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Arquivo da tag: Fotografia

Fotografia – colocando em prática #1

Oi gente,

Já vimos nos posts anteriores como usar todo o modo manual da câmera. Pois é, mas às vezes tanta informação pode ficar confuso. Então esse post é pra mostrar como as coisas funcionam na prática. Vou mostrar algumas fotos que tirei, dizer as configurações e explicar por que fiz as escolhas.

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Foto tirada em velocidade 1/40, f/2.8 e ISO 640. Nikon 5100, lente Tokina 11-16mm em 16mm.

 Essa foto foi tirada em ambiente interno, então tinha pouca luz. Os gatos não estavam se mexendo muito, o que foi uma sorte. Tirei a foto em 16mm, grande angular, então tinha muito pouco problema da foto ficar tremida, mas os gatos também não estava tão parados assim.

Comecei ajustando a abertura para f/2.8, a menor possível da lente. Como o ambiente era escuro, subi um pouco o ISO, mas como não gosto de ISO alto, fiquei no 640. Se a foto fosse de algo imóvel daria para usar uma velocidade bem mais baixa e baixar mais o ISO, mas como eram gatos, deixei o ISO num valor bem aceitável e ajustei a velocidade até zerar o fotômetro. Encontrei 1/40. Deu certo, a foto não ficou muito escura nem os gatos tremidos.

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Foto tirada em velocidade 1/500, f/10 e ISO 200. Nikon 5100, lente Nikon 55-200mm em 55mm.

Essa segunda foto foi tirada de dentro de um carro. Minha intenção era pegar os geradores de energia eólica em foco e sem tremer. Usei a lente Nikon 55-200mm f/4-5.6 em 55mm.

O dia estava bem claro, não havia nenhum problema com a luminosidade. Ajeitei o ISO para 200. Sempre uso entre 100 e 200 quando não tenho problemas de luminosidade. Depois coloquei o f/10, porque as aberturas intermediárias favorecem a nitidez, lembra? Aí, mais uma vez, usei a abertura para zerar o fotômetro. Deu velocidade 1/500.

Essa velocidade, mesmo eu estando dentro de um carro, foi suficiente para congelar os geradores que estavam longe, mas não para congelar as plantas em primeiro plano. Resultado da foto, plantas em primeiro plano tremidas, o que deu uma sensação de movimento na foto.

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Foto tirada em velocidade 1/800, f/1.8 e ISO 100. Nikon 5100, lente Sigma 18-35mm em 18mm.

Nessa última foto eu queria uma profundidade de foco bem pequena, queria o fundo bem desfocado. Usei a lente Sigma 18-35mm f/1.8 em 18mm.

Me aproximei bastante das flores, assim teria uma profundidade de foco ainda menor, só o miolo ficaria realmente em foco. Pra conseguir esse desfocado ajustei a abertura em f/1.8, a menor da câmera. Como o dia estava bem luminoso, apesar de nublado, tive que compensar a abertura bem pequena, que deixa entrar muita luz, com um ISO 100 e a velocidade alta. A velocidade que zerou o fotômetro foi 1/800.

Espero fazer esse tipo de post mais vezes, de vez em quando vou colocar duas ou três fotos que tirei e explicar porque usei aquela configuração. Não vai ter esse tipo de post toda semana, apenas quando eu reunir algumas fotos legais. Semana que vem farei o post sobre como escolher uma câmera.

Beijos

Fotografia – ISO

Oi gente,

Hoje, finalmente, vamos falar do último item que você precisa saber para usar sua câmera no modo manual. Nos próximos posts planejo colocar um pouco em prática o que aprendemos e ajudar vocês a escolher a câmera que melhor se encaixa com cada um. Se quiser ver os outros posts da série, clica aqui.

Bom, a última variável que vamos aprender é o ISO. Quem se lembra das câmeras de filme? Quando a gente comprava um filme tinha que escolher o ISO do filme. Me lembro que meu pai sempre perguntava se eu ia tirar mais fotos dentro ou fora de casa e eu nunca sabia dizer. Pois é, com as câmeras digitais o ISO pode ser mudado a cada foto, bem melhor, né?

“Mas o que é o ISO?”

ISO é a sensibilidade do sensor. Essa sensibilidade pode ser ampliada ou diminuída. Quando a gente diminui essa sensibilidade, significa que vamos precisar de mais luz para tirar a foto. Quando aumentamos a sensibilidade, podemos ter menos luz. O ISO é medido em números, o mais baixo costuma ser 80 ou 100 e devem ser usados em ambientes com muita luz. O ISO mais alto vai depender muito da câmera, mas quanto mais alto, menos luz precisa.

Então em ambientes bem iluminados usamos ISO baixo, em ambientes mais escuros, ISO alto.

Mas é claro que tem um porém. ISO muito alto diminui a qualidade da foto, principalmente no escuro. A foto fica granulada, como se tivessem grãos aparecendo.

Foto tirada em ISO 100

Foto tirada em ISO 100

Essa primeira foto eu tirei com o ISO mais baixo da minha câmera, ISO 100.

Foto tirada em ISO 6400

Foto tirada em ISO 6400

Essa foto já foi com o ISO mais alto, 6400. Como estou comparando o ISO mais baixo com o mais alto, claro que dá uma diferença bem grande. Repara nos grãos que aparecem na segunda foto. Nas duas fotos o fundo está bem desfocado, mas na segunda parece que tem uma sujeira, alguma coisa atrapalhando. Esses grãos são chamados também de ruído.

Detalhe da foto em ISO 100

Detalhe da foto em ISO 100

Detalhe da foto em ISO 6400

Detalhe da foto em ISO 6400

Pra ficar ainda mais evidente, olhem um detalhe das duas fotos, o primeiro detalhe é da foto em ISO 100 e o segundo da foto em ISO 6400. Os grãos ou ruído ficam muito mais evidentes se a gente corta a foto. Não dá pra comparar, né?

