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Arquivo da tag: Qual câmera eu compro?

Fotografia – Qual câmera eu compro? Parte III

Oi gente,

Semana passada falei que ia indicar mais alguns sites pra ajudar vocês a decidir qual câmera comprar. O problema é que a maioria dos sites de resenhas e avaliações é em Inglês.

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Não existe um guia ideal de como escolher sua cãmera, mas eu começaria pelo DP Review para escolher algumas opções. Depois olharia os preços e especificações da câmera. Todo mundo sabe que comprar nos EUA vai sair bem mais barato (mesmo com o dólar em alta), pra ter noção dos preços por lá eu olho na BH Photo & Video. É bom que lá já tem as especificações da câmera também. Se você for viajar, essa é uma loja que tem muita coisa, é incrível, mas se for comprar por aqui mesmo, confere os preços nas lojas brasileiras. A minha eu comprei em uma loja em Ciudad del Este, no Paraguay, a Monte Carlo, dá pra pedir orçamento lá no site deles e consultar o estoque.

Pra achar as especificações em Português eu sugiro vocês procurarem o site da marca da câmera mesmo e também o site câmera versus câmera que vai te dar as especificações e comparar câmeras. Depois sugiro olhar resenhas, você pode colocar no Google o nome da câmera seguido da palavra resenha ou no Youtube para resenhas em vídeo. O canal zona da fotografia também faz resenha de diversas câmeras DSLR em vídeo, mas tem vários outros canais, inclusive de compactas e celulares.

“Escolhi minha câmera, as especificações são boas para o que eu quero, mas tenho medo de não gostar da imagem”.Usa o Flickr. Coloca na busca do Flickr o nome da câmera que você quer pesquisar e vai ver fotos tiradas com ela. Eu, quando faço essa busca, sempre presto atenção se tem fotos internas e como é a qualidade. Fotos com boa iluminação toda câmera faz, o problema costuma ser quando temos pouca luz.

Fotos do flickr tiradas com a câmera compacta Nikon Coolpix P330.

Fotos do flickr tiradas com a câmera compacta Nikon Coolpix P330.

Se você sabe Inglês, Tem o site DxOMark com resenhas de lentes e câmeras, tanto câmeras DSLR quanto compactas. Equipamentos muito novos demoram um pouco a aparecer por lá, mas é só ter um pouco de paciência ou procurar em outros lugares. De qualquer jeito, por ser um investimento grande, é sempre melhor pesquisar bastante e ter muita paciência. Tem também os canais Matt Granger e Michael the mentor voltados mais para fotografia e Philip Bloom e Dave Dugdale com foco em vídeos. Tem também o site Learning cameras, também voltado para vídeos. Assistir resenhas em vídeo é bom para “ver ao vivo” o desempenho da câmera.

Meu irmão indicou também o blog eos hd, mas, como qualquer blog, tem que ver se o ponto de vista do cara combina com o que você quer. Tem também o site Kenrockwell, com resenhas de câmeras e lentes, mais uma vez é bom ver se a opinião dele combina com você. Não é só porque um blogueiro disse que aquela câmera não presta que ela realmente é ruim para você. Sempre vão existir diversas opiniões e você tem que ver o que mais se encaixa no que você quer. Se, por exemplo, eu perguntar para um fotógrafo o que ele pensa da Nikon 5100 (minha câmera), é bem provável que ele fale mal. Claro, não serve para o trabalho dele, mas para mim é perfeita.

Fotos do flickr tiradas com a câmera DSLR Nikon 5100.

Fotos do flickr tiradas com a câmera DSLR Nikon 5100.

Se você souber o que está procurando e pesquisar bem antes de comprar, as chances de ficar feliz com sua compra são muito altas. Com esse post encerro a primeira série de fotografia do blog. Claro que ainda escreverei bastante sobre o assunto, mas por enquanto, não mais semanalmente.

