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Arquivo da tag: Transexualidade

Vale a pena #1

Oi gente,

Decidi inaugurar essa nova seção aqui no blog, a Vale a pena.

comentários-refletindo-educação-internet-criticas

Eu sempre entro em um monte de sites, blogs, links e assisto á vídeos e várias vezes gosto tanto do que vejo/ leio que fico com vontade de mostrar pra todo mundo. Nesse tipo de post vou fazer exatamente isso, mostrar um pouco do que eu vi e acho que vale a pena vocês verem também. Não vai ter data certa, quando eu reunir alguns links que eu acho que valem a pena, vou postar aqui.

  1. Eu gosto muito desse canal de forma geral, mas esse vídeo em especial é muito bom. É meio antigo, do início do ano, mas vale a pena. É uma reflexão sobre os privilégios que temos na sociedade. Muitas vezes nos acostumamos tanto com a posição privilegiada que nem questionamos mais. Mas é importante sempre lembrar em que momentos somos sim opressores e o que podemos fazer quanto a isso.

  1. Eu falei um pouco sobre transexualidade há algum tempo, mas não sou transgênera, então, embora seja uma luta que eu apoie, não é minha luta. Nesse vídeo a Paula conta um pouco sobre ela e sobre coisas que não devemos dizer às trans. Ela tem também outros vídeos falando sobre preconceito, vlogs, reflexões…

relacionamento-abusivo-ele-nunca-me-bateu-violência-psicológica-isso-aquilo-e-tal

 

  1. Esse texto é maravilhoso, sobre relacionamento abusivo. Ele trata principalmente sobre as violências mais veladas, aquelas que não são físicas. Não é porque ele não te bate ou nunca encostou a mão em você que ele não pode ser abusivo. Você merece respeito e muito amor, então não pense que “não é tão ruim assim” ou que você vai ficar sozinha se terminar, liberte-se. (coloquei as palavras referentes ao abusador no masculino e referente à abusada no feminino porque a maior parte dos relacionamentos abusivos são assim, mas nada impede que no seu caso seja diferente).

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  1. Conheci esse canal há pouquíssimo tempo, ainda não vi todos os vídeos, mas gostei bastante, a Nátaly fala de diversas coisas e fala bastante de empoderamento negro. Acho ótimo porque eu, como pessoa branca, nunca sofri racismo e acho importante ouvir as negras pra tentar entender melhor e me reconstruir sempre.

desconstrução-chata-feminismo-machismo-racismo-homofobia-transfobia-gordofobia-preconceito-isso-aquilo-e-tal

  1. Esse texto me chamou atenção desde o título e é bem pequeno, super rápido de ler. Fala um pouco sobre o viés político da vida, de como a partir do momento que você toa consciência de diversos problemas no mundo, você passa a não compactuar mais com diversas coisas super aceitas e se torna a chata, a politicamente correta. A gente vê, diz e faz tanta coisa preconceituosa todos os dias, que se você começar a reparar nisso, com certeza será a chata que fica de mimimi e se vitimiza. Sorte que eu nunca tive problemas em ser chata.

Deixem nos comentários textos, vídeos, coisas que você viu por aí e merecem ser compartilhados.

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Beijos

recado

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Refletindo – a letra T do arco-íris

Oi gente,

Decidi escrever hoje sobre esse assunto já que a 20ª Parada do Orgulho LGBT aqui do Rio foi ontem.

Quero falar um pouco sobre a letra T, a que as pessoas menos falam. Vou ser sincera, não sou especialista nem entendo muito desse assunto, na verdade eu preferiria deixar que umx trans ou uma travesti falasse sobre isso aqui, mas no momento só tem eu mesmo.

A letra T, pra quem não sabe, é de transexual que, nesse caso inclui as travestis também. Existem alguns lugares que usam outras siglas, mas a que eu mais vejo no Brasil é LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) mesmo. Essa sigla aborda basicamente duas questões, a sexualidade e a identidade e o que quero falar hoje é de como essas coisas são diferentes.

O gênero, ou identidade de gênero é sobre o que você é, o que você se identifica. Eu, por exemplo, fui identificada como menina quando nasci, recebi um nome de menina, assim fui tratada minha vida inteira e nunca tive problemas com isso, eu me sinto mulher, sou mulher. Todas as pessoas que, assim como eu, se identificam com o gênero que nasceram (homem ou mulher), são chamadas cisgêneras. Então se você nasceu num corpo masculino e se vê como homem ou nasceu num corpo feminino e se vê como mulher, você é cisgênero. A maioria das pessoas é assim.

