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Arquivo do mês: março 2015

Fotografia – Qual câmera eu compro? Parte I

Oi gente,

Quando a gente começa a falar em câmera, uma das coisas que as pessoas mais querem saber é que câmera comprar, mas isso é bem difícil de responder. Vou tentar fazer tipo um guia e indicar alguns sites que ajudem vocês a decidir. Se não viu os outros posts de fotografia, olha lá!

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Se você quer fotos só pra registrar os momentos sem se preocupar com pensar a fotografia, ajustar modo manual, pensar na luz, etc, pode se virar perfeitamente com uma câmera de celular ou uma point and shoot. Existem celulares com câmeras ótimas hoje em dia, se o seu é um deles, não se preocupe em comprar uma câmera. Se você não gosta da câmera do seu celular, pense em comprar uma point and shoot, porque ela vai te sair bem mais em conta do que um celular com câmera excelente.

Outra vantagem comum das point and shoot é que a maioria oferece zoom ótico e, mesmo os melhores celulares, ainda oferecem apenas o zoom digital. A qualidade de imagem não costuma ser excelente, mas para postar no facebook ou instagram, é perfeita. Esse tipo de câmera não costuma tirar boas fotos no escuro (a não ser que você use flash, mas fica aquele efeito luz na cara) e são mais difíceis para fazer efeito desfocado.

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Praia da Joaquina. Foto tirada com o celular Sony Xperia M

Se você quer também só registrar momentos e viagens, mas quer a possibilidade de pensar mais as fotos e usar o modo manual, uma câmera compacta com recursos manuais pode ser bem interessante. Ainda será difícil tirar fotos em ambientes mal iluminados ou fazer o fundo desfocado, mas não impossível. A principal diferença entre point and shoot e compactas mais complexas é o modo manual. Então pensa bastante se você vai querer usar esse modo, se te interessa fuçar e aprender a usar. Enquanto as point and shoot costumam ser bem baratas, as outras compactas, com modo manual, podem ter preços bem variados, principalmente se olharmos as bridge.

As câmeras bridge podem sim ser mais completas que outras compactas com manual, mas isso não é uma regra. O que as bridge vão ter com certeza será mais vezes de zoom. Elas também são muito maiores e não vão caber em qualquer bolsa, muitas vezes a praticidade e leveza podem ganhar pontos importantes.

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Inhotim – MG. Foto tirada com a Sony Cybershot DSC-P200

As câmeras DSLR eu acho que só vale a pena se você tem certeza absoluta que quer investir em fotografia. Não para virar fotógrafo, mas quer aprender, pesquisar e se dedicar. A princípio o preço pode não ser tão caro, mas a questão são as lentes. Lentes são caras, muitas vezes mais caras que as câmeras e, provavelmente, vai ter uma hora que a lente do kit não vai te satisfazer mais. Eu recomendo que, pelo menos no início, se decidir comprar uma DSLR, compre uma de entrada, com sensor cropado. Pra investir numa full frame acho que só vale se você já está no meio e está interessado de verdade.

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Museu do olho – PR. Foto tirada com Nikon 5100.

Ok, já escolhi o tipo de câmera, mas como escolher o modelo? Semana que vem vou mostrar alguns modelos e como você escolher o ideal pra você.

Beijos

Hidratante corporal Natura Sou

Oi gente,

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Eu não sou a pessoa mais disciplinada do mundo quando falamos de hidratante corporal. Na verdade eu sou bem relapsa e acabo passando só quando vejo que minha pele realmente precisa, quando está muito calor ou muito frio. Então um hidratante, pra mim, dura bastante tempo.

O que eu venho falar hoje ganhei no fim do ano, o hidratante da linha Sou da Natura. Eles lançaram esse linha com a ideia de evitar o desperdício, as embalagens levam menos plástico, ocupam menos espaço, economizando na armazenagem e transporte e, como a embalagem é flexível, desperdiçamos menos produto, podendo usar até a última gota. Por isso a embalagem não é bonita igual outras linhas da Natura. Lembra um pouco uma embalagem de refil, né, mas com tampa que abre e fecha.

