagabundo, a qualidade da imagem não vai se manter.

Certamente já existem kits com lentes polarizadoras para celulares também, não sei como funciona, mas pode ser um jeito bem interessante de testar esse acessório. Outro jeito possível, caso você já tenha acesso a um filtro, mas ele não se encaixe na sua compacta, é colocar na frente da lente e fazer experimentos. Claro que a qualidade não vai ser igual, mas pode ser uma experiência legal. Só não acho que valha a pena comprar um filtro só pra isso.

Você já usou o filtro polarizador? Se tiverem fotos com ele, postem no instagram e me marquem (@juliakubrusly). Sigam também a página no Facebook e, para receber todas as novidades direto no seu e-mail, se inscrevam no blog.

Beijos

Fotografia – Qual câmera eu compro? Parte III

Oi gente,

Semana passada falei que ia indicar mais alguns sites pra ajudar vocês a decidir qual câmera comprar. O problema é que a maioria dos sites de resenhas e avaliações é em Inglês.

eu

Não existe um guia ideal de como escolher sua cãmera, mas eu começaria pelo DP Review para escolher algumas opções. Depois olharia os preços e especificações da câmera. Todo mundo sabe que comprar nos EUA vai sair bem mais barato (mesmo com o dólar em alta), pra ter noção dos preços por lá eu olho na BH Photo & Video. É bom que lá já tem as especificações da câmera também. Se você for viajar, essa é uma loja que tem muita coisa, é incrível, mas se for comprar por aqui mesmo, confere os preços nas lojas brasileiras. A minha eu comprei em uma loja em Ciudad del Este, no Paraguay, a Monte Carlo, dá pra pedir orçamento lá no site deles e consultar o estoque.

Pra achar as especificações em Português eu sugiro vocês procurarem o site da marca da câmera mesmo e também o site câmera versus câmera que vai te dar as especificações e comparar câmeras. Depois sugiro olhar resenhas, você pode colocar no Google o nome da câmera seguido da palavra resenha ou no Youtube para resenhas em vídeo. O canal zona da fotografia também faz resenha de diversas câmeras DSLR em vídeo, mas tem vários outros canais, inclusive de compactas e celulares.

“Escolhi minha câmera, as especificações são boas para o que eu quero, mas tenho medo de não gostar da imagem”.Usa o Flickr. Coloca na busca do Flickr o nome da câmera que você quer pesquisar e vai ver fotos tiradas com ela. Eu, quando faço essa busca, sempre presto atenção se tem fotos internas e como é a qualidade. Fotos com boa iluminação toda câmera faz, o problema costuma ser quando temos pouca luz.

Fotos do flickr tiradas com a câmera compacta Nikon Coolpix P330.

Fotos do flickr tiradas com a câmera compacta Nikon Coolpix P330.

Se você sabe Inglês, Tem o site DxOMark com resenhas de lentes e câmeras, tanto câmeras DSLR quanto compactas. Equipamentos muito novos demoram um pouco a aparecer por lá, mas é só ter um pouco de paciência ou procurar em outros lugares. De qualquer jeito, por ser um investimento grande, é sempre melhor pesquisar bastante e ter muita paciência. Tem também os canais Matt Granger e Michael the mentor voltados mais para fotografia e Philip Bloom e Dave Dugdale com foco em vídeos. Tem também o site Learning cameras, também voltado para vídeos. Assistir resenhas em vídeo é bom para “ver ao vivo” o desempenho da câmera.

Meu irmão indicou também o blog eos hd, mas, como qualquer blog, tem que ver se o ponto de vista do cara combina com o que você quer. Tem também o site Kenrockwell, com resenhas de câmeras e lentes, mais uma vez é bom ver se a opinião dele combina com você. Não é só porque um blogueiro disse que aquela câmera não presta que ela realmente é ruim para você. Sempre vão existir diversas opiniões e você tem que ver o que mais se encaixa no que você quer. Se, por exemplo, eu perguntar para um fotógrafo o que ele pensa da Nikon 5100 (minha câmera), é bem provável que ele fale mal. Claro, não serve para o trabalho dele, mas para mim é perfeita.