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A bandeira trans

Mas nem todo mundo. Algumas pessoas nasceram com um corpo feminino, mas se identificam como homem, outras nasceram no corpo masculino e se identificam como mulher, outras ainda, não se identificam nem como homem nem como mulher, ou mesmo se identificam com os dois. Eu não conheço todas as identidades de gênero, sei que são muitas e que elas nada tem a ver com o que temos no meio das pernas, mas com como nos sentimos. As pessoas que não se identificam com o sexo que nasceram são chamadas transgêneras, transexuais ou travestis (travesti só serve para mulheres).

Quem não nasceu com corpo feminino, mas se vê mulher é uma trans mulher (ou travesti, dá pra ler um pouco sobre a diferença aqui pra quem tem Facebook). Quem não nasceu num corpo masculino, mas se vê homem, é trans homem.

Isso pode parecer estranho no início e, se você é cisgênero, pode achar que você só se sente homem ou mulher porque foi criado assim, porque já nasceu assim. Mas a gente tem que lembrar que ser homem ou mulher vai muito além de uma genitália, envolve toda uma construção sexual. A gente divide o mundo em coisas de menino e de menina, as atividades, o jeito de andar, falar, tudo. Então se eu nasci com um pênis mas me identifico com o papel social feminino eu sou uma mulher, já que ser uma mulher é um papel social, não uma genitália.

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Pra quem nunca pensou nisso antes pode ser complicado de assimilar, mas tem bastante fonte sobre isso na Internet. Vamos pensar assim, você um dia, sem motivo nenhum, acorda com a genitália que você não nasceu, no caso, como se eu acordasse com um pênis. Imaginou? Você realmente acha que passaria a se identificar com o outro gênero? Que você ia deixar de ser a mulher (ou homem) que você é só porque mudou o que você tem entre as pernas? Eu tenho certeza que não ia sair mudando meus gostos, modo de vestir ou sentir por causa disso, eu ia continuar sendo mulher e me identificando assim.

Transexualidade (por favor, não digam transexualismo, esse prefixo, ismo, é associado a doenças ou ideologias, nesse caso, é ofensivo) não tem nada a ver com por quem você se atrai, é apenas uma pessoa que não se identifica com a genitália. Ser gay, lésbica, bi, pan, assexuado, etc, nada tem a ver com isso. Uma pessoa cisgênera não pode ter qualquer sexualidade? Então, uma transgênera também. E aí a gente respeita a identidade da pessoa. Se ela nasceu com um pênis, mas se vê mulher, ela é mulher. Vai ser lésbica se gostar de outra mulher, mas hetero se gostar de homem. Se uma pessoa que nasceu com vagina se sente homem e gosta de homem, é gay, se gostar de mulher, é hetero.

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Resuminho pra facilitar

Claro que nem tudo é assim bem definidinho, como eu disse, existem diversas identidades e várias sexualidades também, você não é obrigado a conhecer todas, mas respeitar é um ótimo começo. Se você não souber como deve chamar uma pessoa (se no feminino ou masculino), observa como ela trata a si mesma e o nome dela. Se não for suficiente, pergunta. Se você errar e a pessoa te corrigir, apenas aceite e tente acertar da próxima vez.

Não pergunte o nome de batismo da pessoa, é indelicado, o nome dela é aquele que ela prefere ser chamada; não pergunte se fez ou não cirurgia, isso não te diz respeito; não diga que parece uma mulher (para a trans mulher) ou que parece um homem (para o trans homem), a trans mulher é uma mulher e o trans homem é um homem; não chame de traveco nem de “o travesti”, o sufixo –eco é depreciativo e travesti é uma mulher, se refira sempre como a travesti.

Sei que é muito assunto pra pouco espaço, mas achei importante abordar esse pouquinho aqui, principalmente para tentar explicar que transexual é diferente de homosexual ou bisexual.

UPDATE (31/05/2016): esse post foi feito baseado na teoria Queer, existem outras teorias de que não consideram gênero como identificação, mas como um sistema de opressão que é passado para nós desde pequenos em tudo que aprendemos (a chamada socialização). Essa segunda visão de gênero, materialista, é minha visão atual. Não quis apagar esse post nem nada, embora não concorde mais com ele, por isso apenas coloquei essa nota.

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Beijos