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Arquivo da tag: Feminismo

Refletindo – por que eu uso maquiagem?

Oi gente

Eu já falei algumas vezes sobre a beleza natural e da gente não ser obrigada a estar sempre maquiada e perfeita, então por que eu, que defendo a beleza natural, ando maquiada?

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Todos nós nascemos em uma sociedade que nos impõe um monte de padrões e um monte de coisas que mudam dependendo da época, do lugar, classe social, da idade, religião, sexo e várias outras coisas. Por mais que a gente não se jugue vítima da moda ou pretenda não seguir padrões impostos, é muito difícil conseguir se livrar deles. Só a gente olhar uma foto de pessoas há 20 ou 30 anos e de pessoas de agora, bem provável que a gente ache estranho a foto mais antiga, o cabelo dos anos 80, por exemplo. E isso fica ainda mais óbvio se olhamos imagens mais antigas. Claro que tem gente que pode amar a moda do século XVIII, mas daí  a usar na rua os vestidos e espartilhos da época, tem uma enorme diferença.

Não dá pra acreditar que todo mundo mudou de gosto junto, né? O que a gente considera como roupa normal hoje é uma imposição da moda. E as coisas podem até ser mais livres do que há décadas atrás, mas não dá pra negar que existe um padrão que é seguido por quase todo mundo, não importa se você é ligado ou não na moda, compra ou não roupa todo mês.

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Mas voltando pra maquiagem, eu, particularmente, até que nasci em um ambiente que incentivou pouco esse uso, vejo meninas bem pequenas já maquiadas enquanto eu, com meus dez anos pedi maquiagem pra minha mãe pra me fantasiar de vampira, não fazia ideia do que era um rímel ou blush. Aliás, foi através da maquiagem artística que comecei a me interessar por maquiagem. Comecei procurando tutoriais de maquiagem de monstro, sangue, feridas… E, através deles, cheguei em vídeos de maquiagem normal. Eu achava aquilo bonito, que dava um efeito bonito e decidi treinar e aprender.

Foi aí que eu comecei a usar maquiagem conscientemente, mas na verdade sei que não foi completamente uma escolha, foi uma imposição social, todas as mulheres consideradas bonitas na mídia estão maquiadas, mesmo aquelas que parecem que não estão têm a pele sem manchas ou marcas, as bochechas coradas e os cílios longos, curvados e volumosos. Se alguém me perguntar, eu vou dizer que uso maquiagem porque adoro, me divirto mesmo e acho que fica bonito, não mais bonito que a pele natural, mas um bonito diferente. Ok, mas será que é só isso mesmo?

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Eu saio de cara limpa com bastante frequência, no dia a dia só me maquio se realmente estiver afim e prefiro dormir mais cinco minutos do que me maquiar de manhã. Mas ok, sair de dia sem maquiagem é bem normal, pelo menos aqui no Rio, vejo muita gente sem. Mas e se eu tiver uma festa ou for sair de noite em um dia que eu não esteja com vontade de me maquiar? Pronto, todo aquele discurso de eu faço apenas porque quero acabou, eu não iria de cara limpa em um casamento. E olha que nem é nada demais, não tô falando de ir pelada ou de biquíni, tô falando de ir sem maquiagem, que nem todos os homens vão.

Estou escrevendo esse post aqui, não para convidar todas a invadirem festas sem maquiagem, mas pra gente refletir sobre essa imposição (e as milhões de outras que nos fazem) e ver que, mesmo quando parece ser uma escolha, muitas vezes não é. Por isso eu digo que, ir em um lugar onde todos esperam que você vá maquiada sem estar maquiada, é um ato político, romper essas imposições são atos políticos.

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Beijos

Refletindo – perfeição feminina

Oi gente,

Uma coisa que vejo muito nos blogs e Youtube femininos, principalmente ligados à beleza: mulheres pedindo desculpas por sua aparência.

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É um tutorial de maquiagem que a menina pede desculpas pelo esmalte descascando, uma resenha de uma base e a outra pede perdão pela sobrancelha que não está feita, aquele vídeo que é adiado pela gripe, que deixa a voz rouca ou pela espinha que acabou de brotar… E o tempo inteiro elas pedem desculpas, desculpas por não estarem perfeitas.

Eu sei que o tempo todo somos bombardeadas com essa necessidade da unha feita, da pele lisa, dos pelos apenas onde a gente quer (muitos na cabeça, sem falhas e no lugar nas sobrancelhas e volumosos, longos e curvados nos cílios), mas acho que não dá pra gente aceitar tudo e achar natural essa idealização.