Beijos

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Fotografia – Qual câmera eu compro? Parte II

Oi gente,

Mais um post de fotografia. Agora que já sabemos qual tipo de câmera mais se encaixa no que queremos, vamos ver como escolher o melhor modelo.

foto 2

Vou contar um pouco como eu escolhi a minha câmera. Eu tinha a Sony Cybershot DSC-P200 e, apesar de ter todos os controles manuais, tinham muitas coisas que eu sentia falta. Eu sentia falta principalmente de duas coisas: mais possibilidades de abertura, porque ela só tinha dois valores possíveis, e mais desempenho de ISO, ela só tinha as possibilidades ISO 100, 200 e 400, sendo que a qualidade do ISO 400 era muito ruim.

Outras coisas mais secundárias, eu sentia falta de um visor para colocar o olho e ver exatamente o que eu estava focando, principalmente para dias de sol, sentia falta de um plano mais aberto (ela começa em 42mm) e de mais zoom.

Foi aí que conheci o site DP review. Ele é todo em inglês, mas ajuda demais. Lá tem resenhas, especificações de câmeras e lentes e o que eu mais adoro, um guia que ajuda demais a decidir o que comprar.

Se você entende inglês, dá pra explorar muito o site, mas se você não entende muito, tenta usar só esse guia. Você começa dando as informações básicas, escolhendo o tipo de câmera que quer, desde ultra compactas até enormes DSLRs e especifica a marca e a resolução mínima que você quer. Pode deixar campos em branco e preencher só aquilo que realmente te interessa.

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Na segunda janela você escolhe tamanho e tipo do sensor. Na terceira ISO mínimo e máximo e algumas outras características da imagem. Na próxima aba são as configurações de filmagem, resolução, formato, microfone… Aí vem informações sobre a tela, tanto o LCD quanto o visor. Na sexta aba podemos escolher configurações de foto, velocidade, modo manual e semi automático. Na próxima aba é que vamos escolher zoom e abertura. Na outra a conectividade, como o wi-fi, GPS, HDMI, etc. Aí vem a última aba, onde você vai escolher o cartão de memória, tipo de pilha ou bateria e algumas coisas extras.

O legal é que, conforme você vai restringindo sua pesquisa, ele vai te indicando as câmeras que seguem o que você pediu. Eu, particularmente, prefiro indicar poucas coisas, só aquilo que realmente me importo, e deixar que ele me dê muitas opções.

Para câmeras tipo point and shoot eu escolheria uma ultra compacta, no mínimo 8mp, ISO mínimo 100 ou menos com ISO automático. Indicaria também velocidade máxima em pelo menos 1/1000 segundos, a grande angular da lente em 28mm ou menos. Por ser uma ultra compacta, não podemos esperar que tenha mais do que 5x de zoom, então nem marcaria a tele. Marcaria uma abertura mínima de 2.8. Se eu fosse comprar uma câmera dessas, aproveitaria para comprar uma a prova d´água também, mesmo tendo que subir a abertura mínima para 3,5.

Sony

Coluna 1: Sony cybershot DSC-W550, Canon powershot SD1400, Sony cybershot DSC-TX20 (a prova d´água). Coluna 2: Nikon coolpix S600, Fujifilm XQ2 (abertura mínima 1.8), Olympus Stylus Tough TG-860 (a prova d´água)

Para comprar uma compacta com modo manual deixaria basicamente as mesmas características, mas marcaria compactas e bridge, o modo manual e desmarcaria o ISO automático. Eu aumentaria um pouquinho a quantidade de megapixels, para 12 e, se possível, procuraria uma grande angular de 24mm e com abertura máxima 2, mas esses dois itens não seriam decisivos, 28mm e f/ 2.8 são ótimos. A distância focal mais fechada, marcaria se fizesse questão de uma bridge, se não eu analisaria as opções dadas e o custo benefício, vendo se vale a pena comprar uma compacta maior ou menor. No site encontro algumas opções legais com abertura 1.8 e 2, mas nenhuma delas é bridge.

foto compactas

Coluna 1: Nikon coolpix P340, Canon Powershot G7 X, Sony cybershot DSC-RX100 III. Coluna 2: Samsung WB220F, Nikon coolpix P900, Fujifilm Finepix S1.

