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Arquivo da tag: meses x livros

Refletindo: meses x livros

Oi gente,

Normalidade instalada, desde sexta já estou com Internet e a partir de hoje também com wifi. Hoje quero fazer um post diferente sobre leitura, uma reflexão, na verdade.

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Desde criança eu adoro ler, quando eu era pequena minha mãe reclamava que os livros não duravam nada, mal ela me dava, eles já estavam lidos (mas ela nunca me negava comprar um livro novo). Na escola eu era sempre aquela que lia o livro e contava a história pros amigos que não tinham lido, sorteios de livro sempre me deixavam extremamente ansiosa, livro sempre foi um ótimo presente para mim.

E esse foi um dos motivos principais de eu ir fazer letras, eu não tinha o sonho de uma profissão, mas amava literatura e, certamente, seria muito agradável ter como dever de casa ler um livro. E sempre continuei lendo livros da minha escolha além daqueles pedidos pelos professores (e muitas vezes meus deveres de casa não eram apenas ler literatura).

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Mas ano passado foi um ano muito diferente, não sentia vontade de ler. Eu não sei exatamente porque isso aconteceu, chutaria que foi como uma grande e longa ressaca, já que os dois anos anteriores, 2012 e 2013 foram anos de leitura muito intensa e tive muito pouco tempo para realmente ler o que eu gostaria. Quando eu percebi que algo que sempre foi um prazer para mim, de repente se tornou algo chato que eu não tinha mais vontade de fazer, me senti muito triste.

Não vou dizer que não li quase nada ano passado, provavelmente li muito mais livros do que a maioria das pessoas, mas eu sentia a falta de vontade e o intervalo enorme entre um livro e o próximo. Como era uma coisa que não me despertava mais o interesse eu podia ter apenas largado de lado, mas queria voltar a sentir o prazer que eu sentia antes.

Por isso comecei a me esforçar, separar diariamente 1h para leitura. Nem sempre dava certo, muitos dias eu acabava deixando essa hora para lá, mas em outros dias funcionava. E aí esse ano comecei a participar do desafio literário que já contei pra vocês, o meses x livros. No início ele era realmente muito bom, me estimulava a correr atrás de um livro e ler inteiro antes do próximo mês pra poder postar aqui, mas foi mês passado que comecei a ver nesse desafio mais um problema do que uma ajuda. De repente eu tinha de volta uma lista (mental) de livros para ler e parar para procurar um livro com aquela inicial e colocar na frente das minhas prioridades não estava mais sendo prazeroso.

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Por isso, ao fim do mês de Junho não teremos um livro com J iniciando o título, por isso não seguirei mais o meses x livros. Foi uma tag muito legal que me ajudou muito nesse primeiro semestre de 2015, me ajudou mesmo, mas já cumpriu seu trabalho. Prometo que as resenhas de livros não vão parar e estarei sempre atualizando por aqui minhas leituras ou releituras, mas agora elas seguirão apenas minha vontade.

Se tiver algum livro pra me recomendar, deixa nos comentários. Pra me acompanhar, segue no Instagram e a página no Facebook. Quer receber um e-mail sempre que tiver post novo? Segue o blog.

Beijos

Mil rosas roubadas – Silviano Santiago

Oi gente,

Estamos em Junho, hora de falar do livro de Maio do meses X livros. Não sabe do que se trata? Olha aqui. O livro do mês passado foi o Mil rosas roubadas, do Silviano Santiago (276 páginas).

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O livro se inicia em um hospital com dois personagens, o narrador e seu amigo, Zeca, que está a beira da morte. Morre Zeca e o narrador não pode acreditar naquilo, além de perder seu amigo mais querido, perdeu também seu biógrafo. Sim, ele tinha a ideia de que Zeca seria o último a morrer e escreveria sua biografia. Como isso já não é mais possível, ele decide, então, escrever a biografia de Zeca. E essa é a história do livro, não a biografia de Zeca, mas o narrador biografando Zeca.

Além de amigo de Zeca, o narrador é também professor universitário e historiador e, realmente, vemos muitas marcas históricas durante a leitura. Ambos passaram a infância e adolescência em Belo Horizonte, então a cidade é descrita, o trajetos das ruas, as casas e as pessoas. Pessoas são pesquisadas e relações feitas, realmente estamos diante de um professor de história. Embora se comprometa em fazer a biografia do amigo, Mil rosas roubadas em nada se assemelha a outras biografias. Ela não só não segue uma ordem cronológica, como também não é realmente centrada na figura do Zeca. Para mim, aquela frase do Freud “Quando Pedro fala de Paulo mais sei de Pedro do que de Paulo” nunca me pareceu mais correta. Pelo menos nesse caso, ao falar de Zeca, o narrador acaba revelando muito mais sobre si mesmo. Na verdade não é que, ao falar do Zeca, revele sobre si mesmo, quer dizer, é também, mas é mais que Zeca não é o ponto central da trama, o ponto central é ele mesmo.