Foto tirada em ISO 6400 em ambiente mais ecuro

Foto tirada em ISO 6400 em ambiente mais escuro

Essa última foto eu mantive o ISO em 6400 e escureci ainda mais o ambiente. Dá pra ver que o ruído piora ainda mais, né?

Essas fotos têm pós produção sim, mas não usei nenhuma ferramenta para mudar os ruídos.

As câmeras modernas têm melhorado muito o desempenho de ISO, ou seja, cada vez a qualidade das fotos é melhor, mesmo com ISO alto. Vale fazer um teste com a sua câmera pra ver até qual ISO você acha razoável usar.

Eu sempre tento manter as fotos com o menor ISO possível e variar na abertura e na velocidade, mas em lugares escuros não tem jeito, precisamos subir o ISO.

Beijos

Fotografia – Abertura – parte 2

Oi gente,

Mais um post de fotografia. A série está ficando grande, já viu os outros posts?

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

Fotografia – Velocidade

Fotografia – Abertura – parte 1

Semana passada a gente começou a ver como a abertura funciona na câmera, certo? Eu terminei o post dizendo que além de controlar a quantidade de luz, a abertura muda também outras coisas. Vamos ver então que coisas são essas.

O tamanho da abertura influencia no campo de foco, ou seja, em quanta coisa vai estar em foco ou fora de foco em cada foto.

Quanto maior a abertura (e menor o f) menor é o campo de foco. Isso quer dizer que numa abertura como f/1.8 bem pouca coisa vai estar em foco, o ponto escolhido vai estar em foco, mas o fundo e em volta dele vai estar desfocado. Quanto menos luz entra (aberturas pequenas), maior o campo de foco.

Olha aí embaixo. A primeira foto foi tirada com o f bem pequeno, f/1.8 (que é o máximo dessa lente). Dá pra perceber que os chifres da Malévola já estão fora de foco, os pincéis parecem um borrão. A foto do meio foi tirada em f/8, uma abertura mediana, nem muito aberta, nem muito fechada, o fundo ainda está fora de foco, mas nem compara com a primeira foto. A última foto foi tirada com f/16 (que é o mínimo dessa lente). Os pincéis estão quase em foco se a gente comparar com a primeira foto e a Malévola está inteira em foco.

Primeira foto em f/1.8, segunda em f/8 e terceira em f/16. Fotos tiradas com a Nikon 50mm f/1.8.

Primeira foto em f/1.8, segunda em f/8 e terceira em f/16. Fotos tiradas com a Nikon 50mm f/1.8.

Então, sabe aquelas fotos com fundo desfocado que os fotógrafos fazem? É a partir da abertura, é usando um f bem pequeno. Aí a pessoa fica em foco, mas o fundo fica desfocado.

Outra coisa que a abertura faz também é influenciar na nitidez. Pensa em qualquer aparelho, ele funciona melhor num meio termo do que na potência máxima, certo? Com a lente é a mesma coisa. A melhor nitidez não vai ser nem no f mínimo nem no máximo. Então uma abertura que seja um meio termo vai deixar sua foto mais nítida. Claro que a nitidez ou falta dela é algo que varia muito de uma lente pra outra dependendo da qualidade e que pode ser melhor observada com a foto ampliada. Olha o biquinho preto, foi ali que eu fiz o foco em todas as fotos. A nitidez é um pouco maior em f/8, mas não é nada que realmente atrapalhe a foto. Eu, quando não estou preocupada em desfocar o fundo e tenho bastante luz, costumo deixar o f/8.

nitidez

Saber essa questão da nitidez é legal pra você aproveitar o máximo suas fotos, mas o principal efeito da abertura (além da quantidade de luz) é maior ou menor campo de foco.

‘Eu tenho uma compacta e não consigo tirar fotos desfocadas, por quê?’

Na verdade temos dois motivos, o primeiro é que a maioria das compactas não tem uma abertura máxima muito grande, e quanto maior a abertura, menos campo de foco, mais fácil a foto sair com fundo desfocado. Outro motivo é o tamanho do sensor. Quanto maior o sensor, mais fácil desfocar e câmeras compactas e celulares têm o sensor bem pequeno. Mas isso não quer dizer que você não vai conseguir, só quer dizer que é mais difícil. Essa foto aí embaixo foi tirada com uma compacta (a Cybersht DSC-P-200 que já falei várias vezes e me acompanhou por muitos anos). Não tenho certeza da abertura que foi usada na época, mas sei que a abertura mínima dela com o zoom mais aberto era ok, f/2.8.

Inhotim

Inhotim

Com uma câmera compacta você vai precisar ajustar a abertura para a maior possível, colocar a câmera bem perto do objeto fotografado e o fundo deve estar mais distante. Você pode usar a função macro pra facilitar aproximar a máquina e o objeto. Vai ser um pouco difícil tirar foto de pessoas com fundo desfocado, porque é difícil deixar a pessoa bem pertinho, conseguir enquadrar o rosto todo e a foto sair legal, mas pode tirar fotos bem legais.

RESUMINDO:

  • A abertura é também chamada de f e é medida em números.
  • Quanto menor o número, maior a abertura e mais luz entra. Quanto maior o número, menor a abertura e mais escura a foto.
  • Aberturas maiores desfocam o fundo com mais facilidade. Aberturas menores mantêm a foto toda em foco com mais facilidade.
  • Aberturas no meio termo (nem muito abertas, nem muito fechadas) dão mais nitidez pra foto.
  • É mais difícil para câmeras compactas fazerem fotos desfocadas por causa do tamanho do sensor, mas não é impossível.

É isso, gente, parece um pouco confuso no início, mas espero que tenha ficado claro. Qualquer dúvida, podem perguntar. Ajuda a entender se você for testando as possibilidades com a sua câmera caso ela tenha modo manual.