Fotos do flickr tiradas com a câmera DSLR Nikon 5100.

Fotos do flickr tiradas com a câmera DSLR Nikon 5100.

Se você souber o que está procurando e pesquisar bem antes de comprar, as chances de ficar feliz com sua compra são muito altas. Com esse post encerro a primeira série de fotografia do blog. Claro que ainda escreverei bastante sobre o assunto, mas por enquanto, não mais semanalmente.

Beijos

Fotografia – Qual câmera eu compro? Parte II

Oi gente,

Mais um post de fotografia. Agora que já sabemos qual tipo de câmera mais se encaixa no que queremos, vamos ver como escolher o melhor modelo.

foto 2

Vou contar um pouco como eu escolhi a minha câmera. Eu tinha a Sony Cybershot DSC-P200 e, apesar de ter todos os controles manuais, tinham muitas coisas que eu sentia falta. Eu sentia falta principalmente de duas coisas: mais possibilidades de abertura, porque ela só tinha dois valores possíveis, e mais desempenho de ISO, ela só tinha as possibilidades ISO 100, 200 e 400, sendo que a qualidade do ISO 400 era muito ruim.

Outras coisas mais secundárias, eu sentia falta de um visor para colocar o olho e ver exatamente o que eu estava focando, principalmente para dias de sol, sentia falta de um plano mais aberto (ela começa em 42mm) e de mais zoom.

Foi aí que conheci o site DP review. Ele é todo em inglês, mas ajuda demais. Lá tem resenhas, especificações de câmeras e lentes e o que eu mais adoro, um guia que ajuda demais a decidir o que comprar.

Se você entende inglês, dá pra explorar muito o site, mas se você não entende muito, tenta usar só esse guia. Você começa dando as informações básicas, escolhendo o tipo de câmera que quer, desde ultra compactas até enormes DSLRs e especifica a marca e a resolução mínima que você quer. Pode deixar campos em branco e preencher só aquilo que realmente te interessa.

foto 1

Na segunda janela você escolhe tamanho e tipo do sensor. Na terceira ISO mínimo e máximo e algumas outras características da imagem. Na próxima aba são as configurações de filmagem, resolução, formato, microfone… Aí vem informações sobre a tela, tanto o LCD quanto o visor. Na sexta aba podemos escolher configurações de foto, velocidade, modo manual e semi automático. Na próxima aba é que vamos escolher zoom e abertura. Na outra a conectividade, como o wi-fi, GPS, HDMI, etc. Aí vem a última aba, onde você vai escolher o cartão de memória, tipo de pilha ou bateria e algumas coisas extras.

O legal é que, conforme você vai restringindo sua pesquisa, ele vai te indicando as câmeras que seguem o que você pediu. Eu, particularmente, prefiro indicar poucas coisas, só aquilo que realmente me importo, e deixar que ele me dê muitas opções.

Para câmeras tipo point and shoot eu escolheria uma ultra compacta, no mínimo 8mp, ISO mínimo 100 ou menos com ISO automático. Indicaria também velocidade máxima em pelo menos 1/1000 segundos, a grande angular da lente em 28mm ou menos. Por ser uma ultra compacta, não podemos esperar que tenha mais do que 5x de zoom, então nem marcaria a tele. Marcaria uma abertura mínima de 2.8. Se eu fosse comprar uma câmera dessas, aproveitaria para comprar uma a prova d´água também, mesmo tendo que subir a abertura mínima para 3,5.

Sony

Coluna 1: Sony cybershot DSC-W550, Canon powershot SD1400, Sony cybershot DSC-TX20 (a prova d´água). Coluna 2: Nikon coolpix S600, Fujifilm XQ2 (abertura mínima 1.8), Olympus Stylus Tough TG-860 (a prova d´água)

Para comprar uma compacta com modo manual deixaria basicamente as mesmas características, mas marcaria compactas e bridge, o modo manual e desmarcaria o ISO automático. Eu aumentaria um pouquinho a quantidade de megapixels, para 12 e, se possível, procuraria uma grande angular de 24mm e com abertura máxima 2, mas esses dois itens não seriam decisivos, 28mm e f/ 2.8 são ótimos. A distância focal mais fechada, marcaria se fizesse questão de uma bridge, se não eu analisaria as opções dadas e o custo benefício, vendo se vale a pena comprar uma compacta maior ou menor. No site encontro algumas opções legais com abertura 1.8 e 2, mas nenhuma delas é bridge.

foto compactas

Coluna 1: Nikon coolpix P340, Canon Powershot G7 X, Sony cybershot DSC-RX100 III. Coluna 2: Samsung WB220F, Nikon coolpix P900, Fujifilm Finepix S1.