Zeca aparece muito, mas porque foi muito presente na vida do narrador. E não são apenas fatos narrados, mas toda a leitura é entrecortada por fatos históricos, reflexões do narrador e em muitos momentos esse narrador se dirige diretamente ao leitor. Confessa, inclusive, sua prolixidade. Sabe que não está indo direto ao ponto, tenta voltar ao assunto principal, mas acaba por se perder novamente. E assim é o livro, o narrador fala de Zeca e de si mesmo. E, por falar de si mesmo, fala mais do Zeca. Trata bastante da relação entre eles.

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Se conhecem em Belo Horizonte em um ponto de ônibus e ao fim da vida estão ambos no Rio de Janeiro. Um, professor universitário, funcionário público com estabilidade. Outro, artista. São dois homens, dois amigos muito diferentes que aprendem a conviver um com o outro. Mais do que aprendem, bem mais. Ambos homossexuais e descobrindo sua sexualidade, mas sem nunca se configurarem em um casal.

Mil rosas roubadas é uma mistura de biografia, ficção e ensaio e Zeca é Ezequiel Neves, amigo falecido de Silviano Santiago. Embora seja baseado em uma história real, uma amizade real, vidas reais e muitos personagens que aparecem são também reais, há muito de ficcional. Para começar a narrativa sai da memória do narrador e não podemos confiar na memória como sendo factual, principalmente quando falamos de contar algo em detalhes. Segundo há fatos deliberadamente fictícios, como o fato do narrador ser um historiador. Silviano é professor sim, mas de literatura.

Bom, confesso que tive dificuldade com esse livro, a leitura foi arrastada. No início eu estava gostando, mas não era algo que me prendesse, então tinha dificuldade de ler por muitas horas ou retomar a leitura no dia seguinte. Eu lia o livro, via todas aquelas voltas do narrador e estava esperando realmente a história começar, a narrativa, a biografia. Depois de algumas páginas eu desisti de esperar, aceitei que o livro seria assim, uma longa digressão, até o fim. Eu não tenho nada contra digressões, eu sou uma pessoa muito prolixa (só ver o tamanho dos posts do blog), mas a digressão dele não foi interessante para mim. Foi um livro difícil e tenho certeza que não captei nem metade de seu conteúdo, pois muitas vezes passava páginas e páginas sem de fato prestar atenção. E em momento nenhum me interessei em voltar. Acho que terminei o livro apenas por ele ser o livro do mês de Maio.

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Inclusive isso me fez refletir, quero continuar com o projeto sim (o meses X livros), mas não vou segui-lo todos os meses, vou buscar um livro que eu realmente queira ler com a letra do mês, se não encontrar, vou colocar outro no lugar. Não tenho nem ideia, por exemplo, de dois livros com a letra J para Junho e Julho. Falando da prolixidade do narrador, meu post já está enorme. No fim das contas realmente não gostei do livro.

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Beijos

Livro: Admirável mundo novo – Aldous Huxley

Publicado em

Oi gente,

Mês novo começando com um feriadinho prolongado, nada melhor do que uma indicação de livro, certo? E, pela primeira vez, vou mostrar um livro físico, de papel, que não está no Kobo.

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Abril trouxe Admirável mundo novo, do Aldous Huxley. É um livro de 1932, uma ficção científica, ou distopia, como está na moda chamar agora. Não sei exatamente em que ano o livro se passa, mas podemos perceber que são muitos anos no futuro.

Nesse futuro temos uma sociedade separadas em castas, não temos mais Deus e quem ocupa seu lugar é Ford. Então há um novo calendário e os anos são contados a partir dele (ano 650 depois de Ford, por exemplo). Seu nome é usado também em exclamações e interjeições e existe também um sistema bem complexo de reprodução humana. As pessoas não nascem mais por vias normais, tudo é feito em laboratórios e tubos de ensaio e, desde o início, as pessoas são condicionadas a determinada casta. Toda a educação é voltada para que as pessoas se encaixem na sociedade e em suas respectivas castas, então, a princípio, todos estão satisfeitos. Se há algum problema eles têm o soma, uma droga que todos tomam com frequência e acaba com todos os problemas. A organização da sociedade é muito baseada nisso, a harmonia entre as castas. Todos devem fazer aquilo que foi pré-determinado, sem questionamentos, sem novidades. O consumo de bens materiais é exagerado e as interações sociais também, ninguém deve fazer atividades solitárias. A monogamia também não deve ser encorajada, “cada um pertence a todos”, então não há ciúmes ou sensação de posse.