Beijos

Fotografia – Abertura – parte 1

Oi gente,

Hoje tem mais um post sobre fotografia. Se ainda não viu os outros posts, dá uma olhada lá.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

Fotografia – Velocidade

Bom, hoje vamos falar da abertura. A abertura é uma característica exclusiva da lente, se a sua câmera troca de lente, você vai perceber que cada uma pode ter uma abertura diferente. A abertura é medida em números e o símbolo pra identificar é um ‘f/’.  A abertura é um buraco que fica na lente, quanto mais aberto ele fica, mais luz vai entrar por ele. Olha aí embaixo. Na primeira foto dá pra ver um furinho bem pequeno, o buraco está praticamente fechado; na segunda foto o buraco está no meio, já dá pra ver que a abertura é maior; na terceira foto ela está completamente aberta, nem conseguimos ver as bordas do buraco.

Anel de abertura.

Abertura da lente.

Mas como se mede em números? Os números vão indicar quanta luz vai entrar, quanto menor o número, mais luz entra, mais aberta a lente. Temos como exemplo a última foto, o buraco completamente aberto, f/1.8. Quanto maior o número, mais fechada a lente e menos luz. Como na primeira foto, o anel bem fechado, quase não entra luz, f/16. Pode parecer um pouco confuso o número pequeno indicar um espaço maior, mas com o tempo vocês acostumam. Pra mim, o que facilitou foi decorar um número só, decorei que f/1.8 era uma abertura bem grande. A partir desse número eu conseguia pensar nos outros. Se f/1.8 é grande, f/1.4 é maior ainda, f/8 é um buraco médio e f/22 é bem pequeno.

Pela lógica, quanto maior o buraco, mais luz entra, certo?

Ok, aí você decide comprar uma lente 50mm e vê que existem três opções, por exemplo, a 50mm f/1.8, a 50mm f/1.4 e a 50mm f/1.2. O que isso quer dizer? A abertura (ou f) que aparece ao lado da distância focal (os milímetros) é sempre a abertura máxima que a lente alcança, o mais aberto que ela pode ficar. Assim, uma lente f/1.2 pode ter a abertura f/1.2, f/1.4, f/1.8, f/10, f/16, etc.  A lente f/1.8 pode ter a abertura f/1.8, f/4, f/10, mas não pode ter f/1.2 ou f/1.4 porque são números menores que 1.8. O número indicado é sempre o máximo de aberto, o ponto mais claro da lente.

‘E como eu vou saber o mais fechado?’

Claro que se você pesquisar na Internet vai conseguir descobrir o f mínimo, mas ele não costuma ser tão importante, porque as lentes podem alcançar números bem altos. Nem todas têm o mesmo alcance, mas luz demais não costuma ser um problema.

Lentes até f/2.8 (ou seja, f igual ou menor que 2.8) são consideradas lentes claras, são ótimas pra gente tirar fotos em ambientes mais escuros porque entra bastante luz. Mas são também lentes maiores e mais caras. Então se você decidir comprar sua 50mm f/1.8 vai pagar bem menos do que uma 50mm f/1.2. Olha aí embaixo, a primeira lente é uma Nikon 18-55 f/3.5-5.6 (a lente do kit, que veio junto com a câmera) e a outra é a Sigma 18-35 f/1.8. Dá pra ver que, mesmo a Nikon tendo um zoom maior e indo até 55mm, a Sigma é bem maior, né, nem compara (mas também não dá pra comparar a qualidade). Só que a Sigma entra muito mais luz, é muito melhor para fotografar em ambientes mal iluminados.

nikon x sigma

‘E por que a Nikon é f/3.5-5.6, por que dois números?’ As lentes que mostram dois números são sempre lentes zoom e são aquelas com o f variável. Em 18mm ela tem abertura máxima de 3.5, o zoom vai aumentando e a abertura máxima vai diminuindo (lembra? Aberturas com números maiores, menos luz). Quando chega em 55mm, a abertura máxima é f/5.6. Já a Sigma é uma lente zoom com f fixo, tanto em 18mm quanto em 35mm a maior abertura é f/1.8.

Bom, semana passada a gente viu que a velocidade além de indicar a quantidade de luz, também influencia na forma que o movimento aparece na foto. Ela pode capturar os movimentos (como a cachoeira que parece um véu) ou congelar o instante (como uma foto de esporte). Pois é, a abertura, além da quantidade de luz, também determina outras coisas.

Essas outras coisas vamos ver semana que vem, ou o post vai ficar muito grande.

Beijos

Fotografia – Velocidade

Oi gente,

Já fiz vários posts sobre fotografia.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Fotografia – Balanço de brancos

A partir de agora vamos de fato mudar as fotos que tiramos, então para acompanharem os posts, precisam ter uma câmera com modo manual. O modo manual é o que vai permitir vocês decidirem como a foto vai ser tirada. Para definir certinho como a foto vai sair, vocês vão precisar mexer em três variáveis, vou falar de uma delas de cada vez.

Para tirar fotos no modo manual é muito importante conhecer o fotômetro, uma espécie de régua que mede a quantidade de luz que está entrando. Procure onde aparece o fotômetro da sua câmera, a aparência dele é essa aí embaixo.

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Fotômetro. Fonte: Google.

São três elementos que vocês vão escolher e que mexem com essa régua. Vocês podem perceber que existe um tracinho ou algo parecido que indica um ponto da régua, na maioria das vezes o ideal é deixar esse tracinho no meio, no zero. E é isso que o automático da sua câmera faz, deixa o tracinho no meio. Então qual a vantagem do manual? Como eu disse, são três variáveis. Com o modo manual vocês podem escolher o valor da cada variável e ir compensando nas outras pro fotômetro chegar no 0. Existem, em geral, várias configurações possíveis, a do modo automático é apenas uma delas e, não necessariamente, a melhor pro efeito que vocês querem. Além disso, vocês podem escolher não colocar o fotômetro no 0. Dependendo da situação vocês podem desejar uma foto mais escura, e aí vai colocar o fotômetro pro lado negativo em -1, -2, etc ou mais clara, com o fotômetro ajustado pro lado positivo, +1,+2, etc. No manual isso é possível.

