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Viajando – São Paulo

Oi gente,

Já tinha prometido aqui e aqui o post sobre minha viagem a São Paulo. Não era a minha primeira vez na cidade, fui duas vezes quando criança com meus pais e uma vez com meu namorado, mas passamos apenas dois dias. Essa seria a primeira vez que iria depois de adulta e passaria um pouco mais de tempo.

Saí 1:50h da madrugada do Rio e quando entrei no ônibus estava bem nervosa, não fazia ideia do que esperar. Cheguei em Sampa perto de 7h e fui de metrô até o hostel. Como é uma cidade muito grande, fiquei com um pouco de medo na hora de reservar o hostel e acabei optando por um, dentro do meu orçamento, que estava cadastrado no Hostelling International Brasil.

Parque Ibirapuera - São Paulo/ SP

Parque Ibirapuera – São Paulo/ SP

Fiquei no Okupe Hostel, quarto feminino compartilhado e paguei R$39,00 por noite. Claro que tem opções mais em conta, mas, como disse antes, tinha medo de pegar um hostel em lugar perigoso ou ruim demais. O Okupe não fica tão perto do metrô quanto eu queria, mas também não é longe e tem uma localização ótima. Pra quem conhece São Paulo, fica na Av. Rebouças, quase na esquina com a Oscar Freire, ou seja, bem pertinho da Paulista, da Augusta, enfim, ótimo lugar.

Assim que cheguei fiquei meio nervosa, estava sozinha e não sabia muito bem o que fazer, mas depois de começar a sair e me planejar, o nervosismo acabou.

A cidade é enorme, sei que não consegui conhecer muito, mas eu tinha uma lista de lugares que queria ir e consegui ir em quase todos. Conheci a Oscar Freire, Rua Augusta e várias lojas por lá (tem post contando um pouco sobre a loja da Lush), fui também ao MASP e passeei na Paulista, tanto de dia quanto a noite. Fiquei impressionada com a quantidade de gente lá de noite olhando a decoração de Natal e tirando fotos. Cheguei a ir na rua Augusta a noite, mas, como disse no segundo post sobre viajar sozinha, quase não saí a noite, então ainda não conheço a vida noturna de São Paulo.

MASP - São Paulo/ SP

MASP – São Paulo/ SP

Conheci a galeria do rock, o Centro Cultural Banco do Brasil, o bairro da Liberdade, o Memorial da América Latina e também a Vila Madalena durante o dia. Como acabei não indo lá curtir os bares, achei que valia uma visita durante a tarde mesmo. Fui ainda em duas exposições não planejadas, uma da Mafalda, que encontrei pelo caminho, e outra do Da Vinci que fiquei sabendo no hostel. O mais legal de não ter planejamentos muito fixos é que, quando encontramos alguma coisa legal na rua, como essa exposição da Mafalda, podemos aproveitar.

Sempre gostei muito de parques, mas nunca tive o costume de visitar, no Rio mesmo, quase não aproveitava esses espaços. São Paulo é uma cidade com muitos parques e foi lá que descobri o quanto realmente gosto deles. Andar na grama ou por entre as árvores, sentar no banco e ver a vida passar foram minhas atividades favoritas na cidade. Além do Ibirapuera, que é o mais famoso, conheci o parque Villa-Lobos, o da Água Branca, o jardim do museu do Ipiranga, já que o museu propriamente dito está fechado para reformas e o parque Trianon. Esse último é muito interessante, fica na av. Paulista quase na frente do MASP. Aí você imagina aquele monte de prédios enormes da Paulista e, de repente, você entra no parque, vê árvores, pássaros e pessoas caminhando despreocupadamente. Achei isso incrível.