São diversos os ditados repetidos pelos personagens, esses ditados foram ensinados a todos desde o nascimento e regem a vida em sociedade. Ser questionador é um problema, e esse é o problema de Bernard, um alfa mais (a casta superior). Ele não consegue se encaixar na sociedade, é diferente fisicamente dos outros alfa mais, não gosta das atividades sociais que todos gostam, consome pouco soma e está sempre questionando os ditados e agindo diferente dos outros. Bernard acaba se apaixonando por Lenina, uma beta mais que, diferente dele, se encaixa perfeitamente na sociedade e nunca questiona nada.

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Certo dia Bernard e Lenina vão visitar uma reserva histórica, um local cercado e protegido onde pessoas vivem fora da sociedade idealizada. Seria algo comparado a uma reserva indígena, mas há uma separação muito maior entre as sociedades e os civilizados enxergam os selvagens quase como um zoológico, um campo de estudo. Bernard e Lenina vão visitar uma reserva e acabam encontrando Linda. Linda é uma civilizada que, há muitos anos, em uma visita, acabou se perdendo e ficando entre os selvagens. Ela está completamente mudada, inclusive teve um filho de modo natural, mas anseia loucamente por voltar à civilização.

A partir daí começam muitos problemas e questionamentos, não mais da parte de Bernard, mas de John, filho de Linda. Ele vai à civilização, mas tem uma visão muito diferente de tudo e há um choque enorme, ele não consegue compreender ou aceitar diversos costumes.

É um livro bom e bastante interessante, inclusive percebemos que, embora nossa sociedade não se pareça com a do livro, muitas das direções apontadas por Huxley são realmente seguidas atualmente, como o incentivo ao consumo, avanço de novas tecnologias, a busca pela juventude eterna, etc. Não é uma obra verossímil, não parece que ela realmente revela o nosso futuro, mas é muito interessante para refletir diversas das nossas atitudes, se são realmente positivas ou não.

Esse livro, ao contrário das distopias atuais, não tem foco principal no enredo. Ele é bastante descritivo e se preocupa em esmiuçar as técnicas e o funcionamento dessa nova sociedade. Em alguns pedaços ele chega a parecer um livro teórico, não uma ficção. Percebemos claramente que o foco principal não é o enredo, mas repensar a sociedade e os rumos que estamos dando a ela. Do meu ponto de vista não tem nenhum personagem que eu realmente goste, me identifique e torça, e isso me faz falta. O que eu mais gosto nos livros são os personagens e suas histórias, senti falta disso no livro. Ainda assim, se você se interessa pelo tema, recomendo bastante a leitura.

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Quais livros vocês estão lendo e me recomendam? Já leram esse?

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Beijos

Morangos Mofados – Caio Fernando Abreu

Oi gente,

Hoje quero falar de um livro, o livro começado com ‘m’ do mês de Março, Morangos Mofados do Caio Fernando Abreu. O Caio foi um escritor que começou a ficar muito famoso de uns anos pra cá, principalmente com citações na Internet, citações que nem sempre são dele de verdade. Eu já tinha lido contos isolados dele, mas essa foi a primeira vez que li um livro inteiro.

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Morangos Mofados (133 páginas) é um livro de contos, então não tem uma história que atravessa todo o volume. Mas existe um tema comum que atravessa os contos, todos tratam de seres humanos, mais especificamente do interior das pessoas. O monólogo e os diálogos reflexivos são muito comuns. As relações humanas, seja com outro ou consigo mesmo, atravessam todo o Morangos Mofados.

Caio é um escritor que tem muito de Clarice Lispector, ele mesmo afirma sua admiração pela escritora diversas vezes. O objeto de estudo (seres humanos) é o mesmo e a abordagem dele lembra bastante a dela. Os pensamentos e reflexões são muito valorizados no texto que, muitas vezes, se apresenta como fluxo de ideias, com frases que se interrompem e poucos sinais de pontuação.

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Não posso dizer que seja um livro fácil, ele exige um leitor um pouco mais experiente e mais disposto a tentar realmente compreender o texto, não é um texto óbvio. Para aqueles que são fãs de Clarice, acho que a leitura de Morangos Mofados será mais simples e bastante prazerosa.