Bom, então vamos ver uma variável de cada vez. A primeira será a velocidade. A velocidade determina quanto tempo o sensor (ou o filme) vai receber luz, quanto mais tempo, mais clara fica a foto. Mas não é só isso que a velocidade faz, se o seu sensor recebe luz por mais tempo, os objetos (ou pessoas) em movimento na foto sairão borrados ou tremidos. Por isso ajustar a velocidade é importante. Se estamos fotografando uma corrida, por exemplo, teremos que usar uma velocidade bem alta para que o corredor saia congelado. Essa próxima foto é do meu gato (ok, gato dos meus pais) bebendo água. Dá pra ver direitinho a língua dele, que se movia bem rápido, e também as gotas d´água caindo, a foto foi tirada em velocidade alta, assim o instante foi capturado. Se a velocidade fosse baixa, na região da língua a gente veria um borrão rosa e não ia distinguir as gotas de água.

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Ivan. Foto tirada em alta velocidade.

Então velocidades mais rápidas vão dar fotos mais escuras (menos tempo para a luz entrar) e o instante é capturado, o movimento não aparece. Velocidades mais baixas darão fotos mais claras e o movimento vai estar na foto. Nas duas fotos abaixo temos a imagem das cataratas em Foz do Iguaçu. Na primeira a velocidade está alta, podemos ver as “rugosidades” e detalhes da água, enquanto na segunda a água forma um véu usando uma velocidade mais baixa.

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Cataratas do Iguaçu. Foto tirada com velocidade alta. Foto: Filipe Manzoni.

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Cataratas do Iguaçu. Foto tirada com velocidade baixa. Foto: Filipe Manzoni

Então no modo manual a velocidade pode ser escolhida por vocês, dependendo do efeito que querem causar na foto. Mas não é só o movimento dos objetos fotografados que entram, movimentos da câmera e do fotógrafo também interferem no resultado final. Por isso devemos tomar cuidado com velocidades muito baixas ou usar um tripé para manter a câmera firme.

Não existe uma regra sobre qual a melhor velocidade para não tremer a mão, é uma coisa que depende da lente que você está usando e de quão firme é sua mão, mas existe um truque que nos ajuda a ter uma noção.

As câmeras mostram as velocidades de dois jeitos, o número puro ou o número seguido de aspas. O número puro representa uma fração de segundos, então quando vemos 30, por exemplo, na realidade temos 1 segundo dividido em 30, um trinta-avos de segundo, 1/30.  Se temos o número 90, será um segundo dividido por 90, 1/90. Por isso, a velocidade 90 é mais rápida que a velocidade 30. Assim é com os números que aparecem sozinhos, 100 é, na verdade, 1/100, 500 é 1/500 e etc. A velocidade mais rápida que a câmera oferece pode variar bastante, na minha cybershot, por exemplo, era 1000 (1/1000 ou um milésimo de segundos) e na minha atual é 4000 (1/4000), bem mais rápida.

Quando encontramos segundos inteiros a câmera representa o número seguido de aspas, então para um segundo temos 1″, para 15 segundos, 15″ e para 30 segundos, 30″. Se o número está sozinho (sem aspas), quanto maior, mais rápida a velocidade (500 é mais rápido que 100 porque 1/500 segundos é menos tempo do que 1/100 segundos). Se o número é seguido por aspas, quanto maior o número, mais devagar (10″ é mais devagar que 5″ porque dez segundos é mais tempo do que cinco segundos). A velocidade mais devagar em geral é de 30 segundos.

Outra coisa que devemos saber é que quanto maior a distância focal, mais fácil é o tremor da nossa mão atrapalhar a foto. Todo mundo já deve ter brincado com binóculo e aí percebeu que, a olho nu é muito mais fácil encontrar o que se está procurando. A mesma coisa acontece com o zoom da câmera. Quando aumentamos a distância focal na câmera (por exemplo 100mm) é bem fácil a gente perder o ponto observado, qualquer tremidinha te faz mudar completamente o campo de visão. Por isso, a velocidade mínima que conseguimos usar sem tremer varia de acordo com a distância focal. Existe um truque que diz que a velocidade deve ser, no mínimo, um segundo dividido pelo valor da distância focal.

Como assim? Com uma lente de 10mm vocês poderiam usar a velocidade 1/10 sem tremer. Com uma lente de 50mm, 1/50 e com uma lente de 100mm, 1/100. Então conforme aumentamos a distância focal (100mm é maior que 10mm), devemos aumentar a velocidade (1/100 é mais rápido do que 1/10). Mas isso depende muito da firmeza da sua mão. É legal conhecer esse truque para ter uma ideia, mas não levem esses números como verdades absolutas.

No próximo post vamos aprender sobre outra variável da fotografia. Qualquer dúvida podem perguntar nos comentários, no instagram (sigam lá, @juliakubrusly) ou página do Facebook.

Beijos

Fotografia – Balanço de brancos

Oi gente,

Já fizemos alguns posts introdutórios.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Fotografia – Zoom

Agora vamos começar a mexer de fato na câmera. A primeira coisa que vamos falar é algo bem simples que toda máquina tem, mesmo aquelas que não têm modo manual. É o balanço de brancos ou, em inglês, white balance. Pode ser identificado na câmera como WB, vê se a sua não tem.

E para que serve esse balanço de brancos? Em volta da gente temos diversos tipos de iluminação possíveis, luz natural ou artificial, sol forte ou dia nublado, luz incandescente ou fluorescente, etc. Claro que essas luzes não são iguais, não só em intensidade, mas também em cor. Vocês já ouviram falar em luz quente e luz fria? Então, a temperatura da luz tem a ver, na verdade, com a cor dela. Assim, o que chamamos de luz fria é uma iluminação mais azulada e o que chamamos luz quente, mais amarelada.