Para as DSLR, como já disse no último post, compraria uma de entrada. Marcaria as compact SLR com, no mínimo 16mp, ISO mínimo 100 e máximo 6400, com formato RAW, velocidade mínima de 30 segundos e máxima de 1/1000 segundos e modo manual. Escolheria também LCD articulado e um visor ótico ou eletrônico, desde que não fosse o túnel. Lembrem que distância focal e abertura dependem da lente que for usada, não da câmera. Dessas câmeras recomendo comprar Nikon ou Canon, Nikon da série 3000 (sem LCD articulado) ou série 5000 e Canon da série Rebel. Nikon se vai priorizar fotografia, Canon se você vai filmar também.

Coluna 1: Nikon D5300, Nikon D330. Coluna 2: Canon EOS

Coluna 1: Nikon D5300, Nikon D330. Coluna 2: Canon EOS 750D (Rebel T6i), Canon EOS 600D (Rebel T3i).

Depois de determinar o que eu acho ou não importante, pesquisaria valores e resenhas para finalmente escolher a minha câmera. Semana que vem vou indicar ainda outros sites para ajudar vocês.

Beijos

Fotografia – Qual câmera eu compro? Parte I

Oi gente,

Quando a gente começa a falar em câmera, uma das coisas que as pessoas mais querem saber é que câmera comprar, mas isso é bem difícil de responder. Vou tentar fazer tipo um guia e indicar alguns sites que ajudem vocês a decidir. Se não viu os outros posts de fotografia, olha lá!

cameras

Se você quer fotos só pra registrar os momentos sem se preocupar com pensar a fotografia, ajustar modo manual, pensar na luz, etc, pode se virar perfeitamente com uma câmera de celular ou uma point and shoot. Existem celulares com câmeras ótimas hoje em dia, se o seu é um deles, não se preocupe em comprar uma câmera. Se você não gosta da câmera do seu celular, pense em comprar uma point and shoot, porque ela vai te sair bem mais em conta do que um celular com câmera excelente.

Outra vantagem comum das point and shoot é que a maioria oferece zoom ótico e, mesmo os melhores celulares, ainda oferecem apenas o zoom digital. A qualidade de imagem não costuma ser excelente, mas para postar no facebook ou instagram, é perfeita. Esse tipo de câmera não costuma tirar boas fotos no escuro (a não ser que você use flash, mas fica aquele efeito luz na cara) e são mais difíceis para fazer efeito desfocado.

joaquina

Praia da Joaquina. Foto tirada com o celular Sony Xperia M

Se você quer também só registrar momentos e viagens, mas quer a possibilidade de pensar mais as fotos e usar o modo manual, uma câmera compacta com recursos manuais pode ser bem interessante. Ainda será difícil tirar fotos em ambientes mal iluminados ou fazer o fundo desfocado, mas não impossível. A principal diferença entre point and shoot e compactas mais complexas é o modo manual. Então pensa bastante se você vai querer usar esse modo, se te interessa fuçar e aprender a usar. Enquanto as point and shoot costumam ser bem baratas, as outras compactas, com modo manual, podem ter preços bem variados, principalmente se olharmos as bridge.