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Esse meu é na versão pele extrasseca e eu achei bem legal. Eu não tenho a pele extrasseca, como eu disse, ela só resseca quando está muito calor ou muito frio e achei a hidratação desse produto bem legal. É um creme que, a princípio é grossinho e faz uma camada que lembra um filme, mas espalha muito bem e deixa uma sensação de frescor na pele. Eu acho que para a consistência firme que tem, é absorvido super rápido, em poucos minutos sua pele já não fica mais melequenta, apenas macia. Mesmo sendo indicado para pele extrasseca, claro que não adianta nada usar apenas uma vez quando sua pele está realmente ressecada.

Hidratante na pele / hidratante espalhado

Hidratante na pele / hidratante espalhado

Ele tem cheiro, mas é suave, não fica muito tempo na pele. Achei isso um ponto positivo, porque não briga com o perfume e também porque não adorei a fragrância. Não é ruim o cheiro não, achei indiferente. Acho que esse é um bom hidratante que cumpre o prometido, hidratação sem pele melecada. O preço é amigo também, R$11,90. O que eu acho chato da Natura é o fato de não venderem em lojas físicas, por mais que tenha Internet e consultoras, meu jeito preferido de comprar ainda é ir na loja, ver com as mãos, testar e aí sim decidir o que comprar.

Beijos

Cronograma capilar – Shampoo

Oi gente,

Hoje venho dar continuidade ao post de cronograma capilar. Se você não viu o primeiro, olha aqui.

Bom, a primeira coisa que precisamos saber para cuidar dos cabelos é lavar. Ok, todo mundo sabe passar shampoo, né? Mas de uns tempos pra cá eu mudei algumas coisas na minha lavagem e queria dividir meus novos conhecimentos com vocês.

A primeira coisa é usar a água como aliada. Eu sempre fui do tipo que molhava um pouquinho o cabelo e já ia passando o shampoo, mas atualmente faço diferente. Molho o cabelo e fico um tempo apenas com água escorrendo. Muitas das sujeiras de nosso cabelo podem se dissolver na água, como o suor, poeira, poluição e até aquele creme que passamos depois do último banho. Deixo escorrer água no cabelo até a água sair limpinha e transparente. Às vezes aproveito e já massageio o couro cabeludo só com água mesmo.

Só depois disso passo shampoo. Como já limpei diversas sujeiras do cabelo (a água não é chamada solvente universal a toa), vou precisar de muito menos shampoo.

Existem diversos tipos de shampoos, cada um para uma finalidade, não entendo muito disso, mas aqui tem um post que pode ajudar. Já ouvi muito que os shampoos se dividem em três categorias, transparentes, perolados e leitosos. Os transparentes seriam melhor para limpeza, os perolados seriam um meio termo e os leitosos, para tratamento. Mas já li também que isso nem sempre é assim. Quer dizer, não existe uma obrigação química para um shampoo de limpeza ser transparente ou um de tratamento ser leitoso. Mas como isso já virou conhecimento público, muitos fabricantes usam sim essa diferença. Então é provável que o shampoo transparente seja melhor para uma limpeza profunda sim, mas não é regra.

shampoos

Não tenho nenhum shampoo leitoso em casa, então peguei a foto do Google, nesse blog aqui.

Além da aparência do shampoo, tem outra coisa que eu presto atenção, se o shampoo é com ou sem sulfato. Faz alguns anos que ouvi pela primeira vez que o shampoo sem sal era melhor pro cabelo, me lembro bem, foi em 2007. Na época eu nunca tinha feito hidratação, não cuidava nada do cabelo, nem liguei. Mas aí muitas marcas começaram a anunciar que seus shampoos era sem sal e anos depois comecei a me interessar em cuidar do cabelo. Pois é, mas sem sal e sem sulfato são coisas bem diferentes.