Bom, agora imagine um papel ou parede branca, Se a luz é mais amarelada, o que é branco vai ficar amarelo, se a luz é mais azulada, o branco fica azul. Mas nem sempre queremos que a iluminação mude nossa foto e deixe as cores amareladas ou azuladas. Aí é que entra o ajuste de balanço de brancos. As fotos desse post foram tiradas mudando apenas o balanço de brancos, não fiz nenhuma edição no computador. O carneiro da foto tem o pelo branco. Nessa primeira ajustei o WB pra luz incandescente. Como a luz incandescente é bem amarela, a câmera puxa pro azul para compensar. Olha como a foto fica toda azulada.

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Depois de achar onde fica o balanço de brancos na sua máquina, você vai encontrar algumas opções. Em geral as opções são dadas em ícones e são pelo menos cinco figuras:

  • um sol, para dias ensolarados;
  • uma nuvem, para dias nublados;
  • uma lâmpada fluorescente, para luzes artificiais frias;
  • uma lâmpada incandescente, para luzes artificiais quentes
  • WB Auto, o modo automático da câmera, ela vai identificar qual a melhor opção.

 Dependendo da câmera, vocês vão encontrar outras opções, o ícone do flash, para fotos com flash, por exemplo. O importante é saber para que serve essa ferramenta e o que significa cada item, se vai deixar sua foto mais azulada ou mais amarelada. Essa próxima já puxa pro amarelo, o WB está ajustado para foto na sombra, uma opção que a minha câmera tem.

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A lógica é bem simples, se a luz puxar pro amarelo, a câmera vai puxar pro azul, assim vai ficar equilibrado, as cores vão ficar mais fieis e o branco será branco. Se, ao contrário, a iluminação do lugar puxa pro azul, a câmera vai puxar pro amarelo pra equilibrar.

Bom, eu acabo não usando o balanço de brancos porque tiro fotos em um formato diferente. Nesse formato posso configurar o balanço de brancos durante a pós-produção, no computador, mas quando tirava minhas fotos em JPEG sempre deixava o WB auto, ou seja, balanço de brancos no automático. Em geral funciona bastante bem, mas pode acontecer de você, depois de tirar uma foto, achar que ela está muito amarela ou azulada, aí é a hora de mexer na sua câmera e ajustar pra iluminação adequada. Essa foto aí embaixo foi tirada no WB auto. Dá pra vocês verem que deu certo, o pelo do carneiro ficou branco.

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O importante desse conhecimento é poder usar quando precisar, isso não quer dizer que você tem que ajustar a cada foto. Você pode escolher deixar no automático e só mudar quando precisar de verdade. Mas, claro, pode também mudar a ajustar a cada clique deixando o efeito que você quiser. Agora só pegar a sua máquina, dar uma olhada pelos menus ou ler o manual, encontrar onde fica o ajuste do balanço de brancos e testar nas suas fotos. Pode ser que você descubra que gosta de um efeito azulado sutil ou a foto puxada levemente pro amarelo. Eu, por exemplo, prefiro as fotos amareladas, nas minhas edições eu sempre acabo aquecendo um pouco as fotos, acho que o amarelado dá um efeito mais confortável.  Faz alguns testes e descobre o que você acha mais bonito.

Beijos

Fotografia – Zoom

Oi gente,

Mais um post de fotografia, se não viu os outros, olha lá.

Fotografia – Introdução e tipos de câmera

Fotografia – Megapixel

Hoje, como disse na semana passada, vamos falar um pouco sobre zoom. O zoom também é uma característica que as pessoas procuram muito. As câmeras Bridge vendem muito em cima disso, porque têm 30, 50, 60 vezes de zoom e muita gente acha que quanto mais zoom melhor. Mas será que é assim mesmo?

Primeira coisa que devemos saber é o que é zoom? É bem comum que as pessoas achem que zoom é a aproximação da foto, por exemplo, olhe as fotos abaixo. Foram tiradas do mesmo lugar, mas com lentes diferentes. Na primeira foto, em 11mm, além do prédio ao fundo, conseguimos ver os edifícios laterais também.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

A foto em 50mm já vemos praticamente só o prédio ao fundo.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

A última foto, com a 200mm mostra só um detalhe do prédio, só algumas janelas.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Foto tirada com a câmera Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Não devemos dizer que uma foto tem mais zoom que a outra, foto não tem zoom, o que tem zoom é a lente. Zoom é o movimento da lente onde ele vai alcançar maior ou menor distância focal.

Entre as câmeras compactas, todas (ou quase) possuem zoom, eu não conheço nenhuma compacta digital que não tenha, mas entre as DSLR existem muitas lentes que são fixas, não têm zoom. Então o zoom é uma coisa que a lente pode ter ou não, lentes zoom são mais versáteis, já que podem fazer tanto imagens mais abrangentes, quanto mais próximas e pontuais. Chamamos as várias distâncias possíveis de distância focal. Essa distância focal é medida em números, em milímetros, na verdade. Números menores são para um campo de visão mais aberto, números maiores, campos de visão mais fechados. Abaixo temos uma foto tirada em 11mm com uma lente zoom que vai de 11mm até 16mm.

Brasília. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

Brasília. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 11-16mm/ f2.8 em 11mm.

As distâncias focais são divididas em três grupos dependendo de seu campo de visão. Aquelas mais abertas são chamadas grande angular, temos um exemplo na imagem aí em cima com a 11mm. As distâncias que se aproximam do olho humano, são chamadas normal e as que se aproximam dos objetos são tele. Abaixo você pode ver uma imagem tirada com a 50mm, uma lente normal.

Copos. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Copos. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 50mm/ f1.8.

Ok, as lentes são classificadas dependendo do tamanho do campo de visão, se a foto pega um ângulo mais aberto ou mais fechado. Mas e o que é aquele número que vemos nas câmeras de zoom de 3x ou 50x?