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Em geral, quem faz um blog de beleza gosta de maquiagem, gosta de ter as unhas feitas e tudo mais, mas tem um momento que deixa de ser gosto e passa a ser uma obrigação. Eu gosto de pintar as unhas, até comentei aqui que estou conseguindo ter uma rotina de pintar sempre, mas uma certa semana eu posso não pintar. Pode ser por falta de tempo, de vontade, de dinheiro, de habilidade… Não importa, mas eu não quero ter que pedir desculpas por isso, minhas unhas não nascem naturalmente com esmalte e não quero ter que pedir desculpas por estar natural.

Desculpas eu peço quando faço algo errado, ofendo ou magoo alguém, não porque não tirei as sobrancelhas ou o esmalte descascando aparece no vídeo. Eu entendo que, pra quem trabalha com blog de beleza, a imagem é muito importante e é o cartão de visita. Mas aceitar que é normal pedir desculpa por ser quem você é e não estar nos padrões é só perpetuar essa obrigação. Quanto mais mulheres acharem normal uma unha descascando e postarem isso sem nenhum problema, mais a gente vai mudar esse padrão.

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Não sou contra maquiagem, unhas feitas ou mesmo procedimentos estéticos, mas essa obrigação de só aparecer na foto e na Internet quando se está “perfeita” e dentro dos padrões exigidos acho bem complicado. Acho mais complicado ainda quando os desvios desse padrão são acompanhados de pedidos de desculpas. Eu não vou me desculpar por não ter tido tempo de tirar o esmalte descascado, se o post é pra mostrar um tutorial de maquiagem, as unhas descascadas não fazem diferença.

Já repararam nesses pedidos de desculpas? O que acham?

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Beijos

Refletindo – tudo é política

Oi gente,

Vou começar o post de hoje com uma história real.

Quando eu era criança, um dos sonhos da minha vida era ser escritora (e fazer nado sincronizado também) e me lembro de uma vez que, conversando com a minha mãe sobre músicas e época da ditadura eu defendi o direito de ser neutro, de, mesmo na ditadura, fazer música sem política. Mas aí ela disse que isso não existia, que sempre nos posicionamos. Na época eu não concordei, pra mim era perfeitamente razoável eu me abster, falar sobre outra coisa e não tomar posição.

Mas com o passar do tempo entendi completamente minha mãe e hoje concordo com ela (e ela nem deve lembrar dessa conversa). A questão é que o tempo inteiro a gente faz escolhas e quando decidimos falar, escrever ou apoiar alguma coisa, tem outra (ou outras) das quais não estamos falando, escrevendo ou apoiando. E essa escolha é uma coisa política.

Nem sempre política está ligado a um partido, eleições ou aos políticos. A nossa opinião sobre as coisas e nossas ações em relação a essas coisas é política, então a gente está o tempo inteiro fazendo política e acho importante a gente se conscientizar disso. Quando o casamento homoafetivo foi legalizado em todos os EUA muitas pessoas trocaram as fotos do perfil do facebook, agora outras colocaram um filtro contra a PL5069, há algum tempo houve uma troca de sobrenomes para Guarani Kaiowá, enfim, uma infinidade de coisas. Tudo isso são manifestações de apoio e indicam um posicionamento, uma posição política. E não participar de nenhuma delas é também uma posição.

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Se vestir também pode ser político, nosso estilo muitas vezes passa opinião, o que pensamos sobre moda, consumismo, como queremos nos mostrar pro mundo.

Claro que existem milhões de formas de se posicionar, não é porque não coloquei o arco-íris na foto que eu não apoio a causa ou acho menos importante, mas temos que lembrar que se posicionar ou não faz diferença sim.

Em geral a gente tem as pessoas que estão satisfeitas com a situação atual e que se privilegiam dela, os opressores, e aquelas que querem mudar as coisas, os oprimidos. Claro que nem toda situação de mudança é assim, mas nos casos que eu citei (ditadura, homofobia, machismo, racismo…) é o que vemos. Nesses casos existe um lado mais poderoso, o lado que está no poder e que não quer mudanças e o outro lado, que luta por mudanças.

“Ok, mas eu não quero lutar por essa causa, não quero me posicionar ou falar dela”. O problema quando a gente não fala nada é que a gente acaba fortalecendo o lado dos opressores. Lembra que os opressores não querem que o sistema mude? Então, não falando nada, não se posicionando, a gente acaba fazendo exatamente o que eles querem. Por isso todo ato, todo discurso é político.