Para as DSLR, como já disse no último post, compraria uma de entrada. Marcaria as compact SLR com, no mínimo 16mp, ISO mínimo 100 e máximo 6400, com formato RAW, velocidade mínima de 30 segundos e máxima de 1/1000 segundos e modo manual. Escolheria também LCD articulado e um visor ótico ou eletrônico, desde que não fosse o túnel. Lembrem que distância focal e abertura dependem da lente que for usada, não da câmera. Dessas câmeras recomendo comprar Nikon ou Canon, Nikon da série 3000 (sem LCD articulado) ou série 5000 e Canon da série Rebel. Nikon se vai priorizar fotografia, Canon se você vai filmar também.

Coluna 1: Nikon D5300, Nikon D330. Coluna 2: Canon EOS

Coluna 1: Nikon D5300, Nikon D330. Coluna 2: Canon EOS 750D (Rebel T6i), Canon EOS 600D (Rebel T3i).

Depois de determinar o que eu acho ou não importante, pesquisaria valores e resenhas para finalmente escolher a minha câmera. Semana que vem vou indicar ainda outros sites para ajudar vocês.

Beijos

Fotografia – Qual câmera eu compro? Parte I

Oi gente,

Quando a gente começa a falar em câmera, uma das coisas que as pessoas mais querem saber é que câmera comprar, mas isso é bem difícil de responder. Vou tentar fazer tipo um guia e indicar alguns sites que ajudem vocês a decidir. Se não viu os outros posts de fotografia, olha lá!

cameras

Se você quer fotos só pra registrar os momentos sem se preocupar com pensar a fotografia, ajustar modo manual, pensar na luz, etc, pode se virar perfeitamente com uma câmera de celular ou uma point and shoot. Existem celulares com câmeras ótimas hoje em dia, se o seu é um deles, não se preocupe em comprar uma câmera. Se você não gosta da câmera do seu celular, pense em comprar uma point and shoot, porque ela vai te sair bem mais em conta do que um celular com câmera excelente.

Outra vantagem comum das point and shoot é que a maioria oferece zoom ótico e, mesmo os melhores celulares, ainda oferecem apenas o zoom digital. A qualidade de imagem não costuma ser excelente, mas para postar no facebook ou instagram, é perfeita. Esse tipo de câmera não costuma tirar boas fotos no escuro (a não ser que você use flash, mas fica aquele efeito luz na cara) e são mais difíceis para fazer efeito desfocado.

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Praia da Joaquina. Foto tirada com o celular Sony Xperia M

Se você quer também só registrar momentos e viagens, mas quer a possibilidade de pensar mais as fotos e usar o modo manual, uma câmera compacta com recursos manuais pode ser bem interessante. Ainda será difícil tirar fotos em ambientes mal iluminados ou fazer o fundo desfocado, mas não impossível. A principal diferença entre point and shoot e compactas mais complexas é o modo manual. Então pensa bastante se você vai querer usar esse modo, se te interessa fuçar e aprender a usar. Enquanto as point and shoot costumam ser bem baratas, as outras compactas, com modo manual, podem ter preços bem variados, principalmente se olharmos as bridge.

As câmeras bridge podem sim ser mais completas que outras compactas com manual, mas isso não é uma regra. O que as bridge vão ter com certeza será mais vezes de zoom. Elas também são muito maiores e não vão caber em qualquer bolsa, muitas vezes a praticidade e leveza podem ganhar pontos importantes.

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Inhotim – MG. Foto tirada com a Sony Cybershot DSC-P200

As câmeras DSLR eu acho que só vale a pena se você tem certeza absoluta que quer investir em fotografia. Não para virar fotógrafo, mas quer aprender, pesquisar e se dedicar. A princípio o preço pode não ser tão caro, mas a questão são as lentes. Lentes são caras, muitas vezes mais caras que as câmeras e, provavelmente, vai ter uma hora que a lente do kit não vai te satisfazer mais. Eu recomendo que, pelo menos no início, se decidir comprar uma DSLR, compre uma de entrada, com sensor cropado. Pra investir numa full frame acho que só vale se você já está no meio e está interessado de verdade.

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Museu do olho – PR. Foto tirada com Nikon 5100.