Para conseguir definir quantas vezes de zoom uma câmera tem, pegamos a menor distância focal que ela alcança (que é o maior número) e dividimos pela maior distância. Por exemplo, se uma câmera vai desde 11mm até 33mm, 33/11 = 3, então ela têm zoom de 3x. Se outra vai desde 50mm até 150mm, 150/50 = 3, ela também tem zoom de 3x, mas os enquadramentos das duas câmeras são totalmente diferentes. Outra câmera que faz enquadramento desde 24mm até 1200mm, 1200/24 = 50, o zoom é de 50x.

Lua. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Lua. Foto tirada com a Nikon 5100 e a lente 55-200mm/ f3.5-5.6 em 200mm.

Então não basta saber de quantas vezes é o zoom, você deve saber também de quanto até quanto ele vai. Aí você vais poder escolher entre uma 11-33mm e uma 50-150mm sem se basear só no número de vezes que aumenta. Percebe que o enquadramento dessas duas é bem diferente? Não dá pra se basear só no zoom de 3x.

Para escolher a câmera ideal é bom você saber qual a distância focal que mais usa. Para saber isso, pensa nas fotos que você mais gosta. Para paisagens, por exemplo, grandes angulares são ótimas, para foto de pessoas, entre normal e tele, para tirar fotos de coisas distantes como a Lua ou um leão na África, tele. Pensando em quais fotos você mais tira, vai encontrar sua necessidade e descobrir as distâncias focais que mais precisa.

Eu, por exemplo, acho bem mais interessante a grande angular do que a tele, tiro muito mais fotos de paisagens do que leões na África. Logo aí em cima coloquei uma foto da Lua tirada em 200mm, minha lente mais tele. Mesmo que ela não seja uma super tele nem nada, não penso em investir em outra porque não uso muito. Pro tipo de foto que eu gosto não preciso de uma 700mm nem de zoom de 50x. É sempre bom pensar o tipo de foto que você quer tirar antes de sair comprando uma câmera, a pesquisa é que vai te impedir de cair no papo do vendedor que promete mais megapixels e mais vezes de zoom.

Qualquer dúvida deixem nos comentários ou na página do Facebook que vou tentar responder da melhor maneira possível.

Semana que vem vamos começar a mexer nas câmeras.

Beijos

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Fotografia – Megapixel

Oi gente,

Segundo post da série de fotografia, se não viu o primeiro, vai lá conferir, depois volta aqui.

Conhecemos um pouco os tipos de câmera, sabemos que existem grandes diferenças de tamanho e preço. Mas além disso, o que mais devo me preocupar na hora de escolher a minha máquina? Muita gente acredita que devemos olhar primeiro a quantidade de megapixels. Então vamos falar sobre isso hoje.

Bom, as imagens digitais são feitas de vários pixels, cada pixel é um pontinho, diversos pontinhos, um do lado do outro, formam a imagem. A quantidade de megapixels de uma câmera são quantos mil pixels cada foto vai ter. Então, na verdade, esse número determina o tamanho da sua foto, máquinas com mais megapixels fazem fotos maiores.

Como hoje em dia a gente acaba vendo quase todas as fotos no computador, esse acaba sendo o maior tamanho que utilizamos, ou vamos ter que rolar a tela pra cima e pra baixo pra ver a foto completa. Aí, a vantagem de muitos megapixels é que podemos recortar um pedaço da imagem e a foto vai continuar com bastante qualidade. Se a foto é pequena (com poucos megapixels), cortamos um pedaço e queremos ver só esse pedaço do tamanho da tela, vamos acabar vendo os pixels da imagem.

Essa próxima foto foi tirada em uma câmera de 7.2MP, veja quanto temos que cortar para conseguir ver os pixels. O detalhe foi retirado do retângulo vermelho marcado na imagem original.

Inhotim - Brumadinho/ MG

Inhotim – Brumadinho/ MG

Detalhe

Detalhe

Mas é bem raro a gente cortar tanto assim uma foto, então a maioria das pessoas não precisa de muitos megapixels. Precisa apenas se você tem o costume de cortar muito suas fotos ou imprimir em tamanhos enormes, fazer pôster, coisas assim.

“Ah, se as fotos são maiores e você pode cortar mais, isso quer dizer que a imagem fica melhor, mais nítida, com mais informações e detalhes.” A princípio sim, mas primeiro que é uma qualidade que você só vai perceber quando imprimir em tamanho bem grande ou cortar um detalhe e ampliar. Segundo que o número de megapixels não é o único fator que influencia nisso. Na verdade, nem é o principal.

Atualmente, no lugar dos filmes, as câmeras têm sensores. O tamanho e a qualidade do sensor são também responsáveis pela qualidade da imagem. Se o sensor não é bom, a imagem não vai ser boa, não importa se são muitos os megapixels. Outra responsável pela qualidade é a lente, lentes ruins não permitem uma imagem boa.

Pra tentar mostrar pra vocês que megapixel não significa muita coisa peguei duas câmeras, a minha Nikon D5100 que é 16.2MP e a sony cybershot DSC-TF1 de 16.1MP, praticamente iguais. Tirei três fotos com o quase mesmo enquadramento e as mesmas configurações (vamos falar dessas configurações mais pra frente). A primeira foto é da Sony, a segunda da Nikon com a lente do kit, a 18-55mm/ f3.5-5.6 e a terceira também com a Nikon, dessa vez com a lente 50mm/ f1.8.

Foto tirada com a câmera Sony Cybershot DSC-TF1

Foto tirada com a câmera Sony Cybershot DSC-TF1

Foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 18-55mm/ f3.5-5.6

Foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 18-55mm/ f3.5-5.6

Foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 50mm/ f1.8

Foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 50mm/ f1.8

Dá pra ver que a qualidade da Sony é pior, certo? Principalmente se vocês repararem nas cores e na nitidez. As duas fotos da Nikon também são diferentes, mas as diferenças são menores. Pra vocês verem melhor, cortei mais ou menos o mesmo pedaço das três fotos. De novo, olhem principalmente a nitidez. Dá pra ver que, mesmo usando a mesma câmera, a lente 50mm tem uma imagem melhor que a 18-55mm. Mantive a ordem anterior, o primeiro detalhe é da Sony, o segundo usando a lente 18-55mm e o último a 50mm.