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Caso de racismo bem recente, Taís não deixou de se posicionar contra, isso é uma atitude política. Foto: http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/203355/Taís-Araújo-é-atacada-com-comentários-racistas-no-Face.htm

Por isso eu comecei a fazer esses posts de refletindo aqui no blog, porque não quero estar do lado do opressor. Vou continuar falando de cabelo, maquiagem, viagem, fotografia, livros e tudo mais? Claro, mas quero também usar minha voz (mesmo sendo baixinha) pras causas que eu acredito. Por isso eu gosto tanto dos blogs que também se posicionam e que usam a voz, o alcance todo pra tratar de assuntos importantes.

Não tem jeito, quanto maior a sua visibilidade, mais pessoas suas atitudes vão alcançar. Então temos sim que prestar atenção no que a gente fala, e quanto maior o público, mais atenção. Uma coisa é eu falar uma besteira entre alguns amigos, outra é eu ser professor e falar a mesma besteira pra turma inteira ouvir. É diferente também um canal do Youtube com 100 mil, 500 mil, um milhão de inscritos, ou mesmo um ator/ atriz na televisão. A gente tem que sempre pensar antes de falar, mas quanto maior nosso público, quanto maior nossa influência, mais a gente tem que tomar cuidado.

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Tatuagem em lugares visíveis do corpo também querem dizer que você não concorda que a tatuagem deve ficar escondida e que você não vai se submeter a isso. Foto: http://starchanges.com/kat-von-d-celebrity-plastic-surgery/

Isso quer dizer que nunca vamos falar besteiras e nos arrepender? Claro que não. Mas percebeu que disse algo ofensivo, preconceituoso, pede desculpa e não repete. E use sua voz, seu corpo, seu espaço para lutar as lutas com as quais você se identifica.

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Beijos

Refletindo -opressores

Oi gente,

Quero tentar falar um pouco sobre opressão e movimento de minorias.

Vou começar contando uma história. Quando eu era mais nova, via muito as pessoas usarem a sigla GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) quando se falava em festas, públicos e lugares. Com o tempo, pelo menos na minha percepção, essa sigla começou a ser substituída pela LGBT. Na época lembro que achei estranho, então aqueles que eram simpatizantes, que eram heterossexuais e cisgêneros não tinham mais espaço?

Hoje em dia entendo isso de forma bem diferente. O movimento é LGBT porque são essas pessoas que sofrem o preconceito, que têm menos direitos e que lutam pela própria igualdade. Claro que você, que não representa esse público, é também bem vindo, você, que se via lá no S de simpatizante pode, e deve ajudar, mas o protagonismo não é e não pode ser seu.

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Precisamos marcar de quem é a luta, quem é o oprimido que deve protagonizar o movimento. Eu usei o LGBT como exemplo, mas isso vale para todos os movimentos. Sexta foi dia da consciência negra. Por que consciência negra e não consciência humana? Porque nosso país é extremamente racista, porque precisamos desse dia e porque são os negros que precisam protagonizar seu movimento. Um dia da consciência humana, só manteria o branco como protagonista, como principal e é isso que temos que reverter. Ainda precisamos (e muito) do dia internacional da mulher, do feminismo (que também tem esse nome para lembrar e trazer o protagonismo da mulher) e de tantos outros movimentos de minorias. Precisamos respeitar o protagonismo, a liderança do oprimido em seu próprio movimento.

É muito importante também que a gente se lembre de todos os nossos privilégios e como podemos ser potencialmente opressores. Eu, por exemplo, sou mulher e sou oprimida diariamente por isso, tenho que tomar cuidado com a roupa que uso, tenho que ouvir diariamente piadas e comentários machistas, ganho menos que o homem para fazer o mesmo trabalho e mais um monte de coisas. Mas eu também sou branca, nunca soube o que é sofrer racismo. Por isso preciso me colocar como potencialmente opressora e sempre estar atenta a ouvir os negros sobre racismo.

Quando eu falo para um homem sobre meu medo de ser estuprada eu não quero ser questionada e não acho que ele, que nada sabe sobre isso, pode me deslegitimar. Então tenho que me colocar com a mesma humildade que espero do homem, quando se trata de opressões que eu não sofro.