As câmeras bridge podem sim ser mais completas que outras compactas com manual, mas isso não é uma regra. O que as bridge vão ter com certeza será mais vezes de zoom. Elas também são muito maiores e não vão caber em qualquer bolsa, muitas vezes a praticidade e leveza podem ganhar pontos importantes.

inhotim

Inhotim – MG. Foto tirada com a Sony Cybershot DSC-P200

As câmeras DSLR eu acho que só vale a pena se você tem certeza absoluta que quer investir em fotografia. Não para virar fotógrafo, mas quer aprender, pesquisar e se dedicar. A princípio o preço pode não ser tão caro, mas a questão são as lentes. Lentes são caras, muitas vezes mais caras que as câmeras e, provavelmente, vai ter uma hora que a lente do kit não vai te satisfazer mais. Eu recomendo que, pelo menos no início, se decidir comprar uma DSLR, compre uma de entrada, com sensor cropado. Pra investir numa full frame acho que só vale se você já está no meio e está interessado de verdade.

DSC_0283

Museu do olho – PR. Foto tirada com Nikon 5100.

Ok, já escolhi o tipo de câmera, mas como escolher o modelo? Semana que vem vou mostrar alguns modelos e como você escolher o ideal pra você.

Beijos

Fotografia – Zoom

Oi gente,

Mais um post de fotografia, se não viu os outros, olha lá.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Hoje, como disse na semana passada, vamos falar um pouco sobre zoom. O zoom também é uma característica que as pessoas procuram muito. As câmeras Bridge vendem muito em cima disso, porque têm 30, 50, 60 vezes de zoom e muita gente acha que quanto mais zoom melhor. Mas será que é assim mesmo?

Primeira coisa que devemos saber é o que é zoom? É bem comum que as pessoas achem que zoom é a aproximação da foto, por exemplo, olhe as fotos abaixo. Foram tiradas do mesmo lugar, mas com lentes diferentes. Na primeira foto, em 11mm, além do prédio ao fundo, conseguimos ver os edifícios laterais também.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

A foto em 50mm já vemos praticamente só o prédio ao fundo.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

A última foto, com a 200mm mostra só um detalhe do prédio, só algumas janelas.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Não devemos dizer que uma foto tem mais zoom que a outra, foto não tem zoom, o que tem zoom é a lente. Zoom é o movimento da lente onde ele vai alcançar maior ou menor distância focal.

Entre as câmeras compactas, todas (ou quase) possuem zoom, eu não conheço nenhuma compacta digital que não tenha, mas entre as DSLR existem muitas lentes que são fixas, não têm zoom. Então o zoom é uma coisa que a lente pode ter ou não, lentes zoom são mais versáteis, já que podem fazer tanto imagens mais abrangentes, quanto mais próximas e pontuais. Chamamos as várias distâncias possíveis de distância focal. Essa distância focal é medida em números, em milímetros, na verdade. Números menores são para um campo de visão mais aberto, números maiores, campos de visão mais fechados. Abaixo temos uma foto tirada em 11mm com uma lente zoom que vai de 11mm até 16mm.

Brasília. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

Brasília. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

As distâncias focais são divididas em três grupos dependendo de seu campo de visão. Aquelas mais abertas são chamadas grande angular, temos um exemplo na imagem aí em cima com a 11mm. As distâncias que se aproximam do olho humano, são chamadas normal e as que se aproximam dos objetos são tele. Abaixo você pode ver uma imagem tirada com a 50mm, uma lente normal.

Copos. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Copos. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Ok, as lentes são classificadas dependendo do tamanho do campo de visão, se a foto pega um ângulo mais aberto ou mais fechado. Mas e o que é aquele número que vemos nas câmeras de zoom de 3x ou 50x?

Para conseguir definir quantas vezes de zoom uma câmera tem, pegamos a menor distância focal que ela alcança (que é o maior número) e dividimos pela maior distância. Por exemplo, se uma câmera vai desde 11mm até 33mm, 33/11 = 3, então ela têm zoom de 3x. Se outra vai desde 50mm até 150mm, 150/50 = 3, ela também tem zoom de 3x, mas os enquadramentos das duas câmeras são totalmente diferentes. Outra câmera que faz enquadramento desde 24mm até 1200mm, 1200/24 = 50, o zoom é de 50x.

Lua. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Lua. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Então não basta saber de quantas vezes é o zoom, você deve saber também de quanto até quanto ele vai. Aí você vais poder escolher entre uma 11-33mm e uma 50-150mm sem se basear só no número de vezes que aumenta. Percebe que o enquadramento dessas duas é bem diferente? Não dá pra se basear só no zoom de 3x.