Lembra de Química Inorgânica na escola? Ok, eu também não, mas lembro que a gente estudava sais e tinha que saber os nomes deles. Existiam vários sais e o sal de cozinha (NaCl) era só um deles. Pois é, quando um shampoo diz que é sem sal, ele quer dizer que não tem cloreto de sódio, o sal de cozinha. Quando o shampoo é sem sulfato ele não tem na composição nenhum sal, nem o de cozinha nem nenhum outro.

Ok, mas qual o problema do sal? O sal (e não só o de cozinha) agridem bastante o cabelo. Eles limpam sim, mas também retiram, além da sujeira, nutrientes do cabelo. Então para fugir desses sais agressivos temos que procurar os shampoos sem sulfato. O problemas dos shampoos sem sulfato (que não tem nenhum sal) são que são mais caros que os shampoos normais de mercado e também fazem menos espuma. Eles limpam bem, mas pra quem está acostumado com muita espuma, faz falta.

Eu estou usando shampoo sem sal fazem alguns meses, e realmente eles são bem mais gentis com o cabelo.

Existem ainda os shampoos antirresíduos, eles podem ou não ter sulfato e realizam uma limpeza mais profunda, retirando os resíduos de creme, óleos e outros produtos que se acumulam no cabelo. Eles não são muito indicados pra quem usa química, já que podem acelerar a retirada, seja no desbotamento da tinta, seja na perda de efeito da progressiva. Também não são indicados para uso diário ou para cabelos muito ressecados, já que a limpeza é mais profunda e fragiliza mais o fio.

Na foto abaixo coloquei os shampoos que tenho em casa, o primeiro é Johnson´s amarelinho de bebê, um shampoo transparente com sulfato que uso para lavar meus pincéis, o segundo é o Amend, um shampoo também transparente e com sulfato, mas antirresíduos. Eu usava de 15 em 15 dias, mas atualmente não uso mais. O terceiro é meu shampoo atual, sem sulfato e transparente da Phytoervas. Gosto muito dele, especialmente nos meus cabelos fragilizados. O último é um shampoo Seda com sulfato e perolado. Acho que Seda todo mundo conhece.

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Então shampoos com sulfatos agridem mais o cabelo, mas também dão a sensação maior de limpeza (sabe quando você passa a mão nos fios e eles “cantam”? shampoo sem sulfato não costumam fazer isso) e shampoos sem sulfato agridem menos, mas fazem menos espuma e não tiram totalmente as camadas de proteção do cabelo.

Vou repetir que não sou cabeleireira nem especialista, isso é como eu entendo e aplico no meu dia a dia. Se houver algum conceito errado, seja de química, seja de cabelo, me corrijam nos comentários pra eu consertar o post.

Beijos

Fotografia – colocando em prática #1

Oi gente,

Já vimos nos posts anteriores como usar todo o modo manual da câmera. Pois é, mas às vezes tanta informação pode ficar confuso. Então esse post é pra mostrar como as coisas funcionam na prática. Vou mostrar algumas fotos que tirei, dizer as configurações e explicar por que fiz as escolhas.

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Foto tirada em velocidade 1/40, f/2.8 e ISO 640. Nikon 5100, lente Tokina 11-16mm em 16mm.

 Essa foto foi tirada em ambiente interno, então tinha pouca luz. Os gatos não estavam se mexendo muito, o que foi uma sorte. Tirei a foto em 16mm, grande angular, então tinha muito pouco problema da foto ficar tremida, mas os gatos também não estava tão parados assim.

Comecei ajustando a abertura para f/2.8, a menor possível da lente. Como o ambiente era escuro, subi um pouco o ISO, mas como não gosto de ISO alto, fiquei no 640. Se a foto fosse de algo imóvel daria para usar uma velocidade bem mais baixa e baixar mais o ISO, mas como eram gatos, deixei o ISO num valor bem aceitável e ajustei a velocidade até zerar o fotômetro. Encontrei 1/40. Deu certo, a foto não ficou muito escura nem os gatos tremidos.

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Foto tirada em velocidade 1/500, f/10 e ISO 200. Nikon 5100, lente Nikon 55-200mm em 55mm.

