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Livro: Admirável mundo novo – Aldous Huxley

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Oi gente,

Mês novo começando com um feriadinho prolongado, nada melhor do que uma indicação de livro, certo? E, pela primeira vez, vou mostrar um livro físico, de papel, que não está no Kobo.

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Abril trouxe Admirável mundo novo, do Aldous Huxley. É um livro de 1932, uma ficção científica, ou distopia, como está na moda chamar agora. Não sei exatamente em que ano o livro se passa, mas podemos perceber que são muitos anos no futuro.

Nesse futuro temos uma sociedade separadas em castas, não temos mais Deus e quem ocupa seu lugar é Ford. Então há um novo calendário e os anos são contados a partir dele (ano 650 depois de Ford, por exemplo). Seu nome é usado também em exclamações e interjeições e existe também um sistema bem complexo de reprodução humana. As pessoas não nascem mais por vias normais, tudo é feito em laboratórios e tubos de ensaio e, desde o início, as pessoas são condicionadas a determinada casta. Toda a educação é voltada para que as pessoas se encaixem na sociedade e em suas respectivas castas, então, a princípio, todos estão satisfeitos. Se há algum problema eles têm o soma, uma droga que todos tomam com frequência e acaba com todos os problemas. A organização da sociedade é muito baseada nisso, a harmonia entre as castas. Todos devem fazer aquilo que foi pré-determinado, sem questionamentos, sem novidades. O consumo de bens materiais é exagerado e as interações sociais também, ninguém deve fazer atividades solitárias. A monogamia também não deve ser encorajada, “cada um pertence a todos”, então não há ciúmes ou sensação de posse.

São diversos os ditados repetidos pelos personagens, esses ditados foram ensinados a todos desde o nascimento e regem a vida em sociedade. Ser questionador é um problema, e esse é o problema de Bernard, um alfa mais (a casta superior). Ele não consegue se encaixar na sociedade, é diferente fisicamente dos outros alfa mais, não gosta das atividades sociais que todos gostam, consome pouco soma e está sempre questionando os ditados e agindo diferente dos outros. Bernard acaba se apaixonando por Lenina, uma beta mais que, diferente dele, se encaixa perfeitamente na sociedade e nunca questiona nada.

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Certo dia Bernard e Lenina vão visitar uma reserva histórica, um local cercado e protegido onde pessoas vivem fora da sociedade idealizada. Seria algo comparado a uma reserva indígena, mas há uma separação muito maior entre as sociedades e os civilizados enxergam os selvagens quase como um zoológico, um campo de estudo. Bernard e Lenina vão visitar uma reserva e acabam encontrando Linda. Linda é uma civilizada que, há muitos anos, em uma visita, acabou se perdendo e ficando entre os selvagens. Ela está completamente mudada, inclusive teve um filho de modo natural, mas anseia loucamente por voltar à civilização.

A partir daí começam muitos problemas e questionamentos, não mais da parte de Bernard, mas de John, filho de Linda. Ele vai à civilização, mas tem uma visão muito diferente de tudo e há um choque enorme, ele não consegue compreender ou aceitar diversos costumes.

É um livro bom e bastante interessante, inclusive percebemos que, embora nossa sociedade não se pareça com a do livro, muitas das direções apontadas por Huxley são realmente seguidas atualmente, como o incentivo ao consumo, avanço de novas tecnologias, a busca pela juventude eterna, etc. Não é uma obra verossímil, não parece que ela realmente revela o nosso futuro, mas é muito interessante para refletir diversas das nossas atitudes, se são realmente positivas ou não.

Esse livro, ao contrário das distopias atuais, não tem foco principal no enredo. Ele é bastante descritivo e se preocupa em esmiuçar as técnicas e o funcionamento dessa nova sociedade. Em alguns pedaços ele chega a parecer um livro teórico, não uma ficção. Percebemos claramente que o foco principal não é o enredo, mas repensar a sociedade e os rumos que estamos dando a ela. Do meu ponto de vista não tem nenhum personagem que eu realmente goste, me identifique e torça, e isso me faz falta. O que eu mais gosto nos livros são os personagens e suas histórias, senti falta disso no livro. Ainda assim, se você se interessa pelo tema, recomendo bastante a leitura.

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Quais livros vocês estão lendo e me recomendam? Já leram esse?

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Beijos

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  1. Pingback: Refletindo – Consumismo | Isso, aquilo e tal

  2. Olá, primeira vez no seu blog, achei muito bom os posts, parabéns. Achei vc inteligente e sensata 😉

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