Para escolher a câmera ideal é bom você saber qual a distância focal que mais usa. Para saber isso, pensa nas fotos que você mais gosta. Para paisagens, por exemplo, grandes angulares são ótimas, para foto de pessoas, entre normal e tele, para tirar fotos de coisas distantes como a Lua ou um leão na África, tele. Pensando em quais fotos você mais tira, vai encontrar sua necessidade e descobrir as distâncias focais que mais precisa.

Eu, por exemplo, acho bem mais interessante a grande angular do que a tele, tiro muito mais fotos de paisagens do que leões na África. Logo aí em cima coloquei uma foto da Lua tirada em 200mm, minha lente mais tele. Mesmo que ela não seja uma super tele nem nada, não penso em investir em outra porque não uso muito. Pro tipo de foto que eu gosto não preciso de uma 700mm nem de zoom de 50x. É sempre bom pensar o tipo de foto que você quer tirar antes de sair comprando uma câmera, a pesquisa é que vai te impedir de cair no papo do vendedor que promete mais megapixels e mais vezes de zoom.

Qualquer dúvida deixem nos comentários ou na página do Facebook que vou tentar responder da melhor maneira possível.

Semana que vem vamos começar a mexer nas câmeras.

Beijos

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Fotografia – Megapixel

Oi gente,

Segundo post da série de fotografia, se não viu o primeiro, vai lá conferir, depois volta aqui.

Conhecemos um pouco os tipos de câmera, sabemos que existem grandes diferenças de tamanho e preço. Mas além disso, o que mais devo me preocupar na hora de escolher a minha máquina? Muita gente acredita que devemos olhar primeiro a quantidade de megapixels. Então vamos falar sobre isso hoje.

Bom, as imagens digitais são feitas de vários pixels, cada pixel é um pontinho, diversos pontinhos, um do lado do outro, formam a imagem. A quantidade de megapixels de uma câmera são quantos mil pixels cada foto vai ter. Então, na verdade, esse número determina o tamanho da sua foto, máquinas com mais megapixels fazem fotos maiores.

Como hoje em dia a gente acaba vendo quase todas as fotos no computador, esse acaba sendo o maior tamanho que utilizamos, ou vamos ter que rolar a tela pra cima e pra baixo pra ver a foto completa. Aí, a vantagem de muitos megapixels é que podemos recortar um pedaço da imagem e a foto vai continuar com bastante qualidade. Se a foto é pequena (com poucos megapixels), cortamos um pedaço e queremos ver só esse pedaço do tamanho da tela, vamos acabar vendo os pixels da imagem.

Essa próxima foto foi tirada em uma câmera de 7.2MP, veja quanto temos que cortar para conseguir ver os pixels. O detalhe foi retirado do retângulo vermelho marcado na imagem original.

Inhotim - Brumadinho/ MG

Inhotim – Brumadinho/ MG

Detalhe

Detalhe

Mas é bem raro a gente cortar tanto assim uma foto, então a maioria das pessoas não precisa de muitos megapixels. Precisa apenas se você tem o costume de cortar muito suas fotos ou imprimir em tamanhos enormes, fazer pôster, coisas assim.

“Ah, se as fotos são maiores e você pode cortar mais, isso quer dizer que a imagem fica melhor, mais nítida, com mais informações e detalhes.” A princípio sim, mas primeiro que é uma qualidade que você só vai perceber quando imprimir em tamanho bem grande ou cortar um detalhe e ampliar. Segundo que o número de megapixels não é o único fator que influencia nisso. Na verdade, nem é o principal.

Atualmente, no lugar dos filmes, as câmeras têm sensores. O tamanho e a qualidade do sensor são também responsáveis pela qualidade da imagem. Se o sensor não é bom, a imagem não vai ser boa, não importa se são muitos os megapixels. Outra responsável pela qualidade é a lente, lentes ruins não permitem uma imagem boa.