Essa segunda foto foi tirada de dentro de um carro. Minha intenção era pegar os geradores de energia eólica em foco e sem tremer. Usei a lente Nikon 55-200mm f/4-5.6 em 55mm.

O dia estava bem claro, não havia nenhum problema com a luminosidade. Ajeitei o ISO para 200. Sempre uso entre 100 e 200 quando não tenho problemas de luminosidade. Depois coloquei o f/10, porque as aberturas intermediárias favorecem a nitidez, lembra? Aí, mais uma vez, usei a abertura para zerar o fotômetro. Deu velocidade 1/500.

Essa velocidade, mesmo eu estando dentro de um carro, foi suficiente para congelar os geradores que estavam longe, mas não para congelar as plantas em primeiro plano. Resultado da foto, plantas em primeiro plano tremidas, o que deu uma sensação de movimento na foto.

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Foto tirada em velocidade 1/800, f/1.8 e ISO 100. Nikon 5100, lente Sigma 18-35mm em 18mm.

Nessa última foto eu queria uma profundidade de foco bem pequena, queria o fundo bem desfocado. Usei a lente Sigma 18-35mm f/1.8 em 18mm.

Me aproximei bastante das flores, assim teria uma profundidade de foco ainda menor, só o miolo ficaria realmente em foco. Pra conseguir esse desfocado ajustei a abertura em f/1.8, a menor da câmera. Como o dia estava bem luminoso, apesar de nublado, tive que compensar a abertura bem pequena, que deixa entrar muita luz, com um ISO 100 e a velocidade alta. A velocidade que zerou o fotômetro foi 1/800.

Espero fazer esse tipo de post mais vezes, de vez em quando vou colocar duas ou três fotos que tirei e explicar porque usei aquela configuração. Não vai ter esse tipo de post toda semana, apenas quando eu reunir algumas fotos legais. Semana que vem farei o post sobre como escolher uma câmera.

Beijos

Aplicativo – Trip Advisor

Oi gente,

Hoje vim aqui falar de um aplicativo ótimo pra quem gosta de viajar, o trip advisor.

É um aplicativo bem conhecido, acredito que muitas de vocês conheçam e até usem, mas como foi muito útil durante a minha viagem de Dezembro, decidi mostrar por aqui.

É um aplicativo gratuito que tem funções online e offline também. O app é um pouco pesado, mas vale a pena.

Bom, aí você instala e abre o aplicativo e vai ver uma tela com um campo de busca, lá você pode começar procurando por uma cidade, ou já buscar diretos nas atrações. Se você vai viajar para algum lugar eu recomendo que você baixe a cidade, assim vai poder procurar as atrações e ter acesso ao mapa mesmo sem 3g ou wifi.

Assim que fica meu aplicativo quando abro. Florianópolis é a cidade que tenho baixada, por isso o sinal verde ao lado. Rio de Janeiro e Canasvieiras são minhas pesquisas recentes.

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Então começa procurando a cidade que você vai e depois clica em baixar no alto da tela.

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Claro que fazer o download da cidade é completamente opcional, baixando ou não você vai ter acesso ao mesmo conteúdo, a única diferença é que se baixar, vai poder ver tudo offline. Vai que o sinal do 3g cai, vai que não tem wifi e você precisa ver o endereço do restaurante que quer ir.

Bom, ele oferece muitas opções que estão divididas em hoteis, restaurantes, atrações, compras e atividades. Aí você pode fazer sua busca na cidade ou dentro de cada categoria. Você pode também navegar livremente pelas categorias e pesquisar restaurantes em Florianópolis, por exemplo. Existem também filtros nas categorias, em restaurantes é possível filtrar pelo tipo de comida e também pelo preço. Se você quer um restaurante de frutos do mar com o preço em conta, só aplicar os filtros que ele encontra.

