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Arquivo da categoria: Passeando

Passeando – entre o Gravatá e a Joaquina

Oi gente,

Hoje quero falar de mais um passeio, mais uma praia em Floripa, uma praia bem pequena entre o Gravatá e a Joaquina.

praia de perto

Eu não sei o nome da praia, ela e bem pequena e bem escondida. A gente chega nela por uma trilha que sai da estrada que dá acesso à Joaquina. É uma trilha bem escondida, precisa de alguém que conheça pra indicar.

A trilha é bem curta e tranquila, temos que subir e depois descer o morro, e aí chegamos na praia. Parte da trilha é meio descampada, então imagino que no verão a parte final da subida na ida possa ser um pouco cruel. Mas é uma trilha realmente rápida, em menos de 30 minutos chegamos à praia.

cogumelos

Logo antes de realmente chegar chegamos a um gramado de onde se tem uma vista maravilhosa e já é um ótimo lugar para aproveitar, tomar sol e apreciar a vista. Descendo mais um pouco temos a praia. Quando fomos a maré estava subindo, então não tinha areia, apenas pedras na beira d´água. Como não íamos entrar na água (o dia estava quente, mas ainda é inverno) isso não atrapalhou em nada, mas parece que na maré baixa tem areia e uma praia normal. Perto da praia tem um riachinho. Não dá pra se banhar nele, mas dá pra molhar os pés.

Praia vista de cima

Praia vista de cima

Um problema é a quantidade de lixo que encontramos por lá. Como ela é bem escondida, claro que não há recolhimento desse lixo, então vimos diversos potes e garrafas nas pedras. Nesta época do ano, em Florianópolis, podemos, muitas vezes, enxergar a baleia franca que migra para esses lados no inverno. Se der sorte pode ver as baleias passando na frente da praia. Eu não cheguei a ver, mas meus amigos sim. Procure por algo que parece uma grande pedra que se mexe, ficando na superfície e voltando para o fundo, reaparecendo sempre um pouco mais a frente.

A vista que temos a partir do gramado, olhando para o lado oposto ao da praia.

A vista que temos a partir do gramado, olhando para o lado oposto ao da praia. Bem no fundo dá pra ver a Ilha do Campeche

O passeio é muito lindo e vale muito a pena, mesmo no inverno, se o dia for bonito e o vento não estiver tão forte, vale a visita. Só tem que encontrar alguém que conheça essa praia.

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Beijos

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Passeando – Ilha Fiscal

Oi gente,

Mesmo quando moramos anos em uma cidade tem lugares que ainda são novidade, né? O passeando de hoje é no Rio de Janeiro.

ilha fiscal 2

Pois é, morei por 26 anos no Rio e nunca tinha ido à Ilha Fiscal. Assim que ela foi aberta para visitação tentei ir com meus pais umas duas vezes, mas a procura era muito grande e nunca tinha senha pra gente. Aí os anos passaram e eu nunca mais tentei ir. Tinha vontade, achava aquele castelinho lindo, mas sempre deixava pra depois.

Quando decidi sair do Rio pensei nos lugares que queria visitar antes de ir e a Ilha fiscal estava entre eles, mas acabou não dando tempo. Bom, sempre que visito o Rio esse lugar é alvo dos meus planos, mas sempre acabo não conseguindo ir. Pois bem, na última vez que estive lá consegui um tempo para visitar a ilha.

O ingresso deve ser comprado no museu da marinha (que mudou de lugar, continua na Praça XV, mas do outro lado dela, perto da ALERJ), custa R$25,00 e tem meia para estudante. Aí eles pedem para estarmos no local 10min antes para começar o passeio pontualmente. De lá vamos andando até o antigo museu da marinha, onde pegamos o barco que nos leva até a ilha. Existe uma ponte até lá, então se houver qualquer problema com o barco, ele é substituído por ônibus. As visitas podem ser feitas de quinta a domingo em três horários, 12:30h, 14h e 15:30h e duram cerca de 2h.

vista

Eu fiz a visita no sábado e era um grupo bem grande, cerca de 70 pessoas. A visita é toda guiada, então se o grupo for grande, chegando na ilha eles dividem em dois grupos menores. Bom, o castelinho é lindo e dele temos também uma vista do aeroporto Santos Dumont e do Pão de Açúcar. A visita percorre diversas salas por dentro, duas delas estão decoradas com objetos da época final do império e réplicas, inclusive tem um filme que fala de diversos aspectos ligados ao último baile do império. Nas outras vemos exposições ligadas à marinha, mas não à época do Império. Podemos visitar também uma torre e olhar pinturas, teto e piso originais.