Pra tentar mostrar pra vocês que megapixel não significa muita coisa peguei duas câmeras, a minha Nikon D5100 que é 16.2MP e a sony cybershot DSC-TF1 de 16.1MP, praticamente iguais. Tirei três fotos com o quase mesmo enquadramento e as mesmas configurações (vamos falar dessas configurações mais pra frente). A primeira foto é da Sony, a segunda da Nikon com a lente do kit, a 18-55mm/ f3.5-5.6 e a terceira também com a Nikon, dessa vez com a lente 50mm/ f1.8.

Foto tirada com a câmera Sony Cybershot DSC-TF1

Foto tirada com a câmera Sony Cybershot DSC-TF1

Foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 18-55mm/ f3.5-5.6

Foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 18-55mm/ f3.5-5.6

Foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 50mm/ f1.8

Foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 50mm/ f1.8

Dá pra ver que a qualidade da Sony é pior, certo? Principalmente se vocês repararem nas cores e na nitidez. As duas fotos da Nikon também são diferentes, mas as diferenças são menores. Pra vocês verem melhor, cortei mais ou menos o mesmo pedaço das três fotos. De novo, olhem principalmente a nitidez. Dá pra ver que, mesmo usando a mesma câmera, a lente 50mm tem uma imagem melhor que a 18-55mm. Mantive a ordem anterior, o primeiro detalhe é da Sony, o segundo usando a lente 18-55mm e o último a 50mm.

Detalhe da foto tirada com a câmera Sony Cybershot DSC-TF1

Detalhe da foto tirada com a câmera Sony Cybershot DSC-TF1

Detalhe da foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 18-55mm/ f3.5-5.6

Detalhe da foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 18-55mm/ f3.5-5.6

Detalhe da foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 50mm/ f1.8

Detalhe da foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 50mm/ f1.8

Acho que dá para ver bem que número de megapixels não quer dizer muita coisa, né?

A questão é que o número de megapíxels caiu no gosto do povo, os publicitários perceberam que, quanto maior esse número, mais caro podem cobrar. As pessoas logo querem saber quantos megapixels tem a câmera, como se o número maior determinasse uma foto melhor. Minha primeira câmera digital tinha 7.2 megapixels, foi com ela que tirei a primeira foto do post, do Inhotim e eu tinha muita coisa para reclamar dela, mas nunca senti falta de mais megapixels.

Semana que vem vamos falar sobre zoom.

Beijos

Fotografia – introdução e tipos de câmera

Oi gente,

Hoje vou começar uma nova série aqui no blog, quero falar de fotografia. Não sei exatamente quantos posts vai ter. Pra começar, eu não sou fotógrafa, o que aprendi meu irmão me ensinou (ele trabalha com isso, vocês podem ver os trabalhos dele aqui) e depois fucei muito na internet, mas nunca fiz nenhum curso e nem trabalho com isso, então podem me corrigir nos comentários qualquer coisa.

A pergunta que mais leio pela internet é “qual câmera eu compro?” ou “qual dessas câmeras é a melhor” seguida de links ou nome de câmeras. Bom, essa é uma pergunta bastante vaga e não existe resposta certa pra ela. É mais ou menos como perguntar qual roupa eu compro ou qual roupa é melhor, terno ou sunga. Não existe uma resposta certa, depende do seu uso. Ninguém vai recomendar sunga para um casamento ou terno para a praia, com as câmeras é a mesma coisa, depende do que você quer.

DSC04729

Alpes bávaros. Foto tirada com a compacta Sony Cybershot DSC-P200

Antes de pensar em comprar uma câmera nova, pensa se você realmente sabe usar sua máquina e aproveita tudo o que ela tem para oferecer. Mesmo as câmeras mais simples, muitas vezes têm recursos que podem melhorar suas fotos, a maioria delas te permite ter controle sobre a forma e a quantidade de luz que entra. Ou seja, para melhorar de verdade suas fotos é importante que a câmera tenha um modo manual.

Claro que, como você vai decidir o que a câmera vai fazer, demora mais para tirar a foto, principalmente quando estamos aprendendo. Mas isso não quer dizer que você TENHA que ajustar a máquina a cada foto. O legal de saber usar o modo manual é você poder usar isso quando quiser, mas pode usar o automático quando achar melhor também.