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Depois de escolher o que vai consultar dá pra saber o endereço, horário de funcionamento e também a avaliação de outras pessoas. Isso é muito legal, pois assim dá pra saber se uma atração vale ou não a pena, se o hotel é bom ou se você deve ir àquele restaurante.

Se você clica na atração dá pra saber todas as informações. Dá pra ver na foto aí embaixo (clica que fica maior). Borrei os nomes por motivo de não fazer propaganda.

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Além do endereço, o trip advisor oferece também um mapa e esse mapa fica disponível offline. Achei isso extremamente útil. Quando você está conectado à Internet o app oferece o serviço de gps, mas claro que não funciona offline. Com esse serviço é possível também buscar atrações que estejam perto de você.

Além disso, há também serviço de agendar passeios, comprar voos ou alugar apartamentos, mas nunca usei esses serviços, não sei exatamente como funcionam.

É um aplicativo bem legal para encontrar hoteis, restaurantes e atrações, ver mapas e endereços e também avaliação de outros visitantes. Recomendo.

Vocês já usaram? Contem suas experiências.

Beijos

Cronograma capilar – Introdução

Oi gente,

Hoje quero falar um pouco de cuidados com os cabelos. Como sei que esse assunto é bem extenso, já vi que isso vai virar uma série de posts também. Atualmente vejo bastante gente falando do cronograma capilar, mas quando eu comecei, em 2012, não ouvia tanta gente falando nisso. Pra quem não conhece, vou apresentar esse método de cuidar dos cabelos.

Ele se baseia em tratamento contínuo e adaptado para o que o cabelo precisa. Nesta teoria aprendemos que precisamos repor água, óleos e proteína para o cabelo ser saudável. Então o tratamento busca repor essas substâncias dependendo das necessidades de cada cabelo.

Pois bem, mas o cronograma não é aceito por todo mundo e já ouvi muita gente dizendo que é besteira e não funciona. Bom, eu já tenho experiência há alguns anos e em mim posso dizer que funciona sim. Claro que seu cabelo não voltará a ser virgem, mas o tratamento contínuo traz melhoras sim.

Gosto de usar uma metáfora para mostrar meu ponto de vista. Vamos comparar o cabelo a uma estrada. A estrada nova é o cabelo virgem. Existem estradas que sofrem muito pouco, recebem apenas carros e motos e demoram anos para estragarem. Essas são como os cabelos virgens fortes e resistentes, sofrem a ação do sol, vento, cloro, shampoo, mas quase não percebemos os estragos, principalmente se a pessoa corta com frequência. Outras estradas recebem caminhões diariamente, ou estão muito perto do mar e sofrem com a maresia, são como cabelos que recebem poucas químicas, cabelo de quem usa muito secador, chapinha, baby liss, ou cabelos naturalmente mais frágeis. Existem ainda aquelas estradas que ficam em áreas de terremoto. Essas eu comparo com químicas mais pesadas ou uso de diversas químicas (oi cabelos platinados).

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Pois bem, a manutenção de cada uma das estradas será diferente, mas com o tempo todas vão sofrer danos e ter alguns (ou muitos) buracos. E então, se não há planos do governo de fazer uma nova estrada, colocamos areia nos buracos. A areia vai melhorar a aparência da estrada sim, assim como um creme pode melhorar a aparência do cabelo, mas jamais deixará as estradas como se fossem novas, para isso é preciso tirar o asfalto velho e colocar um novo. Ou cortar o cabelo estragado e deixar crescer o novo. Os cremes servem como uma ajuda e podem melhorar muito o aspecto do cabelo, mas não vai trazer seu cabelo virgem de volta. Por isso não adianta passar o creme uma vez e achar que o problema estará resolvido. É como a areia que a gente coloca para tapar o buraco, ela vai sair e vamos precisar recolocar mais sempre, até decidir trocar o asfalto.

Lógico que a alimentação também é muito importante, uma má alimentação ou problemas emocionais podem interferir muito na saúde dos fios.