Ok, já escolhi o tipo de câmera, mas como escolher o modelo? Semana que vem vou mostrar alguns modelos e como você escolher o ideal pra você.

Beijos

Fotografia – colocando em prática #1

Oi gente,

Já vimos nos posts anteriores como usar todo o modo manual da câmera. Pois é, mas às vezes tanta informação pode ficar confuso. Então esse post é pra mostrar como as coisas funcionam na prática. Vou mostrar algumas fotos que tirei, dizer as configurações e explicar por que fiz as escolhas.

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Foto tirada em velocidade 1/40, f/2.8 e ISO 640. Nikon 5100, lente Tokina 11-16mm em 16mm.

 Essa foto foi tirada em ambiente interno, então tinha pouca luz. Os gatos não estavam se mexendo muito, o que foi uma sorte. Tirei a foto em 16mm, grande angular, então tinha muito pouco problema da foto ficar tremida, mas os gatos também não estava tão parados assim.

Comecei ajustando a abertura para f/2.8, a menor possível da lente. Como o ambiente era escuro, subi um pouco o ISO, mas como não gosto de ISO alto, fiquei no 640. Se a foto fosse de algo imóvel daria para usar uma velocidade bem mais baixa e baixar mais o ISO, mas como eram gatos, deixei o ISO num valor bem aceitável e ajustei a velocidade até zerar o fotômetro. Encontrei 1/40. Deu certo, a foto não ficou muito escura nem os gatos tremidos.

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Foto tirada em velocidade 1/500, f/10 e ISO 200. Nikon 5100, lente Nikon 55-200mm em 55mm.

Essa segunda foto foi tirada de dentro de um carro. Minha intenção era pegar os geradores de energia eólica em foco e sem tremer. Usei a lente Nikon 55-200mm f/4-5.6 em 55mm.

O dia estava bem claro, não havia nenhum problema com a luminosidade. Ajeitei o ISO para 200. Sempre uso entre 100 e 200 quando não tenho problemas de luminosidade. Depois coloquei o f/10, porque as aberturas intermediárias favorecem a nitidez, lembra? Aí, mais uma vez, usei a abertura para zerar o fotômetro. Deu velocidade 1/500.

Essa velocidade, mesmo eu estando dentro de um carro, foi suficiente para congelar os geradores que estavam longe, mas não para congelar as plantas em primeiro plano. Resultado da foto, plantas em primeiro plano tremidas, o que deu uma sensação de movimento na foto.

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Foto tirada em velocidade 1/800, f/1.8 e ISO 100. Nikon 5100, lente Sigma 18-35mm em 18mm.

Nessa última foto eu queria uma profundidade de foco bem pequena, queria o fundo bem desfocado. Usei a lente Sigma 18-35mm f/1.8 em 18mm.

Me aproximei bastante das flores, assim teria uma profundidade de foco ainda menor, só o miolo ficaria realmente em foco. Pra conseguir esse desfocado ajustei a abertura em f/1.8, a menor da câmera. Como o dia estava bem luminoso, apesar de nublado, tive que compensar a abertura bem pequena, que deixa entrar muita luz, com um ISO 100 e a velocidade alta. A velocidade que zerou o fotômetro foi 1/800.

Espero fazer esse tipo de post mais vezes, de vez em quando vou colocar duas ou três fotos que tirei e explicar porque usei aquela configuração. Não vai ter esse tipo de post toda semana, apenas quando eu reunir algumas fotos legais. Semana que vem farei o post sobre como escolher uma câmera.

Beijos

Fotografia – ISO

Oi gente,

Hoje, finalmente, vamos falar do último item que você precisa saber para usar sua câmera no modo manual. Nos próximos posts planejo colocar um pouco em prática o que aprendemos e ajudar vocês a escolher a câmera que melhor se encaixa com cada um. Se quiser ver os outros posts da série, clica aqui.

Bom, a última variável que vamos aprender é o ISO. Quem se lembra das câmeras de filme? Quando a gente comprava um filme tinha que escolher o ISO do filme. Me lembro que meu pai sempre perguntava se eu ia tirar mais fotos dentro ou fora de casa e eu nunca sabia dizer. Pois é, com as câmeras digitais o ISO pode ser mudado a cada foto, bem melhor, né?