Por exemplo, você está em uma cachoeira e quer tirar aquela foto que deixa a água parecendo um véu, usa o manual, assim vai poder dar o efeito que quiser. Se você está com seu priminho e ele dá uma gargalhada, vai de automático, assim você não perde tempo e consegue capturar o momento.

Sana

Sana

Voltando às câmeras, existem dois tipos básicos, as compactas, que não trocam lentes e as de lentes intercambiáveis, que trocam.

Câmeras compactas

Mesmo que muitas câmeras simples tenham modo manual, algumas não têm. São conhecidas como “point and shoot”. Com essas máquinas, você realmente não tem controle sobre quase nada. A grande vantagem é que em geral são bem pequenas e práticas, qualquer um consegue usar. Mas realmente se você quer aprender mais sobre fotografia e controlar o que acontece, vai precisar de outra máquina. Por isso, não vou me estender sobre as “point and shoot”.

Sony cybershot DSC-TF1 Fonte: Google

Sony cybershot DSC-TF1 Foto: Google

Mas nem toda câmera pequena é “point and shoot”, existem várias que, além do modo automático, possuem formas semiautomáticas e manuais. A minha primeira câmera digital foi uma desse tipo, a Sony Cybershot P200. Usei esta máquina por oito anos e só decidi trocar quando sabia o que me incomodava na câmera e o que precisava para melhorar. Eu sabia tirar o máximo dela, mas esse máximo já não era suficiente para mim.

compactas

Nikon Coolpix P330 e Sony Cybershot DSC-P200 Fotos: Google

Existem ainda as chamadas bridge ou DSLR-like que são grandes, têm zoom enorme, geralmente têm modo manual e às vezes são chamadas de semiprofissionais, mas não trocam de lentes. Uma coisa que chama atenção nesses modelos é o tamanho, por serem grandes, dão uma cara de “profissionalismo” e seriedade. Por isso muita gente acaba comprando esses modelos, se impressiona com o tamanho do zoom e a quantidade de megapixels e não pensa se realmente vai usar um zoom de 50 vezes. O preço delas costuma ser bem acima das câmeras  pequenas, mas elas ainda são compactas.

bridge

Canon Powershot SX500 e Nikon Coolpix L330 Fotos: Google

Câmeras com lentes intercambiáveis

São as DSLR, câmeras grandes, com lentes que, em geral, também são grandes. Elas têm esse tamanho por causa do jeito que formam a imagem. Esse jeito permite que, quando olhamos no visor (aquele que a gente coloca o olho, não a tela), vemos a luz que entra pela lente, o enquadramento exato do que vai sair na foto.

“Ah, mas a minha compacta também tem o visor.” Sim, algumas ainda têm, mas ou o visor mostra uma outra telinha de lcd dentro dele, ou na verdade é só um túnel na parte de cima da câmera, mostrando uma aproximação do que vai sair na foto.

Essas máquinas precisam de um investimento maior, porque as lentes são mais específicas, então você vai precisar comprar, além da câmera, um certo número de lentes. Por isso, você acaba tendo que carregar mais peso e mais volume.

cropadas

Canon EOS Rebel T3i e Nikon D5100 Fotos: Google

Atualmente existem também as mirrorless, câmeras de lente intercambiáveis menores. A qualidade é a mesma das DSLR e também precisam de lentes separadas. A maior vantagem é o tamanho e a desvantagem é que não usam as lentes das DSLR, que são maioria no mercado.

mirrorless

Nikon 1 V1 e Sony alpha Nex 6 Fotos: Google

Essas câmeras com lentes intercambiáveis se dividem em dois tipos. As full frame, mais utilizadas profissionalmente, que o sensor é quase do tamanho do filme que a gente usava antigamente, e as de sensor cropado, com o sensor menor. As primeiras fotos ilustrativas das DSLR são de sensor cropado, uma delas, a Nikon D5100 é minha câmera atual. Abaixo coloquei duas câmeras full frame.

full frame

Canon EOS-1D e nikon D4. Fotos:Google

Pronto, agora vocês conhecem um pouco mais os tipos de câmera. No próximo post vou falar um pouco de zoom e de megapixels.

Se tiverem qualquer dúvida, deixem nos comentários que respondo no próximo post.

Beijos