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Arquivo da tag: Colocando em prática

Colocando em prática #5

Oi gente,

Mais um colocando em prática, dessa vez sem tema definido.

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A primeira foto tirei quando fui à São Paulo em dezembro no Memorial da América Latina. Antes de chegar aos prédios do Niemeyer devemos atravessar um túnel que homenageia os índios. A foto foi tirada nesse túnel. Embora o dia estivesse muito claro, no túnel a iluminação não era muito boa. Eu estava com a minha lente 18-35mm f/1.8 da Sigma e, para enquadrar o máximo possível coloquei em 18mm. Baixei a velocidade, mas não a ponto de correr risco de tremer e deixem em 1/25 segundos. Como essa lente é bem pesada e não tem estabilizador, evito baixar demais a velocidade. Também sempre evito subir muito o ISO porque não gosto de jeito nenhum do efeito granulado. Pra quem gosta, sobe sem medo. Eu deixei em ISO500 mesmo. O diafragma eu deixei bem aberto, f/2.5, dando foco e destaque na primeira placa.

Eu já mostrei que aumentar o ISO dá ruído e manter o diafragma em uma abertura mediana aumenta a nitidez, aí, quando não podemos ter o ideal, temos que pensar o que achamos pior (ou melhor), falta de nitidez ou ruído. Sem dúvida nenhuma eu prefiro a falta de nitidez, inclusive, uso muito o diafragma aberto desfocando o fundo, mas o ISO alto eu evito a todo custo.

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Foto noturna tirada em Floripa mesmo. Essa é de uma noite no Morro das Pedras, tirada da estrada. Foi usada a lente, Nikon 50mm f/1.8. Mais uma vez as condições de luz não eram ideais, na verdade bem menos ideais, estava uma noite de lua cheia, sim, mas na estrada quase não tem iluminação e no mar também não. A foto teria que ter uma exposição um pouco mais longa. Eu não tenho tripé, então sempre improviso. Dessa vez usei um banco para a poiar a câmera. Como não tinha muita escolha, subi bastante o ISO e usei ISO1000 e também deixei o diafragma bem aberto, f/1.8. A velocidade acabou sendo 0.8segundos, quase um segundo inteiro.

Como a foto é do mar e a exposição é um pouco longa, dá pra perceber que a água se mexeu e a foto parece um pouco tremida. Olhando pelas pedras dá pra ver que ela não está tremida, mas esse é um efeito que conseguimos com longa exposição (e se você quiser evitar, faça uma exposição mais curta e suba mais ainda o ISO).

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Essa foto eu coloquei no post de passeando que falei dessa praia, entre o Gravatá e a Joaquina. Foi tirada também com a lente Sigma 18-35mm f/1.8, mas dessa vez em 35mm. O dia estava bem claro, ao contrário das outras duas fotos, então não tive problemas. Pude deixar o ISO200 e o diafragma em f/10, preservando a nitidez. Eu queria uma velocidade rápida porque queria captar a onda no momento que estourava na pedra, queria a água congelada. Se eu optasse por deixar a velocidade mais devagar sairia um borrão de espuma branca. O intuito dessa foto era o oposto da anterior, água congelada. Velocidade 1/160 segundos.

É muito importante entender que cada foto pode ser tirada de muitos jeitos (mesmo mantendo o mesmo enquadramento) e é essa a maravilha do modo manual, você pode escolher que jeito é esse e priorizar o que quiser. Levando em conta as condições de luz, claro.

Se vocês tiverem alguma sugestão de tema para eu usar no próximo colocando em prática, vou adorar saber. Pode ser algum tipo de foto que você adora, alguma que tenha dificuldade, ou só curiosidade. Deixa nos comentários.

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Beijos

Colocando em prática #4 – pôr do sol

Oi gente,

Mais um colocando em prática temático. Dessa vez com o tema pôr do sol ou entardecer.

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Essa foto foi tirada em Brasília. O pôr do sol é um momento em que temos menos luz do que durante o dia, mas ainda temos o sol bem visível, muitas vezes aparecendo na foto. A tendência do modo automático é interpretar que temos muita luz, mas mesmo assim onde está o Sol a foto fica estourada. O céu em geral fica muito claro e o restante da foto fica ok ou o céu fica ok, mas o restante fica bem escuro, às vezes preto. A maior parte das fotos de celular acaba sendo assim.

Por isso é melhor usar a câmera no modo manual. Sempre aponto para medir a luz no céu (mas se o Sol estiver aparente, não nele nem muito perto) e deixo a foto subexposta, ou seja, escura. Com a foto mais escura conseguimos realçar bem as cores do céu. Nesta foto usei a lente Nikon 18-55mm f/3.5-5.6 em 55mm que foi onde encontrei esse enquadramento. Deixei o f/ 5.6 que é o menor da lente nessa distância focal e o ISO em 200. É um ISO bem baixo e eu poderia ter subido mais para usar uma velocidade mais alta, já que usei 1/40 segundos. Mas eu evito ao máximo subir o ISO porque não gosto mesmo dos ruídos. Sei que ISO 200 é bem baixo, mas como deu para segurar a velocidade sem tremer, preferi não aumentar.

A velocidade 1/40 ficou boa, sem tremer, mas menos do que isso, em 55mm eu não me garanto muito, pois não tenho a mão tão firme. Não sei dizer exatamente como estava o fotômetro, mas certamente -1 ou -2.

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Essa foto é de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, uma cidadezinha bem perto de Natal. Na verdade a foto é em Tourinhos, lugar com pôr do sol lindo perto de Gostoso. Mais uma vez deixei o fotômetro no negativo.

Para esta foto usei a lente Nikon 55-200mm f/4.5-5.6 em 92mm, onde achei o melhor enquadramento. O f/5 é também o menor possível para essa distância focal nessa lente. Botei o ISO um pouco mais alto do que na foto anterior, em ISO 320, mas não me arrisquei a subir muito não. A velocidade acabou ficando mais alta 1/320 segundos.

Dá pra perceber que esse pôr do sol era mais claro que o anterior. A abertura é praticamente a mesma, o ISO dessa segunda foto é um pouco mais alto, mas a velocidade está bem maior e a distância focal (que também dá diferença na entrada de luz) também é maior.

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Foto tirada em Floripa mesmo, é a diferente do grupo, já que não há pôr do sol efetivamente. Ela foi tirada na hora do crepúsculo, mas não foi voltada para o oeste (oeste é onde o Sol se põe).

A foto foi tirada com a lente Sigma 18-35mm f/1.8 em 35mm. Essa lente é a minha preferida junto com a Nikon 50mm f/1.8, mas embora a Sigma seja bem maior, é mais versátil. Mantive o ISO baixo de sempre em ISO 320, a abertura em f/3.5 e a velocidade em 1/50 segundos, uma velocidade bem razoável para os 35mm escolhidos. Escolhendo essas medidas eu acabei subexpondo a foto e fazendo um efeito mais escuro do que o que meus olhos estavam vendo no momento.

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