“Mas o que é o ISO?”

ISO é a sensibilidade do sensor. Essa sensibilidade pode ser ampliada ou diminuída. Quando a gente diminui essa sensibilidade, significa que vamos precisar de mais luz para tirar a foto. Quando aumentamos a sensibilidade, podemos ter menos luz. O ISO é medido em números, o mais baixo costuma ser 80 ou 100 e devem ser usados em ambientes com muita luz. O ISO mais alto vai depender muito da câmera, mas quanto mais alto, menos luz precisa.

Então em ambientes bem iluminados usamos ISO baixo, em ambientes mais escuros, ISO alto.

Mas é claro que tem um porém. ISO muito alto diminui a qualidade da foto, principalmente no escuro. A foto fica granulada, como se tivessem grãos aparecendo.

Foto tirada em ISO 100

Foto tirada em ISO 100

Essa primeira foto eu tirei com o ISO mais baixo da minha câmera, ISO 100.

Foto tirada em ISO 6400

Foto tirada em ISO 6400

Essa foto já foi com o ISO mais alto, 6400. Como estou comparando o ISO mais baixo com o mais alto, claro que dá uma diferença bem grande. Repara nos grãos que aparecem na segunda foto. Nas duas fotos o fundo está bem desfocado, mas na segunda parece que tem uma sujeira, alguma coisa atrapalhando. Esses grãos são chamados também de ruído.

Detalhe da foto em ISO 100

Detalhe da foto em ISO 100

Detalhe da foto em ISO 6400

Detalhe da foto em ISO 6400

Pra ficar ainda mais evidente, olhem um detalhe das duas fotos, o primeiro detalhe é da foto em ISO 100 e o segundo da foto em ISO 6400. Os grãos ou ruído ficam muito mais evidentes se a gente corta a foto. Não dá pra comparar, né?

Foto tirada em ISO 6400 em ambiente mais ecuro

Foto tirada em ISO 6400 em ambiente mais escuro

Essa última foto eu mantive o ISO em 6400 e escureci ainda mais o ambiente. Dá pra ver que o ruído piora ainda mais, né?

Essas fotos têm pós produção sim, mas não usei nenhuma ferramenta para mudar os ruídos.

As câmeras modernas têm melhorado muito o desempenho de ISO, ou seja, cada vez a qualidade das fotos é melhor, mesmo com ISO alto. Vale fazer um teste com a sua câmera pra ver até qual ISO você acha razoável usar.

Eu sempre tento manter as fotos com o menor ISO possível e variar na abertura e na velocidade, mas em lugares escuros não tem jeito, precisamos subir o ISO.

Beijos

Fotografia – Abertura – parte 2

Oi gente,

Mais um post de fotografia. A série está ficando grande, já viu os outros posts?

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

Fotografia – Velocidade

Fotografia – Abertura – parte 1

Semana passada a gente começou a ver como a abertura funciona na câmera, certo? Eu terminei o post dizendo que além de controlar a quantidade de luz, a abertura muda também outras coisas. Vamos ver então que coisas são essas.

O tamanho da abertura influencia no campo de foco, ou seja, em quanta coisa vai estar em foco ou fora de foco em cada foto.

Quanto maior a abertura (e menor o f) menor é o campo de foco. Isso quer dizer que numa abertura como f/1.8 bem pouca coisa vai estar em foco, o ponto escolhido vai estar em foco, mas o fundo e em volta dele vai estar desfocado. Quanto menos luz entra (aberturas pequenas), maior o campo de foco.

Olha aí embaixo. A primeira foto foi tirada com o f bem pequeno, f/1.8 (que é o máximo dessa lente). Dá pra perceber que os chifres da Malévola já estão fora de foco, os pincéis parecem um borrão. A foto do meio foi tirada em f/8, uma abertura mediana, nem muito aberta, nem muito fechada, o fundo ainda está fora de foco, mas nem compara com a primeira foto. A última foto foi tirada com f/16 (que é o mínimo dessa lente). Os pincéis estão quase em foco se a gente comparar com a primeira foto e a Malévola está inteira em foco.