Reconheço a importância literária de Clarice, mas não posso dizer que está entre minhas escritoras preferidas. E algo semelhante aconteceu com Caio. Gostei do livro, mas achei as temáticas repetitivas e o texto mais truncado não é meu preferido. Alguns contos eu gostei bastante, mas não posso dizer que foi um livro que gostei de fato na totalidade.

Não posso deixar de destacar o fator político explícito de seu livro. Claro que ele não fala de eleições ou partidos, mas a temática gay está presente na maioria dos seus contos. Se é um tema ainda bastante polêmico hoje, imagina nos anos 80 (o livro foi lançado em 1982). Quero destacar também que é um livro forte, com cenas fortes, tanto de sexo, quanto de violência.

Recomendo a leitura sim, para aqueles que gostam do estilo ou para quem quer conhecer Caio Fernando Abreu. Vocês já leram algum livro dele? O que acharam?

Beijos

Livro: Fronteiras do universo – Philip Pullman

Oi gente,

Início de Março e vou falar de mais um livro. Já falei pra vocês (link) que estou participando de uma tag de leitura, a meses X livros. Cada mês devo escolher um livro que o título comece com a letra do mês. Começou Fevereiro e fui olhar meus livros começados com F. Não eram muitos e acabei me decidindo por A faca sutil. O problema, esse livro fazia parte de uma trilogia e era bem o segundo livro, não daria para ler somente ele. A solução, a trilogia chama Fronteiras do universo, então esse mês não teremos só um livro com F, mas toda uma trilogia.

A trilogia foi escrita por Philip Pullman e os livros se chamam A bússola de ouro, A faca sutil e A luneta âmbar. O primeiro volume é o mais famoso, existe também um filme sobre ele, mas confesso que não gostei do filme não. Todos os livros são bem grandes e o filme acaba ficando muito corrido e mal explicado, achei bem confuso e, se não tivesse lido o livro, não teria entendido diversas partes.

A bússola de ouro

A bússola de ouro

Bom, mas vamos aos livros. O primeiro, A bússola de ouro, 305 páginas se passa em um mundo diferente do nosso. Existem muitas semelhanças, mas algumas diferenças bem grandes. Bom, ele conta a história de uma criança, uma menina, Lyra. Lyra é uma menina órfã que vive em uma universidade em Londres e adora brincar com as outras crianças que moram por ali. Ela é ótima em fazer amizades e também em liderar o bando de amigos nas travessuras. Seu melhor amigo, Roger, também mora na universidade e trabalha na cozinha.

Certo dia ela se esconde na sala do reitor e descobre diversas coisas que ela não deveria saber, como a existência de um misterioso pó. Ela percebe que esse assunto interessa aos catedráticos de sua universidade, que esse pó é algo importante. Ao mesmo tempo, tem-se notícia de que crianças estão sumindo, sendo capturadas por papões, mas não se sabe por quê.

Lyra quer descobrir mais sobre o pó e viajar para o norte. Então aparece na universidade uma mulher, a sra. Coulter, e Lyra sai da universidade para estudar com ela e viajar para o norte. Antes de sair da Universidade Roger, seu amigo, desaparece e ela recebe do reitor um estranho objeto, o aletômetro, que é capaz de dizer a verdade.

Depois de algum tempo ela descobre que a sra. Coulter não é bem quem ela tinha pensado e foge. A partir daí, começa uma enorme aventura rumo ao norte e ao resgate de Roger e as outras crianças.

Esse primeiro livro é muito dinâmico, uma ação se segue a outra e não temos muito tempo para descansar. Foi um livro que me prendeu completamente e eu li bastante rápido, embora ele seja grande. Sempre existe um suspense e é bem difícil não ficar curioso com o que vem em seguida. Lyra tem uma personalidade bem forte e foi bem rápido pra eu gostar dela. O livro me envolvei muito e, assim que terminei, comecei o segundo.

A faca sutil

A faca sutil

A faca sutil, 247 páginas, começa quebrando um pouco com nossas expectativas, pois o primeiro personagem que aparece é Will, que ainda não conhecemos. Will vive também em Londres, mas não a Londres de Lyra, mas a nossa Londres. Ele vive com sua mãe, que tem problemas mentais e sai em busca do pai que está desaparecido. Logo no início ele, sem querer, acaba matando um homem e começa a ser procurado pela polícia. Então ele vê algo como uma janela no meio da rua e atravessa, dando de cara com um novo mundo. Nesse novo mundo ele encontra com Lyra.

Os dois decidem unir suas buscas, pelo pai de Will e pelo pó. O segundo livro se desenrola na busca de ambos e, nessa procura, passam por diversos mundos. Eles começam a perceber que há uma guerra se iniciando, uma grande guerra e Lyra é personagem importante nela.