Memorial da América Latina - São Paulo/ SP

Memorial da América Latina – São Paulo/ SP

Na verdade, essa foi a São Paulo que eu conheci, cidade grande, muitos carros prédios asfalto e pessoas apressadas, mas aí você olha pro lado e vê um parque, uma pracinha, um canto arborizado, enfim, um pedaço mais tranquilo e bem diferente do que se imagina quando se pensa em São Paulo. No último dia de passeio visitei também o edifício Itália, pra quem não sabe, é um edifício bem alto, 42 andares, que tem uma grande vista da cidade. Nos dois últimos andares funciona um restaurante bem chique, bem acima dos meus padrões, mas descobri que, de segunda a sexta, entre 15h e 16h ,você pode subir até o 41º andar gratuitamente. Claro que fui nesse horário. Realmente a vista é muito boa, dá para ver bastante coisa, e olha que no dia em que fui estava nublado, com visibilidade ruim. Lá de cima a gente vê a São Paulo do nosso imaginário, ou seja, prédios e mais prédios. E, como eu disse antes, não foi essa cidade que conheci e gostei. Por isso, pra mim foi um pouco decepcionante. Quem gosta de paisagens bem urbanas com certeza vai amar.

Vista do Edifício Itália - São Paulo/ SP

Vista do Edifício Itália – São Paulo/ SP

Dos programas que fiz por lá, quase todos foram gratuitos, paguei só para visitar o MASP e não foi caro.

Mas nem tudo foram flores, passei alguns perrengues também. O mais tranquilo foi um dia que saí sem me programar muito e o 3g do celular decidiu não funcionar. Fiquei completamente sem saber o que fazer, não tinha ideia de onde ir, foi um pouco chato. Mas logo consegui decidir, perguntei pela estação de metrô mais próxima e tudo se ajeitou. Mais tarde descobri que o aplicativo do trip advisor poderia ter me ajudado muito.

O outro perrengue já foi mais tenso. Tracei, pelo Google Maps, uma rota da Paulista até a av. São João, queria chegar à Galeria do Rock. Fui seguindo a rota e ele me mandou ir pela av. Nove de Julho, no trecho entre a praça 14 Bis e a av. São João. O dia estava chuvoso e a rua super deserta. Tive muito medo de ser assaltada, principalmente por estar com a minha câmera. Não tinha mais coragem de olhar o celular pra ver o caminho que o Google indicava. Me enfiei na primeira rua movimentada que vi e, por acaso, era o caminho certo. Tive muita sorte, não aconteceu nada comigo, mas depois confirmei com dois paulistas que o local era perigoso. Aprendi a sempre perguntar no hostel qual seria o melhor caminho.

Biscoito de Koala da Liberdade. Foto no Parque Villa-Lobos - São Paulo/ SP

Biscoito de Koala da Liberdade. Foto no Parque Villa-Lobos – São Paulo/ SP

Sobre o hostel, gostei de lá, banheiros e quartos bons, mas o quarto poderia ter uma ventilação melhor. O café da manhã é bem razoável, mas senti falta de mais frutas e um suco natural de verdade. Os funcionários são todos simpáticos e estão dispostos a ajudar, mas achei que poderiam ser ainda mais receptivos. A área comum é legal, tem um sofá com TV, mesa de sinuca, violão e alguns jogos, um espaço aberto e um bar e uma cozinha muito bem equipada, até batedeira tinha, mas achei o espaço um pouco mal iluminado, principalmente na área da TV. Acredito que com mais luz a interação poderia ser maior.

Em resumo eu adorei São Paulo, não achei que fosse gostar tanto. Comentem aí embaixo se conhecem e gostam de lá e também fiquem a vontade para perguntar sobre a viagem.

Beijos

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  1. É o que sempre digo para quem me pergunta sobre São Paulo: só não gosta quem tem medo de se virar hahahaha Tem muita coisa legal e sempre umas coisas aparecem do nada, no meio do roteiro! Eu amo SP, amo passear, ficar sentada num banquinho no Trianon, tomar um café da Augusta… Adorei seu post da minha cidade favorita, até o momento hauehauheuaheua 😛

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  2. Pingback: Colocando em prática #5 | Isso, aquilo e tal

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