Primeira foto em f/1.8, segunda em f/8 e terceira em f/16. Fotos tiradas com a Nikon 50mm f/1.8.

Primeira foto em f/1.8, segunda em f/8 e terceira em f/16. Fotos tiradas com a Nikon 50mm f/1.8.

Então, sabe aquelas fotos com fundo desfocado que os fotógrafos fazem? É a partir da abertura, é usando um f bem pequeno. Aí a pessoa fica em foco, mas o fundo fica desfocado.

Outra coisa que a abertura faz também é influenciar na nitidez. Pensa em qualquer aparelho, ele funciona melhor num meio termo do que na potência máxima, certo? Com a lente é a mesma coisa. A melhor nitidez não vai ser nem no f mínimo nem no máximo. Então uma abertura que seja um meio termo vai deixar sua foto mais nítida. Claro que a nitidez ou falta dela é algo que varia muito de uma lente pra outra dependendo da qualidade e que pode ser melhor observada com a foto ampliada. Olha o biquinho preto, foi ali que eu fiz o foco em todas as fotos. A nitidez é um pouco maior em f/8, mas não é nada que realmente atrapalhe a foto. Eu, quando não estou preocupada em desfocar o fundo e tenho bastante luz, costumo deixar o f/8.

nitidez

Saber essa questão da nitidez é legal pra você aproveitar o máximo suas fotos, mas o principal efeito da abertura (além da quantidade de luz) é maior ou menor campo de foco.

‘Eu tenho uma compacta e não consigo tirar fotos desfocadas, por quê?’

Na verdade temos dois motivos, o primeiro é que a maioria das compactas não tem uma abertura máxima muito grande, e quanto maior a abertura, menos campo de foco, mais fácil a foto sair com fundo desfocado. Outro motivo é o tamanho do sensor. Quanto maior o sensor, mais fácil desfocar e câmeras compactas e celulares têm o sensor bem pequeno. Mas isso não quer dizer que você não vai conseguir, só quer dizer que é mais difícil. Essa foto aí embaixo foi tirada com uma compacta (a Cybersht DSC-P-200 que já falei várias vezes e me acompanhou por muitos anos). Não tenho certeza da abertura que foi usada na época, mas sei que a abertura mínima dela com o zoom mais aberto era ok, f/2.8.

Inhotim

Inhotim

Com uma câmera compacta você vai precisar ajustar a abertura para a maior possível, colocar a câmera bem perto do objeto fotografado e o fundo deve estar mais distante. Você pode usar a função macro pra facilitar aproximar a máquina e o objeto. Vai ser um pouco difícil tirar foto de pessoas com fundo desfocado, porque é difícil deixar a pessoa bem pertinho, conseguir enquadrar o rosto todo e a foto sair legal, mas pode tirar fotos bem legais.

RESUMINDO:

  • A abertura é também chamada de f e é medida em números.
  • Quanto menor o número, maior a abertura e mais luz entra. Quanto maior o número, menor a abertura e mais escura a foto.
  • Aberturas maiores desfocam o fundo com mais facilidade. Aberturas menores mantêm a foto toda em foco com mais facilidade.
  • Aberturas no meio termo (nem muito abertas, nem muito fechadas) dão mais nitidez pra foto.
  • É mais difícil para câmeras compactas fazerem fotos desfocadas por causa do tamanho do sensor, mas não é impossível.

É isso, gente, parece um pouco confuso no início, mas espero que tenha ficado claro. Qualquer dúvida, podem perguntar. Ajuda a entender se você for testando as possibilidades com a sua câmera caso ela tenha modo manual.