A visita é legal e acho que valeu a pena, principalmente, porque eu sempre quis visitar, mas achei que a parte interna deixou bastante a desejar. Muitas coisas não têm absolutamente nada a ver com a época do império, eu acharia mais apropriado que estivessem no museu da marinha. Mesmo a parte que é decorada de acordo com o baile não achei tão sensacional assim, pra mim valeu mesmo pelo castelo, por ver a construção de perto. A nossa guia era bem legal e em momento nenhum nos forçou a andar junto do grupo ou a apressar o passo, então confesso que, após as primeiras salas (que eram as decoradas de acordo com o império) acabei não acompanhando as explicações dela.

ilha fiscal 1

Lugares bonitos e famosos da nossa cidade que acabamos nunca visitando, vocês também têm desses? Contem nos comentários. Para me acompanhar, siga meu Instagram e a página do Facebook. Para receber os posts no seu e-mail, só seguir o blog.

Beijos

Passeando: Brasília

Oi gente,

Quero contar um pouco de uma viagem que fiz faz quase um ano, pra Brasília. Esse post vai ser cheio de fotos, preparem-se.

Senado

Senado

Na verdade eu fui pra lá pra ir numa festa, então foi bem rapidinho, mas tiramos dois ou três dias pra conhecer um pouco da capital. Claro que como foi uma viagem super rápida, então passeamos mais no Eixo Monumental mesmo. Acabamos precisando de dois dias pra passear por lá porque no primeiro tivemos alguns contratempos e uma dose generosa de azar.

Memorial JK

Memorial JK

Jardim em frente ao Memorial JK

Jardim em frente ao Memorial JK

Começamos pelo Memorial JK, mas como era segunda-feira o memorial não abria. Ok, tiramos fotos do exterior e, em seguida, fomos para a torre da TV, mas chegamos eram 16:05h e só estava aberto o primeiro andar, o mezanino, o último fechava pra visitação 16h. Continuamos em direção à Catedral metropolitana e, adivinha? De novo chegamos cinco minutos depois de fechar. Não teve jeito, seguimos em direção à praça dos três poderes e de lá vimos um lindo pôr do sol.

Palácio do Planalto

Palácio do Planalto

Praça dos três poderes vista do alto

Praça dos três poderes vista do alto

Pira da pátria

Pira da pátria

No segundo dia não podíamos ficar até tarde, pois nosso voo era de noite. Começamos pelo palácio da Alvorada (casa da Dilma). O que dá pra ver mesmo é o jardim, um enorme gramado com alguns pássaros, inclusive uma ema. Dá pra ver o palácio ao fundo, claro, mas não conseguimos enxergar detalhes. Ao redor do jardim, limitando a entrada dos visitantes, tem como que um fosso com alguns peixes nadando. No fundo desse fosso vi diversas moedas, daquelas que as pessoas jogam e fazem desejos.

Palácio da Alvorada

Palácio da Alvorada

Como não tínhamos muito tempo, acabamos deixando o memorial JK de lado e voltamos à torre de TV. Aí sim pegamos o último andar aberto e pudemos apreciar a vista. Era Agosto, então bastante da parte verde que podíamos ver estava bem seca. Eu nem sei se a secura tem tanto a ver com a época do ano, sempre ouço dizer que Brasília é seco sempre. Inclusive, durante uma noite pude ver uma queimada bem grande ao longe. Como fiquei pouco tempo não pude sentir nenhum efeito sério do ar seco, apenas muito calor e muita sede. Mas embora os dias tenham sido de muito calor, as noites eram bem frias.

Vista da torre da TV

Vista da torre da TV

Cidade à noite e uma queimada no fundo. Esta foto não foi tirada do Eixo Monumental.

Cidade à noite e uma queimada no fundo. Esta foto não foi tirada do Eixo Monumental.

E aí finalmente seguimos para a catedral. Nesse dia deu tudo certo e conseguimos visitar tudo o que planejamos. Não usei o transporte público, mas ouvi falar muito mal dele. Para percorrer o eixo monumental nos dois dias usamos aquelas bicicletas do bike Brasília. Tivemos que pagar por um mês de uso, mas foi apenas dez reais, então valeu bastante a pena. Eu gostaria que tivessem essas bicicletas por aqui também, é um ótimo jeito de passear, principalmente se não tiver que enfrentar subidas muito íngremes.