Detalhe da foto tirada com a câmera Sony Cybershot DSC-TF1

Detalhe da foto tirada com a câmera Sony Cybershot DSC-TF1

Detalhe da foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 18-55mm/ f3.5-5.6

Detalhe da foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 18-55mm/ f3.5-5.6

Detalhe da foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 50mm/ f1.8

Detalhe da foto tirada com a câmera Nikon 5100, lente 50mm/ f1.8

Acho que dá para ver bem que número de megapixels não quer dizer muita coisa, né?

A questão é que o número de megapíxels caiu no gosto do povo, os publicitários perceberam que, quanto maior esse número, mais caro podem cobrar. As pessoas logo querem saber quantos megapixels tem a câmera, como se o número maior determinasse uma foto melhor. Minha primeira câmera digital tinha 7.2 megapixels, foi com ela que tirei a primeira foto do post, do Inhotim e eu tinha muita coisa para reclamar dela, mas nunca senti falta de mais megapixels.

Semana que vem vamos falar sobre zoom.

Beijos

Fotografia – introdução e tipos de câmera

Oi gente,

Hoje vou começar uma nova série aqui no blog, quero falar de fotografia. Não sei exatamente quantos posts vai ter. Pra começar, eu não sou fotógrafa, o que aprendi meu irmão me ensinou (ele trabalha com isso, vocês podem ver os trabalhos dele aqui) e depois fucei muito na internet, mas nunca fiz nenhum curso e nem trabalho com isso, então podem me corrigir nos comentários qualquer coisa.

A pergunta que mais leio pela internet é “qual câmera eu compro?” ou “qual dessas câmeras é a melhor” seguida de links ou nome de câmeras. Bom, essa é uma pergunta bastante vaga e não existe resposta certa pra ela. É mais ou menos como perguntar qual roupa eu compro ou qual roupa é melhor, terno ou sunga. Não existe uma resposta certa, depende do seu uso. Ninguém vai recomendar sunga para um casamento ou terno para a praia, com as câmeras é a mesma coisa, depende do que você quer.

DSC04729

Alpes bávaros. Foto tirada com a compacta Sony Cybershot DSC-P200

Antes de pensar em comprar uma câmera nova, pensa se você realmente sabe usar sua máquina e aproveita tudo o que ela tem para oferecer. Mesmo as câmeras mais simples, muitas vezes têm recursos que podem melhorar suas fotos, a maioria delas te permite ter controle sobre a forma e a quantidade de luz que entra. Ou seja, para melhorar de verdade suas fotos é importante que a câmera tenha um modo manual.

Claro que, como você vai decidir o que a câmera vai fazer, demora mais para tirar a foto, principalmente quando estamos aprendendo. Mas isso não quer dizer que você TENHA que ajustar a máquina a cada foto. O legal de saber usar o modo manual é você poder usar isso quando quiser, mas pode usar o automático quando achar melhor também.

Por exemplo, você está em uma cachoeira e quer tirar aquela foto que deixa a água parecendo um véu, usa o manual, assim vai poder dar o efeito que quiser. Se você está com seu priminho e ele dá uma gargalhada, vai de automático, assim você não perde tempo e consegue capturar o momento.

Sana

Sana

Voltando às câmeras, existem dois tipos básicos, as compactas, que não trocam lentes e as de lentes intercambiáveis, que trocam.

Câmeras compactas

Mesmo que muitas câmeras simples tenham modo manual, algumas não têm. São conhecidas como “point and shoot”. Com essas máquinas, você realmente não tem controle sobre quase nada. A grande vantagem é que em geral são bem pequenas e práticas, qualquer um consegue usar. Mas realmente se você quer aprender mais sobre fotografia e controlar o que acontece, vai precisar de outra máquina. Por isso, não vou me estender sobre as “point and shoot”.

Sony cybershot DSC-TF1 Fonte: Google

Sony cybershot DSC-TF1 Foto: Google

Mas nem toda câmera pequena é “point and shoot”, existem várias que, além do modo automático, possuem formas semiautomáticas e manuais. A minha primeira câmera digital foi uma desse tipo, a Sony Cybershot P200. Usei esta máquina por oito anos e só decidi trocar quando sabia o que me incomodava na câmera e o que precisava para melhorar. Eu sabia tirar o máximo dela, mas esse máximo já não era suficiente para mim.

compactas

Nikon Coolpix P330 e Sony Cybershot DSC-P200 Fotos: Google

Existem ainda as chamadas bridge ou DSLR-like que são grandes, têm zoom enorme, geralmente têm modo manual e às vezes são chamadas de semiprofissionais, mas não trocam de lentes. Uma coisa que chama atenção nesses modelos é o tamanho, por serem grandes, dão uma cara de “profissionalismo” e seriedade. Por isso muita gente acaba comprando esses modelos, se impressiona com o tamanho do zoom e a quantidade de megapixels e não pensa se realmente vai usar um zoom de 50 vezes. O preço delas costuma ser bem acima das câmeras  pequenas, mas elas ainda são compactas.

bridge

Canon Powershot SX500 e Nikon Coolpix L330 Fotos: Google

Câmeras com lentes intercambiáveis

São as DSLR, câmeras grandes, com lentes que, em geral, também são grandes. Elas têm esse tamanho por causa do jeito que formam a imagem. Esse jeito permite que, quando olhamos no visor (aquele que a gente coloca o olho, não a tela), vemos a luz que entra pela lente, o enquadramento exato do que vai sair na foto.

“Ah, mas a minha compacta também tem o visor.” Sim, algumas ainda têm, mas ou o visor mostra uma outra telinha de lcd dentro dele, ou na verdade é só um túnel na parte de cima da câmera, mostrando uma aproximação do que vai sair na foto.