Não achei que o segundo livro tem o mesmo fôlego do primeiro. Ainda há muita ação, mas em alguns momentos, principalmente nos trechos mais descritivos, fiquei um pouco cansada. Eu queria saber o que ia acontecer, mas não queria ler todo o desenrolar, queria chegar no final. Eu entendo que, como se trata de um mundo de fantasia, a descrição é necessária, mas às vezes se tornava cansativa. O segundo livro termina em um ponto de suspense muito grande e é bem difícil não correr para o último volume.

A luneta âmbar

A luneta âmbar

A luneta âmbar, 438 páginas, é o livro final. Lyra foi raptada e Will precisa encontrar com ela de novo, assim começa a busca desse livro. A grande guerra entre a Igreja, que quer acabar com o pó, e aqueles que querem libertar o mundo da religião está quase começando. Lyra tem um papel muito importante e, mesmo que ela não tenha escolhido um lado para lutar, esse lado foi escolhido por ela, já que a Igreja deseja sua morte.

Depois de reencontrar Will eles decidem seguir uma jornada perigosa e arriscada, vão ao mundo dos mortos. Lá fazem várias descobertas e depois seguem para o meio do conflito entre a Igreja e Lorde Asriel, que quer destruir o poder da Autoridade.

O último livro também me envolveu bastante, é difícil depois de passar tanto tempo e tantas aventuras com os personagens não querer saber o que vai acontecer. A viagem dos dois ao mundo dos mortos e as soluções que encontram para os problemas são ótimas. O semifinal (que vem logo antes do final) é bem previsível, mas o fim de fato quebra com essa previsibilidade. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, mas porque eu prefiro os clichês.

Eu gostei muito da trilogia Fronteiras do universo e recomendo bastante a leitura. É um livro que critica bastante a religião, seu modo de agir e de lidar coma ciência e a verdade. Mesmo camuflado de história de fantasia, muitas das reflexões podem ser trazidas para a nossa realidade.

Existem mais dois livros ligados à série, mas ainda não li. Parece também que o autor ainda está trabalhando em um novo livro, que trataria sobre como foi escrever Fronteiras do universo, mas não há data de lançamento.

Já conheciam esse livro?

Beijos

Livro: Jazz – Luis Fernando Verissimo

Oi gente,

Primeiro post sobre livro! Em Janeiro vi uma tag literária no blog Borboletas na carteira, meses x livros. A ideia é ler um livro por mês que o título seja a inicial do mês, ou seja, em Janeiro, ler um livro com J, em Fevereiro, um livro com F, e assim por diante. Não quero dar certeza que vou participar dessa tag em todos os meses, pode ter mês que eu não tenha nenhum livro com a inicial ou que não goste do livro e prefira não postar no blog. Mas vamos ao livro de Janeiro. Escolhi meu livro e comecei a ler, mas não estava gostando, vi que não conseguiria terminar a tempo e decidi começar outro, Jazz, do Luis Fernando Verissimo, que mostro pra vocês hoje.

Quem me conhece sabe que sou apaixonada pelo autor, leio desde pequena e adoro as crônicas e romances. Esse livro eu tenho no Kobo, meu e-reader. É um livro bem curtinho e muito rápido de ler. Um livro de crônicas, como a maioria dos livros dele e, obviamente, o que as crônicas têm em comum é o tema, o jazz. O jazz, que dá nome ao livro, é um ritmo muito apreciado pelo autor.

Jazz - Luis Fernando Verissimo

As crônicas mostram vivências de Luis Fernando e sua relação com o jazz em vários momentos de sua vida, tanto no Brasil, quanto no exterior, e também histórias de grandes personalidades desse estilo musical. Aparecem também músicos de outros estilos musicais, sempre dialogando com artistas do jazz. No meio de informações e histórias do jazz, o autor trata também do racismo, da relação entre brancos, negros e a música, provocando nossa reflexão, mas sempre de uma maneira leve e divertida. Eu adoro o jeito bem humorado com que ele escreve e nesse livro não é diferente.

Bom, o assunto é o jazz e meu conhecimento de jazz é praticamente nulo. Não conheço os grandes nomes, por isso, muitas vezes não fazia ideia de quem ele estava falando. Mesmo minha ignorância não prejudicando o entendimento, com certeza eu teria aproveitado melhor o livro e as crônicas se conhecesse os personagens.

Se você gosta do Luis Fernando, recomendo o livro. Se você, além de gostar dele, gosta de jazz e conhece os músicos, recomendo mais ainda, com certeza a leitura vai ser ótima.

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Beijos