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

sino

Minha impressão de Brasília é que não é uma cidade em que eu moraria, é feita para carros, aquelas superquadras e auto pistas, me pareceu bem difícil não ter carro e se locomover. Claro, eu usei as bicicletas, mas elas só estão presentes no Eixo Monumental (pelo menos na época), então para sair dali teria que contar com os ônibus ou ter um carro. Sempre andei de ônibus, isso nunca foi um problema pra mim, a questão é que não me pareceu uma cidade própria para pedestres e eu sou pedestre, gosto de poder caminhar. Mas com certeza é um lugar que eu visitaria novamente e passaria mais tempo. Gostaria de conhecer melhor.

Vocês conhecem Brasília? Gostam de lá? Para me acompanhar, sigam meu Instagram e a página do Facebook. Para receber os posts no seu e-mail, só seguir o blog.

Beijos

Passeando: ilha do Campeche

Oi gente,

Hoje vim contar sobre um passeio que fiz em Janeiro aqui em Floripa, à ilha do Campeche.

campeche 1

Campeche é uma praia por aqui no sul da ilha de Florianópolis e na frente dela tem uma ilha, a ilha do Campeche. É um lugar muito lindo, um passeio que vale a pena fazer se você estiver disposto a gastar um pouco de dinheiro. Pois é, não é um passeio barato, pois envolve a ida de barco. Dá pra chegar nessa ilha a partir de três pontos: da praia do Campeche, da Barra da Lagoa ou da praia da Armação, eu fui a partir desse último. O passeio de barco até a ilha dura mais ou menos meia hora e custa R$60,00 por pessoa.

campeche 5

Da armação os barcos começam a sair de manhã e saem até as 14h. Cada barco vai até a ilha e volta seis horas depois, você deve ir e voltar com o mesmo barco, a não ser que haja alguma emergência. No dia que eu fui estava um dia muito bonito, muito sol e bem quente. Como não é um passeio barato, acho que não vale a pena ir a não ser que o dia esteja realmente bonito e quente.

Chegando na ilha você pode ficar lá livremente por seis horas aproveitando a praia e a natureza. Lá eles oferecem algumas atividades, algumas caminhadas guiadas e também prática de mergulho com snorkel. Essas atividades são pagas a parte, o preço da caminhada depende do passeio mas, se não me engano, fica entre R$10,00 e R$15,00 por pessoa. O mergulho já é mais caro, não me recordo exatamente o preço nem consegui achar na Internet.

campeche 3

Quando fui fiz ambas as atividades, uma trilha que permitia caminhar um pouco pela floresta, ter acesso a vistas lindas e também conhecer inscrições rupestres de povos primitivos. As inscrições foram feitas diretamente na pedra, como um entalhamento, não como uma pintura, se diferenciando bastante das inscrições que eu já conhecia. O mergulho é voltado para iniciantes, há, inclusive, um período de adaptação (uns 15 minutos) na parte rasa da praia. Eles fornecem todo o material, máscara, snorkel, roupa de neoprene e pé de pato. No dia em que fui a visibilidade embaixo d´água não estava tão boa, 3m. Eu acho que é uma experiência legal, principalmente se você nunca mergulhou, mas não é imperdível nem extremamente especial. É um mergulho em grupo onde a maioria das pessoas são iniciantes. Parece que há também a possibilidade de mergulhar com cilindro, mas não sei dar maiores informações sobre esse passeio.

A praia é muito linda e, mesmo que você passe as 6h apenas aproveitando o mar e a vista vale muito a pena. É possível encontrar lugares sombreados para evitar o sol forte em um período tão longo. Há também dois restaurantes, os preços são justos (lembrando que estamos em uma ilha pouco habitada), mas eu aconselharia você a levar um lanche se puder. Existem ainda muitos quatis na ilha, eles se alimentam dos restos de comida, o que não faz bem a eles, então se recomenda que ninguém alimente eles. Também não é recomendado encostar tocar ou se aproximar dos quatis, embora possam parecer inofensivos, são animais selvagens e podem atacar.

campeche 2

É um passeio lindo demais e eu recomendo muito, mas apenas no verão, a água do sul de Floripa é bastante fria, então fora de temporada seria bem difícil aproveitar. Na verdade não tenho nem certeza se esse passeio funciona fora da alta temporada. A ilha do Campeche é um local de preservação ambiental com entrada controlada, há um número máximo de visitantes por dia, recomendo chegar cedo ao ponto de partida escolhido.

campeche 4

Inscrições rupestres

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Beijos

Passeando – Laguna/ SC

Oi gente,

Pra provar que nem só de praia se vive por aqui, hoje vim mostrar um passeando diferente. Ok, a praia vai aparecer, mas não vai ser tema.