Essas máquinas precisam de um investimento maior, porque as lentes são mais específicas, então você vai precisar comprar, além da câmera, um certo número de lentes. Por isso, você acaba tendo que carregar mais peso e mais volume.

cropadas

Canon EOS Rebel T3i e Nikon D5100 Fotos: Google

Atualmente existem também as mirrorless, câmeras de lente intercambiáveis menores. A qualidade é a mesma das DSLR e também precisam de lentes separadas. A maior vantagem é o tamanho e a desvantagem é que não usam as lentes das DSLR, que são maioria no mercado.

mirrorless

Nikon 1 V1 e Sony alpha Nex 6 Fotos: Google

Essas câmeras com lentes intercambiáveis se dividem em dois tipos. As full frame, mais utilizadas profissionalmente, que o sensor é quase do tamanho do filme que a gente usava antigamente, e as de sensor cropado, com o sensor menor. As primeiras fotos ilustrativas das DSLR são de sensor cropado, uma delas, a Nikon D5100 é minha câmera atual. Abaixo coloquei duas câmeras full frame.

full frame

Canon EOS-1D e nikon D4. Fotos:Google

Pronto, agora vocês conhecem um pouco mais os tipos de câmera. No próximo post vou falar um pouco de zoom e de megapixels.

Se tiverem qualquer dúvida, deixem nos comentários que respondo no próximo post.

Beijos

Passeando – praia Mole e Galheta

Oi gente,

Acho que todo mundo sabe que o maior atrativo de Florianópolis são as praias, tanto que no verão a população da ilha aumenta muito. As praias ficam mais cheias, os restaurantes mais caros e os engarrafamentos pioram. Tudo isso porque brasileiros e estrangeiros (principalmente argentinos) vêm curtir as praias daqui.

Praia Mole

Praia Mole

Desde que me mudei, ainda não tinha ido de verdade à praia por aqui, só em dias nublados ou meio frios, ainda não tinha aproveitado o sol e a água. O verão aqui é bem quente e um dia, decidi conhecer as praias Mole e Galheta. Uma fica do lado da outra e ambas são próximas à Lagoa da Conceição. Eu não moro perto da praia, o sistema de ônibus aqui é bem ruim, então é sempre uma viagenzinha para chegar, mas vale a pena. As fotos desse post são minhas e do Filipe Manzoni, a edição é dele.

Praia Mole

Praia Mole

A praia Mole tem um estacionamento bem grande para quem vem de carro e temos que andar alguns metros entre a rua, onde descemos do ônibus, e a praia, não é como as praias da zona sul do Rio, onde a areia encontra a avenida. Cheguei na  praia através de um restaurante/ bar/ lojinha. Não sei se existem outros acessos, é possível que o estacionamento tenha um caminho também.

Praia Mole

Praia Mole

A praia não é muito grande, era sexta feira nas férias, então estava cheia, mas um cheio bem diferente de Ipanema (a praia que costumo ir no Rio). Têm uns dois bares grandes e na frente desses bares fica bem cheio, mas nos intervalos é bem mais vazio e muito tranquilo. A praia é de tombo, ou seja, afunda muito rápido, logo estamos com a água na cintura e depois nos ombros, mas mesmo entrando bastante não cheguei a perder o pé, quer dizer, no início ela afunda rápido, mas depois mantém por um tempo a profundidade. Também não é muito calma, inclusive tinham diversos surfistas, então não quis ver exatamente em que momento perderia o pé.

Praia Mole

Praia Mole

Neste dia tinham diversos lugares com bandeiras vermelhas indicando áreas ou trechos perigosos e os guarda vidas estavam bastante presentes, patrulhando a praia, pedindo para banhistas saírem das áreas perigosas, etc.

A Mole é muito linda, a água é bem clarinha e não estava muito frio, mas parece que este ano as águas de Floripa estão mais quentes. Como estava muito calor, a temperatura estava ótima e muito refrescante. Tinha um ventinho que ajudava a refrescar também.

Praia Mole

Praia Mole

Em um dos cantos da praia tem um bar chamado bar do Deca (não confundir com o restaurante do Deca, que fica no canto da lagoa) onde toca música pop bastante alta e o público é principalmente de gays. Perto deste bar, ainda mais para o canto, tem umas pedras muito bonitas que marcam o fim da praia. A gente pode subir nelas, ver uma vista linda e tirar fotos sensacionais. Ali onde a água encontra com as pedras, forma tipo uma piscininha, a água fica bem mais calma e é possível ver peixinhos nadando. É nesta ponta também que parte a trilha para a próxima praia, a Galheta.

Praia Mole

Praia Mole

A Galheta é uma praia de nudismo opcional, ou seja, você não é obrigado a tirar a roupa, apenas tem essa possibilidade. A trilha que parte da praia Mole é bem curtinha e muito simples, mas esconde a praia e dá privacidade aos nudistas. A praia também é linda e também tem diversos guarda vidas. O problema é que no dia que fui tinham muitas águas vivas, muitas mesmo, por isso não me arrisquei a entrar na água. É uma praia com menos ondas que a Mole e a temperatura da água é parecida. Parece que as águas vivas não são um problema crônico daqui e estão ligadas com o aumento da temperatura da água esse ano.

Praia da Galheta

Praia da Galheta

A Galheta é uma praia bem mais vazia do que a Mole. No canto oposto ao da trilha de chegada tem mais uma trilha que dá em umas pedras. Não tem outra praia depois dela, mas podemos ver a Galheta de cima e também um paredão de pedras que tem depois.

As coisas na praia são bem caras, eu não comi lá porque já tinha almoçado, mas vi que o aluguel de guarda sol era R$10,00 e paguei R$5,00 para tomar uma água. Eu estava com muita sede, mas depois vi que se tivesse procurado bem, poderia ter pagado três reais. Enfim, praia no verão em Florianópolis pode ser um passeio bastante caro, como têm muito turista, os preços aumentam demais, se quiser economizar dinheiro, leve sua própria água e lanchinho.

Vocês conhecem essa praia? Têm alguma outra para indicar por aqui?

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Beijos