Se a gente conseguir repensar nossos privilégios e ouvir os oprimidos, dar voz, respeitar, apoiar, aí sim a gente pode, quem sabe, chegar em um dia em que não existam mais privilégio, em que a gente possa abolir os movimentos das minorias, porque aí não vão mais ter minorias. Nesse dia a gente fala de consciência humana.

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Beijos

Refletindo – Primeiro assédio

Oi gente,

Ainda tô encontrando um pouco de dificuldade de acertar meus horários com a vida nova no Rio, então vou postando como der, realmente espero conseguir me organizar e tirar um tempo pra escrever os posts da semana e organizar tudo com antecedência, mas nem sempre vai ser possível.

Vim hoje escrever sobre um tema que pra mim é muito importante. Faz um tempinho que as redes sociais estão cheias da #primeiroAssédio, acho que todo mundo deve ter visto. Pra quem não tem redes sociais e não viu vou tentar resumir a história. Existe um programa tipo um reality show de culinária chamado Master Chef, é uma competição pra ver quem cozinha melhor. Tem os participantes e os jurados, os participantes vão sendo eliminados e sobra um. Pois bem, há pouco tempo começou uma nova versão, o Master Chef Junior, onde crianças cozinham. Eu nunca vi (não tenho TV, lembram?), mas logo comecei a ver pessoas denunciando comentários asquerosos de homens relacionados a uma das participantes, Valentina, de 12 anos.

Bom, aí o coletivo feminista Think Olga, motivados pelo enorme assédio que a criança estava sofrendo criou essa #PrimeiroAssédio, na qual mulheres relatam sobre a primeira vez em que foram assediadas. Vi alguns relatos no meu Facebook de amigas ou amigas de amigas contando suas histórias ou comentando toda a história.

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Tema de redação do ENEM

Aí logo depois veio a prova do ENEM que botou o feminismo em pauta para mais de 7 milhões de estudantes, tanto na parte das questões objetivas, trazendo Simone de Beauvoir, quanto na redação, refletindo a respeito da violência contra as mulheres. E vi muita gente reclamando do tema, falando que era assunto de esquerda ou que o ENEM estava obrigando a ter um posicionamento.

Desde que o ENEM existe ele sempre direcionou um posicionamento, desde muito antes de existir o SISU nas regras sempre esteve escrito que o candidato não poderia se posicionar contra os direitos humanos e tinha que colocar alguma proposta de como resolver os problemas. As regras não mudaram, não pode se posicionar a favor da violência contra a mulher porque isso seria contra os direitos humanos, simples.

Mas confesso que me choca a pessoa ser claramente a favor da violência contra a mulher a ponto de reclamar da redação. Então agora não posso defender que bater em mulher é bom? Não, não pode, isso não tem nada a ver com comunismo nem com ser de esquerda. A cada 4 minutos uma mulher sofre alguma violência apenas por ser mulher, isso é muito sério. A maioria das mulheres que conheço já sofreu algum tipo de violência, é só olhar de novo essa #PrimeiroAssédio, mesmo sabendo que muitas delas preferiram não se pronunciar, seja por não querer, seja por não conseguir.

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Cartilha sobre a lei Maria da Penha, seu relacionamento é abusivo?

O fato é que temos sim que falar no assunto, temos que falar muito, discutir muito pra mudar esse quadro, eu sou mulher e não quero ter medo de andar na rua, não quero ter que escolher um short ou saia mais comprido porque vou passar por um lugar meio estranho, não quero ter medo a cada homem que passa por mim de noite ou em lugar deserto, não quero ser obrigada, cada vez que saio na rua, a ouvir cantadas ou receber olhares, não quero ser obrigada a dizer que tenho namorado apenas porque não quero ficar com alguém (não de mulher nunca vale, só vale se entra outro homem no meio). São tantas coisas que eu poderia ficar horas falando aqui, mas vou deixar que vocês completem com tudo o que já passaram.

Se você nunca passou por nada disso, quase certeza que não é mulher, então te aconselho a fazer o seguinte: primeiro a ouvir as mulheres a sua volta (é, seu papel agora é só de ouvir) e depois a se questionar, questionar suas atitudes e dos outros a sua volta, conversar, desconstruir e agir sempre que ver uma violência.

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Nada é desculpa para a violência ou o relacionamento abusivo! Fonte: http://www.desocupadaeamae.com.br/2015/02/27/voce-esta-num-relacionamento-abusivo/

O post demorou pra sair, mas consegui falar um pouco do que penso, divide seus pensamentos também aqui nos comentários.

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Beijos