Quero falar de uma cidadezinha que fica a mais ou menos a 120km de Floripa chamada Laguna. É uma cidade histórica, com casinhas antigas e ruas de paralelepípedo e pé de moleque. Fica no litoral, mas no centrinho não tem praia

Laguna

Laguna/ SC

Laguna foi uma cidade muito importante para os portugueses na época da colonização, porque lá passava a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Hoje em dia existe um monumento demarcando o lugar.

Marco do Tratado de Tordesilhas

Marco do Tratado de Tordesilhas. Laguna/ SC

Lá também tem um museu casa de Anita Garibaldi. Esse museu é uma casa bem antiga que reúne diversas informações sobre ela. A casa não foi realmente morada da Anita, foi apenas onde ela se arrumou para seu primeiro casamento, aos 14 anos (que não foi com Giuseppe Garibaldi). Não se tem certeza do lugar onde Anita nasceu, mas é bem provável que tenha sido em Laguna.

Igreja

Igreja. Laguna/ SC

Laguna é cortada por um rio sem ponte, de um lado está o centrinho e o museu e do outro estão praias muito lindas e um farol. É possível dar a volta para chegar ao outro lado de carro, mas existe também um ferry boat que atravessa carros, motos, ônibus e passageiros. A gente estava de carro e atravessamos neste ferry boat.

Travessia de ferry boat em Laguna

Travessia de ferry boat em Laguna/ SC.

Depois de atravessar ainda tivemos que andar uns bons quilômetros até o Farol de Santa Marta que é o maior farol das américas e o segundo maior no mundo. Existem várias praias lindas perto do farol, mas nós não fomos a nenhuma delas. Parece que é possível ver pinguins e golfinhos de algumas praias.

Farol Santa Marta. Laguna/ SC

Farol Santa Marta. Laguna/ SC

O passeio foi muito lindo e valeria a pena voltar para conhecer também as praias, mas é bom estar preparado para a volta, pelo menos para quem for voltar no final da tarde no verão. Na verdade, quando atravessamos o ferry boat, já tínhamos visto a fila enorme para voltar, mas ninguém imaginou que seria do jeito que foi. Saímos do farol ainda estava claro, pegamos a estrada e ficamos na fila. Ficamos umas três horas para andar cerca de três quilômetros. Essa parte não foi divertida, principalmente porque ainda tinham os 120km de Laguna até Floripa. Sei que chagamos em casa perto de meia noite. Existia outra estrada, fazendo a volta, se não me engano por Tubarão, mas parece que o engarrafamento seria grande também e ninguém dava certeza de que seria vantajoso. Ficamos na fila.

Laguna/ SC

Laguna/ SC

A visita é muito bonita e eu gostaria de voltar para aproveitar também a praia, mas só de lembrar das horas que passamos na fila, desanimo muito. Pra ver a vista, acho que vale mais ir no inverno e para ir na praia, tentar chegar cedo e sair cedo.

Beijos

Passeando – Praia do Campeche

Oi gente,

Eu adoro passear e viajar, já falei isso aqui antes, mas também sou uma pessoa preguiçosa. Muitos foram os dias que fiquei em casa sem sair para conhecer um lugar novo ou voltar a algum lugar que já conheço. A verdade é que muitas vezes desejo sair mais e passear com mais frequência, mas, na maioria das vezes, acabo desistindo. Seja porque não sei onde ir, porque já está tarde ou por causa da chuva (e aqui em Floripa chove com muita frequência). Posso inventar uma infinidade de desculpas e a verdade é que acabo passando mais dias em casa do que necessário.

