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Arquivo da tag: Viajando barato

25 dias na Bahia – Moreré

Oi gente,

Finalmente a última etapa da minha viagem de janeiro, Moreré.

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Pra chegar lá não foi tão simples, precisamos ir até Salvador, de lá pegar o ferry boat para Bom Despacho (R$4,30), aí um ônibus para Valença (R$21,00) e aí são duas opções para chegar na ilha de Boipeba, ou um barco rápido direto (R$44,00) ou um ônibus até Torrinhas e de lá uma lancha até a ilha (R$25,00 incluindo ônibus + lancha). Aí você chega na ilha de Boipeba, pra chegar até Moreré vai precisar andar um bom pedaço ou pegar um trator (R$10,00), eu não fiz o trajeto a pé, acredito que valha pelo passeio, mas se você estiver com mala, melhor optar pelo trator mesmo. Os preços podem não ser exatamente esses, mas é mais ou menos isso. Claro que se você quiser desembolsar mais dinheiro, devem ter opções bem mais rápidas.

Moreré pra mim foi como um oásis depois de dias no deserto, quer dizer, poder apenas ficar com os pés para o alto depois de dias de trilha intensa. Boipeba é uma ilha, então são muitas praias, mas eu conheci quatro só, a própria praia de Moreré, Cueira, Bainema e Castelhanos. As praias são todas próximas e bem tranquilas de chegar, Cueira e Bainema basta caminhar pela orla mesmo e pegar um caminho por dentro no final, mas bem rapidinho e não tem como errar. Pra Castelhanos eu recomendo ir com alguém que conheça, a trilha é um pouco maior, tem que passar por dentro de um mangue e nem sempre é tão óbvia.

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É um caminho plano e fácil, mas por não estar sempre bem marcado, melhor não ir sozinho. Logo antes de chegar na praia precisamos atravessar um rio, você pode ir nadando ou de barco (que custa uns R$5,00) e a travessia a nado é bem tranquila. A praia de Castelhanos é maravilhosa e vale muito a pena a visita, foi a praia que mais gostei na ilha. Fora Bainema, todas as praias têm alguma estrutura com comida e barraquinhas e têm também árvores e sombra para evitar ficar torrando no sol. É bem importante se atentar para a maré, ela pode facilitar ou mesmo impedir alguns acessos, então se informe do horário (que muda a cada dia). A praia de Moreré mesmo é a que mais muda dependendo da maré por ser muito plana e é na maré baixa que se revelam as piscinas naturais.

Ficamos em camping também e pagamos R$15,00 por pessoa por noite, mas claro que existem hoteis e pousadas para todos os gostos. Tem dois mercadinhos lá, mas eles têm pouca variedade de coisas e os preços também não são baixos, então eu recomendo levar o que forem precisar de Salvador. Claro que algumas coisas nós precisamos comprar, como legumes, verduras e frutas, mas a variedade é bem pequena mesmo. O mercado aceita cartão, mas não há banco ou caixa eletrônico em Moreré, então leve dinheiro vivo. Se precisar de algo mais específico pode ser que precise ir ao povoado de Boipeba mesmo, de onde sai o barco, lá tem mais opções de comércio, mas também nada muito grandioso.

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Fiquei uma semana em Moreré e depois foi hora de voltar pra casa e pra cidade grande. Pra quem gosta de praia o lugar é paradisíaco e eu quero muito poder voltar. As fotos, assim com as da Chapada Diamantina, foram tiradas pelo meu irmão e minha cunhada da Jerimundo.

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Beijos

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25 dias na Bahia – ida: Vila Velha

Oi gente,

Já falei algumas vezes da viagem que fiz no fim do ano e início de janeiro, certo? Hoje vou começar a contar mais detalhes sobre ela.