Bom, mas e o cronograma? Para seguir o cronograma precisaremos mudar um pouco o nosso ritual de banho, ao invés de passar shampoo e depois condicionador, vamos passar o shampoo e depois uma máscara de tratamento. Pode ser uma daquelas de três ou cinco minutos, essas máscaras são mais potentes que o condicionador normal. O tempo que eu deixo a máscara é mais ou menos o mesmo que eu deixava o condicionador, a diferença é que não uso sempre a mesma máscara e faço um pouco de massagem nos fios, deixando eles bem desembaraçados e soltinhos.

Aos poucos, nos próximos posts, vou explicar melhor como mudar essa rotina e como repor os nutrientes que seus cabelos precisam.

Já ouviu falar do cronograma? Já usou? Me conta nos comentários.

Beijos

Fotografia – ISO

Oi gente,

Hoje, finalmente, vamos falar do último item que você precisa saber para usar sua câmera no modo manual. Nos próximos posts planejo colocar um pouco em prática o que aprendemos e ajudar vocês a escolher a câmera que melhor se encaixa com cada um. Se quiser ver os outros posts da série, clica aqui.

Bom, a última variável que vamos aprender é o ISO. Quem se lembra das câmeras de filme? Quando a gente comprava um filme tinha que escolher o ISO do filme. Me lembro que meu pai sempre perguntava se eu ia tirar mais fotos dentro ou fora de casa e eu nunca sabia dizer. Pois é, com as câmeras digitais o ISO pode ser mudado a cada foto, bem melhor, né?

“Mas o que é o ISO?”

ISO é a sensibilidade do sensor. Essa sensibilidade pode ser ampliada ou diminuída. Quando a gente diminui essa sensibilidade, significa que vamos precisar de mais luz para tirar a foto. Quando aumentamos a sensibilidade, podemos ter menos luz. O ISO é medido em números, o mais baixo costuma ser 80 ou 100 e devem ser usados em ambientes com muita luz. O ISO mais alto vai depender muito da câmera, mas quanto mais alto, menos luz precisa.

Então em ambientes bem iluminados usamos ISO baixo, em ambientes mais escuros, ISO alto.

Mas é claro que tem um porém. ISO muito alto diminui a qualidade da foto, principalmente no escuro. A foto fica granulada, como se tivessem grãos aparecendo.

Foto tirada em ISO 100

Foto tirada em ISO 100

Essa primeira foto eu tirei com o ISO mais baixo da minha câmera, ISO 100.

Foto tirada em ISO 6400

Foto tirada em ISO 6400

Essa foto já foi com o ISO mais alto, 6400. Como estou comparando o ISO mais baixo com o mais alto, claro que dá uma diferença bem grande. Repara nos grãos que aparecem na segunda foto. Nas duas fotos o fundo está bem desfocado, mas na segunda parece que tem uma sujeira, alguma coisa atrapalhando. Esses grãos são chamados também de ruído.

Detalhe da foto em ISO 100

Detalhe da foto em ISO 100

Detalhe da foto em ISO 6400

Detalhe da foto em ISO 6400

Pra ficar ainda mais evidente, olhem um detalhe das duas fotos, o primeiro detalhe é da foto em ISO 100 e o segundo da foto em ISO 6400. Os grãos ou ruído ficam muito mais evidentes se a gente corta a foto. Não dá pra comparar, né?

Foto tirada em ISO 6400 em ambiente mais ecuro

Foto tirada em ISO 6400 em ambiente mais escuro

Essa última foto eu mantive o ISO em 6400 e escureci ainda mais o ambiente. Dá pra ver que o ruído piora ainda mais, né?

Essas fotos têm pós produção sim, mas não usei nenhuma ferramenta para mudar os ruídos.

As câmeras modernas têm melhorado muito o desempenho de ISO, ou seja, cada vez a qualidade das fotos é melhor, mesmo com ISO alto. Vale fazer um teste com a sua câmera pra ver até qual ISO você acha razoável usar.

Eu sempre tento manter as fotos com o menor ISO possível e variar na abertura e na velocidade, mas em lugares escuros não tem jeito, precisamos subir o ISO.

Beijos