Mas hoje quero contar sobre um dia em que a preguiça não venceu. Fui conhecer a praia do Campeche. Eu já tinha ido lá com uma amiga, mas o dia estava chuvoso e frio, essa foi a primeira vez que fui para curtir a praia de verdade.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

A praia do Campeche tem como se fosse uma entrada, um portal que dá acesso a ela. É uma praia bastante grande e, como era um dia de sol, estava cheia, mas não aquele cheio insuportável, assim como na Praia Mole, as pessoas se concentravam perto da entrada, onde havia guarda sol e bebida a venda. Dá  para ver na próxima foto a concentração de pessoas ao longe.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Fiquei um pouco afastada dessa concentração, em um ponto que a praia faz um curva. O dia estava muito quente e a água, uma delícia. Não achei a praia perigosa, pelo menos não no dia em que fui, mas tinham diversos guarda vidas tomando conta na beira d´água. O ponto onde fiquei não era o melhor lugar para entrar na água, por causa da curva que a praia fazia, vinham ondas em duas direções, o banho ficava um pouco mais agitado.

Estava sozinha, então a única possibilidade que tinha de entrar na água era deixar minhas coisas na areia, mas isso não foi um problema, a praia me pareceu muito segura e mergulhei sem me preocupar. Olhando na direção contrária ao mar podemos ver umas pequenas dunas, quase não enxergamos casas ou prédios do bairro do Campeche.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Bem em frente à praia enxergamos a Ilha do Campeche. Lá só é possível ir de barco. Existem barcos que saem da própria praia do Campeche ou da praia da Armação. Eu visitei a Ilha e saí da Armação, então não sei exatamente como fazer para sair da praia do Campeche. Acho que vou fazer um post sobre a Ilha mais pra frente.

Praia do Campeche

Praia do Campeche

Fiquei por lá até começar a esfriar, foi um passeio ótimo e lembrar dele me lembra de que devo fazer mais passeios como esse.

Vou viajar no carnaval e acho que não vou ter internet, então só vou responder comentários na quarta, mas os posts três vezes na semana vão continuar normalmente. Se eu não tiver internet, não vou conseguir postar no Instagram, mas aviso de posts novos na página do blog no Facebook. Segue o blog por lá!

Beijos

Viajando – Curitiba

Oi gente,

Esse é o último post da série de viagem sozinha. Se você não viu os outros, confere lá.

Viajando sozinha – parte 1

Viajando sozinha –parte 2

Viajando – São Paulo

Saí de São Paulo debaixo de chuva e cheguei a Curitiba com um frio inesperado, pelo menos para mim. Já tinha ido a Curitiba de passagem duas vezes, mas em nenhuma delas tinha dormido na cidade. Na primeira passagem estava muito sol, na segunda, peguei chuva, mas ainda não conhecia o frio do verão.

Cheguei perto de 8h da manhã e o termômetro perto da rodoviária marcava 13 graus. Era dia 23 de Dezembro, o verão já tinha começado oficialmente, mas lá estava, 13 graus e uma chuva fininha que não tinha cara de que ia parar tão cedo. É claro que minha mala não tinha roupas de inverno, só dois casaquinhos finos, uma legging, que eu pretendia lavar, e uma calça jeans. Vários shortinhos e blusinhas sem manga. Pensa no desespero. Pra quem não me conhece, eu sinto MUITO frio, morro de frio no inverno de 18 graus do Rio de Janeiro. Sério.

Museu Oscar Niemeyer ou Museu do Olho - Curitiba/ PR

Museu Oscar Niemeyer ou Museu do Olho – Curitiba/ PR

Ok, vou tentar não me prender mais ao frio, acho que já deu pra entender que, pra mim, foi algo marcante. Fica a dica de conferir como é o clima no lugar que você vai. Bom, o hostel já estava reservado, dessa vez usei o booking mesmo. Curitiba é uma cidade menor, com menos opções de hostel e me senti segura de escolher por lá. Fiquei no Motter Home, um hostel bastante bem localizado. Peguei o ônibus na frente da rodoviária e desci relativamente perto do hostel.

Achei que, como Curitiba tem um sistema de tubos nos pontos de ônibus, seria muito fácil andar por lá, mas me enganei. Na verdade achei bem complexo. Bom, existem esses tubos que são pontos de ônibus que você paga para entrar. Estando dentro, pode pegar um ônibus, descer em outro tubo e de lá pegar um novo ônibus sem pagar outra passagem. Achei que seria semelhante ao metrô, mas com ônibus. Não sei se foi meu desconhecimento, mas não achei nada simples. Primeiro que não existe algo semelhante ao mapa do metrô, onde de uma estação você pode traçar, com facilidade, um caminho para qualquer outra estação. E segundo que existem muitos tipos de ônibus em Curitiba e cada um tem seus pontos específicos, nem todos usam os tubos e alguns nem aceitam dinheiro. Eu usei bem pouco os ônibus urbanos, andei bastante e também usei a linha de turismo.