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Vista do Convento da Penha – Vila Velha/ ES

O planejamento dessa viagem começou em novembro, uma amiga perguntou se eu queria passar o Reveillon em Caraíva, Bahia. Topei e comecei a olhar passagens do Rio de Janeiro pra Porto Seguro, aeroporto na Bahia mais próximo de Caraíva. Pra sair no dia 26 de dezembro as passagens estavam caríssimas, do meu ponto de vista, impraticáveis. Passagens para Porto Seguro são caras em qualquer época do ano, mas no fim do ano tudo piora. Não lembro exatamente o preço que vi, mas era em torno de R$600,00 a R$800,00 só a ida.

Porto seguro é mais ou menos tão distante do Rio quanto Floripa, são mais ou menos 1100km, decidi que iria de ônibus. Já falei pra vocês que não aguento muito mais do que 10h em um ônibus e lembrava que em 2003, viagem com a escola, fizemos Rio – Porto Seguro em 18h. É demais pra ir em um dia, mas ótimo pra ir em dois. A única capital que fica no caminho é Vitória, olhei as distâncias e passagens e as divisões ficavam ótimas. Eu gosto de escolher capitais e cidades grandes porque têm muito mais opções de ônibus intermunicipal, sempre têm alguma opção de lazer, dá pra se locomover sem problemas de transporte público e o Google Maps funciona razoavelmente.

O esquema da viagem seria o mesmo que já fiz algumas vezes, Rio – Vitória durante a noite do dia 24 para 25, passar o dia 25 em Vitória e na noite do dia 25 embarque para Porto Seguro, chegando dia 26 de manhã. Pesquisei um pouco e decidi que passaria o dia em Vila Velha, cidade ao lado de Vitória. Passei o Natal viajando, assim como ano passado, minha família meio que não comemora mais, então preferi ganhar esses dois dias do que sair dia 26 e chegar em Caraíva só no dia 28.

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Praia da Costa – Vila Velha/ ES

Cheguei em Vitória bem cedo e num dia de muito sol. Esperei algumas horas ainda na rodoviária, guardei a mochila no guarda-volumes e fui rumo à praia da Costa. Tive que pegar dois ônibus, um até o terminal de Vila Velha e outro até a praia, mas foi bem fácil, o ponto de ônibus é super perto da rodoviária e saltei bem na frente da praia mesmo, nem tem como errar. Era Natal, mas era também feriado de sol, então a praia estava bem cheia. Eu só passeei pela praia, no calçadão e na beira do mar mesmo, pela areia, mas não cheguei a entrar no mar. Decidi não ir de biquíni porque não sabia se ia conseguir tomar banho, já que não ia me hospedar em nenhum lugar e porque estava com a câmera, não queria largar ela na areia e entrar na água numa cidade que não conheço. Se fosse Floripa, com certeza eu faria isso.

Passeei bastante tempo na praia mesmo e nas praias vizinhas, praia da Sereia e praia de Itaparica. Em alguns momentos consegui um lugar para sentar na sombra e fiquei só curtindo e lendo. Morri de vontade de entrar na água, estava realmente quente, mas eu sabia que estava indo pra Bahia e muitos dias de praia me aguardavam. Quando cansei caminhei até o convento (com ajuda do Google Maps) e decidi visitá-lo. Na verdade eu já tinha conhecido esses dois lugares, tanto o convento quanto a praia da Costa, mas é tão bonito que não tinha problema voltar.

O convento da Penha fica no alto de um morro com 154m de altura e de lá temos uma vista linda de Vila Velha e também de Vitória incluindo uma das pontes que ligam as duas cidades, vale muito a pena ir mesmo pra quem não é religioso. Abre de segunda a sábado das 5:15h às 16:45 e domingos das 4:15h às 16:45h. Eu fui no dia de natal, então estava tendo diversas missas, se você se interessar, tem o horário delas no site.

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Vista do Convento da Penha – Vila Velha/ ES

Chegando embaixo do convento, no portão, dá pra pegar uma van que sobe e desce o morro ou subir a pé. Eu não me lembrava disso e, como não tinha van disponível assim que cheguei, achei que tínhamos que ir a pé mesmo. Como não peguei não sei exatamente quanto custa, mas algo em torno de uns R$3,00 apenas para subir ou descer e R$5,00 para subir e descer. A subida não é muito longa, então se quiser economizar, vá a pé. Existem duas subidas, uma ladeira mais íngreme e mais rápida, a ladeira dos penitentes, ou o caminho do carro, menos inclinado, mas também mais longo. Adivinhem qual escolhi? Pois é, a ladeira dos penitentes. Não recomendo, o chão é de uma pedra que escorrega bastante (eu estava de chinelo) e ela é realmente íngreme, vi até uma mulher deitada na trilha, passando mal e a família abanando. Vai por ela só se você realmente estiver pagando uma penitência.