Beijos

Fotografia – Abertura – parte 1

Oi gente,

Hoje tem mais um post sobre fotografia. Se ainda não viu os outros posts, dá uma olhada lá.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

Fotografia – Velocidade

Bom, hoje vamos falar da abertura. A abertura é uma característica exclusiva da lente, se a sua câmera troca de lente, você vai perceber que cada uma pode ter uma abertura diferente. A abertura é medida em números e o símbolo pra identificar é um ‘f/’.  A abertura é um buraco que fica na lente, quanto mais aberto ele fica, mais luz vai entrar por ele. Olha aí embaixo. Na primeira foto dá pra ver um furinho bem pequeno, o buraco está praticamente fechado; na segunda foto o buraco está no meio, já dá pra ver que a abertura é maior; na terceira foto ela está completamente aberta, nem conseguimos ver as bordas do buraco.

Anel de abertura.

Abertura da lente.

Mas como se mede em números? Os números vão indicar quanta luz vai entrar, quanto menor o número, mais luz entra, mais aberta a lente. Temos como exemplo a última foto, o buraco completamente aberto, f/1.8. Quanto maior o número, mais fechada a lente e menos luz. Como na primeira foto, o anel bem fechado, quase não entra luz, f/16. Pode parecer um pouco confuso o número pequeno indicar um espaço maior, mas com o tempo vocês acostumam. Pra mim, o que facilitou foi decorar um número só, decorei que f/1.8 era uma abertura bem grande. A partir desse número eu conseguia pensar nos outros. Se f/1.8 é grande, f/1.4 é maior ainda, f/8 é um buraco médio e f/22 é bem pequeno.

Pela lógica, quanto maior o buraco, mais luz entra, certo?

Ok, aí você decide comprar uma lente 50mm e vê que existem três opções, por exemplo, a 50mm f/1.8, a 50mm f/1.4 e a 50mm f/1.2. O que isso quer dizer? A abertura (ou f) que aparece ao lado da distância focal (os milímetros) é sempre a abertura máxima que a lente alcança, o mais aberto que ela pode ficar. Assim, uma lente f/1.2 pode ter a abertura f/1.2, f/1.4, f/1.8, f/10, f/16, etc.  A lente f/1.8 pode ter a abertura f/1.8, f/4, f/10, mas não pode ter f/1.2 ou f/1.4 porque são números menores que 1.8. O número indicado é sempre o máximo de aberto, o ponto mais claro da lente.

‘E como eu vou saber o mais fechado?’

Claro que se você pesquisar na Internet vai conseguir descobrir o f mínimo, mas ele não costuma ser tão importante, porque as lentes podem alcançar números bem altos. Nem todas têm o mesmo alcance, mas luz demais não costuma ser um problema.

Lentes até f/2.8 (ou seja, f igual ou menor que 2.8) são consideradas lentes claras, são ótimas pra gente tirar fotos em ambientes mais escuros porque entra bastante luz. Mas são também lentes maiores e mais caras. Então se você decidir comprar sua 50mm f/1.8 vai pagar bem menos do que uma 50mm f/1.2. Olha aí embaixo, a primeira lente é uma Nikon 18-55 f/3.5-5.6 (a lente do kit, que veio junto com a câmera) e a outra é a Sigma 18-35 f/1.8. Dá pra ver que, mesmo a Nikon tendo um zoom maior e indo até 55mm, a Sigma é bem maior, né, nem compara (mas também não dá pra comparar a qualidade). Só que a Sigma entra muito mais luz, é muito melhor para fotografar em ambientes mal iluminados.

nikon x sigma

‘E por que a Nikon é f/3.5-5.6, por que dois números?’ As lentes que mostram dois números são sempre lentes zoom e são aquelas com o f variável. Em 18mm ela tem abertura máxima de 3.5, o zoom vai aumentando e a abertura máxima vai diminuindo (lembra? Aberturas com números maiores, menos luz). Quando chega em 55mm, a abertura máxima é f/5.6. Já a Sigma é uma lente zoom com f fixo, tanto em 18mm quanto em 35mm a maior abertura é f/1.8.

Bom, semana passada a gente viu que a velocidade além de indicar a quantidade de luz, também influencia na forma que o movimento aparece na foto. Ela pode capturar os movimentos (como a cachoeira que parece um véu) ou congelar o instante (como uma foto de esporte). Pois é, a abertura, além da quantidade de luz, também determina outras coisas.

Essas outras coisas vamos ver semana que vem, ou o post vai ficar muito grande.

Beijos