Passeio Público - Curitiba/ PR

Passeio Público – Curitiba/ PR

Acho essa linha de turismo bastante interessante para quem não vai passar muitos dias na cidade e não vai dar tempo de se entender com a variedade de ônibus convencionais. Você compra um pacote de cinco passagens que custa R$30,00. Cada vez que embarca no ônibus, usa uma dessas passagens. O ônibus para em pontos específicos de interesse turístico e você pode escolher onde descer. Às vezes um ponto pode ser perto do outro e é possível andar entre eles e pegar o transporte em outro ponto. Esse ônibus passa mais ou menos de 30 em 30 minutos, mas devemos prestar atenção que o último sai do ponto inicial às 17:30h, então não é muito tarde. Ele leva cerca de 2:30h para completar o trajeto. Essas cinco passagens não precisam ser usadas no mesmo dia.

E por que eu achei que vale a pena? Bom, não há risco de se perder, o custo é mais alto que um ônibus normal, mas mais baixo do que duas passagens e o passeio é demorado, mas te dá uma boa oportunidade de dar uma volta na cidade. Pra saber se vale a pena, depende da localização da sua hospedagem, o tempo que tem na cidade e quanto dinheiro pretende gastar. De ônibus convencional talvez economize, mas pode se perder, de taxi, certamente será mais rápido, mas também bem mais caro.

Ópera de Arame - Curitiba/ PR

Ópera de Arame – Curitiba/ PR

Em Curitiba conheci o Museu Oscar Niemeyer, também conhecido como Museu do Olho, o Bosque do Papa João Paulo II e o Memorial da Imigração Polonesa, o Centro Histórico, Museu Paranaense, Museu de Arte Contemporânea e passei na frente da Mesquita. Conheci também o Parque São Lourenço, o Passeio Público, a Ópera de Arame, o Parque Tingui e o Memorial Ucraniano. O Jardim Botânico, o Parque Tanguá e o Barigui eu já tinha conhecido das outras vezes em que fui. Curitiba tem muitos parques e bosques, mas na maioria dos dias em que fiquei lá o tempo estava bastante ruim e chuvoso, ótimo para museus, mas não tão bom para parques.

Passei o Natal lá e nesta época muitas coisas fecham, por isso não consegui ir ao Memorial Árabe, que fica ao lado do Passeio Público, ao Memorial de Curitiba, no Centro, à Torre Panorâmica, perto do hostel, ou à Pedreira Paulo Leminski, ao lado da Ópera de Arame.

Memorial Ucraniano - Curitiba/ PR

Memorial Ucraniano – Curitiba/ PR

Gostei bastante da cidade e tive vontade de ficar mais tempo para conhecer melhor, mas ao mesmo tempo o clima frio e úmido me incomodou bastante. Acabei ficando bem mais tempo no hostel do que gostaria. Andei muito debaixo de chuva, mas depois de estar cansada e molhada, sempre acabava voltando mais cedo. O lado positivo disso foi que houve muita interação com os outros hóspedes, jogamos diversos jogos e conversamos bastante.

Parque Tingui - Curitiba/ PR

Parque Tingui – Curitiba/ PR

Como disse, passei o Natal por lá. Na noite do dia 24 o hostel ofereceu uma ceia, o que foi ótimo, não só porque seria difícil encontrar restaurante aberto nesse horário, mas também porque a comida estava deliciosa. Depois da ceia acabei saindo com um pessoal do hostel, foi o único dia em que conheci alguma coisa da noite curitibana.

E como era o hostel? Bom, eu realmente gostei do Motter Home, o pessoal da recepção era muito atencioso, sempre conversando, ajudando a chegar nos lugares e dando dicas do que fazer na cidade. O espaço comum era muito bom, TV, sinuca, jogos, sofás confortáveis, decoração aconchegante e uma ótima cozinha. Tinha também um espaço externo, mas como só peguei um dia de sol, ninguém estava usando muito esse espaço. Os banheiros eram bons e o quarto também. O café da manhã era bom, mas, assim como em São Paulo, senti falta de mais frutas. Era servido até 9:30h, acho que poderia ser até 10:00h.

Essa foi minha experiência em Curitiba, vocês conhecem a cidade? Me contem nos comentários.

Beijos