Lá de cima a vista é realmente linda, estava um dia magnífico e passei um bom tempo admirando vários ângulos da cidade. Mesmo com a cantina fechada, o convento disponibiliza bebedouros e eu pude encher minha garrafinha, mas não havia venda de comida. Em outros dias, que não sejam feriados, a cantina deve estar aberta, assim como uma lojinha de lembranças e artigos religiosos.

Desci do convento a pé também, mas com medo de escorregar, escolhi a ladeira dos carros dessa vez. Depois ainda cheguei a dar uma volta nos arredores e conhecer uma praça ali perto, mas não tinha nenhuma sombra (minha ideia era sentar na sombra e ler um pouco), então acabei voltando para a rodoviária. Lá eu pude carregar o celular e até tomar um banho delicioso. Eu não entrei no mar, mas suei tanto, que só pensava na tristeza de não haver um banho, encontrei na rodoviária mesmo, um bem agradável e pude pegar o ônibus limpinha para a próxima etapa da viagem.

Eu levei comida para esse trecho da viagem, então não gastei praticamente nada em Vila Velha, só mesmo a passagem de ônibus, o banheiro da rodoviária e uma pasta de dente (que eu não levei de propósito, né? esqueci que ia passar o primeiro dia sozinha, tive que comprar).

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Beijos

Minha mochila – 25 dias na Bahia

Oi gente,

Como contei pra vocês viajei agora no fim de dezembro e início de janeiro e precisei levar uma mala muito compacta.

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Como minha viagem envolvia acampamento e travessia (quando você vai de um lugar pro outro a pé, ou seja, andando o dia todo com mochila nas costas), tinha que eliminar tudo o que pudesse. Não dá pra pensar “ah, mas é só mais uma blusa, nem faz diferença”, porque acumulando essas coisinhas pequenas pode dar uns bons quilos.

Semana passada contei em detalhes como foi minha necessaire e agora vou abrir minha mala com vocês.

Quase toda a parte de cozinha de camping meu irmão levou, pois cheguei depois.

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Precisei levar uma barraca, isolante térmico para dormir, saco de dormir para me cobrir, um travesseiro inflável, lanterna com pilhas, um cadeado, uma faca, um garfo e um prato e, claro, a mochila. Levei também o Camel Back, um reservatório de 2,5litros pra colocar água e beber durante a caminhada.

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Levei minha câmera com a lente Sigma 18-35mm f/1.8 apenas na primeira parte da viagem e pedi para uma amiga trazer de volta. Na segunda parte eu encontrei meu irmão e usei a dele (na verdade da minha cunhada, Canon 60D com a lente 18-135 f/3.5-5.6). Levei também meu mp3 (sim, eu ainda uso, não ouço música no celular) e o carregador, o celular, o Kobo e o carregador (é o mesmo pro celular e pro Kobo).

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As roupas e a necessaire (que mostrei em detalhes aqui) é a parte que eu mais podia cortar coisas, tentei ser bem contida. 4 blusas, 1 casaco impermeável, 2 biquínis, 1 calça legging, 2 meias e 2 shorts. Levei também a parte de lingerie (que, por motivos óbvios, decidi não pôr na foto), uma canga e uma toalha específica pra camping. Como calçado levei um chinelo e um coturno. O coturno não é o calçado ideal, mas era isso ou All Star. Na foto saiu ainda um casaquinho que eu decidi tirar de última hora.

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Pra completar carteira (só com o básico, nada de moedas ou mil cartões), minhas chaves, óculos escuros e um caderninho e uma caneta.

Acho que consegui ser bem econômica, nunca viajei com tão pouca roupa para tanto tempo, mas com certeza valeu a pena.

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Beijos

recado

Como viajar mais – dicas

Oi gente,

Hoje vim fazer um post diferente sobre viagens.

asa do avião

Já vi muita gente dizendo que ama viajar, mas quase não o faz. O motivo, em geral, é a falta de dinheiro. Claro que cada um sabe de sua realidade, suas contas e dinheiro disponível, mas existem várias formas de se viajar barato e também de economizar dinheiro. Vou dividir algumas dicas e pensamentos meus com vocês.

  • Economize: analise, avalie e repense seus gastos. Se com seu planejamento atual não dá pra viajar você vai ter que economizar em alguma coisa. Estabeleça prioridades e siga-as. O que é mais importante, o celular top de linha ou a viagem? Se for a viagem, se contente com um aparelho mais simples. Faça valer sua decisão e controle para onde vai seu dinheiro.
  • Destino: escolha o lugar da viagem. Nem sempre precisamos cruzar o atlântico ou sair do país, comece explorando o que está perto de você. O Brasil é muito grande e todo lugar tem coisas legais pra se conhecer. Inclusive, viajar te dá experiência, assim, quando chegar a vez de juntar mais dinheiro e ir para bem longe, você já vai se conhecer melhor, saber o que gosta ou não em uma viagem e a melhor forma de aproveitar o dinheiro economizado.

carro

  • Passagem: se vai viajar de avião pesquise preços com antecedência, pois mudam muito e, acompanhando as mudanças, é bem provável conseguir aproveitar uma promoção.
  • Vá de ônibus (se o trajeto for muito longo, confira se o avião não está mais barato, acontece). Se você não se importa em passar muito tempo em um ônibus, pode ser uma boa saída.
  • Se você não gosta de fazer viagens grandes de ônibus, estude a possibilidade de ir em pequenos saltos, como eu fiz em Dezembro (para chegar do Rio de Janeiro até Curitiba, fiz Rio – São Paulo, São Paulo – Curitiba).
  • Vá de carro. Se você vai viajar com mais pessoas, ir de carro pode ser uma ótima saída, dá, inclusive, para alugar um. Comparem os preços, vantagens e desvantagens.
  • Viaje de carona. É algo que nunca fiz, mas tenho amigos que fizeram e têm ótimas histórias para contar.
  • Viaje durante a noite, você economiza uma diária.

ônibus

  • Hospedagem: hotéis e pousadas são mais caros, avalie o tipo de viagem que você quer, prefere mais conforto e menos viagens ou acomodações mais simples e mais tempo viajando?
  • Camping é barato, mas desaconselho para lugares frios e chuvosos.
  • Um hostel pode ser uma boa pedida também, principalmente quartos compartilhados que costumam ser mais baratos.
  • Couch surfing, pessoas que hospedam outras, gratuitamente, em suas casas. Nunca experimentei, mas parece ótima forma de intercâmbio cultural, além de economizar na hospedagem, você vai poder conhecer alguém daquela cidade e ver, de verdade, a cultura do lugar.
  • Alimentação: vá onde os moradores vão, procure onde os trabalhadores almoçam, vai encontrar opções mais baratas

bandeiras

  • Dependendo de onde você estiver, pode cozinhar. Campings e hostels costumam oferecer cozinha.
  • Se sua acomodação oferece café da manhã, tome um reforçado, faça um almoço simples na rua e, de noite, coma em sua hospedagem, seja cozinhando, seja fazendo um lanche com sanduíches e frutas.
  • Locomoção: evite taxi, use o transporte público.
  • Andando a gente conhece muito melhor a cidade, se o trajeto não for muito longo, faça a pé.
  • Passeios: procure atrações gratuitas e se informe na Internet. Vários museus, por exemplo, oferecem visitas gratuitas em certos dias da semana ou do mês.
  • Escolha aquelas atrações que vale conhecer mesmo sendo caras e guarde dinheiro para elas.

Essas foram minhas dicas, deixem as suas nos comentários.

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Beijos